{"id":1231,"date":"2010-05-20T12:43:02","date_gmt":"2010-05-20T12:43:02","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1231"},"modified":"2010-05-20T12:43:02","modified_gmt":"2010-05-20T12:43:02","slug":"os-absurdos-conceituais-na-campanha-para-presidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1231","title":{"rendered":"Os absurdos conceituais na campanha para presidente"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/orlandoGeisel.jpg\" title=\"Orlando Geisel, ministro em chefe do Estado Maior das For\u00e7as Armadas quando do decreto do AI-5, foi o comandante do terrorismo de Estado em solo brasileiro. Os que aprovaram a n\u00e3o revis\u00e3o da Lei de Anistia, os absolveram de ato por seus crimes de lesa humanidade e lesa p\u00e1tria. Os caluniadores ap\u00f3crifos levam a este fascista ao deleite, comemorando das profundezas de onde se encontra.  - Foto:folha\" alt=\"Orlando Geisel, ministro em chefe do Estado Maior das For\u00e7as Armadas quando do decreto do AI-5, foi o comandante do terrorismo de Estado em solo brasileiro. Os que aprovaram a n\u00e3o revis\u00e3o da Lei de Anistia, os absolveram de ato por seus crimes de lesa humanidade e lesa p\u00e1tria. Os caluniadores ap\u00f3crifos levam a este fascista ao deleite, comemorando das profundezas de onde se encontra.  - Foto:folha\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Orlando Geisel, ministro em chefe do Estado Maior das For\u00e7as Armadas quando do decreto do AI-5, foi o comandante do terrorismo de Estado em solo brasileiro. Os que aprovaram a n\u00e3o revis\u00e3o da Lei de Anistia, os absolveram de ato por seus crimes de lesa humanidade e lesa p\u00e1tria. Os caluniadores ap\u00f3crifos levam a este fascista ao deleite, comemorando das profundezas de onde se encontra. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:folha<\/small><\/figure>\n<p>20 de Maio de 2010, da Vila Setembrina de Lanceiros Negros tra&iacute;dos por latifundi&aacute;rios vende-p&aacute;tria e anti-povo em Porongos, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Tenho a impress&atilde;o que com este texto, serei contestado pelas equipes de campanha de todos os candidatos a presidente, incluindo os pr&oacute;prios. Se este for o pre&ccedil;o da honestidade intelectual, sai at&eacute; barato. O problema est&aacute; na defini&ccedil;&atilde;o conceitual de esquerda e de terrorismo. Vejo com profundo pesar (os termos s&atilde;o outros, mas aqui n&atilde;o cabem) a taxa&ccedil;&atilde;o de terrorista que circula abundantemente pela internet, visando os 44 milh&otilde;es de usu&aacute;rios-eleitores da rede. O termo, associado &agrave; economista Dilma Vana Roussef, &eacute; no m&iacute;nimo uma injusti&ccedil;a hist&oacute;rica. E os absurdos n&atilde;o param por a&iacute;.<\/p>\n<p>Comecemos pelo pensamento de esquerda para depois chegarmos ao terrorismo. Ser ou n&atilde;o adepto dessas matrizes de pensamento implica em, no m&iacute;nimo, fazer a cr&iacute;tica do capitalismo tanto no modo de produ&ccedil;&atilde;o como no marco civilizat&oacute;rio. N&atilde;o &eacute; e nem nunca foi poss&iacute;vel afirmar essa posi&ccedil;&atilde;o no singular. Existem esquerdas. Estas podem ser de base estatista ou federalista, parlamentares ou rupturistas, centralizadoras ou democr&aacute;ticas. Dentre estas posi&ccedil;&otilde;es demarcadas h&aacute; matizes, e para cada nova causa legitimada atrav&eacute;s de luta e embates, briga-se para constituir as bandeiras em direitos coletivos. <\/p>\n<p>No meu ponto de vista, Dilma Roussef (PT) n&atilde;o &eacute; nada disso. Mesmo que n&atilde;o o diga, &eacute; uma keynesiana nacionalista, optando pelo desenvolvimento brasileiro ao custo do pacto de classes e do fortalecimento dos grandes grupos econ&ocirc;micos do Brasil. Da&iacute; vem tanto os n&uacute;meros positivos do governo (irrefut&aacute;veis), como o enorme volume de fus&otilde;es corporativas, o aumento do peso do Estado na organiza&ccedil;&atilde;o social brasileira e as contestadas obras infra-estruturais, a exemplo da Usina Belo Monte. Outro economista, Jos&eacute; Serra (PSDB), j&aacute; foi adepto desta via embora j&aacute; a abandonara, estando hoje mais &agrave; direita. Marina Silva (PV), mesmo sendo defensora da inclus&atilde;o, sustentabilidade ecol&oacute;gica e diversidade cultural, neste sentido, tampouco &eacute; de esquerda. Da matriz de pensamento socialista concorrendo para o cargo de presidente, temos apenas outro p&oacute;s-graduado em economia, o promotor p&uacute;blico aposentado Pl&iacute;nio de Arruda Sampaio (PSOL). Pl&iacute;nio, longe de ser um revolucion&aacute;rio, &eacute; partid&aacute;rio do acionar reformista e reivindicativo. <\/p>\n<p>Passemos para o &ldquo;terrorismo&rdquo; e as acusa&ccedil;&otilde;es ap&oacute;crifas contra a ministra de Lula. O terror implica em atentados contra alvos n&atilde;o determinados. A Bomba no Riocentro seria um ato terrorista, assim como o inconcluso ataque contra o Gas&ocirc;metro no Rio de Janeiro. Nenhuma organiza&ccedil;&atilde;o guerrilheira operou dessa forma. O &uacute;nico terror praticado no Brasil foi o de Estado. Dilma n&atilde;o &eacute; nem foi terrorista, e sim guerrilheira. Lutou contra a ditadura de forma conseq&uuml;ente. Ela se portou muito bem quando caiu presa, sobrevivendo nas masmorras da Opera&ccedil;&atilde;o Bandeirantes sem entregar ningu&eacute;m. Jos&eacute; Serra era dirigente estudantil e terminou exilando-se. O mesmo ex&iacute;lio atravessou a trajet&oacute;ria de Pl&iacute;nio de Arruda Sampaio. J&aacute; Marina Silva se forjou na pol&iacute;tica pela milit&acirc;ncia social acreana, durante o canto de cisne do per&iacute;odo ditatorial. Pena que os respectivos campos de alian&ccedil;as dos tr&ecirc;s primeiros colocados nas pesquisas n&atilde;o respeitam suas trajet&oacute;rias. <\/p>\n<p>Podemos chegar a duas conclus&otilde;es. Estes quatro candidatos &agrave; presid&ecirc;ncia, com distintos n&iacute;veis de risco e compromisso, tiveram uma conduta correta diante do regime de exce&ccedil;&atilde;o. E, para alegria dos herdeiros da ARENA e das vi&uacute;vas da ditadura, do jeito que vai a campanha, ningu&eacute;m mais se lembrar&aacute; disso no fim de outubro. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/05\/19\/os-absurdos-conceituais-na-campanha-para-presidente-292711.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orlando Geisel, ministro em chefe do Estado Maior das For\u00e7as Armadas quando do decreto do AI-5, foi o comandante do terrorismo de Estado em solo brasileiro. Os que aprovaram a n\u00e3o revis\u00e3o da Lei de Anistia, os absolveram de ato por seus crimes de lesa humanidade e lesa p\u00e1tria. 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