{"id":12104,"date":"2023-11-19T15:58:15","date_gmt":"2023-11-19T18:58:15","guid":{"rendered":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=12104"},"modified":"2023-11-20T21:36:06","modified_gmt":"2023-11-21T00:36:06","slug":"a-america-do-sul-diante-do-genocidio-palestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=12104","title":{"rendered":"A Am\u00e9rica do Sul diante do genoc\u00eddio palestino"},"content":{"rendered":"\n<p>Bruno Lima Rocha Beaklini \u2013 novembro de 2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Dil\u00favio em Al Aqsa (07 de outubro de 2023) e o consequente cerco de Gaza (naval, terrestre e a\u00e9reo) por parte de sionistas e os EUA atinge boa parte das sociedades civis latino-americanas e, respectivamente, a diplomacia oficial a partir dos aparelhos de Estado. Evidente que as posi\u00e7\u00f5es se alteram diante do genoc\u00eddio do povo palestino e a como\u00e7\u00e3o social gerada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina e Caribe, a maior parte dos pa\u00edses tenta manter uma posi\u00e7\u00e3o \u201cequidistante\u201d do chamado \u201cconflito assim\u00e9trico\u201d. Ou seja, com maior ou menor proximidade, termina buscando se afastar no seio da luta pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina embora aceite alguma condena\u00e7\u00e3o dos crimes de lesa humanidade por parte do Estado Sionista. A lista das <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/as-diverg\u00eancias-na-am\u00e9rica-latina-sobre-guerra-israel-hamas\/a-67321754\">posi\u00e7\u00f5es aparece em detalhes nesta mat\u00e9ria da DW<\/a> (empresa p\u00fablica alem\u00e3 em l\u00edngua portuguesa).<\/p>\n\n\n\n<p>As posi\u00e7\u00f5es mais duras contra Israel s\u00e3o da Bol\u00edvia, Venezuela, Cuba e Nicar\u00e1gua. Os governos que chamaram o embaixador de volta foram a Col\u00f4mbia e o Chile. Para a m\u00e9dia de rela\u00e7\u00f5es latino-americanas, os \u201cpontos fora da curva\u201d seriam estes dois \u00faltimos. Neste trabalho, vamos nos concentrar nas posi\u00e7\u00f5es sul-americanas e em escrita posterior, nos atemos ao cen\u00e1rio centro-americano. O caso boliviano \u2013 que veremos com mais detalhes &#8211; representa a gangorra do continente.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale observar que o ponto fora da curva diante da presen\u00e7a de propaganda e constrangimento midi\u00e1tico pr\u00f3-sionista \u00e9 a Argentina. No maior parceiro comercial do Brasil dentro do Continente, o alinhamento \u00e9 maior e \u201cquase org\u00e2nico\u201d. H\u00e1 uma enorme comunidade judaica hegemonizada pelas institui\u00e7\u00f5es Delega\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Israelitas Argentinas (DAIA) e Associa\u00e7\u00e3o Mutual Israelita Argentina (AMIA). Os atentados realizados durante o primeiro governo de Menem, o de 1992 contra a embaixada de Israel em Buenos Aires (mar\u00e7o de 1992) e na pr\u00f3pria AMIA (em julho de 1994), durante o governo do traidor Carlos Menem, ratificam essa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em plena campanha presidencial, das cinco candidaturas em primeiro turno, a \u00fanica concorrente que defendeu a posi\u00e7\u00e3o pr\u00f3-Palestina foi justamente uma militante de esquerda trotsquista e origem judaica, Myriam Bregman. Os demais se pronunciaram publicamente por Israel e condenando o Hamas como \u201corganiza\u00e7\u00e3o terrorista\u201d. No segundo turno, entre Sergio Massa (Uni\u00e3o pela P\u00e1tria, do peronismo hegem\u00f4nico) e Javier Milei (LLA, extrema direita), ambos se posicionam a favor dos sionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o caso chileno, com a maior comunidade palestina fora do Mundo \u00c1rabe, a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 proporcional. A defesa da Causa Palestina n\u00e3o \u00e9 hegem\u00f4nica no sistema pol\u00edtico, ficando a cargo da esquerda enquanto as for\u00e7as da direita e extrema direita se posicionam por Israel. Contraditoriamente, o empresariado palestino tem rela\u00e7\u00f5es diretas com a mesma direita (como o ex-presidente Pi\u00f1era e o l\u00edder protofascista Kast) que apoia a ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina e est\u00e1 vinculada a presen\u00e7a dos Estados Unidos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia o presidente Gustavo Petro se comportou de forma consequente e aproveitou a