{"id":1227,"date":"2010-05-14T16:30:51","date_gmt":"2010-05-14T16:30:51","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1227"},"modified":"2010-05-14T16:30:51","modified_gmt":"2010-05-14T16:30:51","slug":"a-conspiracao-financeira-e-a-resposta-do-povo-grego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1227","title":{"rendered":"A conspira\u00e7\u00e3o financeira e a resposta do povo grego"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/stevecohenSACl.jpg\" title=\"Steven A. Cohen, guru do mercado financeiro e um dos mais perigosos delinquentes do mundo, acusado de participar da conspira\u00e7\u00e3o contra a economia grega.  - Foto:traders\" alt=\"Steven A. Cohen, guru do mercado financeiro e um dos mais perigosos delinquentes do mundo, acusado de participar da conspira\u00e7\u00e3o contra a economia grega.  - Foto:traders\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Steven A. Cohen, guru do mercado financeiro e um dos mais perigosos delinquentes do mundo, acusado de participar da conspira\u00e7\u00e3o contra a economia grega. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:traders<\/small><\/figure>\n<p>14 de maio de 2010, da Vila Setembrina dos Lanceiros Negros tra&iacute;dos em Porongos, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>A chamada crise do Euro, como moeda da Comunidade Europ&eacute;ia unificada e cujas bases de funcionamento s&atilde;o interdependentes, n&atilde;o foi fruto de uma marcha inexor&aacute;vel da economia, nem ciclos de crise e recomposi&ccedil;&atilde;o e tampouco de nenhuma outra bobagem catastr&oacute;fica e determinista do g&ecirc;nero. Os fatos geradores dessa a&ccedil;&atilde;o de crime contra as estruturas societ&aacute;rias da Gr&eacute;cia, Portugal, Espanha, Irlanda e Isl&acirc;ndia, dentre outros pa&iacute;ses que ainda est&atilde;o por vir, foi o acionar premeditado de mega-investidores, sua legitima&ccedil;&atilde;o pela m&iacute;dia corporativa e a &ldquo;moldura&rdquo; de aprecia&ccedil;&atilde;o mentirosa de empresas de auditoria e an&aacute;lise de risco. Quando h&aacute; pouca margem de manobra para os governos de turno, as pol&iacute;ticas distributivas balan&ccedil;am ainda mais r&aacute;pidas. As regras da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia s&atilde;o r&iacute;gidas para as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas dos Estados. Prev&ecirc;-se como &ldquo;acordo&rdquo;, m&aacute;ximo 3% de d&eacute;ficit p&uacute;blico e 60% de endividamento. Diante desta jaula, o pragmatismo dos aderentes do modelo burgu&ecirc;s de democracia indireta sempre ir&aacute; preferir o mal menor. Este mal &eacute; o atirar-se nos bra&ccedil;os demon&iacute;acos do capital financeiro.<\/p>\n<p>A sanha de especuladores e o &ldquo;beijo do vampiro&rdquo; do FMI atuam para dar liquidez &agrave; economia de Estados cujo caixa foi sangrado justamente por socorrer ao sistema financeiro quando o ato criminoso de gerentes de mesas de opera&ccedil;&otilde;es deu seq&uuml;&ecirc;ncia &agrave; compra e venda de carteiras de pap&eacute;is hipotec&aacute;rios podres e sem lastro algum. A conta que j&aacute; foi paga em 2008 agora vem em dobro, cujos juros s&atilde;o o rombo nos cofres p&uacute;blicos, e cujo alvo &eacute; a perda e desmonte das pol&iacute;ticas sociais que deram sustenta&ccedil;&atilde;o &agrave; Europa no p&oacute;s 2&ordf; Guerra. A resist&ecirc;ncia contra investidas anteriores de restaura&ccedil;&atilde;o conservadora dera-se pela garra da esquerda social e suas alas extremas, tendo que disputar nas ruas (literalmente) e contra o atropelo de tradi&ccedil;&atilde;o stalinista ou social-democrata. &Eacute; bom refor&ccedil;ar esta aprecia&ccedil;&atilde;o realista; os direitos sociais dos trabalhadores europeus mantiveram-se assegurados at&eacute; ent&atilde;o apesar de todo o esfor&ccedil;o entreguista e de abandono de posi&ccedil;&otilde;es por parte da suposta &ldquo;ex-esquerda&rdquo; reformista e melhorista que disputa os governos de turno do capitalismo europeu. Agora, ao menos, a luta ganhou a dianteira da vergonha das negociatas de bastidores, traindo eleitores pelas costas e explicitando o que os Parlamentos s&atilde;o: um