{"id":1195,"date":"2010-03-11T14:48:16","date_gmt":"2010-03-11T14:48:16","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1195"},"modified":"2010-03-11T14:48:16","modified_gmt":"2010-03-11T14:48:16","slug":"debatendo-um-modelo-de-organizacao-politica-como-forca-motriz-para-o-processo-de-radicalizacao-democratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1195","title":{"rendered":"Debatendo um modelo de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica como for\u00e7a motriz para o processo de radicaliza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/basta-senado.jpg\" title=\"Retirar poderes dos pol\u00edticos profissionais e repass\u00e1-los para as inst\u00e2ncias de decis\u00f5es em conselhos ou confer\u00eancias t\u00e9cnicas ou pol\u00edtico-t\u00e9cnicas \u00e9 uma das metas permanentes de uma acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para a democracia direta.  - Foto:movimentodemocraciadireta\" alt=\"Retirar poderes dos pol\u00edticos profissionais e repass\u00e1-los para as inst\u00e2ncias de decis\u00f5es em conselhos ou confer\u00eancias t\u00e9cnicas ou pol\u00edtico-t\u00e9cnicas \u00e9 uma das metas permanentes de uma acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para a democracia direta.  - Foto:movimentodemocraciadireta\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Retirar poderes dos pol\u00edticos profissionais e repass\u00e1-los para as inst\u00e2ncias de decis\u00f5es em conselhos ou confer\u00eancias t\u00e9cnicas ou pol\u00edtico-t\u00e9cnicas \u00e9 uma das metas permanentes de uma acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para a democracia direta. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:movimentodemocraciadireta<\/small><\/figure>\n<p>11 de mar&ccedil;o de 2010, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Com esse texto, entro na seara da organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica propriamente dita, observada, analisada e defendida atrav&eacute;s da Matriz Libert&aacute;ria e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, da Teoria da Interdepend&ecirc;ncia das Tr&ecirc;s Esferas. Reconhe&ccedil;o que o tema &eacute; pol&ecirc;mico e tanto as caracteriza&ccedil;&otilde;es como as cr&iacute;ticas que aqui fa&ccedil;o est&atilde;o longe do paradigma hegem&ocirc;nico tanto da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, como dos partidos pol&iacute;ticos como um todo. Ao contr&aacute;rio de escamotear este conflito, o afirmo e ressalto, defendendo ontologicamente a id&eacute;ia de democracia participativa como o conjunto de interesses, direitos, valores e motiva&ccedil;&otilde;es, representados de forma direta e n&atilde;o pela via de uma casta de pol&iacute;ticos profissionais de carreira, sejam estas mesmas transit&oacute;rias ou perenes.<\/p>\n<p><strong>Apresentando a modelagem e a carga intencional expl&iacute;cita <br \/>\n<\/strong><br \/>\nAntes de iniciarmos o tema, &eacute; necess&aacute;rio expor algumas bases necess&aacute;rias para compreender o seu correto desenvolvimento. Como o artigo tamb&eacute;m dialoga com o formato acad&ecirc;mico-cient&iacute;fico, o mesmo consta de bibliografia ao final. Fa&ccedil;o a observa&ccedil;&atilde;o de que nas obras e autores citados, os coment&aacute;rios entre par&ecirc;ntesis s&atilde;o de minha autoria. Voltando ao tema, busca-se aprofundar a proposta de modelagem pol&iacute;tica, e transita-se no di&aacute;logo com as teorias e interpreta&ccedil;&otilde;es de maior gravita&ccedil;&atilde;o na ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica praticada no Brasil e na qual particularmente fui treinado (embora as conteste em sua maioria). Trata-se de um exerc&iacute;cio de constru&ccedil;&atilde;o de uma tipifica&ccedil;&atilde;o de Organiza&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica, um &ldquo;modelo de partido&rdquo;, de acordo com