{"id":1124,"date":"2009-11-26T09:14:52","date_gmt":"2009-11-26T09:14:52","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1124"},"modified":"2009-11-26T09:14:52","modified_gmt":"2009-11-26T09:14:52","slug":"a-matriz-estruturalista-na-ciencia-social-aplicada-na-america-latina-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1124","title":{"rendered":"A Matriz Estruturalista na ci\u00eancia social aplicada na Am\u00e9rica Latina- 3"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Canguilhem.jpg\" title=\"Georges Canguilhem, de quem Michel Foucault foi aluno direto, \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelas macro-defini\u00e7\u00f5es da chamada escola estruturalista. Esta Matriz, se bem estudada, \u00e9 perfeitamente operacionaliz\u00e1vel para a incid\u00eancia das ci\u00eancias humanas e sociais na, da e para a Am\u00e9rica Latina.  - Foto:lyc-sevres\" alt=\"Georges Canguilhem, de quem Michel Foucault foi aluno direto, \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelas macro-defini\u00e7\u00f5es da chamada escola estruturalista. Esta Matriz, se bem estudada, \u00e9 perfeitamente operacionaliz\u00e1vel para a incid\u00eancia das ci\u00eancias humanas e sociais na, da e para a Am\u00e9rica Latina.  - Foto:lyc-sevres\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Georges Canguilhem, de quem Michel Foucault foi aluno direto, \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelas macro-defini\u00e7\u00f5es da chamada escola estruturalista. Esta Matriz, se bem estudada, \u00e9 perfeitamente operacionaliz\u00e1vel para a incid\u00eancia das ci\u00eancias humanas e sociais na, da e para a Am\u00e9rica Latina. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:lyc-sevres<\/small><\/figure>\n<p>26 de novembro de 2009, por Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Neste breve artigo encerro a trilogia de difus&atilde;o cient&iacute;fica cujo foco &eacute; a aproxima&ccedil;&atilde;o da Matriz Estruturalista de pensamento cient&iacute;fico social e sua operacionalidade no tempo contempor&acirc;neo (hist&oacute;rico) e no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico conhecido como Am&eacute;rica Latina e Caribe. Uma vez considerados estes fatores, retorno &agrave; matriz estruturalista que deu origem aos estudos que nutriram a origem deste trabalho. Vou ao encontro das ra&iacute;zes desta &ldquo;escola&rdquo; estruturalista. N&atilde;o passo nesse momento por George Canguilhem (1904-1995) &ndash; de quem Michel Foucault (1926-1984) foi assistente &ndash; mas por um livro que demarca o in&iacute;cio da afirma&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia de que o inconsciente &eacute; irredut&iacute;vel e opera sobre qualquer formula&ccedil;&atilde;o de pensamento. Estou me referindo &agrave; obra cuja primeira edi&ccedil;&atilde;o original em franc&ecirc;s &eacute; datada de 1938 e tem a autoria de Gast&oacute;n Bachelard (1884-1962). Para este trabalho, o material utilizado &eacute; a edi&ccedil;&atilde;o hispano-mexicana de 1972 (BACHELARD, Gast&oacute;n. La Formaci&oacute;n Del Esp&iacute;ritu Cient&iacute;fico. Cidade do M&eacute;xico, Siglo XXI, 1972, 21&ordf; edi&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p>Al&eacute;m da linguagem refinada, por vezes aproximando-se da poesia, Bachelard como fil&oacute;sofo e epistem&oacute;logo nos oferece um rico manancial de possibilidades de cr&iacute;tica e de conhecimento sobre a forma&ccedil;&atilde;o do pensamento cient&iacute;fico. Para o prop&oacute;sito aqui empregado, mais relevante do que a afirma&ccedil;&atilde;o de que o &ldquo;tema ou a abordagem &eacute; ou n&atilde;o cient&iacute;fico&rdquo;, importa mais a aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todo de rigor e precis&atilde;o. O esfor&ccedil;o do conhecimento demanda a exist&ecirc;ncia do &ldquo;esp&iacute;rito cient&iacute;fico&rdquo;, que pelas palavras do pr&oacute;prio Bachelard implica em: <\/p>\n<p>Mostraremos o efeito da mem&oacute;ria sobre a raz&atilde;o. Insistiremos sobre o fato de que n&atilde;o pode prevalecer de um esp&iacute;rito cient&iacute;fico, enquanto n&atilde;o se est&aacute; seguro de, a cada momento de sua vida mental, ter de reconstruir todo seu saber. Somente os eixos e bases racionais permitem tal reconstru&ccedil;&atilde;o. O resto &eacute; apenas baixa mnemotecnia. A paci&ecirc;ncia da erudi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com a paci&ecirc;ncia cient&iacute;fica. (Bachelard, 1972, p. 10). <\/p>\n<p>Fa&ccedil;o acordo com esta postura e vou al&eacute;m. Vejo que existe um duplo discurso. Na