{"id":1154,"date":"2010-02-05T17:32:36","date_gmt":"2010-02-05T17:32:36","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1154"},"modified":"2010-02-05T17:32:36","modified_gmt":"2010-02-05T17:32:36","slug":"o-mito-da-tecnica-substituindo-a-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1154","title":{"rendered":"O mito da t\u00e9cnica substituindo a pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/meirelles_BC.jpg\" title=\"O banqueiro com plumagem tecnificada na polititica de resultados - Foto:newsfree\" alt=\"O banqueiro com plumagem tecnificada na polititica de resultados - Foto:newsfree\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O banqueiro com plumagem tecnificada na polititica de resultados<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:newsfree<\/small><\/figure>\n<p>&nbsp;03 de fevereiro de 2010, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>A possibilidade de que o candidato a vice-presidente da economista Dilma Roussef seja o banqueiro Henrique Meirelles vem mexendo com os sentidos de muita gente. Uma parte dos especialistas insiste em anunciar o presidente do Banco Central e ex-n&uacute;mero 01 mundial do Banco de Boston n&atilde;o como um pol&iacute;tico e sim como t&eacute;cnico. Trata-se do senso comum de um neoliberalismo vulgar que, repetido mil vezes, ganha ares de rigor e alguma veracidade. Afirmo que n&atilde;o existe separa&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;t&eacute;cnica&rdquo; e pol&iacute;tica em nenhuma &aacute;rea da sociedade, menos ainda nas grandes decis&otilde;es econ&ocirc;micas. Infelizmente, mascarar op&ccedil;&otilde;es de usufruto do Estado para fins privados n&atilde;o &eacute; novidade. Tampouco o &eacute; a hip&oacute;tese de que Mr. Meirelles saia como sucessor de Luiz In&aacute;cio.<\/p>\n<p>Lembro de haver participado de programa de TV em rede estadual na noite do segundo turno das elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2008. Na ocasi&atilde;o, um dos colegas de bancada levantou a hip&oacute;tese de Meirelles correndo para a presid&ecirc;ncia ou compondo chapa e refor&ccedil;ou-a no mito da candidatura &ldquo;t&eacute;cnica&rdquo;. De minha parte, disse que caso isso ocorresse, sendo o homem forte da Banca uma pessoa de consenso no sistema financeiro internacional, seria o fim da pol&iacute;tica. Sigo dizendo o mesmo. <\/p>\n<p>O tema da identidade pol&iacute;tica se funde na trajet&oacute;ria de cada operador. Uma pessoa tem origem em determinado setor da sociedade, mas no momento em que sua atividade implica tomar e participar de decis&otilde;es fundamentais, passa a fazer pol&iacute;tica. Quando o exerc&iacute;cio da pol&iacute;tica ultrapassa os muros do empreendimento privado e necessita de reconhecimento e legitimidade, esta pessoa passa a portar um tipo de representa&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido Meirelles &eacute; t&atilde;o &ldquo;t&eacute;cnico&rdquo; como o s&atilde;o ou foram os economistas Yeda Crusius, Jos&eacute; Serra, Carlos Crusius, C&eacute;sar Maia, Dilma Roussef, Guido Mantega, Aloizio Mercadante, D&iacute;lson Funaro, Z&eacute;lia Cardoso, Roberto Campos, Antonio Delfim Netto dentre dezenas de tantos outros que j&aacute; ocuparam postos-chave no Brasil, com ou sem o voto na urna. <\/p>\n<p>Ao afirmar ser Henrique Meirelles um &ldquo;t&eacute;cnico&rdquo;, estes que reverberam o absurdo, posicionam as decis&otilde;es da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica no universo de um jogo de regras pr&eacute;-determinadas. Para desespero dos que atuam na &aacute;rea da economia pol&iacute;tica, ainda ousam chamar o receitu&aacute;rio do endividamento p&uacute;blico atrav&eacute;s da jogatina dos t&iacute;tulos de &ldquo;regras da economia&rdquo;. Bem, nesse sentido, para pouco ou nada ser transformado a partir de 1&ordm; de janeiro de 2011, nada melhor do que manter o jogo sob controle dos grandes jogadores. Proporcionalmente, seria o mesmo que ter Pedro Malan como vice de Serra em 2002. Talvez para ambas as candidaturas, fosse ao menos mais sincero. Para os de fraca mem&oacute;ria, Meirelles fora candidato tucano no mesmo ano, sendo eleito deputado federal pelo PSDB de Goi&aacute;s. <\/p>\n<p>Sua presen&ccedil;a no governo Lula segue o padr&atilde;o de alian&ccedil;as e de justificativas. No Congresso justificam o vale-tudo de Sarney e Cia. dizendo ser imposs&iacute;vel governar sem maioria. J&aacute; na pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, e agora na corrida eleitoral, segue a ladainha de que o banqueiro tucano &eacute; &ldquo;t&eacute;cnico&rdquo; e n&atilde;o um operador pol&iacute;tico de &acirc;mbito internacional. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/02\/03\/o-mito-da-tecnica-substituindo-politica-262994.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O banqueiro com plumagem tecnificada na polititica de resultados Foto:newsfree &nbsp;03 de fevereiro de 2010, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha A possibilidade de que o candidato a vice-presidente da economista Dilma Roussef seja o banqueiro Henrique Meirelles vem mexendo com os sentidos de muita gente. 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