{"id":1237,"date":"2010-05-29T01:03:15","date_gmt":"2010-05-29T01:03:15","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1237"},"modified":"2010-05-29T01:03:15","modified_gmt":"2010-05-29T01:03:15","slug":"entre-manobras-e-chavoes-na-pauta-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1237","title":{"rendered":"Entre manobras e chav\u00f5es na pauta da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/fatorprevidenciario.jpg\" title=\"\u00c9 criminoso o racioc\u00ednio pol\u00edtico que defende o super\u00e1vit prim\u00e1rio ao inv\u00e9s do pagamento das aposentadorias na integralidade. A assim chamada bomba de tempo da Previd\u00eancia p\u00fablica s\u00f3 ocorre devido aos sangramentos di\u00e1rios que sobre este caixa incidem, tal e como a famigerada DRU, aprovada por consenso na tamb\u00e9m famigerada c\u00e2mara alta da rep\u00fablica.   - Foto:outroladodanoticia\" alt=\"\u00c9 criminoso o racioc\u00ednio pol\u00edtico que defende o super\u00e1vit prim\u00e1rio ao inv\u00e9s do pagamento das aposentadorias na integralidade. A assim chamada bomba de tempo da Previd\u00eancia p\u00fablica s\u00f3 ocorre devido aos sangramentos di\u00e1rios que sobre este caixa incidem, tal e como a famigerada DRU, aprovada por consenso na tamb\u00e9m famigerada c\u00e2mara alta da rep\u00fablica.   - Foto:outroladodanoticia\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">\u00c9 criminoso o racioc\u00ednio pol\u00edtico que defende o super\u00e1vit prim\u00e1rio ao inv\u00e9s do pagamento das aposentadorias na integralidade. A assim chamada bomba de tempo da Previd\u00eancia p\u00fablica s\u00f3 ocorre devido aos sangramentos di\u00e1rios que sobre este caixa incidem, tal e como a famigerada DRU, aprovada por consenso na tamb\u00e9m famigerada c\u00e2mara alta da rep\u00fablica.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:outroladodanoticia<\/small><\/figure>\n<p>29 de maio de 2010, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>O senso comum costuma repetir como ladainha de lamentos a seguinte frase: &ldquo;Quando entramos em ano eleitoral, os parlamentos ficam generosos com o dinheiro alheio&rdquo;. Este chav&atilde;o revela apenas parte dos fatos. Isto porque projetos e emendas do tipo &ldquo;trem da alegria&rdquo;, onde se efetivam servidores n&atilde;o concursados ou decreta-se o pr&oacute;prio aumento de sal&aacute;rios, s&atilde;o inteiramente distintos do atendimento de uma reivindica&ccedil;&atilde;o justa e consensual numa categoria. Tal &eacute; o caso dos projetos j&aacute; votados no Congresso que estipulam o aumento de 7,7% para os aposentados e o fim do &iacute;ndice do fator previdenci&aacute;rio. O problema de difundir chav&otilde;es dessa ordem &eacute; associar a t&aacute;tica pol&iacute;tica de colocar em pauta temas sens&iacute;veis em anos de pleito com o oportunismo de legislar em benef&iacute;cio pr&oacute;prio.<\/p>\n<p>&Eacute; da natureza da pol&iacute;tica representativa a cobran&ccedil;a da conduta dos eleitos diante das vota&ccedil;&otilde;es de defesa do interesse dos eleitores. Considerando que o Executivo tem ampla maioria composta pela base do baixo clero fisiol&oacute;gico, dificilmente estas duas propostas passariam por voto de consci&ecirc;ncia ou algo que o valha. Assim, se os projetos n&atilde;o entrassem em pauta neste ano, seguiriam sendo protelados indefinidamente, a exemplo do pr&oacute;prio fator previdenci&aacute;rio. Agora a bomba cai no colo do presidente com maior apoio da hist&oacute;ria do Brasil e o ex-metal&uacute;rgico aciona os ministros da Fazenda Guido Mantega e do Planejamento Paulo Bernardo como bonecos de ventr&iacute;loquos. Os dois falam e negam a possibilidade de quebra do fator, desgastando-se para afirmar o que ele mesmo n&atilde;o pode dizer para n&atilde;o desgastar a sua candidata. O paradoxo &eacute; que o desgaste versa na manuten&ccedil;&atilde;o de uma regra que n&atilde;o paga a integralidade da previd&ecirc;ncia para quem com ela contribuiu e ainda por cima &eacute; cria&ccedil;&atilde;o de governo rival e anterior ao seu. <br \/>\nSe a estrat&eacute;gia de campanha ser&aacute; fazer dos debates um plebiscito entre os dois governos, desde j&aacute; sabemos que este tema n&atilde;o estar&aacute; presente. <\/p>\n<p>Entendo a Seguridade Social como um todo e a Previd&ecirc;ncia em particular como &aacute;reas sens&iacute;veis por dois motivos. Primeiro, por atingirem os interesses de milh&otilde;es de beneficiados, e neste caso, interesse &eacute; sin&ocirc;nimo de sobreviv&ecirc;ncia. Segundo, porque sua execu&ccedil;&atilde;o implica entrar numa &ldquo;pauta proibida&rdquo;, ou em id&eacute;ia impens&aacute;vel (por quebrar o consentimento), como nos ensina Noam Chomsky. Para evitar o tema, se emprega uma manobra para ocultar as causas. As ra&iacute;zes do problema de caixa para a fun&ccedil;&atilde;o social do Estado est&atilde;o nas bases de continuidade de uma pol&iacute;tica econ&ocirc;mica que soma estabilidade monet&aacute;ria com um modelo de financiamento de curto prazo, sempre favorecendo ao sistema financeiro. N&atilde;o haveria dificuldade caso fossem respeitadas as origens e destinos de receitas. O obst&aacute;culo n&atilde;o &eacute; cobrir os custos dos benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios e menos ainda em atender os preceitos constitucionais para a sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o. O centro nervoso do modelo de financiamento com 16 anos de perman&ecirc;ncia &eacute; a rolagem da d&iacute;vida p&uacute;blica, garantindo a remunera&ccedil;&atilde;o para os compradores de t&iacute;tulos, aos custos de desvincular as receitas da Uni&atilde;o (atrav&eacute;s da famigerada DRU). <\/p>\n<p>Se ao menos fosse esta a exposi&ccedil;&atilde;o de motivos, poder&iacute;amos debater os projetos com a honestidade das id&eacute;ias divergentes. Mas, como &eacute; indefens&aacute;vel fazer abertamente a op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos bancos, empregam-se chav&otilde;es e manobras, evitando os embates necess&aacute;rios para mudar uma situa&ccedil;&atilde;o cristalizada. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/05\/27\/entre-manobras-chavoes-na-pauta-da-previdencia-294953.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 criminoso o racioc\u00ednio pol\u00edtico que defende o super\u00e1vit prim\u00e1rio ao inv\u00e9s do pagamento das aposentadorias na integralidade. A assim chamada bomba de tempo da Previd\u00eancia p\u00fablica s\u00f3 ocorre devido aos sangramentos di\u00e1rios que sobre este caixa incidem, tal e como a famigerada DRU, aprovada por consenso na tamb\u00e9m famigerada c\u00e2mara alta da rep\u00fablica. 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