{"id":1255,"date":"2010-07-02T13:37:32","date_gmt":"2010-07-02T13:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1255"},"modified":"2010-07-02T13:37:32","modified_gmt":"2010-07-02T13:37:32","slug":"uma-reflexao-apos-o-desastre-contra-a-holanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1255","title":{"rendered":"Uma reflex\u00e3o ap\u00f3s o desastre contra a Holanda"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/primeiro gol da Holanda 2 de julho de 2010.jpg\" title=\"Num lance de vacila\u00e7\u00e3o na defesa, Julio Cesar tromba com Felipe Melo, resultando em gol contra e in\u00edcio da virada holandesa contra o Brasil. N\u00e3o conseguir virar era a conseq\u00fc\u00eancia da escala\u00e7\u00e3o conservadora e retranqueira.  - Foto:Reinaldo Marques \/Terra \" alt=\"Num lance de vacila\u00e7\u00e3o na defesa, Julio Cesar tromba com Felipe Melo, resultando em gol contra e in\u00edcio da virada holandesa contra o Brasil. N\u00e3o conseguir virar era a conseq\u00fc\u00eancia da escala\u00e7\u00e3o conservadora e retranqueira.  - Foto:Reinaldo Marques \/Terra \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Num lance de vacila\u00e7\u00e3o na defesa, Julio Cesar tromba com Felipe Melo, resultando em gol contra e in\u00edcio da virada holandesa contra o Brasil. N\u00e3o conseguir virar era a conseq\u00fc\u00eancia da escala\u00e7\u00e3o conservadora e retranqueira. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Reinaldo Marques \/Terra <\/small><\/figure>\n<p>02 de julho de 2010, da Vila Setembrina do Rio Grande, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Esta p&aacute;gina n&atilde;o se dedica a futebol embora exer&ccedil;a a an&aacute;lise sobre a economia pol&iacute;tica do esporte e os subterr&acirc;neos das estruturas pol&iacute;ticas do jogo outrora bret&atilde;o que &eacute; s&iacute;ntese da brasilidade, ou algo que o valha. Acaba de terminar a partida entre Brasil X Holanda (2 a 1 para eles), onde o time da Casa de Orange, fam&iacute;lia real do pa&iacute;s que inventara o sistema hipotec&aacute;rio, venceu a sele&ccedil;&atilde;o de Ricardo Teixeira, Nike, AmBev e Cia. O rigor desse texto, n&atilde;o &eacute; operar como um abutre em busca de cad&aacute;veres simb&oacute;licos ou trag&eacute;dias futebol&iacute;sticas. A inten&ccedil;&atilde;o do artigo escrito &agrave;s pressas logo ap&oacute;s o desastre sul-africano &eacute; defender o rigor da cr&iacute;tica.<\/p>\n<p>Dunga e Jorginho podem e devem ser criticados por suas escolhas e seus crit&eacute;rios de lealdade para al&eacute;m das quatro linhas. A espera deste que escreve &eacute; que n&atilde;o recaia sobre o ga&uacute;cho e o carioca respectivamente, a ira da Rede Globo em particular e das emissoras da m&iacute;dia oligopolista em geral. Nunca nutri simpatia alguma pelo atual treinador da sele&ccedil;&atilde;o brasileira e como a maioria dos rio-grandenses (nativos ou por ado&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o meu caso), eu divido as minhas emo&ccedil;&otilde;es com os demais times e sele&ccedil;&otilde;es latino-americanas em geral, com maior aten&ccedil;&atilde;o para los vecinos do Rio da Prata em particular. Espero com toda sinceridade que los hermanos uruguayos ou argentinos ganhem esse torneio. Como este artigo &eacute; datado, com menos de 24 horas antes das duas partidas, n&atilde;o arrisco nenhuma futurologia de araque. &Eacute; opini&atilde;o de torcedor, nada mais. <\/p>\n<p>Infelizmente o roteiro &eacute; previs&iacute;vel. Entendo que agora a fatura ser&aacute; cobrada em cima da carca&ccedil;a do treinador inventado pelo operador da Bolsa de Valores e ex-genro do todo poderoso homem de confian&ccedil;a do general M&eacute;dici, Jo&atilde;o Havelange. Em 1990, Sebasti&atilde;o Lazaroni &ldquo;foi para a banha&rdquo; como