{"id":1126,"date":"2009-11-28T01:11:15","date_gmt":"2009-11-28T01:11:15","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1126"},"modified":"2009-11-28T01:11:15","modified_gmt":"2009-11-28T01:11:15","slug":"o-rio-grande-e-o-modelo-para-o-re-endividamento-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1126","title":{"rendered":"O Rio Grande \u00e9 o \u201cmodelo\u201d para o re-endividamento do Brasil"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/BM barata.jpg\" title=\"A barata do Banco Mundial caminha pelas montanhas de a\u00e7\u00facar e doces escondidos nos pap\u00e9is do gerenciamento das entranhas do aparelho de Estado do governo sub-nacional rio-grandense; postado de joelhos por convic\u00e7\u00e3o de seus operadores pol\u00edticos de turno. Resumo: entreguismo, doen\u00e7a fatal e re-significada dos assimilados ao neoliberalismo - Foto:jrmora\" alt=\"A barata do Banco Mundial caminha pelas montanhas de a\u00e7\u00facar e doces escondidos nos pap\u00e9is do gerenciamento das entranhas do aparelho de Estado do governo sub-nacional rio-grandense; postado de joelhos por convic\u00e7\u00e3o de seus operadores pol\u00edticos de turno. Resumo: entreguismo, doen\u00e7a fatal e re-significada dos assimilados ao neoliberalismo - Foto:jrmora\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A barata do Banco Mundial caminha pelas montanhas de a\u00e7\u00facar e doces escondidos nos pap\u00e9is do gerenciamento das entranhas do aparelho de Estado do governo sub-nacional rio-grandense; postado de joelhos por convic\u00e7\u00e3o de seus operadores pol\u00edticos de turno. Resumo: entreguismo, doen\u00e7a fatal e re-significada dos assimilados ao neoliberalismo<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:jrmora<\/small><\/figure>\n<p>28 de novembro de 2009 , da Vila Setembrina, por Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>H&aacute; uma semana, na tarde da sexta, dia 20 de novembro (data do mart&iacute;rio de Zumbi dos Palmares e da consci&ecirc;ncia negra) o maior sindicato do Rio Grande organizava mais uma assembl&eacute;ia. Os trabalhadores em educa&ccedil;&atilde;o afiliados ao CPERS Sindicato reuniram-se no Gigantinho para, essencialmente, afirmar a vontade da categoria de negar os projetos apresentados em regime de urg&ecirc;ncia pelo governo estadual ao findar das luzes do conturbado ano de 2009.<\/p>\n<p><strong>O que est&aacute; em jogo e as prerrogativas do Banco Mundial <br \/>\n<\/strong><br \/>\nAmbos os projetos, a PEC 200\/09 (que altera a constitui&ccedil;&atilde;o estadual, portanto, &eacute; inconstitucional) e o PLC 335\/09 (projeto de lei complementar), em ess&ecirc;ncia, alteram os direitos adquiridos pelos trabalhadores do servi&ccedil;o p&uacute;blico e instaura um modelo de administra&ccedil;&atilde;o de tipo empresa privada. Em &uacute;ltima circunst&acirc;ncia, se instaura uma competitividade por suposta meritocracia. A avalia&ccedil;&atilde;o destes itens &ndash; m&eacute;rito e produtividade &ndash; passa, por obviedade &ndash; pelo aumento da incid&ecirc;ncia dos valores gerencialistas na administra&ccedil;&atilde;o do aparelho de Estado. Ou seja, alegando combater o insulamento e autonomia burocr&aacute;tica, retira o poder da a&ccedil;&atilde;o coletiva de tipo sindical e refor&ccedil;a a ambi&ccedil;&atilde;o de tipo pessoal e individualista. <\/p>\n<p>N&atilde;o por acaso que h&aacute; protestos unificados marcados pelo F&oacute;rum dos Servidores P&uacute;blicos Estaduais e a agenda de atividades e press&atilde;o na &ldquo;mui nobre, leal e valorosa&rdquo; Assembl&eacute;ia Legislativa do RS &eacute; permanente. Na verdade, a responsabilidade pol&iacute;tica passa, necessariamente, pelo neoliberalismo selvagem que grassa no Piratini sob a batuta da economista neocl&aacute;ssica Yeda Rorato Crusius, mas n&atilde;o s&oacute;. No &ldquo;Parlamento Ga&uacute;cho&rdquo; aprovou-se &ndash; e por unanimidade, com votos de &ldquo;esquerda&rdquo; inclu&iacute;da &ndash; o projeto do acordo e empr&eacute;stimo junto ao Grupo Banco Mundial (BM). Ou seja, l&aacute; onde se pressiona e se culpa pelas mazelas a maioria folgada de Yeda e Cia. (inclu&iacute;dos todos os processados e denunciados nas Opera&ccedil;&otilde;es Rodin e Solid&aacute;ria) tamb&eacute;m h&aacute; de se responsabilizar a oposi&ccedil;&atilde;o do pago (situa&ccedil;&atilde;o no Planalto) que aprovara as designa&ccedil;&otilde;es do Secret&aacute;rio do Tesouro Nacional (comandada por Arno Augustin, um petista e ex-secret&aacute;rio da Fazenda de Ol&iacute;vio Dutra). Na linguagem da lida pol&iacute;tica, essa conta tem