{"id":1093,"date":"2009-09-10T19:07:36","date_gmt":"2009-09-10T19:07:36","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1093"},"modified":"2009-09-10T19:07:36","modified_gmt":"2009-09-10T19:07:36","slug":"marina-silva-e-as-identidades-representadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1093","title":{"rendered":"Marina Silva e as identidades representadas"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/marina_silva.jpg\" title=\"A senadora acreana Marina Silva era uma das torres do PT aut\u00eantico na Era FHC junto de Helo\u00edsa Helena. Agora, para sair sem romper, opta pelo PV para seguir fazendo a cr\u00edtica por dentro e em uma legenda pequena no tamanho, mas brasileira nos usos e costumes da pol\u00edtica profissional  - Foto:corposocial\" alt=\"A senadora acreana Marina Silva era uma das torres do PT aut\u00eantico na Era FHC junto de Helo\u00edsa Helena. Agora, para sair sem romper, opta pelo PV para seguir fazendo a cr\u00edtica por dentro e em uma legenda pequena no tamanho, mas brasileira nos usos e costumes da pol\u00edtica profissional  - Foto:corposocial\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A senadora acreana Marina Silva era uma das torres do PT aut\u00eantico na Era FHC junto de Helo\u00edsa Helena. Agora, para sair sem romper, opta pelo PV para seguir fazendo a cr\u00edtica por dentro e em uma legenda pequena no tamanho, mas brasileira nos usos e costumes da pol\u00edtica profissional <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:corposocial<\/small><\/figure>\n<p>02 de setembro de 2009, por Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora pelo Acre, Marina Silva, deixou o PT para se filiar ao PV. Tanto o caso de sua sa&iacute;da como o fato de haver optado seguir por dentro do bloco que comp&otilde;e o governo Lula s&atilde;o de amplo dom&iacute;nio. Particularmente, entendo que esse arroubo de desencanto chegou tarde por dois motivos. &Eacute; tardia sua cr&iacute;tica paulatina e moderada aos anos de Luiz In&aacute;cio. E, no que diz respeito &agrave; lida pol&iacute;tica cotidiana, sua entrada na legenda dos Verdes n&atilde;o ir&aacute; transformar a cultura interna desse partido.<\/p>\n<p>Embora tenha uma aura correta, o Partido Verde termina por optar pelas alian&ccedil;as t&aacute;ticas de conveni&ecirc;ncia. Pode at&eacute; alegar que seu maior interesse como agrupa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica s&atilde;o as tem&aacute;ticas ambientais. Isto, em tese, justifica o PV ser co-governo com PSDB, DEM, Lula (PT) e mais quem vier. Em todos os n&iacute;veis de governo, o padr&atilde;o &eacute; n&atilde;o ter padr&atilde;o. Assim, podemos afirmar de maneira ponderada que a nova legenda de Marina &eacute; mais uma legenda brasileira, com algumas virtudes e abund&acirc;ncia de mazelas. <\/p>\n<p>Entendo que a maior mazela do PV como proposta n&atilde;o &eacute; a conviv&ecirc;ncia com as legendas tradicionais, verdadeiras escolas de patrimonialismo. O grande problema &eacute; a aus&ecirc;ncia de sujeitos organiz&aacute;veis com um m&iacute;nimo de coer&ecirc;ncia interna. Explico. Ao contr&aacute;rio dos seus referentes europeus, o movimento brasileiro em defesa do meio ambiente tem ra&iacute;zes que ultrapassam qualquer conservacionismo. Quando uma vis&atilde;o de desenvolvimento sustent&aacute;vel, baseada na defesa dos recursos naturais n&atilde;o renov&aacute;veis vem &agrave; tona na sua express&atilde;o social, conservar significa literalmente manter o estilo de vida de popula&ccedil;&otilde;es inteiras. <\/p>\n<p>Como a companheira de lutas de Chico Mendes bem o sabe, geralmente estas l&oacute;gicas sociais implicam em n&atilde;o deixar de existir como tal. Nestes processos, a identidade e o <em>modus vivendi<\/em> tornam-se sujeitos sociais pass&iacute;veis de ser organizados e ansiosos por protagonismo. Este &eacute; um dos fatores que permitem a exist&ecirc;ncias de redes e movimentos populares garantindo a defesa espec&iacute;fica, mas tamb&eacute;m unificando ribeirinhos, seringueiros, pescadores, remanescentes de quilombos, posseiros e os povos originais (erroneamente chamados de ind&iacute;genas). &Eacute; na fronteira viva da Amaz&ocirc;nia Legal onde se encontra o caldo de cultura para esta poss&iacute;vel unidade e ao mesmo tempo se sente o duplo discurso do Estado brasileiro. Fala-se em desenvolvimento sustent&aacute;vel e pratica-se a explora&ccedil;&atilde;o desenfreada, sem planejamento e em larga escala. <\/p>\n<p>Pelo visto, &eacute; Marina quem vai catapultar o PV e n&atilde;o ao contr&aacute;rio. Ainda que a senadora acreana seja aut&ecirc;ntica e reconhecida entre estes sujeitos sociais, sua nova legenda pol&iacute;tica n&atilde;o tem legitimidade para incidir nestes setores. Quando as identidades s&atilde;o baseadas em um modo de vida, as estruturas de intermedia&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica importam pouco ou nada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A senadora acreana Marina Silva era uma das torres do PT aut\u00eantico na Era FHC junto de Helo\u00edsa Helena. 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