{"id":1225,"date":"2010-05-13T08:54:40","date_gmt":"2010-05-13T08:54:40","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1225"},"modified":"2010-05-13T08:54:40","modified_gmt":"2010-05-13T08:54:40","slug":"por-uma-democracia-social-com-partidos-politicos-de-outro-tipo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1225","title":{"rendered":"Por uma democracia social com partidos pol\u00edticos de outro tipo \u2013 2"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/revolta_da_vacina.jpg\" title=\"ciencia.hoje - Foto:O habitus sincr\u00e9tico dos corti\u00e7os uniu as classes oprimidas no Rio de Janeiro no per\u00edodo da reforma sanit\u00e1ria que disparara o estopim para a Revolta da Vacina\" alt=\"ciencia.hoje - Foto:O habitus sincr\u00e9tico dos corti\u00e7os uniu as classes oprimidas no Rio de Janeiro no per\u00edodo da reforma sanit\u00e1ria que disparara o estopim para a Revolta da Vacina\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">ciencia.hoje<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:O habitus sincr\u00e9tico dos corti\u00e7os uniu as classes oprimidas no Rio de Janeiro no per\u00edodo da reforma sanit\u00e1ria que disparara o estopim para a Revolta da Vacina<\/small><\/figure>\n<p>13 de maio de 2010, da Vila Setembrina de Lanceiros Negros tra&iacute;dos em Porongos, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Neste segundo artigo desta nova s&eacute;rie de difus&atilde;o cient&iacute;fica abordamos o tema do arraigo e da incid&ecirc;ncia das propostas e da chamada cultura org&acirc;nica. Para tanto, &eacute; necess&aacute;rio destrinchar um conceito-chave, que elencamos como o de habitus, conceito esse formalizado por Pierre Bourdieu com tal denomina&ccedil;&atilde;o, mas cuja aplica&ccedil;&atilde;o d&aacute;-se no Cone Sul da Am&eacute;rica desde, no m&iacute;nimo, a d&eacute;cada de &rsquo;20 do s&eacute;culo passado. Este conceito, se aplicado para al&eacute;m do relevo de comportamentos aparentes, implica no dom&iacute;nio e inteligibilidade dos c&oacute;digos das classes onde se est&aacute;, a id&eacute;ia de inser&ccedil;&atilde;o social e o recrutamento adequado.<\/p>\n<p>Cabe aqui uma nota explicativa. No texto citado de Bourdieu (1979, cap. 8), a refer&ecirc;ncia do habitus &eacute; o da classe oper&aacute;ria francesa do final dos &lsquo;60 e in&iacute;cio dos &lsquo;70. Na s&eacute;rie que aqui se apresenta, apontamos uma variedade de setores de trabalho porque o exemplo de partido a ser analisado n&atilde;o &eacute; o Partido Comunista Franc&ecirc;s, como o faz Bourdieu, mas um modelo de partido a partir da flexibiliza&ccedil;&atilde;o e desregula&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, desenvolvendo-se em pa&iacute;ses latino-americanos, com &iacute;ndice alto (mais de 50% em muitos dos casos) de desemprego e economia informal. <\/p>\n<p>J&aacute; o distanciamento do PC Franc&ecirc;s tamb&eacute;m se d&aacute; por distintos motivos, sendo alguns deles: &#8211; a aceita&ccedil;&atilde;o da linha do eurocomunismo o que equivaleu a afirmar durante a Guerra Fria na impossibilidade de um processo de acumula&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria da Europa Ocidental do P&oacute;s-Guerra; &#8211; sua estrutura leninista e seu comportamento de concilia&ccedil;&atilde;o de classes; &#8211; sua trajet&oacute;ria de conduta nefasta como for&ccedil;a hegem&ocirc;nica do mundo do trabalho franc&ecirc;s, salvo a rara exce&ccedil;&atilde;o durante a Resist&ecirc;ncia Francesa; &#8211; enfim, seus pr&oacute;prios princ&iacute;pios te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos que, quando culminados em vit&oacute;rias pol&iacute;ticas, resultaram em ditaduras de inspira&ccedil;&atilde;o marxista (sem liberdades pol&iacute;ticas para as matrizes igualit&aacute;rias, e tampouco liberdades culturais, &eacute;tnicas ou religiosas), como foi o caso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica ap&oacute;s a derrota das for&ccedil;as populares n&atilde;o-bolcheviques logo a partir da derrota militar do Ex&eacute;rcito Insurrecional dos Camponeses da Ucr&acirc;nia, em 1921 (ver a refer&ecirc;ncia bibliogr&aacute;fica). <\/p>\n<p>Feita essa ressalva, apenas para citar que no texto de Bourdieu o par&acirc;metro partid&aacute;rio n&atilde;o &eacute; aceit&aacute;vel no modelo aqui apresentado, seguimos. Vamos entrar em espec&iacute;fico