a proposta defendida por mim, tanto em tese de doutoramento, como em textos e eventos posteriores, e que est&aacute; localizada como agente de movimento dentro de um do estudo e an&aacute;lise estrat&eacute;gica no sentido amplo. <\/p>\n<p>A hip&oacute;tese formulada nesta nova seq&uuml;&ecirc;ncia de textos, dentro da perspectiva da democracia social, &eacute; a de acumula&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as e radicaliza&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica de longo prazo. O modelo aqui apresentado, embora tenha matriz e perspectiva libert&aacute;ria (assim como tudo o que produzo no &acirc;mbito da politologia), n&atilde;o tem necessariamente um s&oacute; vi&eacute;s ideol&oacute;gico, mas representa uma possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o dentro de um campo de inten&ccedil;&otilde;es, motiva&ccedil;&otilde;es normativas e interesses estrat&eacute;gicos dentro da Am&eacute;rica Latina em geral e do Brasil em particular. <\/p>\n<p>Assumimos algumas pr&eacute;-condi&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o sempre presentes. Todo &ldquo;modelo de partido&rdquo; inclui na modelagem as condi&ccedil;&otilde;es e regras pelas quais este partido\/organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica est&aacute; constrangido e por onde esta mesma institui&ccedil;&atilde;o (legal ou n&atilde;o) se disp&otilde;e a percorrer dentro de suas metas de m&eacute;dio e longo prazo (veremos o planejamento estrat&eacute;gico em outras ocasi&otilde;es). Para ser teoricamente coerente &eacute; necess&aacute;rio apresentar modelos fact&iacute;veis de serem testados, mas que, antes de nada, sejam aplic&aacute;veis de acordo com as hip&oacute;teses levantadas. <\/p>\n<p>Como j&aacute; afirmei em outras ocasi&otilde;es e artigos, &eacute; impratic&aacute;vel o exerc&iacute;cio te&oacute;rico de Radicalizar a Democracia no sentido distributivista (s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e de poder) estando essa apresentada com a premissa oculta de jogo de soma zero no conjunto de uma sociedade realmente existente. O problema que me proponho a contribuir na solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a possibilidade de construir um processo vis&iacute;vel, palp&aacute;vel, em termos de sistematiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, a partir das pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas realmente existentes na Am&eacute;rica Latina de hoje. <\/p>\n<p>Nas linhas que seguem, o debate se d&aacute; sobre par&acirc;metros de treinamento pol&iacute;tico, partindo do treinamento em si ao qual um cientista pol&iacute;tico passa no centro de forma&ccedil;&atilde;o onde eu mesmo tive a grata experi&ecirc;ncia de duros e fecundos embates te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos. <\/p>\n<p><strong>O in&iacute;cio da tipifica&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es do partido pol&iacute;tico no regime democr&aacute;tico-burgu&ecirc;s <\/p>\n<p><\/strong>Devo ressaltar que n&atilde;o tenho a inten&ccedil;&atilde;o de entrar no debate espec&iacute;fico a respeito das teorias de partidos pol&iacute;ticos. Reconhe&ccedil;o que a ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica tratou largamente o assunto, que o objeto de an&aacute;lise &ndash; partido pol&iacute;tico &ndash; &eacute; uma unidade de an&aacute;lise estrutural essencial para a o campo e que h&aacute; extensa literatura a respeito. Segundo Baquero (2000 p. 22): &ldquo;Os estudos produzidos sobre partidos t&ecirc;m-se orientado em v&aacute;rias dire&ccedil;&otilde;es: aqueles que examinam os partidos do ponto de vista das fun&ccedil;&otilde;es que desempenham; aqueles que se preocupam com a caracteriza&ccedil;&atilde;o do que os partidos s&atilde;o; aqueles que os analisam do ponto de vista de suas estruturas; aqueles que do ponto de vista ideol&oacute;gico, buscam compreender os partidos a partir do seu papel hist&oacute;rico.