oportunidade para se distanciar ainda mais das posi\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas alinhadas com os Estados Unidos. Para interpretar corretamente a posi\u00e7\u00e3o da \u201cCasa de Nari\u00f1o\u201d (sede do Poder Executivo colombiano), \u00e9 preciso entender a subordina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds aos EUA, incluindo a presen\u00e7a de tropas terrestres estadunidenses e a inger\u00eancia do Comando Sul alegando raz\u00f5es \u201cde seguran\u00e7a continental\u201d. Desta forma, \u00e9 uma acumula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica importante para a centro-esquerda colombiana confrontar ao aliado estrat\u00e9gico do Imp\u00e9rio e \u2013 corretamente \u2013 alinha o pa\u00eds de Camillo Torres ao eixo de crescimento econ\u00f4mico Eurasi\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O caso boliviano materializa a gangorra e a diplomacia presidencial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Estado Plurinacional da Bol\u00edvia come\u00e7ou a tensionar sua rela\u00e7\u00e3o com o poder estrangeiro que ocupa a Palestina desde o ano de 2006. N\u00e3o por acaso, se trata da segunda guerra contra Gaza a caminho da semi-independ\u00eancia (as col\u00f4nias de sionistas haviam sido expulsas ainda no ano de 2005). Simultaneamente, foi a segunda campanha militar a qual a resist\u00eancia libanesa liderada pelo Hezbollah derrota as for\u00e7as europeias. Na guerra contra os mesmos territ\u00f3rios (Palestina, na Faixa de Gaza e o L\u00edbano) em 2009, o ent\u00e3o presidente boliviano Evo Morales Ayma rompe rela\u00f5es diplom\u00e1ticas com Tel Aviv.<\/p>\n\n\n\n<p>O retorno destas rela\u00e7\u00f5es se d\u00e1 na sequ\u00eancia do golpe de Estado quando o resultado das elei\u00e7\u00f5es de outubro de 2019 n\u00e3o foi aceito pelas for\u00e7as mais \u00e0 direita e no m\u00eas seguinte, resultam em um golpe de Estado liderado pela extrema direita de Santa Cruz de la Sierra. O primeiro pa\u00eds a reconhecer a Presid\u00eancia ileg\u00edtima e golpista da hoje presidi\u00e1ria Jeanine \u00c1\u00f1ez foi o ent\u00e3o presidente brasileiro Jair Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2019\/11\/28\/bolivia-retoma-relacoes-com-israel-veja-outros-passos-da-politica-externa-do-governo-interino-de-jeanine-anez.ghtml\">Segundo o pr\u00f3prio G1<\/a> (portal da Rede Globo) a Bol\u00edvia anunciou na quinta-feira (28 de novembro de 2019) o restabelecimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com Israel. Como dissemos acima, o Estado Plurinacional sul-americano havia rompido as rela\u00e7\u00f5es com o Estado Sionista desde 2009, ainda sob o governo de Evo Morales.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da chanceler do governo golpista boliviano, Karen Longaric afirmou \u00e0 \u00e9poca que o governo interino pretendia: <em>&#8220;retificar todo o mal que fez o governo anterior. O m\u00ednimo que poderia se esperar deste governo era retificar a pol\u00edtica externa \u2014 uma pol\u00edtica externa extraviada e que n\u00e3o atendia aos interesses pr\u00f3ximos do Estado e que era altamente ideologizada&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Logo por na sequ\u00eancia o ent\u00e3o ministro das rela\u00e7\u00f5es exteriores do Estado Colonial, Yisrael Katz, afirmou que soube da decis\u00e3o do governo boliviano <em>&#8220;com satisfa\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>. Esta n\u00e3o foi a \u00fanica mudan\u00e7a de rumo nas rela\u00e7\u00f5es exteriores. O golpe de Estado reposiciona a Bol\u00edvia diante de uma leitura anacr\u00f4nica de \u201cguerra de fronteiras ideol\u00f3gicas\u201d. \u00c1\u00f1ez rapidamente buscou se diferenciar da pol\u00edtica externa de seu antecessor: distanciou-se de Cuba e Venezuela, aliados pol\u00edticos de Morales, ao expulsar 725 m\u00e9dicos cubanos e reconhecer Juan Guaid\u00f3 como presidente interino venezuelano ap\u00f3s romper rela\u00e7\u00f5es com Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n\n\n\n<p>Era evidente que a posi\u00e7\u00e3o do presidente e ex-ministro de economia do MAS, Luis Arce \u2013 eleito um ano ap\u00f3s o golpe de Estado de 2019 \u2013 era desconfort\u00e1vel na rela\u00e7\u00e3o com Israel. A interna do partido de governo \u00e9 rachada e as duas lideran\u00e7as (Arce e Morales) absolutamente antag\u00f4nicas. No distanciamento ou proximidade com