{"id":1099,"date":"2009-09-21T12:10:35","date_gmt":"2009-09-21T12:10:35","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1099"},"modified":"2009-09-21T12:10:35","modified_gmt":"2009-09-21T12:10:35","slug":"no-rs-a-crise-politica-esta-na-baixa-intensidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1099","title":{"rendered":"No RS, a crise pol\u00edtica est\u00e1 na baixa intensidade"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/coffyeyeda.jpg\" title=\"Como \u00e9 sabido, o deputado estadual suplente, o ex-pedetista e neo-tucano do pago Coffy Rodrigues, \u00e9 o fiel relator da CPI da Corrup\u00e7\u00e3o em vias de ser abafada pela algo leal e mui onerosa base de apoio de Yeda no parlamento rio-grandense.  - Foto:rsurgente\" alt=\"Como \u00e9 sabido, o deputado estadual suplente, o ex-pedetista e neo-tucano do pago Coffy Rodrigues, \u00e9 o fiel relator da CPI da Corrup\u00e7\u00e3o em vias de ser abafada pela algo leal e mui onerosa base de apoio de Yeda no parlamento rio-grandense.  - Foto:rsurgente\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Como \u00e9 sabido, o deputado estadual suplente, o ex-pedetista e neo-tucano do pago Coffy Rodrigues, \u00e9 o fiel relator da CPI da Corrup\u00e7\u00e3o em vias de ser abafada pela algo leal e mui onerosa base de apoio de Yeda no parlamento rio-grandense. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:rsurgente<\/small><\/figure>\n<p>21 de setembro de 2009, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul vive um momento &iacute;mpar. Dentro de gabinetes, atrav&eacute;s da m&iacute;dia estadual e nos tribunais, estamos em crise pol&iacute;tica. Tudo derivado de duas opera&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Federal, a Rodin (alvo no Detran) e a Solid&aacute;ria (alvo no munic&iacute;pio de Canoas at&eacute; a gest&atilde;o passada), e que derivaram em den&uacute;ncias do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF\/RS) envolvendo membros do governo Yeda Crusius (PSDB). Enquanto isso, nas ruas, pouco ou nada acontece. Quando acontece, a m&iacute;dia de sempre j&aacute; pauta o agendamento do tema como baderna. Assim, o que era para ser um h&aacute;bito pol&iacute;tico torna-se exce&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio das tradi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas ga&uacute;chas, a baixa freq&uuml;&ecirc;ncia de mobiliza&ccedil;&otilde;es faz com que a cidadania assista a tudo como sendo um espet&aacute;culo. Motivos n&atilde;o faltariam para intensificar as atividades participativas. Uma das causas para essa pouca mobilidade &eacute; o &ldquo;telhado de vidro&rdquo; do ainda reformista PT ga&uacute;cho e as alian&ccedil;as esp&uacute;rias feitas em nome da tal da governabilidade no Planalto Central.<\/p>\n<p>Para compreender em que p&eacute; est&atilde;o os passos e jogadas na pol&iacute;tica de intermedia&ccedil;&atilde;o profissional, vejamos algo dos &uacute;ltimos acontecimentos, sempre em termos de ilustra&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Breve retrospectiva recortada da semana que passou <\/p>\n<p><\/strong>Nos &uacute;ltimos dez dias, pequenos tremores ocorreram na Prov&iacute;ncia. Ap&oacute;s muitos tr&acirc;mites, idas e vindas, na quinta 10 de setembro, o presidente da Assembl&eacute;ia Legislativa (Alergs), deputado estadual Ivar Pavan (PT), aceitou o pedido do F&oacute;rum dos Servidores P&uacute;blicos, de abertura de processo de impeachment da governadora. Mesmo com maioria governista na casa, o aceite j&aacute; foi motivo para bastante barulho. O Piratini contra atacou com propaganda oficial, acusando as for&ccedil;as do atraso em querer &ldquo;desestabilizar&rdquo; o governo. Nenhuma palavra sobre os processos correndo na Justi&ccedil;a. <\/p>\n<p>O resultado foi, atrav&eacute;s