{"id":1138,"date":"2009-12-21T16:08:50","date_gmt":"2009-12-21T16:08:50","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1138"},"modified":"2009-12-21T16:08:50","modified_gmt":"2009-12-21T16:08:50","slug":"bases-da-teoria-da-interdependencia-estrutural-das-esferas-3-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1138","title":{"rendered":"Bases da Teoria da Interdepend\u00eancia Estrutural das Esferas \u2013 3"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Glass.jpg\" title=\"Nas premissas de qualquer teoria pol\u00edtica de corte igualit\u00e1rio e distributivista, interromper a fragmenta\u00e7\u00e3o social \u00e9 necessidade urgente. Do contr\u00e1rio, com a redu\u00e7\u00e3o extrema das unidades de an\u00e1lise, as margens e perspectivas diminuir\u00e3o at\u00e9 chegar ao reinado do individualismo. Superar este momento \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da id\u00e9ia-guia de destino coletivo.  - Foto:ac.uk\" alt=\"Nas premissas de qualquer teoria pol\u00edtica de corte igualit\u00e1rio e distributivista, interromper a fragmenta\u00e7\u00e3o social \u00e9 necessidade urgente. Do contr\u00e1rio, com a redu\u00e7\u00e3o extrema das unidades de an\u00e1lise, as margens e perspectivas diminuir\u00e3o at\u00e9 chegar ao reinado do individualismo. Superar este momento \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da id\u00e9ia-guia de destino coletivo.  - Foto:ac.uk\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Nas premissas de qualquer teoria pol\u00edtica de corte igualit\u00e1rio e distributivista, interromper a fragmenta\u00e7\u00e3o social \u00e9 necessidade urgente. Do contr\u00e1rio, com a redu\u00e7\u00e3o extrema das unidades de an\u00e1lise, as margens e perspectivas diminuir\u00e3o at\u00e9 chegar ao reinado do individualismo. Superar este momento \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da id\u00e9ia-guia de destino coletivo. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:ac.uk<\/small><\/figure>\n<p>17 de dezembro de 2009, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Neste terceiro artigo da seq&uuml;&ecirc;ncia de cinco, repito os dois teoremas e abordo como o debate dos mesmos se desenvolvem. &Eacute; preciso compreender que o conjunto da parte extr&iacute;nseca da Teoria de Radicaliza&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica (m&eacute;dio alcance) e sua base totalizante (A Interdepend&ecirc;ncia Estrutural das 3 Esferas) s&oacute; pode ser demonstrado nos estudos de caso e na an&aacute;lise societ&aacute;ria. Como a proposta te&oacute;rica n&atilde;o &eacute; de normativa pura (discursivo) e nem de formaliza&ccedil;&atilde;o abstrata (como expressa em linguagem matem&aacute;tica, atrav&eacute;s de equa&ccedil;&otilde;es e logaritmos), a sua modelagem s&oacute; podem se dar em desenhos de an&aacute;lise de sociedades concretas. Ou seja, esta teoria em suas dimens&otilde;es s&oacute; ganha grau de exist&ecirc;ncia quando incide nas estruturas-estruturantes que se pretende analisar.<\/p>\n<p><strong>Repito assim os teoremas para fins de did&aacute;tica e exemplifica&ccedil;&atilde;o das linhas de for&ccedil;a da Teoria. Na seq&uuml;&ecirc;ncia dois sub-t&oacute;picos de problemas e metas te&oacute;ricas: <br \/>\n<\/strong><br \/>\n<u>Teorema 1:<\/u> A aplica&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia possibilita o conflito social atrav&eacute;s da luta popular. Sem organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica finalista n&atilde;o h&aacute; possibilidade de estrat&eacute;gia permanente, portanto n&atilde;o h&aacute; planejamento estrat&eacute;gico e nem conceito estrat&eacute;gico. O inverso tamb&eacute;m &eacute; verdadeiro. <\/p>\n<p><u>Teorema 2:<\/u> A luta popular constr&oacute;i Radicaliza&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica e acumula Poder Popular. A democracia se torna substantiva &agrave; medida que serve como valor organizacional na acumula&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as pelas maiorias (Poder Popular) e o avan&ccedil;o nas conquistas de direitos, redistribui&ccedil;&otilde;es, soberania, garantias e liberdades s&atilde;o obtidas atrav&eacute;s do conflito social organizado. <\/p>\n<p>\n<strong>Desafios permanentes: a Quest&atilde;o Central e o Problema de Pesquisa para o desenvolvimento da Teoria: <br \/>\n<\/strong><br \/>\nComo a &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o da abordagem &eacute; a pol&iacute;tica (atrav&eacute;s da politologia), seus objetivos permanentes tamb&eacute;m a&iacute; se localizam. Assim sendo, a primeira miss&atilde;o desta nova Teoria da Democracia (com vi&eacute;s popular e n&atilde;o elitista), &eacute; dar uma forma te&oacute;rica ao debate, formulando e concluindo parcialmente a quest&atilde;o central, apresentada em dois t&oacute;picos: <\/p>\n<p>1) Formular uma teoria que instrumente o conceito de constru&ccedil;&atilde;o do Poder Popular, criador de uma nova institucionalidade, onde as distintas representa&ccedil;&otilde;es e cortes de interesse e identidade estejam representados em uma base societ&aacute;ria distributivista, com plenitude de direitos e garantias individuais e coletivas das liberdades de reuni&atilde;o, express&atilde;o, manifesta&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>2) Formular uma id&eacute;ia de processo de Radicaliza&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica, onde se aplica a acumula&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as para a constru&ccedil;&atilde;o desta forma de Poder, tendo por base a an&aacute;lise estrat&eacute;gica aplicada nas categorias centrais apontadas para este objetivo. Tanto o ac&uacute;mulo de for&ccedil;as para a cria&ccedil;&atilde;o de um poder emanado das maiorias como o processo que radicaliza e torna substantiva a democracia tem, neste trabalho, como eixo de an&aacute;lise, o papel da Organiza&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica. Este modelo de institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica tem sua atividade-fim na constru&ccedil;&atilde;o do Poder Popular e como atividade-meio para isso o processo de Radicaliza&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica. <\/p>\n<p>A Quest&atilde;o Central se depara com dois problemas de pesquisa a ser solucionados. O problema atual para qualquer organiza&ccedil;&atilde;o e movimento com inten&ccedil;&otilde;es de ruptura desenvolve-se sobre um procedimento j&aacute; cl&aacute;ssico da pol&iacute;tica, aplicado para a sociedade de classes contempor&acirc;nea. Parto de duas premissas pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gicas, que tomo como v&aacute;lidas e hoje s&atilde;o operacionalmente absolutas. Assim, para retornar &agrave; quest&atilde;o central e atingir o problema de pesquisa, &eacute; preciso tomar estas premissas como dado de realidade e exig&ecirc;ncia para qualquer operador pol&iacute;tico. Estas s&atilde;o as necessidades de, no caso dos conflitos estudados como balizadores da temporalidade da formula&ccedil;&atilde;o da Teoria, se encontram os seguintes desafios: <\/p>\n<p>1&ordf; &#8211; Dividir para reinar (domin&acirc;ncia) <\/p>\n<p>2&ordf; &#8211; Concentrar for&ccedil;as para o conflito (a-domin&acirc;ncia)<\/p>\n<p><strong>Assim, o problema de pesquisa para atender aos objetivos da quest&atilde;o central &eacute; buscar a resposta para duas perguntas: <\/p>\n<p><\/strong>1) A excessiva fragmenta&ccedil;&atilde;o dos sujeitos sociais, somada a incapacidade de aglutinar dos agentes, pode impedir tanto a domina&ccedil;&atilde;o organizada como a