balc&atilde;o de secos e molhados para pol&iacute;ticos profissionais muito obedientes de banqueiros e executivos de conglomerados e fundos de investimento. Se observarmos as decis&otilde;es do Parlamento grego, e o acordo dos &ldquo;socialistas&rdquo; (PASOK, liderados por Giorgos Papandreu) e o partido ortodoxo de extrema-direita (LAOS) e a direita do ND, nota-se a materializa&ccedil;&atilde;o do conceito narrado acima. <\/p>\n<p>Hoje o epicentro da Europa &eacute; a rebeli&atilde;o dos trabalhadores, estudantes e organiza&ccedil;&otilde;es sociais gregas. Nestes embates, dois setores operam com preponder&acirc;ncia. O sempre brando e contido Partido Comunista Grego (KKE), que tenta retomar a credibilidade perdida por n&atilde;o apoiar a rebeli&atilde;o libert&aacute;ria de setembro a novembro de 2008 e o espa&ccedil;o social onde os stalinistas t&ecirc;m a hegemonia, a PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores). Na outra extrema, a esquerda radical se v&ecirc; representada pelos espa&ccedil;os sociais de maioria anarquista e pela Uni&atilde;o Sindicalista Libert&aacute;ria (ESE), protagonizando os epis&oacute;dios mais dram&aacute;ticos nos &uacute;ltimos dez anos ou mais. Neste ano, o conjunto de for&ccedil;as populares vem promovendo uma escalada de lutas como resposta ao arrocho salarial, a perda de direitos e o resultado da maquiagem nas contas p&uacute;blicas promovidas pelo conv&ecirc;nio com uma empresa composta por delinq&uuml;entes profissionais. <\/p>\n<p><strong>O epicentro das conseq&uuml;&ecirc;ncias da fraude e o papel da m&iacute;dia e das ag&ecirc;ncias de risco <br \/>\n<\/strong><br \/>\nA Gr&eacute;cia teve seus informes financeiros co-controlados tanto pelos tecnocratas do Estado como pelos &ldquo;t&eacute;cnicos&rdquo; do Banco Goldman Sachs. Este banco &eacute; um dos maiores operadores da suposta crise financeira, na verdade um grande golpe de especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria que levou a maior transfer&ecirc;ncia de renda dos cofres dos Estados do Centro do capitalismo para saldar as d&iacute;vidas e rombos das empresas golpistas. <\/p>\n<p>Para complicar, n&atilde;o vem sendo &ldquo;apenas e t&atilde;o somente&rdquo; as assessorias financeiras as respons&aacute;veis pela fraude de informa&ccedil;&atilde;o e transfer&ecirc;ncia de riquezas para os bancos e fundos de investimento. O mascaramento de realidades, a mentira factual pura e simples assim como a invers&atilde;o do &acirc;ngulo de an&aacute;lise s&atilde;o tamb&eacute;m obra e gra&ccedil;a da m&iacute;dia profissional, tanto a generalista (alimentada por TVs e ag&ecirc;ncias informativas) como os de maior cumplicidade, promovida pelos supostos especialistas em economia. Vejamos dois exemplos dessas assertivas. <\/p>\n<p>Um exemplo gritante da abordagem midi&aacute;tica &eacute; a repercuss&atilde;o acr&iacute;tica da aprecia&ccedil;&atilde;o das empresas de an&aacute;lise de risco, que rebaixam ou aumentam a &ldquo;confiabilidade&rdquo; dos pap&eacute;is (t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica dos pa&iacute;ses, em formato digital) emitidos pelos Estados. Quando a ag&ecirc;ncia Moody&rsquo;s avisa (veja o link) que ir&aacute;, dentro de um curto prazo (poucos dias, em algumas semanas) rebaixar a aprecia&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is da d&iacute;vida grega e portuguesa, esse enunciado ganha ares de verdade, passando a ecoar como factual, assim como outras fic&ccedil;&otilde;es coletivas como: O Mercado. Quando contrapomos as &ldquo;supostas&rdquo; verdades das ag&ecirc;ncias de risco, nos deparamos que s&atilde;o as mesmas, ou quase as mesmas empresas que operam como parte da engrenagem das fraudes financeiras em escala mundial. <\/p>\n<p>Vejamos o paradoxo. Esta opini&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas nossa, mas compartilhada com uma colunista do El Pa&iacute;s de Madri (Grupo Prisa), hoje o &uacute;nico jornal em castelhano que &eacute; globalizado. <a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/economia\/Moody\/s\/avisa\/pronta\/rebaja\/deuda\/griega\/portuguesa\/elpepueco\/20100511elpepieco_6\/Tes\">Na edi&ccedil;&atilde;o