{"id":1102,"date":"2009-09-28T10:58:27","date_gmt":"2009-09-28T10:58:27","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1102"},"modified":"2009-09-28T10:58:27","modified_gmt":"2009-09-28T10:58:27","slug":"o-destino-da-america-agora-se-joga-em-honduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1102","title":{"rendered":"O destino da Am\u00e9rica agora se joga em Honduras"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/honduras_civico.jpg\" title=\"Nas ruas, apesar do Estado de S\u00edtio e das medidas de exce\u00e7\u00e3o, a Frente Nacional de Resist\u00eancia empenha suas for\u00e7as contra o aparato repressivo leal ao Comando Sul e a United Fruit. - Foto:radiomundial\" alt=\"Nas ruas, apesar do Estado de S\u00edtio e das medidas de exce\u00e7\u00e3o, a Frente Nacional de Resist\u00eancia empenha suas for\u00e7as contra o aparato repressivo leal ao Comando Sul e a United Fruit. - Foto:radiomundial\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Nas ruas, apesar do Estado de S\u00edtio e das medidas de exce\u00e7\u00e3o, a Frente Nacional de Resist\u00eancia empenha suas for\u00e7as contra o aparato repressivo leal ao Comando Sul e a United Fruit.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:radiomundial<\/small><\/figure>\n<p>28 de setembro de 2009, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Nas seguintes linhas, aponto algumas reflex&otilde;es iniciadas no calor das horas seguintes ao retorno de Zelaya ao solo hondurenho. Segui observando e tomando notas nos dias seguintes, quando a embaixada do Brasil tornou-se o epicentro do terremoto pol&iacute;tico centro-americano. Abordo o tema a partir de um &acirc;ngulo distinto da vis&atilde;o majorit&aacute;ria. Busco, atrav&eacute;s do presidente deposto, localizar os protagonistas organizados nas entidades de base e organizados na Frente Nacional de Resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Tr&ecirc;s golpes em sete anos: o Imp&eacute;rio perdeu dois e periga perder mais um <br \/>\n<\/strong><br \/>\nNos &uacute;ltimos sete anos, tr&ecirc;s intentos de golpe de Estado foram praticados por oligarquias latino-americanas coordenadas, de forma oficial ou oficiosa, pelos Estados Unidos (EUA), atrav&eacute;s do Departamento de Estado, o Comando Sul e ag&ecirc;ncias como CIA e DEA. O primeiro foi na Venezuela, em abril de 2002, cercando o cholo Hugo Ch&aacute;vez no Pal&aacute;cio Miraflores e resultando em uma pueblada, com Caracas em p&eacute; de guerra e as for&ccedil;as armadas divididas. Ch&aacute;vez voltou ao poder, derrotou os escu&aacute;lidos e aprofundou o estilo de governo. Sem d&uacute;vida alguma, ap&oacute;s a vit&oacute;ria contra os golpistas e a derrota sobre a direita ap&oacute;s o locaute petroleiro, o povo dos bairros e morros passou a ofensiva, for&ccedil;ando o governo a aprofundar o processo de divis&atilde;o de ingressos e rendas. <\/p>\n<p>Outro intento ocorreu na Bol&iacute;via, em setembro de 2008, atrav&eacute;s de oligarquias da chamada Meia Lua. Nesta ocasi&atilde;o, o v&eacute;u ca&iacute;ra e um dos l&iacute;deres p&uacute;blicos da oligarquia cruce&ntilde;a veio a p&uacute;blico. Trata-se do not&oacute;rio traficante de drogas e latifundi&aacute;rio de soja, Branko Gora Marinkovitch Jovicevic; nascido na Bol&iacute;via, filho de croatas pr&oacute;-nazis e formado na Universidade do Texas. O ent&atilde;o presidente do Comit&ecirc; C&iacute;vico de Santa Cruz, fomentara uma rebeli&atilde;o de direita, movida a chicha e cerveja de litro, pregando a secess&atilde;o do pa&iacute;s &ldquo;produtivo&rdquo; contra os &ldquo;lerdos&rdquo; do altiplano. A aventura terminara no Massacre de Pando e no cerco estrat&eacute;gico de colunas populares a algumas capitais separatistas. O governo do aymar&aacute; Evo Morales foi obrigado a se mexer, uma vez que duas colunas de camponeses e mineiros cercaram a capital da secess&atilde;o camba, Santa Cruz de la Sierra. A terra de T&uacute;pac Katari e Inti Peredo quase viu a derradeira guerra de liberta&ccedil;&atilde;o anti-colonial. N&atilde;o foi daquela vez e a