de den&uacute;ncias, o fato interessante do co-governo dos economistas neoliberais com os oligarcas de sempre serem obrigados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico de retirarem parte do reclame do ar. Detalhe, tratava-se de propaganda de governo escancarada, em termos t&atilde;o acintosos que nem a lei permitia. <\/p>\n<p>De volta a Assembl&eacute;ia, al&eacute;m do impeachment, h&aacute; outro foco na luta pol&iacute;tica. &Eacute; a chamada CPI da Corrup&ccedil;&atilde;o, presidida pela ex-prefeita de Alvorada, a muito contestada deputada estadual Stela Farias (PT). O governo garantiu o relator (dep. Coffy Rodrigues, PSDB), e pela regra da maioria, tenta impor o plano de trabalho, que de sua parte &eacute; solenemente ignorado pelos deputados da oposi&ccedil;&atilde;o. A bancada governista pode, atrav&eacute;s das regras, tentar abafar os efeitos pol&iacute;ticos da CPI. J&aacute; a presidenta da Comiss&atilde;o, com acesso aos autos das provas do MPF, faz a divulga&ccedil;&atilde;o do trabalho investigativo dos procuradores. Os resultados s&atilde;o imediatos, a julgar pelos conte&uacute;dos das conversas gravadas sob ordem da Justi&ccedil;a, e disponibilizadas neste <a href=\"http:\/\/zerohora.clicrbs.com.br\/zerohora\/jsp\/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=Pol&iacute;tica&amp;newsID=a2653452.xml\">link.<\/a> <\/p>\n<p>Vive-se a situa&ccedil;&atilde;o de martelo e bigorna. Os &aacute;udios batem e voltam, reproduzidos de modo a causar conflito dentro das media&ccedil;&otilde;es oficiais, como foi o bate boca no fat&iacute;dico dia 15 de setembro &uacute;ltimo. Antonio Carlos Macedo, apresentador e &acirc;ncora da R&aacute;dio Ga&uacute;cha (pertencente ao grupo co-governado por Pedro Parente), questionou os argumentos furados (tentando justificar o injustific&aacute;vel em meio a di&aacute;logos telef&ocirc;nicos gravados sob ordem judicial) expressos pelo ex-secret&aacute;rio da seguran&ccedil;a do governo Germano Rigotto (PMDB), o pol&iacute;tico de Cachoeira Jos&eacute; Ot&aacute;vio Germano (PP). <\/p>\n<p>Seguindo no ciclo de pequenos tremores, na sess&atilde;o da tarde de ter&ccedil;a (15), a mesa diretora da Assembl&eacute;ia leu a den&uacute;ncia de impeachment e a fundamenta&ccedil;&atilde;o de Pavan por decidir acat&aacute;-la. Deu-se um fato pol&iacute;tico completo com a transmiss&atilde;o ao vivo pela TV Assembl&eacute;ia, com galerias cheias e delega&ccedil;&otilde;es de sindicalistas, encabe&ccedil;ados pelo Cpers (professores estaduais), a cantarem de m&atilde;os dadas o Hino Rio-Grandense. A bola de neve n&atilde;o parou a&iacute;. <\/p>\n<p><strong>R&eacute;quiem para o presidente do Tribunal de Contas do Estado que vive em crise pol&iacute;tica<\/strong> <\/p>\n<p>N&atilde;o se pode condenar a um agente p&uacute;blico antes do julgamento conclusivo e com ampla defesa. Por outro lado, aqueles que exercem o dever de fiscalizar o uso e destina&ccedil;&atilde;o do er&aacute;rio, n&atilde;o podem ter sobre suas cabe&ccedil;as suspeitas de mau uso de fundos p&uacute;blicos. Os titulares dos tribunais de contas dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo s&atilde;o &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores das finan&ccedil;as p&uacute;blicas. Este &eacute; o caso do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). <\/p>\n<p>J&aacute; na manh&atilde; da ter&ccedil;a dia 15, Yeda sofreu outra baixa. Jo&atilde;o Luiz Vargas, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), um dos r&eacute;us da a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa fruto das den&uacute;ncias do MPF\/RS e aceita pela ju&iacute;za da 3&ordf; Vara Federal de Santa Maria, Simone Barbisan Fortes, pediu o bon&eacute;. H&aacute; pouco mais de duas