o Estado Colonial, a pol\u00eamica era igualmente dura. A press\u00e3o interna e as excelentes rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com a Venezuela, China, R\u00fassia e Ir\u00e3 \u2013 al\u00e9m da aproxima\u00e7\u00e3o com a Turquia &#8211; posicionam o pa\u00eds de forma alinhada ao desenvolvimento atrav\u00e9s do eixo eurasi\u00e1tico auxiliam a tomada de decis\u00e3o que Arce vinha protelando ao m\u00e1ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quase tr\u00eas anos ap\u00f3s tomar posse, o governo da Bol\u00edvia tornou-se na ter\u00e7a-feira (31 de outubro de 2023) o primeiro pa\u00eds latino-americano a romper rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com Israel devido \u00e0 opera\u00e7\u00e3o militar que ocorre na Faixa de Gaza. A decis\u00e3o foi anunciada pela ministra da Presid\u00eancia, Mar\u00eda Nela Prada, e pelo vice-chanceler das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Freddy Mamani.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cmj5jm85gr3o\">Segundo a ministra e chanceler interina<\/a>: <em>\u201cA Bol\u00edvia tomou a determina\u00e7\u00e3o de romper rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Estado de Israel em rep\u00fadio e condena\u00e7\u00e3o da agressiva e desproporcional ofensiva militar que ocorre na Faixa de Gaza. Exigimos o fim dos ataques na Faixa de Gaza, que at\u00e9 agora causaram milhares de mortes de civis e o deslocamento for\u00e7ado de palestinos; bem como a cessa\u00e7\u00e3o do bloqueio que impede a entrada de alimentos, \u00e1gua e outros elementos essenciais \u00e0 vida, violando o Direito Internacional e o Direito Internacional Humanit\u00e1rio no tratamento da popula\u00e7\u00e3o civil em conflitos armados\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 1\u00ba de novembro de 2023, \u00e0s 14.48 da tarde <a href=\"https:\/\/twitter.com\/evoespueblo\/status\/1719773337792946181?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1719773337792946181%7Ctwgr%5Efe6a280aeded19c67a993c298be30d1a42cd9837%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/as-divergC3AAncias-na-amC3A9rica-latina-sobre-guerra-israel-hamas\/a-67321754\">o ex-presidente Evo Morales<\/a> pressionou ao seu rival e correligion\u00e1rio Luis Arce (atual mandat\u00e1rio da Bol\u00edvia) e publicou o seguinte texto na rede social X (ex- Twitter):<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ontem Israel atacou o campo de refugiados de Jabalia, o maior de Gaza, matando pelo menos 145 pessoas. Estes crimes continuar\u00e3o se n\u00e3o forem tomadas medidas concretas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O governo da Bol\u00edvia tem a obriga\u00e7\u00e3o de:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>1. Declarar Israel como um Estado Terrorista.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>2. Denunciar Netanyahu e os seus c\u00famplices ao Tribunal Penal Internacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>3. Convocar representantes dos EUA e da Uni\u00e3o Europeia ao Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros para explicar porque fornecem apoio pol\u00edtico, militar e diplom\u00e1tico para que estes crimes sejam cometidos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esse \u00e9 o sentimento do povo boliviano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Evo for\u00e7ou a posi\u00e7\u00e3o boliviana at\u00e9 conseguir o tom da d\u00e9cada anterior. No per\u00edodo em que Hugo Ch\u00e1vez governou a Venezuela (1999-2013), Rafael Correa o Equador (2007-2017) e Evo Morales (2006-2019), a ent\u00e3o Alian\u00e7a Bolivariana para os Povos da Am\u00e9rica (ALBA), as posi\u00e7\u00f5es eram mais antag\u00f4nicas ao sionismo e alinhadas com os inimigos estrat\u00e9gicos deste projeto colonial, como as resist\u00eancias palestina e libanesa.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a fundamental \u00e9 a internaliza\u00e7\u00e3o dos interesses externos. Definitivamente, o inimigo sionista ocupa espa\u00e7o significativo em nossas sociedades e cabe confrontar este perigo contra as soberanias do Continente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As posi\u00e7\u00f5es mais duras contra Israel s\u00e3o da Bol\u00edvia, Venezuela, Cuba e Nicar\u00e1gua. Os governos que chamaram o embaixador de volta foram a Col\u00f4mbia e o Chile. 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