{"id":1111,"date":"2009-10-23T00:13:23","date_gmt":"2009-10-23T00:13:23","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1111"},"modified":"2009-10-23T00:13:23","modified_gmt":"2009-10-23T00:13:23","slug":"a-analise-estrategica-e-o-jogo-real-da-politica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1111","title":{"rendered":"A an\u00e1lise estrat\u00e9gica e o Jogo Real da Pol\u00edtica \u2013 2"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1omaioSP1919.jpg\" title=\"Se dotados de maior capacidade de an\u00e1lise de longo prazo, a classe trabalhadora de S\u00e3o Paulo em 1919 estaria apta a avan\u00e7ar rumo a um projeto de tipo Poder Popular. Disposi\u00e7\u00e3o e capacidade de luta sobravam na \u00e9poca.  - Foto:moreira\" alt=\"Se dotados de maior capacidade de an\u00e1lise de longo prazo, a classe trabalhadora de S\u00e3o Paulo em 1919 estaria apta a avan\u00e7ar rumo a um projeto de tipo Poder Popular. Disposi\u00e7\u00e3o e capacidade de luta sobravam na \u00e9poca.  - Foto:moreira\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Se dotados de maior capacidade de an\u00e1lise de longo prazo, a classe trabalhadora de S\u00e3o Paulo em 1919 estaria apta a avan\u00e7ar rumo a um projeto de tipo Poder Popular. Disposi\u00e7\u00e3o e capacidade de luta sobravam na \u00e9poca. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:moreira<\/small><\/figure>\n<p>21 de agosto de 2009, por Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Neste segundo artigo, abordo as raz&otilde;es conceituais pelas quais me vi obrigado a estudar um intelectual e operador da direita brasileira, como &eacute; o caso de Golbery do Couto e Silva e a dedica&ccedil;&atilde;o ao tema do estudo estrat&eacute;gico como estruturante da an&aacute;lise pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Conforme iniciei a argumenta&ccedil;&atilde;o no primeiro artigo, afirmo que cheguei neste objetivo e vontade atrav&eacute;s da pr&aacute;tica da milit&acirc;ncia pol&iacute;tica motivada e fundamentada pelos estudos de rigor. No campo estritamente acad&ecirc;mico, abordei &ndash; em etapas anteriores &#8211; a an&aacute;lise estrat&eacute;gica a partir do estudo de dois &oacute;rg&atilde;os federais de seguran&ccedil;a e intelig&ecirc;ncia. A mudan&ccedil;a de foco dentro do eixo de an&aacute;lise, se d&aacute; porque entendi haver alcan&ccedil;ado um limite do estudo estrat&eacute;gico do ente estatal, onde n&atilde;o h&aacute; possibilidade do trabalho implicar nem em proposi&ccedil;&atilde;o, e tampouco em reflex&atilde;o te&oacute;rica aprofundada <u>por dentro destas institui&ccedil;&otilde;es<\/u>. Por isso resolvi-me por mudar o tema do estudo e apontar um novo p&uacute;blico alvo, <u>visando outro foco para o trabalho de an&aacute;lise estrat&eacute;gica<\/u>. <\/p>\n<p>Assim, a aplica&ccedil;&atilde;o dos estudos estrat&eacute;gicos aplicados na pol&iacute;tica como forma de embate e debate, aponta como &ldquo;objeto&rdquo; de estudo n&atilde;o ao partido de tipo liberal-burgu&ecirc;s (mesmo em sua vers&atilde;o mais &agrave; esquerda), mas formas de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e de movimentos populares que colocam a pauta reivindicativa como embri&atilde;o de outra forma de poder societ&aacute;rio, distinto da atual. Desta forma, a pujante luta popular latino-americana a partir da resist&ecirc;ncia &agrave;s contra-reformas (restaura&ccedil;&atilde;o neoconservadora) do neoliberalismo me serve tanto de est&iacute;mulo como de pontos de estudo. <\/p>\n<p>Uma leitura tanto dos cl&aacute;ssicos do pensamento pol&iacute;tico do Ocidente assim como do Estado da Arte da bibliografia latino-americana, e tamb&eacute;m atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o da trajet&oacute;ria individual de autores mostra que a mudan&ccedil;a de p&uacute;blico alvo, de objeto de estudo, de destino da pesquisa e da explicita&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o de partida, s&atilde;o fen&ocirc;menos recorrentes