no tema da inser&ccedil;&atilde;o social, tanto da institui&ccedil;&atilde;o (organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica) como de seus operadores (quadros m&eacute;dios, militantes plenos). Entendemos que o tema do habitus tamb&eacute;m gera identidade e coes&atilde;o. Tem rela&ccedil;&atilde;o, em sua maior parte, com as fontes de recrutamento e a inser&ccedil;&atilde;o social. Por inser&ccedil;&atilde;o entendemos como perman&ecirc;ncia e desenvolvimento institucional ao longo do tempo e em determinados espa&ccedil;os sociais escolhidos e poss&iacute;veis. Tamb&eacute;m tem rela&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica com o treinamento do membro j&aacute; ingressado. J&aacute; os mecanismos coercitivos, executivos, deliberativos e com capacidade de san&ccedil;&atilde;o, tem rela&ccedil;&atilde;o com a estrutura interna e o desenvolvimento organizativo do partido. <\/p>\n<p>Assim, o treinamento, desenvolvido por inst&acirc;ncia adequada e determinada com mandato coletivo da organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, &eacute;, neste caso hipot&eacute;tico, um processo com etapas fixas, mas que se desenvolve de forma permanente. Seu objetivo &eacute; dotar de capacidades equivalentes as potencialidades dos membros plenos (com plenitude de direitos e deveres) de uma determinada institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica com miss&atilde;o rigorosamente definida. O conceito chave deste treinamento, al&eacute;m dos conte&uacute;dos, &eacute; a equival&ecirc;ncia entre os membros, buscando se atingir um patamar m&iacute;nimo desej&aacute;vel pelo conjunto e com vias de crescimento de acordo com a necessidade e o planejamento estrat&eacute;gico da organiza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Vamos considerar que este partido hipot&eacute;tico aponte como necess&aacute;rio para realizar seu programa, dotar a institui&ccedil;&atilde;o de quadros treinados e ambientados em segmentos sociais das classes oprimidas. N&atilde;o se trata especificamente de f&aacute;brica ou favela, mas um conjunto de setores, segmentos e territ&oacute;rios a serem encarados como frentes de trabalho. Possibilidades organizativas s&atilde;o v&aacute;rias, seja por sujeito social exclu&iacute;do como mulheres, negros, ind&iacute;genas ou juventude marginalizada; por categoria de trabalhadores assalariados ou por conta pr&oacute;pria do campo ou da cidade (oper&aacute;rios, biscateiros, catadores, b&oacute;ias-fria); espa&ccedil;o geogr&aacute;fico exclu&iacute;do (associa&ccedil;&atilde;o de moradores de vila, periferia ou bairros oper&aacute;rios); dentro do campo da Informa&ccedil;&atilde;o, da Comunica&ccedil;&atilde;o e da Cultura; ou constituindo movimentos mais org&acirc;nicos e dotados de estrutura pr&oacute;pria (como o movimento sem-terra, sem-teto, de trabalhadores desocupados). Enfim, nesta s&eacute;rie n&atilde;o cogitamos a hip&oacute;tese de apontar um setor priorit&aacute;rio frente ao conjunto para ser trabalhado na inten&ccedil;&atilde;o de organiz&aacute;-lo. Considerando estes serem o tipo de setores para co-organizar, via inser&ccedil;&atilde;o social, a ambienta&ccedil;&atilde;o dos militantes com responsabilidades (quadros) passa a ser o tema central. <\/p>\n<p>Antes j&aacute; consideramos que o treinamento pol&iacute;tico espec&iacute;fico se d&aacute; na interna da organiza&ccedil;&atilde;o e ao longo do tempo, e a ambienta&ccedil;&atilde;o com o meio social que se quer trabalhar &eacute; o tema central. Ent&atilde;o, o determinante para o trabalho de partido passa a ser a gravita&ccedil;&atilde;o em meios populares, e fundamentalmente, atrav&eacute;s da ambienta&ccedil;&atilde;o de seus quadros. Basta fazermos um exerc&iacute;cio de hip&oacute;tese m&iacute;nima para chegarmos &agrave; seguinte premissa. Quem tem a melhor inser&ccedil;&atilde;o em um determinado meio social s&atilde;o aqueles indiv&iacute;duos cujas trajet&oacute;rias, origens familiares, gostos, dom&iacute;nio dos c&oacute;digos culturais, penetra&ccedil;&atilde;o no tecido social e pertencimento geracional s&atilde;o oriundos neste mesmo espa&ccedil;o. <\/p>\n<p>Ou seja, est&aacute; &agrave; frente na pugna pela inser&ccedil;&atilde;o quem tem o habitus de classe j&aacute; incorporado, como ponto de partida m&iacute;nimo. Isto &eacute; o inverso do capital cultural e das redes de