dizem ao sul do pa&iacute;s. Carlos Alberto Parreira ganhou de forma europ&eacute;ia, com retranca e murrinha nos EUA. Deu certo em 1994, mas a balb&uacute;rdia venceu qualquer esquema t&aacute;tico em 2006. Na Alemanha ocorrera o mesmo mercado persa da It&aacute;lia, e era semelhante da crise do t&eacute;cnico Le&atilde;o no ano anterior da Copa da Cor&eacute;ia e do Jap&atilde;o. A moral conservadora foi chamada para consertar a bagun&ccedil;a na virada de 2001 para 2002, e Luiz Felipe Scolari voltou com a ta&ccedil;a e o penta campeonato do extremo oriente. O naufr&aacute;gio tem seu ritual. A m&iacute;dia corporativa queima o nome de treinadores med&iacute;ocres (salvo raras exce&ccedil;&otilde;es, como Scolari e Zagalo, que embora retranqueiro e chapa-branca &eacute; muito bom em seu of&iacute;cio), a estrutura de poder se mant&eacute;m, mesmo com o lenga-lenga empresarial como discurso de legitima&ccedil;&atilde;o. O resultado da entidade mor do futebol brasileiro n&atilde;o &eacute; dentro de campo. Nos enganam a todo o tempo meus amigos. <\/p>\n<p>A CBF como empresa d&aacute; lucro, e muito: oferecendo o retorno esperado na bebeiragem de cerveja; na venda de material esportivo produzido com m&atilde;o de obra semi-escrava; transnacionalizando o patrim&ocirc;nio simb&oacute;lico do &ldquo;escrete canarinho&rdquo; e negociando um calend&aacute;rio de amistosos realizados para aumentar a venda de camisas e chuteiras. Se f&ocirc;ssemos exigir a lenga-lenga de resultados empresariais como par&acirc;metro do controle da Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol, toda a sua diretoria din&aacute;stica deveria ser enxotada porta afora, solta na Rua da Alf&acirc;ndega no Centro do Rio, insuflada a massa de transeuntes e camel&ocirc;s por algum ativista de direitos da cidadania aos gritos de: &ldquo;Pega, Pega!&rdquo;; &ldquo;&Eacute; esse! &Eacute; esse!&rdquo; (obs: n&atilde;o completo a frase para evitar processos judiciais). <\/p>\n<p>Para n&atilde;o pipocar na cr&iacute;tica. Considero a escala&ccedil;&atilde;o e o esquema de jogo de Dunga e Jorginho como o auge da mediocridade, o reinado dos carregadores de piano. Mas, s&atilde;o escolhas dos treinadores, sem segundas inten&ccedil;&otilde;es e suspeitas mil, como na Era do genial Vanderlei Luxemburgo (lembremos sempre do &ldquo;Te cuida Madureira!&rdquo;). Dunga &eacute; respons&aacute;vel pelo desastre dentro de campo, mas n&atilde;o fora, e em especial n&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o prom&iacute;scua com as empresas de m&iacute;dia. Nessa batalha, Carlos Caetano Bledorn Verri tem raz&atilde;o, e olha que o &ldquo;gringo de Iju&iacute;&rdquo; &eacute; de direita, aliado das hostes de Perondis e Novelettos. Milh&otilde;es de brasileiros se alinharam com o ex-volante tetracampe&atilde;o (baita meio de campo, sejamos justos uma vez na vida) diante da peleia simb&oacute;lica com os emiss&aacute;rios da rede l&iacute;der. Tomara que a torcida mantenha a postura, criticando a Dunga e Jorginho dentro do campo e se aliando contra a chantagem midi&aacute;tica fora dele. <\/p>\n<p>Que venha a Copa do Brasil e olho vivo no superfaturamento de obras e cumprimento dos cadernos de encargo da FIFA. At&eacute; 2014, toda a vigil&acirc;ncia sobre essa laia que comanda a maior paix&atilde;o nacional ser&aacute; pouca!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=34048\">Este artigo tamb&eacute;m foi publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num lance de vacila\u00e7\u00e3o na defesa, Julio Cesar tromba com Felipe Melo, resultando em gol contra e in\u00edcio da virada holandesa contra o Brasil. N\u00e3o conseguir virar era a conseq\u00fc\u00eancia da escala\u00e7\u00e3o conservadora e retranqueira. 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