organiza&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia contra a domina&ccedil;&atilde;o? Vale observar que assumo como v&aacute;lida tanto a exist&ecirc;ncia de classes como a fragmenta&ccedil;&atilde;o das maiorias que comp&otilde;em a sociedade dividida em classes. Esta aus&ecirc;ncia de unidade, tanto no aspecto identit&aacute;rio como nas formas estruturantes de vida coletiva, &eacute; tarefa dos desenvolvedores da Teoria daqui em diante. <\/p>\n<p>2) Quais as formas de a&ccedil;&atilde;o coletiva e formatos de organizar coletivamente para acumular for&ccedil;as rumo a um processo de ruptura? Tamb&eacute;m vale observar que o conceito de Ruptura com a ordem constitu&iacute;da pode implicar em v&aacute;rios processos distintos. O n&iacute;vel de embate que aqui trabalhamos passa pela radicaliza&ccedil;&atilde;o de direitos, garantias e conquistas das maiorias, aumentando a reparti&ccedil;&atilde;o do poder ao ponto de superar as necessidades de intermedia&ccedil;&atilde;o profissional.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Objetivos secund&aacute;rios, mas permanentes, no desenvolvimento da Teoria e sua luta epistemol&oacute;gica dentro do grande campo da Universidade latino-americana <br \/>\n<\/strong><br \/>\nEste antagonismo &ndash; como o exposto no t&oacute;pico acima &#8211; atravessa o eixo do desenvolvimento te&oacute;rico (daqui para frente) por onde se poder&aacute; ver o confronto das intencionalidades e bases conceituais de distintos analistas pol&iacute;ticos e te&oacute;ricos de tipo doutrinadores. O conflito de projetos macro atende tamb&eacute;m a uma arena emergente, a que diz respeito ao pr&oacute;prio l&oacute;cus da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira e latino-americana, as Universidades em posi&ccedil;&atilde;o de centros de excel&ecirc;ncia. Portanto, dentro deste l&oacute;cus, o desenvolvimento da Teoria implica em outras duas metas, estas dentro do &acirc;mbito institucional e acad&ecirc;mico: <\/p>\n<p>1) Avan&ccedil;ar no estudo da configura&ccedil;&atilde;o atual da sociedade de classes, especificamente na id&eacute;ia de classes oprimidas, na nova pobreza, na luta por amplia&ccedil;&atilde;o de direitos coletivos e suas formas de organiza&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;neas na Am&eacute;rica Latina. Assim, os Teoremas balizadores desta Teoria de M&eacute;dio Alcance, mas com base totalizante, servem como instrumental te&oacute;rico para a an&aacute;lise e incid&ecirc;ncia finalista em nosso Continente. <\/p>\n<p>2) Contribuir para o avan&ccedil;o da pesquisa e an&aacute;lise incidente e com identidade latino-americana e de aproxima&ccedil;&atilde;o das Universidades para com as demandas das maiorias. Especificamente no campo da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica (partindo de uma forma aberta), participando do esfor&ccedil;o da constru&ccedil;&atilde;o de um pensamento pol&iacute;tico de teoria democr&aacute;tica latino-americana. Sendo esta vista como um grande arcabou&ccedil;o te&oacute;rico-epistemol&oacute;gico onde as matrizes de pensamento que operam e incidem no meio acad&ecirc;mico a partir desta &oacute;tica coexistam e contribuam nos conceitos substantivos de democracia, como o de participativa, deliberativa, substantiva, radical, popular, dentre outros. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=28441\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas premissas de qualquer teoria pol\u00edtica de corte igualit\u00e1rio e distributivista, interromper a fragmenta\u00e7\u00e3o social \u00e9 necessidade urgente. Do contr\u00e1rio, com a redu\u00e7\u00e3o extrema das unidades de an\u00e1lise, as margens e perspectivas diminuir\u00e3o at\u00e9 chegar ao reinado do individualismo. 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