&rdquo; <\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;o a validade de todas estas orienta&ccedil;&otilde;es de estudo, mas realizo um estudo que, do ponto de vista ideol&oacute;gico, aborda o partido no funcionamento de sua estrutura, da&iacute; certa &ecirc;nfase a partir dos termos e conceitos empregados por Panebianko (1982). Esta abordagem das fun&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas &eacute; para observar o tipo de execu&ccedil;&atilde;o que esta unidade de an&aacute;lise tem no exerc&iacute;cio do processo de Radicaliza&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica. Nosso eixo anal&iacute;tico &eacute; o funcionamento da organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e o treinamento necess&aacute;rio para sua proje&ccedil;&atilde;o. O que muda &eacute; o ponto de vista ideol&oacute;gico expl&iacute;cito &ndash; e n&atilde;o impl&iacute;cito, do tipo premissa oculta &ndash; e a localiza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o social volunt&aacute;ria e integrativa (partido pol&iacute;tico de quadros dotado de democracia interna) como estrat&eacute;gica para a acumula&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as desde um ponto de vista classista e libert&aacute;rio. <\/p>\n<p>Antes de adentrar no tema da modelagem desta organiza&ccedil;&atilde;o (que vir&aacute; na seq&uuml;&ecirc;ncia de artigos de difus&atilde;o cient&iacute;fica), &eacute; interessante o di&aacute;logo com parte da literatura vigente. Abordo em espec&iacute;fico naquilo que diz respeito &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do partido, ao tipo de participa&ccedil;&atilde;o, ao ambiente macro-pol&iacute;tico (qual democracia?) e o formato de processo de longo prazo onde esta organiza&ccedil;&atilde;o se insere. Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o de partidos pol&iacute;ticos, uma defini&ccedil;&atilde;o passa por Bobbio, Matteucci e Pasquino (2004, tomo II, p. 905) quando os autores caracterizam o partido como: <\/p>\n<p><em>[&#8230;] o partido compreende forma&ccedil;&otilde;es sociais assaz diversas, desde os grupos unidos por v&iacute;nculos pessoais e particularistas &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es complexas de estilo burocr&aacute;tico e impessoal, cuja caracter&iacute;stica &eacute; se moverem na esfera do poder pol&iacute;tico. [&#8230;] as associa&ccedil;&otilde;es que podemos considerar propriamente como partidos surgem quando o sistema pol&iacute;tico alcan&ccedil;ou um certo grau de autonomia estrutural, de complexidade interna e de divis&atilde;o de trabalho que permitam por um lado, um processo de tomada de decis&otilde;es pol&iacute;ticas em que participem diversas partes do sistema e, por outro, que entre essas partes se incluam, por princ&iacute;pio ou de fato, os representantes daqueles a quem as decis&otilde;es pol&iacute;ticas se referem [&#8230;] <br \/>\n<\/em><br \/>\nBobbio, Matteucci e Pasquino caracterizam os partidos como sendo de tipo de organiza&ccedil;&atilde;o de massa (pp. 900, 901) ou eleitoral de massa (p.901) e &eacute; visto como um fen&ocirc;meno equivalente a uma configura&ccedil;&atilde;o organizativa e como conjunto de fun&ccedil;&otilde;es desenvolvidas (p.903). De minha parte, caracterizo estas fun&ccedil;&otilde;es, dentre v&aacute;rias, como as de representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, intermedia&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, questionamento pol&iacute;tico, incid&ecirc;ncia nas decis&otilde;es fundamentais de uma sociedade, escola de quadros para elites, nicho de poder espec&iacute;fico, e porta-voz de interesses diversos, difusos e espec&iacute;ficos. Tamb&eacute;m compreendo esta unidade de an&aacute;lise como um recipiente fomentador e acumulador de for&ccedil;a