semanas, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) autorizara a quebra de sigilo fiscal e banc&aacute;rio do pol&iacute;tico com trajet&oacute;ria no PDT, ex-prefeito de S&atilde;o Sep&eacute; e ex-presidente da Alergs. Vargas renunciou ao cargo que exercia, onde era um alvo permanente, embora ainda n&atilde;o tenha sido julgado. No m&eacute;dio prazo, sua sa&iacute;da ajuda a atenuar as cr&iacute;ticas sobre o governo. Nestes dias, &eacute; mais um fato pol&iacute;tico. <\/p>\n<p><strong>Em busca de alguma conclus&atilde;o <\/p>\n<p><\/strong>A inflex&atilde;o entre a crise pol&iacute;tica e os desmandos do neoliberalismo no pago n&atilde;o estariam nas den&uacute;ncias por parte da bancada do PT na Alergs, preparando terreno para a campanha eleitoral do atual ministro da Justi&ccedil;a Tarso Genro. Diante de tanto barulho, vejo um impasse pol&iacute;tico adiante. A oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem for&ccedil;as para aprovar o impeachment. J&aacute; o governo, por mais bancada que tenha, n&atilde;o consegue fazer a poeira baixar. Este cen&aacute;rio vai permanecer e a crise de baixa intensidade prosseguir&aacute; at&eacute; o final do ano. De sua parte, a base de apoio do governo, ir&aacute; negociar mais duro com o Piratini a aprova&ccedil;&atilde;o at&eacute; novembro do or&ccedil;amento de 2010. Com ou sem crise, na pol&iacute;tica profissional n&atilde;o existe apoio gr&aacute;tis. A &uacute;ltima troca de secretariado de Yeda atesta o argumento acima. <\/p>\n<p>Se h&aacute; alguma sa&iacute;da para o impasse pol&iacute;tico para al&eacute;m da roleta russa eleitoral, esta via se encontra nas causas do mart&iacute;rio do colono sem-terra Elton Brum da Silva. O que ocorreu em S&atilde;o Gabriel na manh&atilde; de 21 de agosto foi uma conspira&ccedil;&atilde;o oficial, com grau elevado de coniv&ecirc;ncia do governo federal e cujo reflexo poderia &ndash; e ainda pode &ndash; balizar novamente os movimentos populares do Rio Grande. Esta decis&atilde;o passa por somar a luta reivindicativa &agrave; luta de longo prazo, peleando duro contra a reconfigura&ccedil;&atilde;o &ldquo;produtiva&rdquo; da Prov&iacute;ncia, que visa transformar o pampa em um tapete fornecedor de mat&eacute;ria prima de celulose. <\/p>\n<p>Mas, como toda escolha, preferir uma via significa excluir ou relegar a segundo ou terceiro plano outras. E, como nos ensina a trajet&oacute;ria de outros agentes pol&iacute;ticos organizadores de sujeitos sociais, romper com a in&eacute;rcia &eacute; mais custoso e demorado do que intensificar o volume e o n&iacute;vel das lutas. Uma certeza como analista eu tenho. N&atilde;o sai impeachment algum se para isso for contar apenas as for&ccedil;as presentes na Alergs. Para derrubar um governo eleito com maioria parlamentar e apoio da direita econ&ocirc;mica e oligarquia local &ndash; ainda que o Executivo esteja atravessado por suspeitas de corrup&ccedil;&atilde;o &ndash; somente fatos pol&iacute;tico-midi&aacute;ticos n&atilde;o bastam. Ou se constr&oacute;i um consenso m&iacute;nimo a partir das categorias e movimentos populares mobilizados, ou assistiremos a acumula&ccedil;&atilde;o de capital pol&iacute;tico vol&aacute;til a ser mal gasto e pessimamente empregado nas elei&ccedil;&otilde;es de 2010. <\/p>\n<p>E quanto ao empr&eacute;stimo junto ao Banco Mundial, nenhuma palavra de for&ccedil;a alguma. Por que ser&aacute;?&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=25904\">este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 sabido, o deputado estadual suplente, o ex-pedetista e neo-tucano do pago Coffy Rodrigues, \u00e9 o fiel relator da CPI da Corrup\u00e7\u00e3o em vias de ser abafada pela algo leal e mui onerosa base de apoio de Yeda no parlamento rio-grandense. 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