maior parte das vezes, uma corrente hegem&ocirc;nica de um determinado campo se afirma como cient&iacute;fica, mas se nega a rever seus pr&oacute;prios paradigmas. A afirma&ccedil;&atilde;o de cientificidade se d&aacute; sobre uma posi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a e controle dentro de um campo de saber ou sub&aacute;rea. A amplitude de vis&atilde;o na politologia (ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica) implica por tanto a considera&ccedil;&atilde;o de todos os cen&aacute;rios anal&iacute;ticos e a explicita&ccedil;&atilde;o da premissa. N&atilde;o existe &ldquo;esp&iacute;rito cient&iacute;fico&rdquo; poss&iacute;vel de florescer quando uma id&eacute;ia de equil&iacute;brio &oacute;timo prevalece na formula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica por em cima das pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas realmente existentes. A formula&ccedil;&atilde;o de tipo-ideal, ou melhor, de tipos ideais, entendo como modelagem e n&atilde;o como &ldquo;base cient&iacute;fica&rdquo;. <\/p>\n<p>Por isso vejo como positiva a atitude inversa. Assumir a tipifica&ccedil;&atilde;o de modelos como influ&ecirc;ncia direta da normatividade, portanto &eacute; algo intencional. A normatividade que gera modelos serve como for&ccedil;a motivadora para a pesquisa, o estudo, a an&aacute;lise e a incid&ecirc;ncia. Equivale para a epistemologia como a esfera ideol&oacute;gica &eacute; para a pol&iacute;tica. A normatividade &eacute; necessariamente uma constru&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ia. <\/p>\n<p>As id&eacute;ias t&ecirc;m irredutibilidade e uma exist&ecirc;ncia material t&atilde;o &ldquo;concreta&rdquo; como qualquer mat&eacute;ria de tipo f&iacute;sico. Isto vale para a id&eacute;ia normativa e a capacidade de abstra&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Na aus&ecirc;ncia de abstra&ccedil;&atilde;o, prevalece qualquer coisa, menos o &ldquo;esp&iacute;rito cient&iacute;fico&rdquo;. Indo ao encontro de Bachelard: &ldquo;Em todas as quest&otilde;es, para todos os fen&ocirc;menos, &eacute; necess&aacute;rio passar antes de tudo da imagem para a forma geom&eacute;trica e logo ap&oacute;s, da forma geom&eacute;trica para a forma abstrata, e recorrer o caminho psicol&oacute;gico normal do pensamento cient&iacute;fico.&rdquo; (Bachelard, 1972, p.10). <\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;o que &eacute; dif&iacute;cil compreender esta base de pensamento e ainda mais dif&iacute;cil nos dias que vivemos, quando a hegemonia em no campo da ci&ecirc;ncias humanas e sociais em geral (aplicadas ou n&atilde;o) e da politologia em espec&iacute;fico, opera dentro de uma suposta &ldquo;racionalidade&rdquo; pr&eacute;-concebida e absoluta. Bachelard tamb&eacute;m afirma que o pensamento abstrato n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de &ldquo;m&aacute; consci&ecirc;ncia cient&iacute;fica&rdquo; como o pensamento trivial costuma colocar. Entendo que o conceito se d&aacute; de forma abstrata em seu formato original. Por isso &ldquo;a abstra&ccedil;&atilde;o ativa e dinamiza o esp&iacute;rito cientifico&rdquo; (Bachelard, p.8). &Eacute; no estado abstrato &#8211; posterior e mais avan&ccedil;ado aos estados concreto e concreto-abstrato, classifica&ccedil;&atilde;o de estados de pensamento &#8211; que &ldquo;o esp&iacute;rito empreende informa&ccedil;&otilde;es voluntariamente substra&iacute;das da intui&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o real, voluntariamente desligadas da experi&ecirc;ncia imediata (hegem&ocirc;nica e aparentemente onipresente) e at&eacute; polemizando com a realidade b&aacute;sica, sempre impura e sempre disforme &ldquo;(p.11). <\/p>\n<p>&Eacute; na falsa apar&ecirc;ncia de &ldquo;concretude&rdquo; que o pensamento hegem&ocirc;nico do momento se arvora e atribui &ldquo;cientificidade&rdquo;. Vejo a normatividade como necess&aacute;ria e fundamental para alimentar o &ldquo;esp&iacute;rito cient&iacute;fico&rdquo;, mas ao mesmo tempo a normatividade n&atilde;o deveria nem substituir um fen&ocirc;meno realmente existente, ou ainda pior, simplesmente negar que estes fen&ocirc;menos existam. Na aus&ecirc;ncia de &ldquo;pesquisa&rdquo;, as pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas e sociais existentes na sociedade s&atilde;o vistas como &ldquo;empiria&rdquo; quando o que na verdade falta &eacute; a abstra&ccedil;&atilde;o e modelagem te&oacute;rica que possa formatar hip&oacute;teses de pesquisa e teorias de m&eacute;dio alcance que d&ecirc;em sustenta&ccedil;&atilde;o para estas mesmas