{"id":12146,"date":"2024-04-09T15:18:23","date_gmt":"2024-04-09T18:18:23","guid":{"rendered":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=12146"},"modified":"2024-04-09T15:18:30","modified_gmt":"2024-04-09T18:18:30","slug":"a-onu-condena-a-islamofobia-e-o-brasil-se-absteve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=12146","title":{"rendered":"A ONU condena a Islamofobia e o Brasil se absteve"},"content":{"rendered":"\n<p>Bruno Beaklini \u2013 mar\u00e7o de 2024 (<a href=\"mailto:blimarocha@gmail.com\">blimarocha@gmail.com<\/a>) &#8211; artigo originalmente <a href=\"https:\/\/www.monitordooriente.com\/20240326-a-onu-condena-a-islamofobia-e-o-brasil-se-absteve\/\">publicado no Monitor do Oriente M\u00e9dio <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos debates que marca o Sistema Internacional no p\u00f3s Guerra Fria \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o, por parte do ocidente, no Isl\u00e3 como seu outro adverso, o inimigo difuso a ser derrotado ou \u201cpacificado\u201d. Uma tese cl\u00e1ssica neste sentido \u00e9 a do <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/choque-civiliza\u00e7\u00f5es-Samuel-P-Huntington\/dp\/8573021306\">Choque de Civiliza\u00e7\u00f5es<\/a>. O trabalho \u00e9 do cientista pol\u00edtico estadunidense Samuel P. Huntington. Originalmente em forma de artigo, publicado em 1993, a obra &#8220;evoluiu&#8221; para um libelo essencialista com a densidade de um livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha alguma sofistica\u00e7\u00e3o, o trabalho se debru\u00e7a sobre uma hip\u00f3tese de \u201cess\u00eancia cultural\u201d, indo ao encontro \u00e0 \u00e9poca de seu lan\u00e7amento (1997), com a pol\u00edtica externa de Bill Clinton (presidente dos EUA, democrata, governando de 1993 a 2000) e a Globaliza\u00e7\u00e3o Transnacional Capitalista. Depois, com a guinada ainda mais \u00e0 direita do Partido Republicano, a tese se \u201cressignifica\u201d, dando alguma estrutura para a \u201cguerra cultural\u201d baseada em m\u00edstica, irracionalismo e desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do Grande Jogo Internacional, o peso da \u00c1sia \u00e9 tamanho que at\u00e9 suas rivalidades formativas d\u00e3o base aos posicionamentos do s\u00e9culo XXI em sua terceira d\u00e9cada. A Islamofobia, por demais estimulada pelos Estados Unidos, ganha outra dimens\u00e3o na disputa entre \u00cdndia e Paquist\u00e3o. A tens\u00e3o continental atingiu aos f\u00f3runs adequados da ONU, conforme vemos abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ONU contra a Islamofobia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/press.un.org\/en\/2024\/ga12587.doc.htm\">A Septuag\u00e9sima Oitava sess\u00e3o, 62\u00aa reuni\u00e3o<\/a> (no turno da manh\u00e3) da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, dentro 193a assembleia apontou o tema relevante da Islamofobia. Na sede da ONU, em Nova York, no dia 15 de mar\u00e7o de 2024 (n\u00e3o por acaso na data que se celebra o Dia Internacional de Combate \u00e0 Islamofobia) a maior parte dos pa\u00edses membros tomou a posi\u00e7\u00e3o adotando a resolu\u00e7\u00e3o que condena a viol\u00eancia antimu\u00e7ulmana, apelando para uma a\u00e7\u00e3o imediata contra a intoler\u00e2ncia religiosa. Segundo o informe da ONU, alguns Estados-Membros se opuseram ao enfoque do texto numa religi\u00e3o, tentando a todo custo diluir a posi\u00e7\u00e3o especial da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto base trazia a proposta do Paquist\u00e3o (<a href=\"https:\/\/documents.un.org\/doc\/undoc\/ltd\/n24\/065\/21\/pdf\/n2406521.pdf?token=u6cCbIukmCKF0LPHxj&amp;fe=true\">A\/78\/L.48<\/a>), complementada pela proposi\u00e7\u00e3o conjunta ( <a href=\"https:\/\/documents.un.org\/doc\/undoc\/ltd\/n24\/070\/29\/pdf\/n2407029.pdf?token=y5eTB2mcGQianzGXvv&amp;fe=true\">A\/78\/L.51<\/a>) de Alemanha, \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Bulg\u00e1ria, Chequia, Chipre, Cro\u00e1cia, Dinamarca, Eslov\u00e1quia, Eslov\u00e9nia, Espanha, Est\u00f3nia, Finl\u00e2ndia, Francia, Gr\u00e9cia, Hungr\u00eda,<\/p>\n\n\n\n<p>Irlanda, It\u00e1lia, Let\u00f3nia, Litu\u00e2nia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Pol\u00f4nia, Portugal, Rom\u00eania e Su\u00e9cia, com a seguinte mensagem de resolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Condena a incita\u00e7\u00e3o \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, a hostilidade ou a viol\u00eancia contra