{"id":1163,"date":"2010-02-26T15:52:49","date_gmt":"2010-02-26T15:52:49","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1163"},"modified":"2010-02-26T15:52:49","modified_gmt":"2010-02-26T15:52:49","slug":"palanque-palco-e-regime-de-caixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1163","title":{"rendered":"Palanque, palco e regime de caixa"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/palanque.jpg\" title=\"O palanque eleitoral antecipado \u00e9 uma t\u00e9cnica pouco ou nada republicana de se apropriar das obras e riquezas coletivas - Foto:sonialopes.com.br\" alt=\"O palanque eleitoral antecipado \u00e9 uma t\u00e9cnica pouco ou nada republicana de se apropriar das obras e riquezas coletivas - Foto:sonialopes.com.br\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O palanque eleitoral antecipado \u00e9 uma t\u00e9cnica pouco ou nada republicana de se apropriar das obras e riquezas coletivas<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:sonialopes.com.br<\/small><\/figure>\n<p>26 de fevereiro de 2010, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>O ano de 2010 come&ccedil;a e j&aacute; temos rusgas no n&iacute;vel jur&iacute;dico a respeito do uso da m&aacute;quina estatal em prol da situa&ccedil;&atilde;o. Quem representa contra a campanha antecipada, em geral, o faz por necessidade e ocasi&atilde;o, e n&atilde;o por princ&iacute;pios. &Eacute; como abrir ou engavetar uma CPI, depende do lugar de fala e n&atilde;o da raz&atilde;o. Quem ocupa uma parcela de poder no Planalto pode ser oposi&ccedil;&atilde;o em algum dos estados e recorre aos tribunais eleitorais representando contra o mesmo crime cometido por seus correligion&aacute;rios em outro n&iacute;vel de governo. Pelo Brasil afora abundam com&iacute;cios, atos p&uacute;blicos, inaugura&ccedil;&otilde;es, festejos e outras a&ccedil;&otilde;es de visibilidade e impacto midi&aacute;tico. Alguns colegas da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica normatizam esta pr&aacute;tica, naturalizando-a. No meu caso, me posiciono contra. Vejamos por qu&ecirc;.<\/p>\n<p>No jogo de competi&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos profissionais e cons&oacute;rcios econ&ocirc;micos associados, sabe-se que aqueles detentores do botim do Estado t&ecirc;m a condi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a para aplicar os recursos coletivos para fins privados. E, infelizmente, na democracia representativa atrav&eacute;s de l&iacute;deres com carreiras e trajet&oacute;rias de dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva, &ldquo;investir&rdquo; em a&ccedil;&otilde;es publicit&aacute;rias faz parte do jogo, mesmo beirando a ilegalidade segundo a lei eleitoral brasileira. Percebam que n&atilde;o defino aqui o n&iacute;vel de governo. Isto porque estas pr&aacute;ticas s&atilde;o comuns e correntes nas esferas da Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios. Embora a legisla&ccedil;&atilde;o pro&iacute;ba a campanha por antecipa&ccedil;&atilde;o, a cultura pol&iacute;tica n&atilde;o s&oacute; tolera como reproduz a forma de conduta. <\/p>\n<p>J&aacute; escrevi a respeito da diferen&ccedil;a entre a publicidade de governo para com a propaganda p&uacute;blica. A primeira, &ldquo;vende&rdquo; a imagem do l&iacute;der do Executivo e sua equipe, tomando o pol&iacute;tico como produto. J&aacute; a segunda, descortina a caixa preta do Estado, tornando-o mais p&uacute;blico para a cidadania. Como se sabe, a primeira forma ganha de goleada da segunda. A solu&ccedil;&atilde;o se encontra no controle social das gordas verbas para bens simb&oacute;licos e do disciplinamento dos governos para n&atilde;o fazerem regime de caixa com fins eleitoreiros. Realisticamente, ambas as medidas s&atilde;o duras de aprovar. <\/p>\n<p>O modo de agir &eacute; relativamente simples. Quando um governante se exp&otilde;e em per&iacute;odo pr&eacute;-eleitoral, levando pelos bra&ccedil;os o sucessor indicado, emprestando prest&iacute;gio ou a falta deste para sua claque nos com&iacute;cios ou atos p&uacute;blicos, isto j&aacute; &eacute; campanha. Como n&atilde;o existe almo&ccedil;o gr&aacute;tis, a conta em geral &eacute; paga com regime de caixa &uacute;nico, arrocho generalizado e planejamento para uma enxurrada de inaugura&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo pr&oacute;ximo aos pleitos. A pr&aacute;tica &eacute; corriqueira e pluripartid&aacute;ria, sendo at&eacute; agora comum entre todas as legendas. Assim, algo absurdo torna-se &ldquo;natural&rdquo;. <\/p>\n<p>Trata-se de um problema de intera&ccedil;&atilde;o complexa, tal como a guerra fiscal. Ou a regra se aplica a todos, ou quem a cumprir ser&aacute; de fato lesado na competi&ccedil;&atilde;o pelo voto. &Eacute; urgente disciplinar as emendas or&ccedil;ament&aacute;rias e a sobretaxa&ccedil;&atilde;o para diminuir o palanque travestido de palco eleitoreiro. Para isso ocorrer, s&oacute; h&aacute; possibilidade real atrav&eacute;s da press&atilde;o popular vinda da a&ccedil;&atilde;o coletiva. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.revistavoto.com.br\/site\/colunistas_detalhe.php?id=105&amp;t=Palanque_palco_e_regime_de_caixa_\">Este artigo foi originalmente publicado na edi&ccedil;&atilde;o impressa da Revista Voto, Fevereiro 2010, Ano 5, No. 63, p. 63 (neste link, a publica&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica) <br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O palanque eleitoral antecipado \u00e9 uma t\u00e9cnica pouco ou nada republicana de se apropriar das obras e riquezas coletivas Foto:sonialopes.com.br 26 de fevereiro de 2010, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha O ano de 2010 come&ccedil;a e j&aacute; temos rusgas no n&iacute;vel jur&iacute;dico a respeito do uso da m&aacute;quina estatal em prol da situa&ccedil;&atilde;o. 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