experi&ecirc;ncias. Qualquer ilustra&ccedil;&atilde;o fora desse marco torna-se mais normativa que a acusa&ccedil;&atilde;o de normatividade que os inauguradores de experi&ecirc;ncias e leituras de fen&ocirc;menos sofrem. <\/p>\n<p>Fa&ccedil;o acordo com Bachelard a respeito do tipo de ilustra&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para exercer o &ldquo;esp&iacute;rito cient&iacute;fico&rdquo; e vejo estas bases condizentes com as vontades exercidas para solucionar as quest&otilde;es fundamentais para as democracias latino-americanas e o pensamento pol&iacute;tico e social que deve surgir e se afirmar como fruto da busca pela solu&ccedil;&atilde;o destas quest&otilde;es. Segundo o fil&oacute;sofo a ilustra&ccedil;&atilde;o deve ser normativa e coerente; deve tornar claramente consciente e ativo o prazer da excita&ccedil;&atilde;o espiritual no descobrimento da verdade; isto porque, tamanha fecundidade tem de resultar em algo, porque uma hip&oacute;tese cient&iacute;fica que n&atilde;o levanta nenhuma contradi&ccedil;&atilde;o se aproxima de ser uma hip&oacute;tese in&uacute;til, da mesma forma que uma experi&ecirc;ncia que n&atilde;o retifica nenhum erro, que &eacute; meramente &ldquo;verdadeira&rdquo;, que n&atilde;o provoca debates, para que serve? (p.13) <\/p>\n<p>Por fim, duas conclus&otilde;es s&atilde;o essenciais para compreender a defini&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia cient&iacute;fica a qual este analista que aqui escreve se filia. A primeira afirma que &ldquo;uma experi&ecirc;ncia cient&iacute;fica &eacute;, portanto, uma experi&ecirc;ncia que contradiz a experi&ecirc;ncia comum&rdquo;. Portanto, necessariamente n&atilde;o pode aceitar a hegemonia de pensamento como algo perene, mas simplesmente circunstancial e fruto da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a de momento. A outra vai ao encontro da necessidade de cr&iacute;tica fundamentada, contrapondo um sistema de id&eacute;ias com outro e contra outro. Deste modo, &eacute; imposs&iacute;vel para uma ci&ecirc;ncia humana montar uma teoria com o pressuposto e as bases te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas incompat&iacute;veis com os objetivos de pesquisa, incentivados e motivados pela normatividade pr&eacute;via. Assim, &ldquo;a cr&iacute;tica racional da experi&ecirc;ncia &eacute; solid&aacute;ria com a organiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica da experi&ecirc;ncia&rdquo;. <\/p>\n<p>Diante da incoer&ecirc;ncia te&oacute;rica e o mosaico louco de conceitos sem p&eacute; nem cabe&ccedil;a oferecidos pelos defensores do paradigma da democracia liberal como elemento de &ldquo;justi&ccedil;a&rdquo;, entendo que &eacute; dever de of&iacute;cio dos analistas e polit&oacute;logos latino-americanos comprometidos com a emancipa&ccedil;&atilde;o das maiorias de nosso Continente, a formula&ccedil;&atilde;o e a defesa de formas de democracia direta e participativa, superando tamb&eacute;m a falsa dicotomia de que a igualdade social &eacute; incompat&iacute;vel com a liberdade pol&iacute;tica. Esse axioma nem chega a ser falsific&aacute;vel por sua inconsist&ecirc;ncia de nascimento. O que precisamos &eacute; afirmar essa concep&ccedil;&atilde;o em alto e bom tom, explicitar a NULIDADE (pior do que falsidade) dos axiomas liberais de tipo burgu&ecirc;s assim como do autoritarismo herdeiro das ditaduras da Cortina de Ferro e adjac&ecirc;ncias. <\/p>\n<p>A Matriz Estruturalista nos permite mergulhar sobre n&oacute;s mesmos, diante da base hist&oacute;rico-estrutural e, atrav&eacute;s desta, fazer a ci&ecirc;ncia humana e social aplicada na luta pela radicaliza&ccedil;&atilde;o da democracia na Am&eacute;rica Latina. Para esta tarefa, o aporte de trabalhadores intelectuais como Bachelard, Canguilhem, Althousser e Foucault &eacute; simplesmente inestim&aacute;vel. Cabe a leitura cr&iacute;tica (e n&atilde;o um pastiche superficial como o que costuma ocorrer) e a disposi&ccedil;&atilde;o pessoal de analisar, criticar e incidir sobre as sociedades concretas, por mais cru&eacute;is que estas sejam. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=27849\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Georges Canguilhem, de quem Michel Foucault foi aluno direto, \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelas macro-defini\u00e7\u00f5es da chamada escola estruturalista. Esta Matriz, se bem estudada, \u00e9 perfeitamente operacionaliz\u00e1vel para a incid\u00eancia das ci\u00eancias humanas e sociais na, da e para a Am\u00e9rica Latina. 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