as pessoas por motivos de religi\u00e3o ou cren\u00e7as, incluindo o que se diz contra mu\u00e7ulmanos, assim como o n\u00famero crescente de ataques contra locais de culto e santu\u00e1rios e expressa preocupa\u00e7\u00e3o por outros atos de intoler\u00e2ncia religiosa, estere\u00f3tipos negativos, \u00f3dio e viol\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Outro complemento (<a href=\"https:\/\/documents.un.org\/doc\/undoc\/ltd\/n24\/070\/23\/pdf\/n2407023.pdf?token=SwuVheVeQPITmnKSN1&amp;fe=true\">A\/78\/L.52<\/a>) implica responsabilidades diretas para o \u00f3rg\u00e3o coordenador m\u00e1ximo da ONU implicando em:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Convite ao Secret\u00e1rio Geral para que designe um ponto focal das Na\u00e7\u00f5es Unidas, dentro das estruturas e dos recursos existentes, para combater a discrimina\u00e7\u00e3o contra os mu\u00e7ulmanos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, o que era para ser um momento de raro consenso e agenda positiva da ONU se transformou em queda de bra\u00e7o entre as duas principais partes componentes do antigo Rajast\u00e3o Brit\u00e2nico (resultando em dois pa\u00edses, \u00cdndia e Paquist\u00e3o, al\u00e9m de outros territ\u00f3rios).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Islamofobia e realismo regional: \u00cdndia x Paquist\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/indianexpress.com\/article\/india\/unga-pakistan-resolution-islamophobia-hinduism-sikhism-9218200\/\">A publica\u00e7\u00e3o Indian Express<\/a>, em texto difundido na data de 16 de mar\u00e7o (2024), trouxe o seguinte t\u00edtulo de uma mat\u00e9ria sobre a resolu\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (AGNU).<\/p>\n\n\n\n<p><em>A \u00cdndia se abst\u00e9m na AGNU sobre a resolu\u00e7\u00e3o do Paquist\u00e3o sobre a islamofobia, diz que a religiofobia contra o hindu\u00edsmo, o sikhismo tamb\u00e9m deve ser reconhecido<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a mat\u00e9ria, o Hindust\u00e3o (sin\u00f4nimo de \u00cdndia ou Bharat) absteve-se na Assembleia Geral da ONU relativamente a um projeto de resolu\u00e7\u00e3o apresentado pelo Paquist\u00e3o e co-patrocinado pela China sobre a islamofobia, afirmando que a preval\u00eancia da \u201creligiofobia\u201d contra o hindu\u00edsmo, o budismo, o sikhismo e outras religi\u00f5es que enfrentam viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser reconhecida, em vez de destacar apenas uma religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Insiste a liha oficial da \u00cdndia na interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclusiva de religi\u00f5es monote\u00edstas afirmando que:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A Assembleia Geral de 193 membros adotou a resolu\u00e7\u00e3o \u201cMedidas para combater a islamofobia\u201d, apresentada pelo Paquist\u00e3o na sexta-feira, com 115 na\u00e7\u00f5es votando a favor, nenhuma contra e 44 absten\u00e7\u00f5es, incluindo \u00cdndia, Brasil, Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia, Ucr\u00e2nia e Reino Unido. A Representante Permanente da \u00cdndia junto da Embaixadora da ONU, Ruchira Kamboj, expressou a condena\u00e7\u00e3o de todos os atos motivados pelo antissemitismo, pela cristianofobia e pela islamofobia, mas afirmou que \u00e9 crucial reconhecer que tais fobias se estendem para al\u00e9m das religi\u00f5es abra\u00e2micas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O argumento de Nova D\u00e9li e sua representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica de alto n\u00edvel profissional defende as religi\u00f5es polite\u00edstas no plano discursivo, mas chama aten\u00e7\u00e3o para o tema da concorr\u00eancia direta dentro do Sul da \u00c1sia, contra o Paquist\u00e3o, e mesmo em escala continental &#8211; sendo a China sua aliada econ\u00f4mica, mas rival pol\u00edtica. Como vimos acima, a for\u00e7a indiana \u00e9 tamanha que conseguiu 44 absten\u00e7\u00f5es e com pa\u00edses de peso no Sistema Internacional, como listado acima. Dentre as delega\u00e7\u00f5es que se abstiveram, estava a representa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00cdndia e Brasil: uma parceria estrat\u00e9gica e em ascens\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es que seguem d\u00e3o conta da import\u00e2ncia \u2013 devida e correta \u2013 que o Brasil d\u00e1 para a rela\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e de complementaridade econ\u00f4mica com a \u00cdndia (Bharat, segundo a pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o de Nova D\u00e9li).