legalidade republicana v&ecirc;m sobrevivendo desde ent&atilde;o. <\/p>\n<p>Na terceira tentativa, os poderes hondurenhos, atrav&eacute;s das for&ccedil;as armadas treinadas sob influ&ecirc;ncia da Escola das Am&eacute;ricas, derrubaram o presidente eleito. N&atilde;o &eacute; um golpe como os do per&iacute;odo da Guerra Fria e sequer se aparece com o autogolpe do nipo-peruano Alberto Fujimori, em abril de 1992. Jos&eacute; Manuel Zelaya Rosales foi derrubado por um golpe c&iacute;vico-militar em 28 de junho deste ano. Justo no domingo de manh&atilde;, dia em que se convocava uma consulta a respeito da necessidade ou n&atilde;o de uma Assembl&eacute;ia Nacional Constituinte, o presidente eleito pelo Partido Liberal de Honduras (PLH), foi cercado em sua resid&ecirc;ncia e levado preso para a Costa Rica. A partir deste dia at&eacute; o retorno na &uacute;ltima segunda- feira (22\/09) ao pa&iacute;s, Zelaya praticou uma intensa atividade diplom&aacute;tica, recheada de alian&ccedil;as pontuais e duplo discurso. A motiva&ccedil;&atilde;o f&aacute;tica dos oligarcas bananeros de sempre nas Honduras &eacute; a legalidade constitucional. <\/p>\n<p>Parece que se inspiram na possibilidade de repetirem o ano de 1955 na Argentina. Uma vez derrubado Juan Domingo Per&oacute;n atrav&eacute;s do golpe mais &agrave; direita (gorilas, liberais, socialistas e comunistas pr&oacute;-Moscou) iniciado em 16 de setembro, o peronismo\/justicialismo ficou proibido de participar &ndash; ao menos em sua integralidade &ndash; das elei&ccedil;&otilde;es subseq&uuml;entes. Se Zelaya n&atilde;o voltasse, essa seria a linha adotada pelo presidente golpista Roberto Micheletti, pelo general torturador Romeo V&aacute;squez (o ex-chefe do Estado Maior Conjunto das For&ccedil;as Armadas hondurenhas, destitu&iacute;do dias antes do golpe) e o governo exterior em paralelo comandado pelos ultra-conservadores yankees encastelados no Departamento de Estado e no Comando Sul do Imp&eacute;rio. <\/p>\n<p>\n<strong>Em Honduras, h&aacute; uma bomba de tempo acionada <br \/>\n<\/strong><br \/>\nH&aacute; momentos na trajet&oacute;ria de um pa&iacute;s que a tomada de decis&atilde;o &eacute; fundamental. No caso de Honduras, apesar e al&eacute;m de todas as alian&ccedil;as e manobras diplom&aacute;ticas realizadas pelo presidente deposto Jos&eacute; Manuel Zelaya Rosales, havia um fator estrat&eacute;gico. Esse fator tem um nome e se chama correr riscos. Se a lideran&ccedil;a do presidente constitucional queria manter-se leg&iacute;tima, o latifundi&aacute;rio convertido em l&iacute;der popular teria que lutar, p&ocirc;r na reta e arriscar a vida. O pa&iacute;s sofreu um golpe, atrav&eacute;s de um ex&eacute;rcito fiel e leal a Escola das Am&eacute;ricas que o treinou, e subordinado aos poderes institu&iacute;dos sob controle da oligarquia local. Esse &eacute; o tipo de tropa que n&atilde;o brinca e n&atilde;o se arrepende. Todo golpe de Estado &eacute; sin&ocirc;nimo de viol&ecirc;ncia e perigo. Para recuperar partes de este poder, havia que jogar com todas as possibilidades, inclusive de vida. E, Zelaya, quando cruzou a fronteira e refugiou-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa, chamou para si esta carga. <\/p>\n<p>Muitos analistas duvidavam da capacidade do pol&iacute;tico de carreira do Partido Liberal de Honduras (PLH) em aceitar o desafio que lhe fora imposto. Os dois primeiros blefes de que retornaria ao pa&iacute;s sem sequer passar da fronteira com a Nicar&aacute;gua refor&ccedil;aram este ponto de vista. Confesso que estava c&eacute;tico tamb&eacute;m, e errei. Detalhe, isso n&atilde;o converte Jos&eacute; Manuel em Jos&eacute; Mart&iacute; ou Jos&eacute; Gervasio e nem nada parecido. Ele &eacute; a &uacute;ltima esperan&ccedil;a de um processo de divis&atilde;o de um pouco de renda e riqueza e de um desenvolvimento capitalista parcialmente aut&ocirc;nomo. &Agrave; esquerda dele, no miolo e no seio da Frente Nacional de Resist&ecirc;ncia, tem gente muito s&eacute;ria, peleando duro e mirando longe, indo al&eacute;m dos horizontes da democracia