conhecimento para o ingresso nas elites existentes e que s&atilde;o pr&eacute;-requisitos para mobilidade social e alguma forma de arrivismo pol&iacute;tico. Voltando ao tema da inser&ccedil;&atilde;o social tendo as classes oprimidas como protagonistas, a entrada de pessoal j&aacute; ambientado nos setores escolhidos para o partido atuar, poupa anos de treinamento (justo de ambienta&ccedil;&atilde;o) e de carga de informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios para neste espa&ccedil;o se inserir. <\/p>\n<p>Cabe aqui outra ressalva. Absolutamente n&atilde;o estamos afirmando de forma estrutural-determinista que indiv&iacute;duos de setores exclu&iacute;dos, caso tenham o treinamento e a incorpora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o possam ter mobilidade social. O que sim afirmamos &eacute; que a regra vale tanto para cima (mobilidade de incorpora&ccedil;&atilde;o nas elites) como para baixo (inser&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos com origem e habitus de classe m&eacute;dia em setores populares). Fatores de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e oportunidade pela via institucional (ex. bolsas de estudos, para cima; e o contraponto, trabalhos de extens&atilde;o universit&aacute;ria ou atrav&eacute;s de pastorais sociais, para baixo) podem alterar de forma individualizada esta norma, mas geralmente exemplificando a pr&oacute;pria regra. <\/p>\n<p>A capacidade de interpreta&ccedil;&atilde;o destas rela&ccedil;&otilde;es sociais e de informa&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica cabe a pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o gerar as ferramentas necess&aacute;rias, via treinamento espec&iacute;fico, e com aplica&ccedil;&atilde;o interpretativa por seus quadros. Assim afirmamos que o habitus (em sentido amplo, de classe e povo) &eacute; uma caracter&iacute;stica fundamental para este tipo de institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica se desenvolver atrav&eacute;s de seus militantes nestes meios inseridos. <\/p>\n<p>Como o habitus &eacute; algo que se adquire ao longo do tempo, via trajet&oacute;ria, o tema essencial ent&atilde;o &eacute; o esfor&ccedil;o concentrado para o recrutamento diretamente nestes mesmos setores exclu&iacute;dos onde se quer organizar. O treinamento pol&iacute;tico passa a ser tarefa da organiza&ccedil;&atilde;o, agregando valor e orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica normativa aos usos, c&oacute;digos, costumes e prefer&ecirc;ncias j&aacute; existentes e que s&atilde;o trazidos via militantes destes meios socais. A integraliza&ccedil;&atilde;o de habitus, ferramentas organizativas e interpretativas, somadas com um conjunto de valores do tecido social-produtivo integrado as institui&ccedil;&otilde;es sociais de um mesmo territ&oacute;rio ou fra&ccedil;&atilde;o de classe, somada a produ&ccedil;&atilde;o de bens culturais e identit&aacute;rios que fa&ccedil;am a fus&atilde;o de trajet&oacute;rias, ancestralidades e interesses &eacute; algo pr&oacute;prio e necess&aacute;rio para uma institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica integrativa e de tempo integral. <\/p>\n<p>Vale aqui outra ressalva. Esta n&atilde;o &eacute;, de forma alguma, a afirma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica da necessidade de profissionaliza&ccedil;&atilde;o da milit&acirc;ncia. At&eacute; porque trabalhamos a modelagem de associa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas volunt&aacute;rias, portanto n&atilde;o de profissionaliza&ccedil;&atilde;o proibida, mas secund&aacute;ria e controlada. A mesma ressalva vale para o refor&ccedil;o do car&aacute;ter integrativo, como caracter&iacute;stica fundamental deste tipo de institui&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>A conclus&atilde;o advinda do par&aacute;grafo acima &eacute; que a politiza&ccedil;&atilde;o da vida social e cultural, agregando sentido coletivo e id&eacute;ia de destino comum (a partir do pertencimento geracional e familiar) para um conjunto de militantes sociais, militantes pol&iacute;ticos, quadros pol&iacute;ticos e seus ambientes de gravita&ccedil;&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica necess&aacute;ria para este modelo de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Diminuindo a dist&acirc;ncia entre a vida privada e a coletiva, dando id&eacute;ia