dentro do universo das ci&ecirc;ncias sociais em geral e da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica em particular. O que h&aacute; de contra-hegem&ocirc;nico &eacute; o posicionamento e n&atilde;o a fun&ccedil;&atilde;o. Porque a constru&ccedil;&atilde;o desta teoria prev&ecirc; uma postura, um ponto de partida e de mirada do &ldquo;cientista social&rdquo;. Entendo que estas posi&ccedil;&otilde;es sempre existem, a diferen&ccedil;a &eacute; que opto por explicit&aacute;-la. O fa&ccedil;o n&atilde;o por preciosismo ou para marcar uma distin&ccedil;&atilde;o para com o campo, mas por identificar esta necessidade de rigor para abordar o tema. <\/p>\n<p><strong>Quem analisa faz o que? Os of&iacute;cios do analista e suas vers&otilde;es. <br \/>\n<\/strong><br \/>\nPara operar na pol&iacute;tica, o formulador de an&aacute;lise e incid&ecirc;ncias deve reconhecer a amplitude do leque de varia&ccedil;&otilde;es possibilidade de cada conjuntura, de cada momento. E, tamb&eacute;m tem de reconhecer a estrat&eacute;gia tal como &eacute; natureza desta &aacute;rea de estudo. Ou seja, como a ci&ecirc;ncia do conflito; uma disputa de interesses irreconcili&aacute;veis; a intera&ccedil;&atilde;o competitiva por agentes contr&aacute;rios; com o fator risco permanente; sendo que qualquer an&aacute;lise realista deve tomar as condicionalidades como dadas de antem&atilde;o. <\/p>\n<p>Neste sentido, quando o cientista pol&iacute;tico (polit&oacute;logo) ou profissional de &aacute;reas afins trabalha apenas dentro das condi&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas, como num simulacro de desenvolvimento de um saber de tipo &ldquo;&uacute;nico&rdquo; ou para quem este prestar &ldquo;consultoria&rdquo;, ser&aacute; nesta situa&ccedil;&atilde;o onde o chamado analista simb&oacute;lico (vers&atilde;o mais lavada do analista estrat&eacute;gico) pode ser considerado tamb&eacute;m como um prestador de servi&ccedil;os. Ou seja, um profissional especializado embora muito vers&aacute;til, com alto grau de informa&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica (dotado de fontes de <em>inside information<\/em>) e com capacidade de trabalho em equipe. <\/p>\n<p>Este analista, o simb&oacute;lico, difere um pouco dos analistas de informa&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias de intelig&ecirc;ncia e organiza&ccedil;&otilde;es militares. O analista simb&oacute;lico teria um papel intermedi&aacute;rio entre um analista de informa&ccedil;&otilde;es, um formador de recursos humanos (treinamento, forma&ccedil;&atilde;o e reconvers&atilde;o) e de um estrategista cl&aacute;ssico. Estas tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas citadas acima, portanto, avaliamos como sendo parte do perfil do trabalho do analista simb&oacute;lico. <\/p>\n<p>Com o perd&atilde;o da ironia, mas o emprego de jarg&atilde;o publicit&aacute;rio aqui &eacute; irresist&iacute;vel. Assim, reconhe&ccedil;o que no Brasil a fun&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; novidade e temos v&aacute;rios &ldquo;cases&rdquo; de sucesso. Consideramos importante explicitar a fun&ccedil;&atilde;o do analista simb&oacute;lico porque o entendemos como uma possibilidade &ndash; n&atilde;o excludente &ndash; da tipifica&ccedil;&atilde;o de um profissional altamente qualificado, e que pode vir a trabalhar para distintos mercados, tanto de l&oacute;gica empresarial como de l&oacute;gica pol&iacute;tica espec&iacute;fica. Entendo que esta polifuncionalidade aproxima a figura do analista simb&oacute;lico ao papel de um dos analistas por mim mais utilizado em distintas atividades profissionais e de of&iacute;cio (tais como textos, artigos, disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, cursos e livro publicado). <\/p>\n<p><strong>Tra&ccedil;os gerais da estrat&eacute;gia de Golbery <br \/>\n<\/strong><br \/>\nEste outro analista utilizado ao longo dos estudos &eacute; o general riograndino (por ser natural da cidade do porto do Rio Grande) Golbery