de 11 de maio<\/a>, este grande conglomerado <a href=\"http:\/\/www.moodys.com\/cust\/default.asp\">anuncia a previs&atilde;o da Moody&rsquo;s<\/a>. Em sua edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica, escondido entre palavras e dados sem fim, um pequeno hiperlink referindo-se a uma cr&iacute;tica das ag&ecirc;ncias de an&aacute;lise de risco. <a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/opinion\/influencia\/S\/26P\/elpepuopi\/20100504elpepiopi_8\/Tes\">No texto<\/a>, a professora Simone Santini, da Escola Polit&eacute;cnica da Universidade Aut&ocirc;noma de Madri, faz a cr&iacute;tica n&atilde;o para a Ag&ecirc;ncia Moody&rsquo;, mas para a gigante Standards &amp; Poor&rsquo;s. Esta ag&ecirc;ncia, que rebaixara a estimativa de confian&ccedil;a da Espanha, fora a mesma que classificou o Lehman Brothers como de extrema confian&ccedil;a, uma semana antes de que esse banco de investimento quebrasse e fosse saqueado. <\/p>\n<p>Mas a cr&iacute;tica da abordagem midi&aacute;tica vai al&eacute;m do desmascaramento de uma fonte n&atilde;o cr&iacute;vel. O tema do flagelo dos gregos, e a her&oacute;ica resist&ecirc;ncia que est&aacute; nas ruas, n&atilde;o foram provocados por Zeus nem pelos deuses do Olimpo, mas por homens e mulheres que operam com informa&ccedil;&atilde;o privilegiada e por dentro dos sistemas financeiros oficiais e oficiosos. Existe uma prova cabal de cumplicidade midi&aacute;tica e a&ccedil;&atilde;o orquestrada dos mega-especuladores, planificando a quebra da Gr&eacute;cia e a deprecia&ccedil;&atilde;o da moeda da Zona Euro. &Eacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o se trata de uma crise inexor&aacute;vel, mas sim um ato premeditado por indiv&iacute;duos daquilo que nos EUA se chama de Assassinos Econ&ocirc;micos e alguns cr&iacute;ticos europeus d&atilde;o o nome de Delinq&uuml;entes Financeiros. Em Buenos Aires o nome &eacute; de GARKA, os t&iacute;picos golpistas que manejam &ldquo;papeles buitres&rdquo; &ndash; em portugu&ecirc;s, pap&eacute;is de abutres ou, como chamam os portenhos, podridos, pap&eacute;is podres. <\/p>\n<p><strong>A grande conspira&ccedil;&atilde;o evidenciada <br \/>\n<\/strong><br \/>\nImaginemos um t&iacute;tulo do artigo assinado que fala por si: <a href=\"http:\/\/blogs.publico.es\/multiplicateporcero\/149\/el-negocio-de-hundir-un-pais\/\">&ldquo;O neg&oacute;cio de quebrar um pa&iacute;s&rdquo;, assinado pela respeit&aacute;vel colunista de Economia do Di&aacute;rio P&uacute;blico, Amparo Estrada<\/a>, editado em Madri, que cobre a Espanha e a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Trata-se de um bom jornal (impresso e digital), de tipo comercial (n&atilde;o &eacute; m&iacute;dia alternativa ou sindical), mas que trabalha com informa&ccedil;&atilde;o precisa e com pouco &iacute;ndice de censura. A colunista de economia, por sua ep&iacute;grafe e abordagem citando a John Kenneth Galbraith, n&atilde;o &eacute; uma autogestion&aacute;ria e sim uma keynesiana. Ou seja, trata-se de informa&ccedil;&atilde;o provinda de gente que conhece quem circula por dentro das entranhas do aparelho de Estado a servi&ccedil;o do capital financeiro e n&atilde;o nas barricadas que o combatem. <\/p>\n<p>O resumo &eacute; simples. Estrada nos conta que no dia 8 de fevereiro, no endere&ccedil;o localizado no n&uacute;mero 767 da 3&ordf; Avenida, em plena Nova Iorque, houve uma reuni&atilde;o de not&aacute;veis tubar&otilde;es do mercado de capitais. Ali se combinou de comum acordo, desvalorizar o euro e romper o que restara da coluna vertebral da Gr&eacute;cia. Neste epis&oacute;dio, cujo local f&iacute;sico era a sede da Monness, Crespi e Hardt (www.mchny.com; empresa que opera atrav&eacute;s de uma subsidi&aacute;ria da Goldman Sachs) estavam presentes, dentre outros not&aacute;veis: Aaron Cowen, representante da SAC Capital Advisors, empresa fundada por Steven A. Cohen e que maneja 16.000 bilh&otilde;es de d&oacute;lares em fundos de investimento; David Einhorn, da Greenlight Capital, veterano participante do assalto a Lehman Brothers ocorrido no outono de 2008; Donald Morgan, da Brigade Capital, cuja mensagem e principal en su no portal da empresa ressalta