{"id":1141,"date":"2009-12-31T09:23:55","date_gmt":"2009-12-31T09:23:55","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1141"},"modified":"2009-12-31T09:23:55","modified_gmt":"2009-12-31T09:23:55","slug":"publicidade-de-governo-nao-e-propaganda-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1141","title":{"rendered":"Publicidade de governo n\u00e3o \u00e9 propaganda p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/cena-enchente-sp_2.jpg\" title=\"Para melhorar a sua imagem, qualquer prefeitura se agarra ao salva-mandato na auto-imagem. No caso de chuvas intensas, ao inv\u00e9s de investir pesado em saneamento urbano e escoamento pluvial, os gestores-candidatos brasileiros t\u00eam como costume culpar a S\u00e3o Pedro e, simultaneamente, contratar ag\u00eancias de publicidade para campanhas ef\u00eameras at\u00e9 o pr\u00f3ximo desastre por mau governo.  - Foto:guieacologico\" alt=\"Para melhorar a sua imagem, qualquer prefeitura se agarra ao salva-mandato na auto-imagem. No caso de chuvas intensas, ao inv\u00e9s de investir pesado em saneamento urbano e escoamento pluvial, os gestores-candidatos brasileiros t\u00eam como costume culpar a S\u00e3o Pedro e, simultaneamente, contratar ag\u00eancias de publicidade para campanhas ef\u00eameras at\u00e9 o pr\u00f3ximo desastre por mau governo.  - Foto:guieacologico\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Para melhorar a sua imagem, qualquer prefeitura se agarra ao salva-mandato na auto-imagem. No caso de chuvas intensas, ao inv\u00e9s de investir pesado em saneamento urbano e escoamento pluvial, os gestores-candidatos brasileiros t\u00eam como costume culpar a S\u00e3o Pedro e, simultaneamente, contratar ag\u00eancias de publicidade para campanhas ef\u00eameras at\u00e9 o pr\u00f3ximo desastre por mau governo. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:guieacologico<\/small><\/figure>\n<p>30 de dezembro de 2009, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Nas &uacute;ltimas edi&ccedil;&otilde;es do Blog do Noblat (29 e 28 de dezembro e 2009, respectivamente), tivemos notas lan&ccedil;adas a respeito de gastos com publicidade oficial. Como sempre, o or&ccedil;amento sobe para fins publicit&aacute;rios, especialmente em ano par, quando vamos &agrave;s urnas. Embora n&atilde;o se trate de uma novidade, o tema merece aten&ccedil;&atilde;o particular.<\/p>\n<p>Para sermos justos na an&aacute;lise, os epis&oacute;dios aqui narrados, de gastos do governo estadual de S&atilde;o Paulo e da administra&ccedil;&atilde;o municipal do Rio n&atilde;o se tratam de exce&ccedil;&atilde;o, mas de regra. No Brasil, embora seja proibida a associa&ccedil;&atilde;o direta entre governante e mensagens institucionais, ao afirmar o slogan e os logos de cada gest&atilde;o, se faz o uso da m&aacute;quina estatal para promo&ccedil;&atilde;o do Executivo de turno. <\/p>\n<p>Em tese, o gasto com publicidade teria a fun&ccedil;&atilde;o de promover campanhas de tipo institucional, brigando com a capacidade de agendamento que no momento, ainda pertence em grande parte &agrave;s ind&uacute;strias midi&aacute;ticas. Ao mesmo tempo, essa rubrica termina por retro-alimentar a pr&oacute;pria rotina de produ&ccedil;&atilde;o, contratando ag&ecirc;ncias de publicidade, comprando hor&aacute;rios nobres e fortalecendo os v&iacute;nculos entre a m&aacute;quina estatal sob controle de profissionais da pol&iacute;tica e o poder oficioso da m&iacute;dia corporativa. <\/p>\n<p>&Eacute; preciso fazer a diferencia&ccedil;&atilde;o entre a publicidade de um governo de turno para a propaganda p&uacute;blica. A primeira teria como intuito promover o gestor e sua equipe e ocupa um conceito integral, que vai do palanque, passa pelo portal da internet e chega &agrave; inser&ccedil;&atilde;o comercial em hor&aacute;rio nobre. Nessa comunica&ccedil;&atilde;o organizacional, o produto &eacute; a imagem do gestor-candidato. J&aacute; a segunda forma, deveria dar conta das fun&ccedil;&otilde;es de governo, informando para a popula&ccedil;&atilde;o os deveres de responsividade. Isto partindo do princ&iacute;pio normativo que a fun&ccedil;&atilde;o do bom governo &eacute; estar &agrave; altura das cobran&ccedil;as e press&otilde;es de governados sobre governantes. A l&oacute;gica imperante &eacute; a inversa. <\/p>\n<p>&Eacute; comum proferirmos a cr&iacute;tica que uma determinada administra&ccedil;&atilde;o gasta mais com publicidade de obras paliativas do que saneando os referidos problemas estruturais da pasta. Isto n&atilde;o &eacute; &agrave; toa. Vivemos o paradoxo de ter uma sociedade complexa, onde circula mais informa&ccedil;&atilde;o do que a maioria &eacute; capaz de assimilar. Simultaneamente, a massa de votantes entende pouco ou nada do funcionamento das institui&ccedil;&otilde;es para os quais a cidadania &eacute; chamada a votar compulsoriamente a cada dois anos. Para inverter esse modelo dominante seria necess&aacute;rio disciplinar os gastos com publicidade e obrigar os tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo a produzir regularmente propaganda p&uacute;blica. <\/p>\n<p>Infelizmente, reconhe&ccedil;o estarmos muito distantes disso. <\/p>\n<p>\nEste artigo foi originalmente publicado no blog de <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2009\/12\/30\/publicidade-de-governo-nao-propaganda-publica-253548.asp\">Ricardo Noblat<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para melhorar a sua imagem, qualquer prefeitura se agarra ao salva-mandato na auto-imagem. No caso de chuvas intensas, ao inv\u00e9s de investir pesado em saneamento urbano e escoamento pluvial, os gestores-candidatos brasileiros t\u00eam como costume culpar a S\u00e3o Pedro e, simultaneamente, contratar ag\u00eancias de publicidade para campanhas ef\u00eameras at\u00e9 o pr\u00f3ximo desastre por mau governo. 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