{"id":1266,"date":"2010-07-22T15:45:54","date_gmt":"2010-07-22T15:45:54","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1266"},"modified":"2010-07-22T15:45:54","modified_gmt":"2010-07-22T15:45:54","slug":"para-alem-das-quatro-linhas-coluna-da-semana-de-19-de-julho-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1266","title":{"rendered":"Para al\u00e9m das quatro linhas \u2013 coluna da semana de 19 de julho de 2010"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/andres_ricardo.jpg\" title=\"Andr\u00e9s Sanchez Navarro ressuscita a tradi\u00e7\u00e3o da Copa de 1990, quando Euric\u00e3o fazia e acontecia na concentra\u00e7\u00e3o da CBF j\u00e1 governada pelo Imperador Teixeira. Deu no que deu.  - Foto:sidneyrezende\" alt=\"Andr\u00e9s Sanchez Navarro ressuscita a tradi\u00e7\u00e3o da Copa de 1990, quando Euric\u00e3o fazia e acontecia na concentra\u00e7\u00e3o da CBF j\u00e1 governada pelo Imperador Teixeira. Deu no que deu.  - Foto:sidneyrezende\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Andr\u00e9s Sanchez Navarro ressuscita a tradi\u00e7\u00e3o da Copa de 1990, quando Euric\u00e3o fazia e acontecia na concentra\u00e7\u00e3o da CBF j\u00e1 governada pelo Imperador Teixeira. Deu no que deu. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:sidneyrezende<\/small><\/figure>\n<p><em>Dijair Brilhantes &amp; Bruno Lima Rocha <br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>A janela mais famosa<\/strong> <\/p>\n<p>Todo ano a hist&oacute;ria se repete, chega o m&ecirc;s de junho e os presidentes dos clubes do futebol brasileiro, come&ccedil;am a discutir a abertura da chamada janela de transfer&ecirc;ncia de jogadores que querem retornar do exterior ao Brasil. Com o fim dos campeonatos europeus, se d&aacute; a abertura do chamado mercado da bola. Este ano, devido ao Mundial da &Aacute;frica do Sul, houve uma pausa no Campeonato Brasileiro e na Copa &ldquo;Santander&rdquo; Libertadores. Em fun&ccedil;&atilde;o desse calend&aacute;rio alterado, alguns clubes, dentre eles Internacional e Atl&eacute;tico&ndash;MG, solicitaram junto a CBF a antecipa&ccedil;&atilde;o da abertura da janela. Durante o per&iacute;odo de Copa do Mundo o Rei Ricardo Teixeira chegou a confirmar que seria concedida a antecipa&ccedil;&atilde;o das inscri&ccedil;&otilde;es da mesma, mas conforme uma regra da FIFA (o poderoso chef&atilde;o parece desconhecer tal norma) os pedidos de antecipa&ccedil;&atilde;o devem ocorrer um ano antes. Agora, liberou geral outra vez, aparecendo o jeitinho e a antecipa&ccedil;&atilde;o dantes negada, veio a ocorrer.<\/p>\n<p><strong>Para que existem as regras? Quem dirige os dirigentes? At&eacute; quando a cartolagem rein&aacute;r&aacute;? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nNo futebol brasileiro o mau uso do poder prevalece, presidentes de clubes sempre tentam de alguma forma o favorecimento pr&oacute;prio ou das entidades que dirigem. Burlar regras &eacute; algo comum por estes lados, n&atilde;o nos causando mais nenhuma estranheza. <br \/>\nA janela de transfer&ecirc;ncia de jogadores que retornam do exterior para o Brasil estava marcada para o dia 3 de agosto, mas as manobras que vinham sendo est&atilde;o feitas para a antecipa&ccedil;&atilde;o da mesma, surtira efeitos. Clubes que est&atilde;o repatriando atletas fizeram um pedido formal a CBF. O Internacional mandou um representante at&eacute; &agrave; &Aacute;frica do Sul durante os jogos do Mundial para convencer O Imperador Teixeira, j&aacute; que tenta inscrever tr&ecirc;s jogadores para a disputa das semi-finais da copa Libertadores contra o S&atilde;o Paulo. <\/p>\n<p>Do lado da garoa a coisa anda feia tamb&eacute;m. Juvenal Juv&ecirc;ncio (outro que n&atilde;o &eacute; flor que se cheire) presidente s&atilde;o-paulino &eacute; inimigo declarado do manda-chuva do nosso futebol. Se sup&otilde;e &ndash; atrav&eacute;s de ila&ccedil;&atilde;o &ndash; estar o ex-genro de Havelange (por sinal garoto propaganda da Adidas nos anos &rsquo;70) pensando em usar este artif&iacute;cio como forma de vingan&ccedil;a, devido as elei&ccedil;&otilde;es do Clube dos 13 realizadas em abril do corrente ano, vencidas por F&aacute;bio Koff (ex-presidente do Gr&ecirc;mio). Teixeira apoiava o derrotado ex-presidente falimentar do C.R. Flamengo, Kleber Leite. Leite por sinal, &eacute; ex-funcion&aacute;rio da R&aacute;dio Globo AM do Rio, empregado-associado do outro poderoso chef&atilde;o do futebol nacional, o empres&aacute;rio tamb&eacute;m ex-jornalista, J. Hawilla, dono da Traffic, empresa esta de nome inspirador. A trama da cartolagem &eacute; sabida. Juv&ecirc;ncio votou em Koff, em mais uma desaven&ccedil;a entre as partes de dirigentes e auto proclamados executivos da bola. <\/p>\n<p>Os