do Couto e Silva. Ele, consagrado estrategista das For&ccedil;as Armadas (FFAA) brasileiras, &eacute; utilizado n&atilde;o porque concorde com o destino e atividade-fim de suas an&aacute;lises e incid&ecirc;ncias, mas por outra virtude. Entendo que este ga&uacute;cho, militar de carreira, aplicou e operacionalizou em um sistema l&oacute;gico e materializ&aacute;vel, conceitos a princ&iacute;pio estanques e abstratos. <\/p>\n<p>Golbery do Couto e Silva &eacute; autor de dois livros cl&aacute;ssicos da &aacute;rea. O primeiro &eacute; <u>Planejamento Estrat&eacute;gico<\/u> (a edi&ccedil;&atilde;o que uso &eacute; a da UnB, datada de 1981a) e o outro &eacute; <u>Geopol&iacute;tica do Brasil<\/u>, com os anexos de an&aacute;lise de <u>Conjuntura Pol&iacute;tica Nacional e o Poder Executivo<\/u> (da Jos&eacute; Olympio, tamb&eacute;m em 1981b). Nestes textos se comprova que o intelectual conservador arriscou publicar e difundir suas id&eacute;ias-guia cerca de uma d&eacute;cada antes da conspira&ccedil;&atilde;o golpista de 1964, cujas articula&ccedil;&otilde;es iniciam em 1961. Assim demonstra que tinha a capacidade de execu&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da predi&ccedil;&atilde;o, fator esse que considero essencial. Muito de seus conceitos j&aacute; foram superados, mas ainda no panorama do pensamento estrat&eacute;gico continuam v&aacute;lidos e funcionando nas organiza&ccedil;&otilde;es que o executam. Vou al&eacute;m. Se e caso o general fosse mais lido ao inv&eacute;s de comentado, princ&iacute;pios b&aacute;sicos da pol&iacute;tica e da estrat&eacute;gia n&atilde;o seriam t&atilde;o ignorados. Afirmo que a simples no&ccedil;&atilde;o de Programa M&aacute;ximo e Programa M&iacute;nimo, ou Objetivo Estrat&eacute;gico e Meta T&aacute;tica para a Etapa est&atilde;o quase perdidos no uso corrente. <\/p>\n<p>Um exemplo do abandono conceitual da id&eacute;ia de processo est&aacute; na constata&ccedil;&atilde;o de que o conceito de meta (<em>target<\/em>) hoje quase inexiste em seu sentido estrat&eacute;gico. Em Silva (1981a, p.266) encontramos uma cita&ccedil;&atilde;o de Golbery para um texto de Arthur Lewis (<u>Princ&iacute;pios de Planejamento Econ&ocirc;mico<\/u>), diferenciando a meta da atividade planejadora e do balan&ccedil;o inicial da equa&ccedil;&atilde;o de possibilidades, recursos dispon&iacute;veis, prazos planific&aacute;veis e a estimativa de intera&ccedil;&atilde;o dos agentes contr&aacute;rios. &ldquo;<em>A meta &eacute;, de fato, aquilo que nos propomos de realizar como resultado da a&ccedil;&atilde;o que pensamos realmente empreender<\/em>&rdquo;. Mais &agrave; frente, a defini&ccedil;&atilde;o de &ldquo;condicionalidades&rdquo; se d&aacute; ao definir as estimativas. &ldquo;<em>&Eacute; muito importante estim&aacute;-la (a meta) sem quaisquer ilus&otilde;es quanto ao que &eacute; de fato poss&iacute;vel fazer<\/em>&rdquo;. Dou este exemplo para demonstrar a possibilidade de que o corpo conceitual de uma estrutura de pensamento como a empregada neste artigo tem de expor um processo pol&iacute;tico al&eacute;m das no&ccedil;&otilde;es generalizantes e n&atilde;o substantivas dos conceitos empregados. <\/p>\n<p>O mesmo se d&aacute; na cr&iacute;tica de Silva (1981 a, p. 89) ao pensamento elaborado de forma &ldquo;simplista&rdquo; ou &ldquo;reducionista&rdquo;. Segundo Golbery, e tomando como aporte um conceito de Mannheim, &ldquo;<em>o pensamento planificado, que est&aacute; na base de toda a doutrina, implica no abandono definitivo do conceito simplista da causalidade linear e no reconhecimento da intera&ccedil;&atilde;o concomitante como o complexo e indissol&uacute;vel que d&aacute; organicidade de fato &agrave;s estruturas din&acirc;micas em perp&eacute;tua evolu&ccedil;&atilde;o.