liberal-burguesa, apontando objetivos finalistas de democracia de tipo direta e insubordina&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s ao neg&oacute;cio de plataforma de exporta&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria para o Imp&eacute;rio. Foi essa a parcela de hondurenhos que obriga Zelaya a mover-se. E, para surpresa de muitos, incluindo este que escreve, ele o fez. <\/p>\n<p>Em situa&ccedil;&otilde;es limite, a qualidade da lideran&ccedil;a pol&iacute;tica tamb&eacute;m implica em sua pr&eacute;-disposi&ccedil;&atilde;o pessoal para jogar duro e transitar nas parcelas cinzentas das estruturas e alian&ccedil;as internacionais e continentais. N&atilde;o tenhamos ilus&otilde;es, ningu&eacute;m faz pol&iacute;tica no ex&iacute;lio sem infra-estrutura, recursos e seguran&ccedil;a individual. Dada a proced&ecirc;ncia dos militares hondurenhos, a possibilidade de ser assassinado era e &eacute; uma constante. Se o magnic&iacute;dio &eacute; falado aberta e publicamente nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o olig&aacute;rquicos da Venezuela, o que dir&aacute; nas sombras de janelas de fundos de quartos de hotel e casas de apoiadores nas zonas de fronteira. O ex-presidente tem estafe de confian&ccedil;a, e com certeza bons contatos entre oficiais militares de seu pa&iacute;s. Ainda assim, para cruzar a fronteira de um pequeno pa&iacute;s extremamente vigiado, houve defec&ccedil;&atilde;o e acerto entre setores castrenses. <\/p>\n<p>Durante os oitenta e seis dias que peregrinou pela Am&eacute;rica Central e indo aos foros diplom&aacute;ticos adequados, Zelaya contou com log&iacute;stica e um aparato de intelig&ecirc;ncia operando para ele. Caso contr&aacute;rio, nem vivo estaria. Mesmo um ex-presidente deposto passa dificuldades e todo aparelho pol&iacute;tico &ndash; ainda mais no ex&iacute;lio &ndash; custa caro. Sem infra e recursos, nada mais se faz do que testemunhar a decad&ecirc;ncia de um projeto pol&iacute;tico. N&atilde;o foi esta a alternativa de Zelaya, dada a velocidade com que se movia. Os pa&iacute;ses do Continente est&atilde;o jogando com a possibilidade de frear a tentativa de contra-ofensiva do Imp&eacute;rio. E o epicentro agora est&aacute; em Honduras. Essa constata&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;a a tese do apoio direto ou indireto de governos e administra&ccedil;&otilde;es latino-americanas. Certamente para isso, contou com aliados diversos e muitas vezes disputando lideran&ccedil;a na mesma regi&atilde;o. Tal &eacute; o caso entre Brasil (finalmente!) e a Venezuela, que j&aacute; vinha dando sustenta&ccedil;&atilde;o ao seu governo a partir das negocia&ccedil;&otilde;es l&iacute;citas do pre&ccedil;o do barril de petr&oacute;leo e em opera&ccedil;&otilde;es de tipo cora&ccedil;&otilde;es e mentes, como a Operaci&oacute;n Milagro, onde idosos eram operados gratuitamente (como deve ser) de cataratas e outras enfermidades cur&aacute;veis nos olhos. <\/p>\n<p>Mas, nesse breve ex&iacute;lio, o presidente deposto teve de ter habilidade nas regras da pol&iacute;tica tradicional. Oscilando entre grupos, Zelaya joga um pouco como franco-atirador na pol&iacute;tica, embora pare&ccedil;a mais fanfarr&atilde;o do que &eacute;. Primeiro sinalizou estar favor&aacute;vel ao Acordo de San Jos&eacute;, coordenado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias. Neste texto, constava a anistia para os golpistas e o abandono da convocat&oacute;ria de uma Assembl&eacute;ia Constituinte. Se esta vergonha vingasse, estava aberta a porteira para uma s&eacute;rie de golpes institucionais ou ent&atilde;o possibilidades jur&iacute;dicas como &ldquo;destituintes&rdquo; dos governos eleitos. Por sorte, logo ap&oacute;s o an&uacute;ncio por Mr. Arias, vociferou estar contra o texto e o &ldquo;consenso&rdquo; &ndash; cujo pre&ccedil;o era tentar &ldquo;pacificar&rdquo; a resist&ecirc;ncia &#8211; para o retorno. <\/p>\n<p>O que h&aacute; de inusitado &eacute; a rea&ccedil;&atilde;o do presidente destitu&iacute;do. Na maioria das vezes, l&iacute;deres de tradi&ccedil;&atilde;o