de pertencimento e destino coletivo atrav&eacute;s do trabalho pol&iacute;tico e social, o habitus e o esfor&ccedil;o integrativo (institui&ccedil;&atilde;o, com coes&atilde;o pol&iacute;tica atrav&eacute;s da afirma&ccedil;&atilde;o de valores, normas de conduta, al&eacute;m do programa partid&aacute;rio e dos interesses de classe) s&atilde;o t&atilde;o determinantes para uma possibilidade de sucesso pol&iacute;tico como o s&atilde;o os temas de conjuntura e especificamente pol&iacute;ticos (como campanhas, discurso, formas organizativas e de n&iacute;veis de conflito pela defesa e avan&ccedil;o de direitos). <\/p>\n<p>Isto aponta para outra caracter&iacute;stica, necess&aacute;rio como pressuposto te&oacute;rico. O recrutamento, condicionado por habitus e vida pol&iacute;tica integrativa em tempo integral (para seus quadros, parcial para sua &oacute;rbita), aponta para o modo end&oacute;geno. Institui&ccedil;&otilde;es de tipo integrativo, com condicionantes de for&ccedil;a (ex. o Ex&eacute;rcito Brasileiro) e ambiente externo adverso (como este partido hipot&eacute;tico, &agrave;s voltas sempre com deser&ccedil;&otilde;es, sa&iacute;das individualistas, desemprego de seus membros e possibilidade repressiva) deveriam, nesta hip&oacute;tese, ter um recrutamento (majorit&aacute;rio, n&atilde;o-absoluto) de tipo ex&oacute;geno, mas fortalecido, atrav&eacute;s da inser&ccedil;&atilde;o social, tamb&eacute;m com la&ccedil;os de fam&iacute;lia ou amizade. <\/p>\n<p>Este debate entraria aqui em temas mais pr&oacute;prios da organiza&ccedil;&atilde;o, como lealdade, motiva&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o de objetivos coletivos. Mantendo a fidelidade com a discuss&atilde;o de teoria pol&iacute;tica espec&iacute;fica, afirmamos que este tipo de condicionante &eacute; um inibidor, constrangendo elementos com motiva&ccedil;&otilde;es individuais vinculadas a alguma possibilidade de recompensa privada material, de tipo free rider (ver Olson, 1999, caps. 2 e 3). Em termos de custos sociais, as san&ccedil;&otilde;es e condena&ccedil;&otilde;es de seus pares, podem fazer com que um indiv&iacute;duo (e por tabela seu n&uacute;cleo familiar e aqueles de seu grupo de rela&ccedil;&otilde;es diretas) calcule que a motiva&ccedil;&atilde;o material n&atilde;o &eacute; compensadora o bastante para romper uma s&eacute;rie de lealdades adquiridas e refor&ccedil;adas ao longo do tempo. <\/p>\n<p><strong>No sentido de conclus&atilde;o:<\/strong><\/p>\n<p>Afirmamos que este tipo de treinamento &eacute; fruto de pensamento estrat&eacute;gico e vontade pol&iacute;tica, portanto, rigor conceitual e motiva&ccedil;&atilde;o normativa. Nesta institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &eacute; refor&ccedil;ada a necessidade de aumento da capacidade de an&aacute;lise, ao identificar o jogo real (regras formais e informais, dentro de par&acirc;metros legais e ilegais) e a arena priorit&aacute;ria onde este partido se lan&ccedil;a. As identidades geram a coes&atilde;o interna necess&aacute;ria, o que em tese, diminui os custos de coer&ccedil;&atilde;o. E o quesito identidade &eacute; refor&ccedil;ado n&atilde;o apenas na origem, mas a identidade de povo (ancestralidade e pertencimento a um territ&oacute;rio) e de classe (compreendendo classe tamb&eacute;m como antagonismo). <\/p>\n<p>\n<strong>Bibliografia empregada: <br \/>\n<\/strong><br \/>\nARCHINOV, Piotr. Hist&oacute;ria do movimento Macknovista: a insurrei&ccedil;&atilde;o dos camponeses da Ucr&acirc;nia. Lisboa, Cadernos Peninsulares, 1976. <\/p>\n<p>BOURDIEU, Pierre. La Dinstinction. Paris, Minuit, 1979. <\/p>\n<p>OLSON, Mancur. A l&oacute;gica da a&ccedil;&atilde;o coletiva. S&atilde;o Paulo, EdUSP, 1999. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=32360\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ciencia.hoje Foto:O habitus sincr\u00e9tico dos corti\u00e7os uniu as classes oprimidas no Rio de Janeiro no per\u00edodo da reforma sanit\u00e1ria que disparara o estopim para a Revolta da Vacina 13 de maio de 2010, da Vila Setembrina de Lanceiros Negros tra&iacute;dos em Porongos, Bruno Lima Rocha Neste segundo artigo desta nova s&eacute;rie de difus&atilde;o cient&iacute;fica abordamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1225","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1225\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}