que, dentre seus produtos incluem-se ativos t&oacute;xicos ou pap&eacute;is podres; al&eacute;m de, obviamente, um representante do Fundo Soros. Nos diz a colunista do Di&aacute;rio P&uacute;blico que, fora nesta noite do inverno na Am&eacute;rica do Norte quando se combinou, de forma orquestrada, um ataque aos pap&eacute;is gregos. <\/p>\n<p>Para piorar, assegura a especialista que n&atilde;o se trata de evento aleat&oacute;rio e menos ainda de teoria conspirat&oacute;ria. O que de fato ocorre s&atilde;o reuni&otilde;es peri&oacute;dicas, desta envergadura, incluindo uma reuni&atilde;o semelhante, datada em plena quebradeira fraudulenta do segundo semestre de 2008. O lado de acobertamento midi&aacute;tico d&aacute;-se pela cobertura de publica&ccedil;&otilde;es &ldquo;especializadas&rdquo;. O todo poderoso <a href=\"http:\/\/online.wsj.com\/article\/SB10001424052748703795004575087741848074392.html\">Wall Street Journal dera uma relev&acirc;ncia normal e apagada ao evento, e isto em sua edi&ccedil;&atilde;o de 26 de fevereiro de 2010<\/a>. Ou seja, em plena era digital da comunica&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea, o portal de economia de Rupert Murdoch (controlador do conglomerado News Corp) tarda 18 dias para dar uma informa&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica para o futuro de mais de 10 milh&otilde;es de cidad&atilde;os gregos. <\/p>\n<p>O que afirmo aqui, eu venho repetindo sistematicamente h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s anos. Uma evid&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o criminosa premeditada e a correspondente cobertura irrespons&aacute;vel. Quando, do esc&acirc;ndalo de Watergate, os cinco operadores do Partido Republicano foram pegos espionando a sede dos Democratas em plena capital dos EUA, o caso passou ao largo e caiu no esquecimento dos leitores. Se n&atilde;o fosse a a&ccedil;&atilde;o dos rep&oacute;rteres e do ve&iacute;culo que os empregava, o jornal Washington Post, nada teria acontecido. Trinta e tr&ecirc;s anos depois, quando no segundo semestre de 2007 a especula&ccedil;&atilde;o financeira com carteiras imobili&aacute;rias come&ccedil;a a dar sinais de fraude, nenhuma grande m&iacute;dia foi &agrave; ca&ccedil;a sistem&aacute;tica dos autores do crime contra o interesse p&uacute;blico. O quadro &eacute; pior. Tr&ecirc;s d&eacute;cadas e meia ap&oacute;s, a maior parte dos grandes ve&iacute;culos, estando na forma de propriedade cruzada ou composi&ccedil;&atilde;o acion&aacute;ria, al&eacute;m de liderar o respectivo oligop&oacute;lio de m&iacute;dia em seus pa&iacute;ses ou regi&otilde;es, tamb&eacute;m s&atilde;o subsidi&aacute;rios diretos ou indiretos de conglomerados com elevados investimentos de risco na ciranda financeira. A conjun&ccedil;&atilde;o de interesses econ&ocirc;mico-financeiros, te&oacute;rico-ideol&oacute;gicos, e pol&iacute;tico-jur&iacute;dicos, &eacute; emitida em formatos de m&uacute;ltiplos produtos comunicacionais e circulam com linguagem de atenuantes da a&ccedil;&atilde;o premeditada. <\/p>\n<p>Diante desse quadro de horror societ&aacute;rio, cabe uma an&aacute;lise fria. Quando as decis&otilde;es fundamentais das sociedades passam por conspira&ccedil;&otilde;es de elites financeiras e com o acobertamento c&uacute;mplice da ind&uacute;stria midi&aacute;tica, a balan&ccedil;a &eacute; virada com a for&ccedil;a das ruas. Nesse sentido, o povo grego est&aacute; dando uma li&ccedil;&atilde;o para todos n&oacute;s. <\/p>\n<p>Obs: dedicamos estas singelas linhas ao amigo e fiscal de tributos aposentado Jo&atilde;o Pedro Casarotto (jompe.rs@gmail.com), um homem &iacute;ntegro, contador acima de qualquer suspeita, sindicalista do Fisco que denunciara o acordo do Rio Grande contraindo um empr&eacute;stimo in&oacute;cuo junto ao Banco Mundial e depois, gentilmente, me explicara como ningu&eacute;m os mecanismos do cassino de roleta viciada das negociatas com os sub-primes mundo afora. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=32403\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU)<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Steven A. 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