social e de experi&ecirc;ncias de protesto e contesta&ccedil;&atilde;o. A fun&ccedil;&atilde;o de p&oacute;lo de debate estrat&eacute;gico &eacute; a natureza da organiza&ccedil;&atilde;o social de tipo partido pol&iacute;tico aqui sendo estudada. <\/p>\n<p>J&aacute; Villalba e Mu&ntilde;oz (2006 pp. 45-47) aportam uma classifica&ccedil;&atilde;o de partidos mais complexa e completa. Estes seriam: carism&aacute;ticos (com forte lideran&ccedil;a de um indiv&iacute;duo, muitas vezes adotam seu nome ou aderem a este personagem); program&aacute;ticos (que se estruturam em torno de um programa); monoclassistas (cujo foco organizativo e de representa&ccedil;&atilde;o &eacute; de uma classe ou setor de classe); policlassistas (se dizem representar a interesses comuns a toda a sociedade); doutrin&aacute;rios (baseiam sua pr&aacute;tica pol&iacute;tica em um sistema de id&eacute;ias morais, pol&iacute;ticas ou filos&oacute;ficas, com alguma coer&ecirc;ncia discursiva); confessionais (adeptos de uma doutrina social de origem religiosa); nacionalistas (invoca o nacionalismo, o territ&oacute;rio original com motiva&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica, cultural, religiosa e expressando vontade de autonomia ou independ&ecirc;ncia); de quadros (segundo os autores, caracterizados pela verticalidade de mando e autoritarismo); de massas (segundo os autores, caracterizados pela democracia interna e intera&ccedil;&atilde;o entre chefes, quadros e bases). <\/p>\n<p>Nota-se que a maior parte das caracteriza&ccedil;&otilde;es e tipifica&ccedil;&otilde;es de partidos pol&iacute;ticos diz respeito a agremia&ccedil;&otilde;es que operam e disputam dentro de sistemas pol&iacute;ticos constitu&iacute;dos. Mas, esta engenharia institucional n&atilde;o &eacute; algo &ldquo;natural&rdquo; na pol&iacute;tica e nem nas sociedades. A rela&ccedil;&atilde;o direta entre complexidade do sistema pol&iacute;tico e a exist&ecirc;ncia de partidos nos remete a um per&iacute;odo anterior da representa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante ressaltar a etapa do Estado moderno anterior aos partidos, como refor&ccedil;o da cr&iacute;tica &agrave; &ldquo;naturaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; de uma forma organizativa. Para Bonavides (1978, p.439), a presen&ccedil;a do partido pol&iacute;tico como parte do sistema pol&iacute;tico, legal, jur&iacute;dico e estatal foi uma luta de posi&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Com efeito, n&atilde;o foi f&aacute;cil ao Estado moderno acomodar-se em termos jur&iacute;dicos a essa realidade nova, essencial e poderosa que &eacute; o partido pol&iacute;tico. Rejeitou-o o quanto p&ocirc;de.&rdquo; <\/p>\n<p>Entendo a relev&acirc;ncia de se retornar para uma conceitua&ccedil;&atilde;o anterior a um sistema pol&iacute;tico legal, e n&atilde;o apenas restrito ao social. Porque para pensarmos em modelos n&atilde;o hegem&ocirc;nicos de organiza&ccedil;&atilde;o social de tipo partido pol&iacute;tico &eacute; preciso compreender que a democracia de partidos de intermedia&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; absoluta e nem tampouco &eacute; a &uacute;nica forma de exerc&iacute;cio do direito a se organizar e a expressar opini&atilde;o e interesses <\/p>\n<p>Dentro da literatura a respeito de partidos pol&iacute;ticos encontram-se distintas teorias, tipologias e formatos de an&aacute;lise. Entendo que uma generaliza&ccedil;&atilde;o ilustrativa se encontra em Villalba e Mu&ntilde;oz (2006), onde os autores indicam como caracter&iacute;sticas dos partidos pol&iacute;ticos: &ldquo;organiza&ccedil;&atilde;o permanente e dur&aacute;vel; organiza&ccedil;&atilde;o completa at&eacute; em n&iacute;vel local; vontade de exercer e conquistar poder; vontade de convocat&oacute;ria, de atra&ccedil;&atilde;o e obten&ccedil;&atilde;o de respaldo popular; organiza&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o