{"id":1122,"date":"2009-11-19T19:22:07","date_gmt":"2009-11-19T19:22:07","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1122"},"modified":"2009-11-19T19:22:07","modified_gmt":"2009-11-19T19:22:07","slug":"a-conferencia-nacional-de-comunicacao-e-tensao-com-os-radiodifusores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1122","title":{"rendered":"A Confer\u00eancia Nacional de Comunica\u00e7\u00e3o e tens\u00e3o com os radiodifusores"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/comissao_pro_conferencia.jpg\" title=\"Os membros do segmento do movimento social que fazem parte da comiss\u00e3o pr\u00f3-confer\u00eancia, sofreram e amargaram distintas batalhas regimentais e de procedimento para garantir o aumento da participa\u00e7\u00e3o popular na mesma  - Foto:conferenciaw\" alt=\"Os membros do segmento do movimento social que fazem parte da comiss\u00e3o pr\u00f3-confer\u00eancia, sofreram e amargaram distintas batalhas regimentais e de procedimento para garantir o aumento da participa\u00e7\u00e3o popular na mesma  - Foto:conferenciaw\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Os membros do segmento do movimento social que fazem parte da comiss\u00e3o pr\u00f3-confer\u00eancia, sofreram e amargaram distintas batalhas regimentais e de procedimento para garantir o aumento da participa\u00e7\u00e3o popular na mesma <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:conferenciaw<\/small><\/figure>\n<p>18 de novembro de 2009, de Porto Alegre, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>O Brasil est&aacute; h&aacute; menos de um m&ecirc;s de um fato in&eacute;dito e, n&atilde;o por acaso, o tema &eacute; ignorado solenemente pela maior parte dos cidad&atilde;os deste pa&iacute;s. Entre os dias 14 e 17 de dezembro, em Bras&iacute;lia, delegados estaduais representando movimentos populares, o Estado em seus distintos n&iacute;veis de governo e parcelas dos agentes econ&ocirc;micos do setor, estar&atilde;o discutindo a comunica&ccedil;&atilde;o social brasileira em uma inst&acirc;ncia n&atilde;o vinculante. Ou seja, o que se debater na Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom, http:\/\/proconferencia.org.br) n&atilde;o vira lei, mas pode servir de base para mudan&ccedil;as estruturais no curto e m&eacute;dio prazo. Das v&aacute;rias abordagens poss&iacute;veis para o tema, vejo como essencial o debate dos tr&ecirc;s sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o assinada em 1988 prev&ecirc; no Cap&iacute;tulo V da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, artigos 220 a 224, defini&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o se verificam na sociedade. Explico. O texto da Carta Magna compreende que no Brasil devam existir tr&ecirc;s sistemas complementares e n&atilde;o rivais. Tratam-se dos sistemas privado, estatal e p&uacute;blico (n&atilde;o-estatal). O primeiro diz respeito aos operadores empresariais que v&ecirc;em a ind&uacute;stria da informa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e cultura como uma forma de dividendos econ&ocirc;micos, um neg&oacute;cio. O sistema estatal &eacute; alvo de disputa, entre fazer uma m&iacute;dia dos poderes, ou pior, chapa branca; ou defender o modelo da BBC inglesa, quando o Conselho da Entidade &eacute; soberano e gestor de or&ccedil;amento pr&oacute;prio. J&aacute; o terceiro sistema, o p&uacute;blico n&atilde;o-estatal, tem sua base montada a partir da Lei 9612\/98, quando se regulamenta o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, e compreende as m&iacute;dias associativas sem fins lucrativos e onde todos os cidad&atilde;os de um determinado territ&oacute;rio tenham acesso. <\/p>\n<p>O calcanhar de Aquiles da m&iacute;dia brasileira &eacute; a reprodu&ccedil;&atilde;o do modo de financiamento baseado na publicidade. Como em qualquer outro ramo da economia do pa&iacute;s, o definidor da viabilidade do empreendimento n&atilde;o &eacute; a expertise no ramo de atua&ccedil;&atilde;o, mas a rela&ccedil;&atilde;o com o Estado e os poderes de fato. Este conceito em economia pol&iacute;tica se chama &ldquo;rela&ccedil;&otilde;es assim&eacute;tricas&rdquo;. O mesmo se materializa quando os grandes grupos de m&iacute;dia operando no Brasil t&ecirc;m nos anunciantes estatais uma fonte fundamental para fechar a folha de pagamento e cobrir os custos das empresas. Estas, afiliadas na Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert) e no seu racha, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (Abra) evitam ao m&aacute;ximo pautar o tema do modelo publicit&aacute;rio oficial. A tens&atilde;o se nota na hora de p&ocirc;r em pauta o debate, considerando que a Abert se retira da Confecom e o governo Lula, atrav&eacute;s do ministro da pasta, H&eacute;lio Costa (ele pr&oacute;prio um radiodifusor), faz o poss&iacute;vel para esvaziar a inst&acirc;ncia e n&atilde;o permitir que a mesma se torne refer&ecirc;ncia para o setor. <\/p>\n<p>Entendo que a Confecom deve tra&ccedil;ar os moldes de um novo marco regulat&oacute;rio e este passa pela forma de financiamento, que se confunde com o modelo de neg&oacute;cio, ancorado na rela&ccedil;&atilde;o Empresa-Estado. A assimetria se nota quando os tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo investem a maior parte dos seus recursos de publicidade na m&iacute;dia privada. Isto impede a instaura&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s sistemas, a sustenta&ccedil;&atilde;o das emissoras de tipo estatal e p&uacute;blica, justo por brigarem pela mesma fatia do bolo. N&atilde;o por acaso, este assunto os radiodifusores n&atilde;o querem nem ouvir falar. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/A Constitui&ccedil;&atilde;o assinada em 1988 prev&ecirc; no Cap&iacute;tulo V da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, artigos 220 a 224, defini&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o se verificam na sociedade. Explico. O texto da Carta Magna compreende que no Brasil devam existir tr&ecirc;s sistemas complementares e n&atilde;o rivais. Tratam-se dos sistemas privado, estatal e p&uacute;blico (n&atilde;o-estatal). O primeiro diz respeito aos operadores empresariais que v&ecirc;em a ind&uacute;stria da informa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e cultura como uma forma de dividendos econ&ocirc;micos, um neg&oacute;cio. O sistema estatal &eacute; alvo de disputa, entre fazer uma m&iacute;dia dos poderes, ou pior, chapa branca; ou defender o modelo da BBC inglesa, quando o Conselho da Entidade &eacute; soberano e gestor de or&ccedil;amento pr&oacute;prio. J&aacute; o terceiro sistema, o p&uacute;blico n&atilde;o-estatal, tem sua base montada a partir da Lei 9612\/98, quando se regulamenta o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, e compreende as m&iacute;dias associativas sem fins lucrativos e onde todos os cidad&atilde;os de um determinado territ&oacute;rio tenham acesso. \">Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os membros do segmento do movimento social que fazem parte da comiss\u00e3o pr\u00f3-confer\u00eancia, sofreram e amargaram distintas batalhas regimentais e de procedimento para garantir o aumento da participa\u00e7\u00e3o popular na mesma Foto:conferenciaw 18 de novembro de 2009, de Porto Alegre, Bruno Lima Rocha O Brasil est&aacute; h&aacute; menos de um m&ecirc;s de um fato in&eacute;dito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1122\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}