nome, recibo e CPF, e &eacute; destinada &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o de meia boca e o canto da sereia repetido mil vezes na vincula&ccedil;&atilde;o entre bancadas e bases sindicais. Mas, com ou sem recibos de responsabilidade pol&iacute;tica, a situa&ccedil;&atilde;o limite se aproxima no pago. <\/p>\n<p>O problema &eacute; de fundo e ultrapassa o poder discricion&aacute;rio de Yeda e seus assessores. Os estados membros t&ecirc;m endividamentos estruturais com a Uni&atilde;o. Este n&iacute;vel de governo, de sua parte, n&atilde;o alivia os prazos e alongamentos e nem sequer arrisca uma esp&eacute;cie de escambo das d&iacute;vidas. Mas, ao mesmo tempo em que governa sob a caneta do Conselho de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom), permite o re-endividamento externo das unidades e dos n&iacute;veis de governo sub-nacionais. Resultado: alivia-se junto ao FMI e entra em cena o Banco Mundial. J&aacute; os estados, ao inv&eacute;s de cobrar os caloteiros da d&iacute;vida ativa (cujos maiores devedores no caso ga&uacute;cho j&aacute; equivalem ao montante do contrato junto ao BM), alongam a sua d&iacute;vida com a Uni&atilde;o (pondo um elo estrangeiro em problemas de ordem nacional) e aproveitam o constrangimento do contrato para impor aos seus cidad&atilde;os as prerrogativas de sempre. <\/p>\n<p>As prerrogativas, al&eacute;m de quebrar a Lei quando esta manifesta a garantia textual dos direitos adquiridos, &eacute; jogar na vala comum a necessidade dos capitais e seus operadores pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicos de quebrar barreiras e custos e, ao mesmo tempo, transferir renda de baixo para cima. No caso da meritocracia, &eacute; a premissa mais que falsa. As promo&ccedil;&otilde;es por tempo de servi&ccedil;o e por qualifica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o quebram em ess&ecirc;ncia um pacto de lealdade que deve existir entre companheiros de trabalho. Esta &eacute; a cultura pol&iacute;tica que no n&iacute;vel social fortalece a concep&ccedil;&atilde;o sindical em contra a pretens&atilde;o do empresariado de universalizar os pontos de vista neoliberais. No que diz respeito ao Estado, este no exerc&iacute;cio do servi&ccedil;o p&uacute;blico, &eacute; a ponta de lan&ccedil;a para os que querem abocanhar e re-desenho institucional e produtivo no estado rio-grandense. <\/p>\n<p><strong>Apontando conclus&otilde;es apesar dos temporais<\/strong> <\/p>\n<p>&Eacute; isso o que est&aacute; em jogo no RS e, em maior escala, em diversos estados do pa&iacute;s. Essa contenda ultrapassa a dicotomia entre Serra e a sucessora de Lula ou de qualquer candidatura a governo de turno. Trata-se da proje&ccedil;&atilde;o de 30 anos para a forma de vida e gest&atilde;o dos quase 11 milh&otilde;es de ga&uacute;chos e, para desgra&ccedil;a maior, o modelo de novo endividamento se repete por estados e munic&iacute;pios, tucanos ou n&atilde;o. <\/p>\n<p>Concluo retornando &agrave; sexta dia 20 de novembro e indo na proje&ccedil;&atilde;o do curt&iacute;ssimo prazo das lutas e embates que vir&atilde;o. Entendo ser necess&aacute;rio que as lideran&ccedil;as e dire&ccedil;&otilde;es sindicais compreenderem que o momento aponta para a necess&aacute;ria demonstra&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os extras. Al&eacute;m disto, h&aacute; que refor&ccedil;ar a humildade no trato com os afiliados de base e um senso t&aacute;tico para n&atilde;o permitir a aprova&ccedil;&atilde;o na forma de Lei das prerrogativas acordadas entre os neoliberais do pago e as &ldquo;consultorias&rdquo; do BM que aqui ir&atilde;o, de fato, governar a partir do controle do caixa estadual. <\/p>\n<p>Ainda resta um pouco de energia neste ano e, modestamente compreendo que, esta deve ser aplicada na defesa do interesse estrat&eacute;gico. N&atilde;o se pode jamais esquecer que, das bandas do Piratini e da Rua Araruama, de tudo se pode esperar. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.claudemirpereira.com.br\/2009\/11\/os-porques-bruno-lima-rocha-e-a-avaliacao-critica-dos-projetos-de-yeda-sobre-os-servidores-publicos\/\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do jornalista santa-mariense Claudemir Pereira<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A barata do Banco Mundial caminha pelas montanhas de a\u00e7\u00facar e doces escondidos nos pap\u00e9is do gerenciamento das entranhas do aparelho de Estado do governo sub-nacional rio-grandense; postado de joelhos por convic\u00e7\u00e3o de seus operadores pol\u00edticos de turno. 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