{"id":1128,"date":"2009-12-03T00:59:31","date_gmt":"2009-12-03T00:59:31","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1128"},"modified":"2009-12-03T00:59:31","modified_gmt":"2009-12-03T00:59:31","slug":"imbroglio-candango-e-os-custos-transacionais-da-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1128","title":{"rendered":"Imbr\u00f3glio Candango e os custos transacionais da pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/arruda-e-paulo-otavio.jpg\" title=\"O ex-PP, ex-tucano e futuro ex-DEM, Jos\u00e9 Roberto Arruda e seu vice e poss\u00edvel ex-aliado, o empres\u00e1rio do ramo imobili\u00e1rio (como todos os poderosos de Bras\u00edlia!), Paulo Oct\u00e1vio Alves Pereira, ele pr\u00f3prio ex-PRN (choque de Collor) e ex-deputado federal. A pol\u00edtica profissional brasileira tem a \u00e9tica dos mercen\u00e1rios, \u201cn\u00e3o se deixe capturar, pois socorro n\u00e3o chegar\u00e1!\u201d. Arruda nada contra a mar\u00e9 do Parano\u00e1. A tormenta apenas come\u00e7a.   - Foto:blogflanar\" alt=\"O ex-PP, ex-tucano e futuro ex-DEM, Jos\u00e9 Roberto Arruda e seu vice e poss\u00edvel ex-aliado, o empres\u00e1rio do ramo imobili\u00e1rio (como todos os poderosos de Bras\u00edlia!), Paulo Oct\u00e1vio Alves Pereira, ele pr\u00f3prio ex-PRN (choque de Collor) e ex-deputado federal. A pol\u00edtica profissional brasileira tem a \u00e9tica dos mercen\u00e1rios, \u201cn\u00e3o se deixe capturar, pois socorro n\u00e3o chegar\u00e1!\u201d. Arruda nada contra a mar\u00e9 do Parano\u00e1. A tormenta apenas come\u00e7a.   - Foto:blogflanar\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O ex-PP, ex-tucano e futuro ex-DEM, Jos\u00e9 Roberto Arruda e seu vice e poss\u00edvel ex-aliado, o empres\u00e1rio do ramo imobili\u00e1rio (como todos os poderosos de Bras\u00edlia!), Paulo Oct\u00e1vio Alves Pereira, ele pr\u00f3prio ex-PRN (choque de Collor) e ex-deputado federal. A pol\u00edtica profissional brasileira tem a \u00e9tica dos mercen\u00e1rios, \u201cn\u00e3o se deixe capturar, pois socorro n\u00e3o chegar\u00e1!\u201d. Arruda nada contra a mar\u00e9 do Parano\u00e1. A tormenta apenas come\u00e7a.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:blogflanar<\/small><\/figure>\n<p>02 de dezembro de 2009, da Vila Setembrina do Rio Grande, por Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Mais uma vez a Pol&iacute;cia Federal exp&otilde;e as entranhas da pol&iacute;tica profissional do pa&iacute;s. Agora o imbr&oacute;glio &eacute; candango, ocorrendo na capital inventada por JK e, possivelmente, tem origem na disputa entre um padrinho e seu ex-pupilo. Trataria da briga entre Joaquim Roriz (ex-PMDB, ex-governador do DF e ex-senador) e do atual governador do Distrito Federal, Jos&eacute; Roberto Arruda (DEM, ex-senador tucano que tamb&eacute;m renunciara ao mandato em fun&ccedil;&atilde;o de flagrante) e seu vice Paulo Oct&aacute;vio, um dos homens proeminentes do governo Collor.<\/p>\n<p>Infelizmente, embora chocantes, a&ccedil;&otilde;es de tipo espionagem e trai&ccedil;&atilde;o, tornando p&uacute;blicos atos de corrup&ccedil;&atilde;o durante a campanha e no exerc&iacute;cio de governo, n&atilde;o s&atilde;o novidade. Se as pr&aacute;ticas de clientela, nepotismo, fisiologismo, corrup&ccedil;&atilde;o ativa e passiva, esp&oacute;lio do Estado, fisiologismo e prevarica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o parte da vida pol&iacute;tica brasileira, o que falta &eacute; admitir isso. Especificamente, as pr&aacute;ticas de caixa 2 de campanha (e uso privado das &ldquo;sobras&rdquo;) e de Mensal&atilde;o, est&atilde;o incorporadas aos custos transacionais da pol&iacute;tica nacional. <\/p>\n<p>Quando em 2002 o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), o homem a quem o presidente disse que entregaria um cheque e branco, se viu emparedado pelo ent&atilde;o poderoso ministro Jos&eacute; Dirceu, trazendo &agrave; tona um esc&acirc;ndalo em forma de novidade. Supostamente, o pagamento regular por vota&ccedil;&otilde;es no Congresso seria uma &ldquo;inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;, comparando com as pr&aacute;ticas da compra pontual de votos ou a concess&atilde;o de r&aacute;dios e TVs como moeda de troca. Ledo engano. A modalidade n&atilde;o era nova, a diferen&ccedil;a deu-se na escala. O suposto Mensal&atilde;o, pagamento r&eacute;gio ao baixo clero legislativo, teria sido aplicado primeiro no governo do tucano mineiro Eduardo Azeredo (1995-1998), tamb&eacute;m alvo de den&uacute;ncia da Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica. <\/p>\n<p>Se comprovada, a pr&aacute;tica do Mensal&atilde;o ter&aacute; sido pluripartid&aacute;ria. N&atilde;o se trataria de exce&ccedil;&atilde;o, mas de t&eacute;cnica de relacionamento entre poderes e um recurso a ser utilizado mediante uma base parlamentar &ldquo;exigente&rdquo;. Para a moderna ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica brasileira, estas s&atilde;o partes dos custos transacionais que faltariam agregar no conceito de presidencialismo de coaliz&atilde;o. Assim, a forma&ccedil;&atilde;o de maioria no Parlamento (n&atilde;o importando o n&iacute;vel de governo) como parte essencial das vit&oacute;rias pol&iacute;ticas do Executivo, implica em cobrir os custos e demandas dessa base. Visto que a norma n&atilde;o &eacute; republicana, mas patrimonialista, portanto esse investimento pode (por vezes, por muitas vezes), estar al&eacute;m da legalidade. <\/p>\n<p>No caso brasiliense, Durval Barbosa materializa em sua conduta a tr&ecirc;s conceitos do vale-tudo na pol&iacute;tica profissional. Primeiro, pela expertise invertida que tem ao ser um ex-delegado de Pol&iacute;cia Civil e usar t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o para a chantagem e a dela&ccedil;&atilde;o. Segundo, ao ocupar o cargo de secret&aacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais, exemplifica a moral nada republicana ao travar rela&ccedil;&otilde;es mais que suspeitas ao gravar a si mesmo repassando dinheiro para empres&aacute;rios, pol&iacute;ticos, jornalistas e secret&aacute;rios de estado. Por fim, por estar chantageando o governador Arruda, representa a trai&ccedil;&atilde;o na pol&iacute;tica e o ambiente sem regras desde que exista alguma sa&iacute;da jur&iacute;dica no fim do t&uacute;nel. <\/p>\n<p>Para modificar as pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas brasileiras &eacute; necess&aacute;rio compreender como &eacute; o Jogo Real, a norma e os custos que regem seus operadores. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2009\/12\/02\/imbroglio-candango-os-custos-transacionais-da-politica-246311.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-PP, ex-tucano e futuro ex-DEM, Jos\u00e9 Roberto Arruda e seu vice e poss\u00edvel ex-aliado, o empres\u00e1rio do ramo imobili\u00e1rio (como todos os poderosos de Bras\u00edlia!), Paulo Oct\u00e1vio Alves Pereira, ele pr\u00f3prio ex-PRN (choque de Collor) e ex-deputado federal. 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