de classes sociais&rdquo; (pp. 41-42). <\/p>\n<p>Al&eacute;m destas caracter&iacute;sticas, Villalba e Mu&ntilde;oz 2006 apresentam os n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o, segundo sua leitura de Gramsci e de Duverger. Ressalvo que estas tipologias abordam, segundo Bobbio, Matteucci e Pasquino, a partidos eleitorais de massa. Concordo com esta caracteriza&ccedil;&atilde;o, visto que estas tipologias abordam organiza&ccedil;&otilde;es sociais de filia&ccedil;&otilde;es abertas. Voltando a caracteriza&ccedil;&atilde;o das formas de participar, para Gramsci (apud Villalba e Mu&ntilde;oz pp. 42-43), haveria tr&ecirc;s n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o: base (necessitam de for&ccedil;a de coes&atilde;o); dirigentes (organizam parte da for&ccedil;a de coes&atilde;o); quadros (elementos polifuncionais) e outros elementos organizativos (encarregados de quest&otilde;es espec&iacute;ficas e pol&iacute;tico-t&eacute;cnicos). <\/p>\n<p>J&aacute; na tipologia retratada por Villalba e Mu&ntilde;oz a respeito do estudo de Duverger (pp. 44-45); este divide o grau de participa&ccedil;&atilde;o em c&iacute;rculos, estando estes divididos em: eleitores (conjunto de cidad&atilde;os que expressam sua prefer&ecirc;ncia a uma legenda ou sigla); simpatizantes (eleitores confessionais, que expressam aberta e regularmente sua prefer&ecirc;ncia pol&iacute;tico-partid&aacute;ria); aderentes (afiliados de base com m&iacute;nima responsabilidades na estrutura) e militantes (aderentes ativos, em n&uacute;mero menor e com capacidade organizativa superior). <\/p>\n<p><strong>Apontando uma modelagem para a Radicaliza&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica <\/p>\n<p><\/strong>O modelo compreendido por mim nestes textos, na montagem de uma nova\/antiga Teoria Pol&iacute;tica, no resgate e defesa de uma Matriz Libert&aacute;ria de Pensamento (com base Estruturalista e de Estudos Estrat&eacute;gicos) remonta &agrave; outra tradi&ccedil;&atilde;o, por fora do jogo eleitoral e que n&atilde;o se enquadra nestas tipifica&ccedil;&otilde;es. Para fins did&aacute;ticos e termos comparativos, a modelagem organizativa se refere a um partido de quadros, com organiza&ccedil;&atilde;o por c&iacute;rculos de compromisso e ades&atilde;o e com democracia interna. No campo doutrin&aacute;rio, se v&ecirc; como interlocutor de uma frente de classes (classista, mas n&atilde;o exclusivista de um setor de classe); opera para a sociedade atrav&eacute;s de um vi&eacute;s classista e de maiorias; admite e reivindica a origem nacional e popular e necessariamente &eacute; program&aacute;tico. Mais &agrave; frente, em artigos futuros, aprofundamos o conceito. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=30559\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) <\/p>\n<p>\n<\/a><br \/>\nBibliografia referenciada: <\/p>\n<p>BAQUERO, Marcello. A vulnerabilidade dos partidos pol&iacute;ticos e a crise da democracia na Am&eacute;rica Latina. Porto Alegre, Ed.UFRGS, 2000. <\/p>\n<p>BOBBIO, Norberto, MATTEUCCI, Nicola, PASQUINO, Gianfranco. Dicion&aacute;rio de Pol&iacute;tica (volumes 1 e 2). Bras&iacute;lia LGE Editora\/Ed. UnB, 2004 <\/p>\n<p>PANEBIANKO, Angelo. Modelos de Partido. Madrid, Alianza Editorial, 1982. <\/p>\n<p>VILLALBA, Enriqueta Davis, MU&Ntilde;OZ, Freddy E. Blanco. Ciencia Pol&iacute;tica y Sociolog&iacute;a Pol&iacute;tica (tomo II). Cidade do Panam&aacute;, Imprenta Universitaria, 2006<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirar poderes dos pol\u00edticos profissionais e repass\u00e1-los para as inst\u00e2ncias de decis\u00f5es em conselhos ou confer\u00eancias t\u00e9cnicas ou pol\u00edtico-t\u00e9cnicas \u00e9 uma das metas permanentes de uma acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para a democracia direta. 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