olig&aacute;rquica, mesmo com apoio popular, n&atilde;o arriscam a desintegra&ccedil;&atilde;o da ordem social para recuperar uma parcela do poder pol&iacute;tico. Tal foi o caso do ex-presidente brasileiro deposto Jo&atilde;o Goulart, por exemplo. Diante da possibilidade de divis&atilde;o das for&ccedil;as armadas e guerra civil na defesa de seu governo e do processo democr&aacute;tico-liberal, Jango roncou baixo e n&atilde;o acionou a cadeia de comando entre militares ainda leais a ele. N&atilde;o tivemos &ldquo;guerra civil&rdquo; no Brasil, mas pagou-se o pre&ccedil;o de mais de quarenta mil torturados, presos pol&iacute;ticos, desaparecidos e vinte e um anos de ditadura. O pre&ccedil;o foi alto demais para manter a ordem social em detrimento da ordem pol&iacute;tica. Fiquemos atentos, porque esse tipo de manobra ainda pode ocorrer com Zelaya. Se bem que, sejamos justos, a cada dia que passa as margens para tomar esse tipo de decis&atilde;o se reduzem. <\/p>\n<p><strong>Quem luta em Honduras e como se informar desta epop&eacute;ia c&iacute;vico-popular <\/p>\n<p><\/strong>N&atilde;o me surpreende as multid&otilde;es nas ruas de Tegucigalpa e de outras cidades hondurenhas. Desde o dia 28 de junho leio diariamente a m&iacute;dia alternativa hondurenha, Apesar da desinforma&ccedil;&atilde;o pela qual passamos, &eacute; poss&iacute;vel furar o bloqueio midi&aacute;tico. Por um lado, acompanhava a Frente Nacional de Resist&ecirc;ncia atrav&eacute;s de meios hondurenhos alternativos, como o excelente projeto Habla Honduras, ou nas transmiss&otilde;es de r&aacute;dio web da R&aacute;dio Feminista ou da R&aacute;dio Liberada. As fotos, v&iacute;deos e transmiss&otilde;es radiof&ocirc;nicas n&atilde;o deixam d&uacute;vidas. Estamos diante de uma peleia popular e com dimens&atilde;o gigantesca para as propor&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>A pauta central das entidades e organiza&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em a Frente Nacional de Resist&ecirc;ncia Contra o Golpe &eacute; a nova constitui&ccedil;&atilde;o e a pulveriza&ccedil;&atilde;o do poder. Este se concentra tanto na oligarquia hondurenha como nas suas s&oacute;cias majorit&aacute;rias, transnacionais de minera&ccedil;&atilde;o ou bananeiras como a estadunidense Chiquita, ex- United Fruit (<a href=\"http:\/\/www.kaosenlared.net\/noticia\/campana-mundial-boicot-chiquita-apoyo-golpe-honduras\">leia aqui as den&uacute;ncias em castelano<\/a>). Ch&aacute;vez, Lula e at&eacute; Obama sabem que Manuel Zelaya sabe que est&aacute; sentado sobre uma bomba rel&oacute;gio. Por um milagre de S&atilde;o &Oacute;scar Romero, dessa vez o Brasil e sua diplomacia se comportaram a altura de quem quer ser l&iacute;der na regi&atilde;o. Este pa&iacute;s, que se arvora de neutro nos conflitos, foi o mesmo que ajudou a exportar a Doutrina das Fronteiras Ideol&oacute;gicas, enviando torturadores aos quatro cantos do Continente, al&eacute;m de haver participado ativamente na Opera&ccedil;&atilde;o Condor. Espera-se que a medida de receber o presidente deposto na embaixada de Tegucigalpa comece a mudar as pr&aacute;ticas do Itamarati. <\/p>\n<p><strong>Concluindo a an&aacute;lise <br \/>\n<\/strong><br \/>\nHonduras est&aacute; pr&oacute;ximo de um conflito em larga escala, podendo resultar numa rebeli&atilde;o popular sem precedentes. Espera-se que o povo Hondurenho em geral, e a Frente Nacional de Resist&ecirc;ncia em particular, estejam preparados para uma luta de longo prazo. No curto prazo, derrotar os golpistas tem um significado estrat&eacute;gico para toda Am&eacute;rica Latina. <\/p>\n<p>\nEste artigo foi originalmente publicado no portal do <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=26098\">Instituto Humanitas da Unisinos (IHU) <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas ruas, apesar do Estado de S\u00edtio e das medidas de exce\u00e7\u00e3o, a Frente Nacional de Resist\u00eancia empenha suas for\u00e7as contra o aparato repressivo leal ao Comando Sul e a United Fruit. 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