cartolas parecem subestimar a intelig&ecirc;ncia do povo brasileiro. Quem n&atilde;o lembra das farpas entre Fernando carvalho e Andr&eacute;s Sanchez nas finais da copa do Brasil em 2009? Ou ent&atilde;o das diversas discuss&otilde;es em rede nacional entre representantes de Corinthians e Internacional no controvertido e afanado campeonato brasileiro de 2005? Sanchez e Carvalho agora est&atilde;o unidos, o colorado tentando fortalecer seu grupo de jogadores para a decis&atilde;o da competi&ccedil;&atilde;o mais importante da Am&eacute;rica do Sul e o corintiano com o intuito de prejudicar o S&atilde;o Paulo, j&aacute; que teme ver o rival conquistando o quarto t&iacute;tulo da Libertadores no ano do centen&aacute;rio do chamado Tim&atilde;o. <\/p>\n<p>Em reuni&otilde;es sobre o Campeonato Brasileiro durante a Copa do Mundo, Sanchez (cartola corintiano herdeiro da tradi&ccedil;&atilde;o de Vicente Mateus, que &eacute; menos pior do que a Era Kira-Dualib do time-empresa fantasma e laranja de todo tipo de capital podre e circulante no mundo), como o chefe da delega&ccedil;&atilde;o brasileira, incorporara outro cartola que ocupou o posto no ano de 1989 e 1990. Sim, nos referimos a Eurico Miranda, operador de traquinagens como a contrata&ccedil;&atilde;o de Bebeto para C. R. Vasco da Gama, retirando o bom baiano do arqui-rival rubro-negro, em uma fria madrugada de inverno, em plena Granja Comary, concentra&ccedil;&atilde;o da CBF na cidade serrana de Teres&oacute;polis, estado do Rio. Na &Aacute;frica do Sul, o presidente do S. C. Corinthians Paulista passou horas tentando convencer o presidente da CBF a prejudicar o rival S&atilde;o Paulo F. C.; desviando o foco deixa da conquista do hexa mundial. Nossa delega&ccedil;&atilde;o vivia entre press&otilde;es; uma vinha da cartolagem e seu pragmatismo de 5&ordf; categoria; outra da promiscuidade entre o Imperador Ricardo &ldquo;Havelange&rdquo; Teixeira e a Rede Globo; por fim, a &uacute;ltima passava pelos del&iacute;rios de Dunga e Jorginho, tentando criar um clima organizacional &ldquo;fechado&rdquo;, uma mescla entre quartel de terceiro mundo e terapia de auto-ajuda gerencial dotada de baixa cogni&ccedil;&atilde;o. Deu no que deu. Quando falta talento aos jogadores e a organiza&ccedil;&atilde;o ou &eacute; inexistente, ou est&aacute; voltada para fins outros que n&atilde;o a conquista dentro de campo, o resultado n&oacute;s todos sabemos. <\/p>\n<p><strong>Enquanto o &ldquo;jeitinho&rdquo; n&atilde;o funcionou <br \/>\n<\/strong><br \/>\nN&oacute;s desta coluna, ficamos de certa forma realizados quando vemos que mesmo com muitas tentativas (entenda-se por manobras, maracutaias ) o chamado &ldquo;jeitinho brasileiro&rdquo; n&atilde;o funcionou. Se h&aacute; uma regra, ela tem de valer para todos. Hoje &eacute; a janela de transfer&ecirc;ncia e neg&oacute;cios, antes foi a famosa virada de mesa, como no vexame do Brasileir&atilde;o de 2005. Na ocasi&atilde;o, Fernando Carvalho cedeu para o Imperador. E os cronistas esportivos o chamaram de &ldquo;l&uacute;cido&rdquo;. Agora, o elogio &eacute; ao inverso. Nossa postura &eacute; oposta ao de outros ve&iacute;culos que durante a semana anterior exaltaram a for&ccedil;a pol&iacute;tica colorada &ldquo;quem diria o Internacional est&aacute; mais forte politicamente que o S&atilde;o Paulo&rdquo; disse um comentarista esportivo ga&uacute;cho. Se fosse ao contr&aacute;rio estariam batendo no peito, exaltando o chauvinismo, querendo talvez fazer uma nova quase Revolu&ccedil;&atilde;o Farroupilha, julgando se tratar de uma conspira&ccedil;&atilde;o contra a cartolagem a comandar o futebol dos Pampas. No final, cederiam de novo, como fizeram os tra&iacute;ras em Ponche Verde antes precedida da covardia de os Porongos. Em 2010, os briosos dirigentes &#8211; insuflados pelas emissoras que do futebol sobrevivem &#8211; que amam Internacional e Gr&ecirc;mio, mas amam ainda mais a exposi&ccedil;&atilde;o que sua paix&atilde;o lhes d&aacute;. Se assim n&atilde;o fosse, n&atilde;o haveria tanta polititica atravessando o meio da bola. <\/p>\n<p>N&oacute;s amantes do esporte outrora bret&atilde;o n&atilde;o queremos ver a for&ccedil;a dos profissionais da pol&iacute;tica (ou aspirantes a) em meio ao esporte. Preferir&iacute;amos n&atilde;o ter que escrever nada al&eacute;m das quatro linhas e discutir apenas o futebol na sua ess&ecirc;ncia. Como o dever de oficio nos convoca, a taquara vai rachar sempre que preciso for.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9s Sanchez Navarro ressuscita a tradi\u00e7\u00e3o da Copa de 1990, quando Euric\u00e3o fazia e acontecia na concentra\u00e7\u00e3o da CBF j\u00e1 governada pelo Imperador Teixeira. Deu no que deu. 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