<\/em>&rdquo; Entendo que a op&ccedil;&atilde;o por negar qualquer matriz de pensamento de causalidade linear &eacute; essencial para a capacidade de predi&ccedil;&atilde;o. Em fun&ccedil;&atilde;o do abandono das ambi&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas de agentes sociais e tamb&eacute;m pela redu&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica dentro dos par&acirc;metros poli&aacute;rquicos, vivemos na ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica hegem&ocirc;nica hoje uma perda de capacidades e habilidades. Reduzimos o foco e encurtamos nossas capacidades de exerc&iacute;cio do of&iacute;cio. <\/p>\n<p>Esta perda atinge a termos equivalentes a ser alfabetizado em an&aacute;lise. O que dir&aacute; de no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas complementares como: acumula&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as; caracteriza&ccedil;&atilde;o de etapa; mera descri&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio complexo; identifica&ccedil;&atilde;o de agentes centrais e secund&aacute;rios com seus respectivos interesses estrat&eacute;gicos e t&aacute;ticos; coer&ccedil;&otilde;es aplic&aacute;veis; manobra de envergadura, dentre outras. Entendo que Golbery fez de sua erudi&ccedil;&atilde;o terreno f&eacute;rtil para a incid&ecirc;ncia sobre a sociedade. Reconhe&ccedil;o que seus efeitos foram nefastos, e me posiciono como inimigo estrat&eacute;gico (portanto irreconcili&aacute;vel) de sua aplica&ccedil;&atilde;o de moderniza&ccedil;&atilde;o conservadora ao custo de mais de 40 mil torturados. <\/p>\n<p>Mas, como este artigo n&atilde;o trata de um panfleto, entendo que h&aacute; algo comum nos distintos estudos estrat&eacute;gicos, que &eacute; a base conceitual de emprego operacional. &Eacute; com esta mirada que reconhe&ccedil;o o seu m&eacute;rito como analista estrat&eacute;gico e considero suas obras como fundamentais tanto para o pensamento pol&iacute;tico brasileiro (com &ecirc;nfase no desenvolvimento da sociedade de controle a qual todos devemos combater) como para esta difus&atilde;o cient&iacute;fica. Estamos e estou em posi&ccedil;&otilde;es opostas de origem, assim como tamb&eacute;m estou perante boa parte dos advisors ou consultants (consultores) operando no Planalto Central. Mas, considero que ambos nos oferecem boas tipifica&ccedil;&otilde;es de analistas estrat&eacute;gicos compat&iacute;veis como aquilo que podem ser considerados analistas simb&oacute;licos. <\/p>\n<p><strong>Analisar para que? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nAfirmada a diferen&ccedil;a, esta difus&atilde;o cient&iacute;fica com base na ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica tamb&eacute;m tem como objetivo apresentar par&acirc;metros m&iacute;nimos que possam iniciar um di&aacute;logo entre o conhecimento acad&ecirc;mico e sua incid&ecirc;ncia na sociedade realmente existente, nutrida esta incid&ecirc;ncia de intencionalidade, prop&oacute;sito estrat&eacute;gico, frieza anal&iacute;tica e o rigor necess&aacute;rio para operar no Jogo Real da Pol&iacute;tica (incluindo normas legais e reais, formais e informais). Uma disciplina aberta pautada em estudos das rela&ccedil;&otilde;es, institui&ccedil;&otilde;es e seus valores que processam e administram poder, como parte consistente das ci&ecirc;ncias humanas e sociais, incidente dentro de sua complexidade e dotada, por tanto, da contund&ecirc;ncia da an&aacute;lise estrat&eacute;gica. <\/p>\n<p>Modestamente assomo o gr&atilde;o de areia na busca, na pr&aacute;tica e na defesa de uma <u>politologia de dimens&atilde;o estrat&eacute;gica<\/u> &ndash; tomando forma irreconcili&aacute;vel com as sociedades injustas onde vivemos &ndash; e que seja produzida e vinculada &agrave; Am&eacute;rica Latina e suas lutas populares e emancipadoras. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=26811\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos <br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se dotados de maior capacidade de an\u00e1lise de longo prazo, a classe trabalhadora de S\u00e3o Paulo em 1919 estaria apta a avan\u00e7ar rumo a um projeto de tipo Poder Popular. 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