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202403\/presidente-lula-recebe-executivo-do-grupo-indiano-tata-sons\">Segundo a Ag\u00eancia Governo BR<\/a>, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin receberam, na tarde da segunda-feira, 25 de mar\u00e7o, no Pal\u00e1cio do Planalto, o presidente do Conselho da <a href=\"https:\/\/www.tata.com\/business\/tata-sons\">Tata Sons<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.tata.com\/management-team#\/\/management-team\/n-chandrasekaran\">Natarajan Chandrasekaran<\/a>. Tamb\u00e9m estavam presentes o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Industria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Geraldo Alckmin, e o presidente da APEX Brasil, Jorge Viana. O grupo indiano visita o Brasil em miss\u00e3o de prospec\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandat\u00e1rio brasileiro presidente ouviu de Chandrasekaran que o grupo Tata, al\u00e9m de j\u00e1 existir h\u00e1 150 anos, tem em seu portfolio: a ind\u00fastria automobil\u00edstica (com fabrica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou pela aquisi\u00e7\u00e3o da Jaguar-Land Rover); setor energ\u00e9tico (com \u00eanfase na produ\u00e7\u00e3o de componentes para energia e\u00f3lica e solar); setor de biocombust\u00edveis e ve\u00edculos el\u00e9tricos (dentro do marco da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica); presen\u00e7a no agro; em fertilizantes, em medicamentos, em servi\u00e7os financeiros e de seguros e na ind\u00fastria aeroespacial. Est\u00e3o previstos investimentos em novas cadeias de valor e tamb\u00e9m deve iniciar atua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de baterias de l\u00edtio e semicondutores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de presen\u00e7a no Brasil e perspectivas de expans\u00e3o, o investimento direto \u00e9 not\u00e1vel. Hoje s\u00e3o 5 mil trabalhadores no pa\u00eds e os planos indicam uma nova f\u00e1brica em Londrina (PR), na \u00e1rea de TI, com possibilidade de emprego direto para ao redor de 2,5 mil funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O ciclo de crescimento das rela\u00e7\u00f5es bilaterais \u00e9 consider\u00e1vel. Na reuni\u00e3o realizada na \u00cdndia, em 2008, momento em que o fluxo de com\u00e9rcio era ainda menor e que o desafio era chegar a US$ 10 bilh\u00f5es, meta hoje concretizada, mas ainda pequena. As alian\u00e7as do Brasil com a \u00cdndia, materializada no G20 e na interna dos membros fundadores do BRICS, indicam uma complementaridade de m\u00e9dio prazo, incluindo investimento estrangeiro direto (m\u00fatuo) e desenvolvimento de novos neg\u00f3cios, adentrando por novas cadeias de desenvolvimento (alguns de alto valor agregado). O mercado indiano, com uma popula\u00e7\u00e3o de 1,4 bilh\u00e3o de pessoas, pode ser o destino majorit\u00e1rio de boa parte de nossas exporta\u00e7\u00f5es nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, pelos interesses do Estado brasileiro, temos a interpreta\u00e7\u00e3o v\u00e1lida pela absten\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u2013 criticada por este analista e esta publica\u00e7\u00e3o \u2013 na resolu\u00e7\u00e3o (aprovada) em que a ONU condena a islamofobia. \u00c9 compreens\u00edvel a press\u00e3o indiana mas n\u00e3o \u00e9 de bom grado a absten\u00e7\u00e3o do Brasil. Menos mal que a medida passou na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Ainda assim, toda postura d\u00fabia ou \u201cneutral\u201d da diplomacia profissional do pa\u00eds pode servir de combust\u00edvel para os sionistas e seus aliados de extrema direita atuando na pol\u00edtica dom\u00e9stica nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Septuag\u00e9sima Oitava sess\u00e3o, 62\u00aa reuni\u00e3o (no turno da manh\u00e3) da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas,  dentro 193a assembleia apontou o tema relevante da Islamofobia. Na sede da ONU, em Nova York, no dia 15 de mar\u00e7o de 2024 (n\u00e3o por acaso na data que se celebra o Dia Internacional de Combate \u00e0 Islamofobia) a maior parte dos pa\u00edses membros tomou a posi\u00e7\u00e3o adotando a resolu\u00e7\u00e3o que condena a viol\u00eancia antimu\u00e7ulmana, apelando para uma a\u00e7\u00e3o imediata contra a intoler\u00e2ncia religiosa. 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