{"id":1212,"date":"2010-04-15T15:14:08","date_gmt":"2010-04-15T15:14:08","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1212"},"modified":"2010-04-15T15:14:08","modified_gmt":"2010-04-15T15:14:08","slug":"a-necessidade-de-afastamento-dos-cargos-para-a-campanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1212","title":{"rendered":"A necessidade de afastamento dos cargos para a campanha"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Poltrona.jpg\" title=\"Sentados na poltrona e planando sobre palanques e inaugura\u00e7\u00f5es, a balan\u00e7a pende para o mesmo lado. O permanente uso da m\u00e1quina p\u00fablica para fins eleitoreiros somente sofrer\u00e1 reveses se revirmos o estatuto da reelei\u00e7\u00e3o e pelearmos pelo imediato afastamento do exerc\u00edcio do cargo dos mandat\u00e1rios que participem das campanhas.  - Foto:poltrona fan club\" alt=\"Sentados na poltrona e planando sobre palanques e inaugura\u00e7\u00f5es, a balan\u00e7a pende para o mesmo lado. O permanente uso da m\u00e1quina p\u00fablica para fins eleitoreiros somente sofrer\u00e1 reveses se revirmos o estatuto da reelei\u00e7\u00e3o e pelearmos pelo imediato afastamento do exerc\u00edcio do cargo dos mandat\u00e1rios que participem das campanhas.  - Foto:poltrona fan club\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Sentados na poltrona e planando sobre palanques e inaugura\u00e7\u00f5es, a balan\u00e7a pende para o mesmo lado. O permanente uso da m\u00e1quina p\u00fablica para fins eleitoreiros somente sofrer\u00e1 reveses se revirmos o estatuto da reelei\u00e7\u00e3o e pelearmos pelo imediato afastamento do exerc\u00edcio do cargo dos mandat\u00e1rios que participem das campanhas. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:poltrona fan club<\/small><\/figure>\n<p>15 de abril de 2010, da Vila Setembrina dos ca&iacute;dos em Seival e tra&iacute;dos em Porongos, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Ao contr&aacute;rio de outros colegas da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, entendo que a reelei&ccedil;&atilde;o, em todas as suas dimens&otilde;es, &eacute; um erro. Se fizermos um exame do momento hist&oacute;rico e dos mecanismos de negocia&ccedil;&atilde;o e montagem de maioria que aprovaram esta emenda constitucional em janeiro de 1997 (<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/circulo\/pre_mer_voto_1.htm\">indico este link para os saudosistas<\/a>), verificamos a exist&ecirc;ncia de um v&iacute;cio de origem. Vou al&eacute;m da cr&iacute;tica da possibilidade legal de um governante poder disputar a perman&ecirc;ncia no cargo por um mandato subseq&uuml;ente. Entendo que o mecanismo da incompatibiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; muito t&ecirc;nue. Para coibir as pr&aacute;ticas de tipo patrimonialista e n&atilde;o reproduzir a cultura de imiscuir a coisa p&uacute;blica com fins privados, &eacute; necess&aacute;rio que n&atilde;o apenas os candidatos para reelei&ccedil;&atilde;o no Executivo se afastem, mas sim todo e qualquer detentor de mandato nos dois poderes eleg&iacute;veis.<\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;o que para este pleito j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mais tempo para mudan&ccedil;as substantivas das regras do jogo. Mas, seria importante que nos pr&oacute;ximos quatro anos, ao menos o casu&iacute;smo, t&atilde;o venal em nas pr&aacute;ticas eleitorais, operasse para o bem comum. &Eacute; fundamental que nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es, caso o estatuto da reelei&ccedil;&atilde;o continue, seja revista a perman&ecirc;ncia no cargo de membros dos Poderes Executivos e dos Legislativos. Julgo ser imposs&iacute;vel separar, dentro do ponto de vista real concreto, ultrapassando a eloq&uuml;&ecirc;ncia do tecnicismo jur&iacute;dico, o exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o dos atos de campanha. Qualquer inaugura&ccedil;&atilde;o, ato p&uacute;blico, a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, e mesmo o cumprimento de agendas de rotina implicam em excessiva midiatiza&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres em fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. <\/p>\n<p>Mesmo sabendo que o tema da semana pode at&eacute; soar &ldquo;pueril&rdquo;, e vai contra da abordagem estrutural e ultra-realista por mim exercitada, o julgo relevante. Isto se d&aacute; devido &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es que recebi e ouvi de dezenas pessoas interessadas na pol&iacute;tica oficial. A infer&ecirc;ncia desses entusiastas da democracia representativa (por tanto indireta e procedimental) &eacute; simples. Estes eleitores v&ecirc;em na participa&ccedil;&atilde;o em campanha de pol&iacute;ticos no exerc&iacute;cio do cargo como uma esp&eacute;cie de competi&ccedil;&atilde;o desleal aos com menor visibilidade. Somente por este motivo, o de aumentar o n&iacute;vel de ades&atilde;o dos que ainda cr&ecirc;em nas regras deste jogo, j&aacute; seria raz&atilde;o suficiente para impedir esta participa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Considerando o problema grave no Executivo, no Legislativo o transtorno &eacute; end&ecirc;mico. Desafio qualquer entusiasta das regras de transpar&ecirc;ncia, governo eletr&ocirc;nico ou de outro mecanismo de pesos e contrapesos na pol&iacute;tica a provar ser poss&iacute;vel o controle da agenda de um parlamentar eleito, no exerc&iacute;cio do cargo, em ano eleitoral. Esta j&aacute; &eacute; recheada de compromissos de tipo paroquial e de rela&ccedil;&otilde;es prebendarias. Imposs&iacute;vel por tanto, afirmar quando o deputado federal, estadual ou vereador est&aacute; em campanha para benef&iacute;cio pr&oacute;prio, se encontra &ldquo;visitando suas bases&rdquo; ou acompanhando candidatos da majorit&aacute;ria. O &uacute;nico controle poss&iacute;vel &eacute; aumentar a agenda de plen&aacute;rio e comiss&otilde;es. Para evitar esse &ldquo;inc&ocirc;modo&rdquo;, os parlamentares das assembl&eacute;ias e do Congresso Nacional decretam o eufemismo de &ldquo;recesso branco&rdquo; e simplesmente as casas legislativas n&atilde;o funcionam no segundo semestre em ano de Copa do Mundo. <\/p>\n<p>Justi&ccedil;a seja feita, Lula chegou a indicar um auto-afastamento do cargo para dedicar-se aos meses de campanha. At&eacute; agora nada se concretizou. Mas, o pior absurdo &eacute; isto depender de um ato volunt&aacute;rio e n&atilde;o de uma regra compuls&oacute;ria. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/04\/14\/a-necessidade-de-afastamento-dos-cargos-para-campanha-283605.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sentados na poltrona e planando sobre palanques e inaugura\u00e7\u00f5es, a balan\u00e7a pende para o mesmo lado. O permanente uso da m\u00e1quina p\u00fablica para fins eleitoreiros somente sofrer\u00e1 reveses se revirmos o estatuto da reelei\u00e7\u00e3o e pelearmos pelo imediato afastamento do exerc\u00edcio do cargo dos mandat\u00e1rios que participem das campanhas. 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