{"id":1282,"date":"2010-08-19T16:14:30","date_gmt":"2010-08-19T16:14:30","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1282"},"modified":"2010-08-19T16:14:30","modified_gmt":"2010-08-19T16:14:30","slug":"as-tres-disputas-no-horario-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1282","title":{"rendered":"As tr\u00eas disputas no hor\u00e1rio eleitoral"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/horarioeleitoral.jpg\" title=\"Com discursos pr\u00e9-fabricados, os marketeiros moldam a imagem de seus pol\u00edticos como produtos palat\u00e1veis, buscando atingir fatias de mercado eleitoral, cuja moeda de troca para a empatia e alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o voto eletr\u00f4nico. Tudo o que gerar estranhamento e pol\u00eamica em excesso, deve ser retirado dos conte\u00fados.  - Foto:Itiru\u00e7u rep\u00f3rter \" alt=\"Com discursos pr\u00e9-fabricados, os marketeiros moldam a imagem de seus pol\u00edticos como produtos palat\u00e1veis, buscando atingir fatias de mercado eleitoral, cuja moeda de troca para a empatia e alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o voto eletr\u00f4nico. Tudo o que gerar estranhamento e pol\u00eamica em excesso, deve ser retirado dos conte\u00fados.  - Foto:Itiru\u00e7u rep\u00f3rter \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Com discursos pr\u00e9-fabricados, os marketeiros moldam a imagem de seus pol\u00edticos como produtos palat\u00e1veis, buscando atingir fatias de mercado eleitoral, cuja moeda de troca para a empatia e alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o voto eletr\u00f4nico. Tudo o que gerar estranhamento e pol\u00eamica em excesso, deve ser retirado dos conte\u00fados. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Itiru\u00e7u rep\u00f3rter <\/small><\/figure>\n<p>5&ordf; feira, 19 de agosto de 2010, da Vila Setembrina de Farrapos equivocados por seguirem aos latifundi&aacute;rios escravocratas, do Continente de S&atilde;o Sep&eacute; e Valientes de Artigas, Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>Como era esperado, o in&iacute;cio do hor&aacute;rio eleitoral gratuito nesta 3&ordf; 17 de agosto marca tamb&eacute;m a procura por suas caracteriza&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises. Pautados pela m&iacute;dia local, eu e alguns colegas fomos convocados a opinar a respeito desta rela&ccedil;&atilde;o onde a publicidade atravessa a pol&iacute;tica, agindo com maior &ecirc;nfase no ve&iacute;culo televis&atilde;o. Reconhe&ccedil;o ser este um daqueles temas j&aacute; deveras explorado, onde &eacute; dif&iacute;cil (sen&atilde;o quase imposs&iacute;vel), destacar alguma novidade ou &acirc;ngulo distinto. Justo por isso, ao contr&aacute;rio da linha hegem&ocirc;nica na academia, desenvolvo a an&aacute;lise das tr&ecirc;s disputas simult&acirc;neas, buscando o que existe de estrat&eacute;gico para o pa&iacute;s e de estruturante para a sociedade nesta campanha.<\/p>\n<p>Esta rela&ccedil;&atilde;o entre estrat&eacute;gia e estrutura obriga o analista a ver para al&eacute;m da &ldquo;marketiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; das candidaturas. Marketizar &eacute; o neologismo a representar o avan&ccedil;o dos espa&ccedil;os e vis&otilde;es de mercado por sobre a res publica, da coisa p&uacute;blica, tal &eacute; o caso da pol&iacute;tica em uma democracia de massas. &Eacute; a partir dessa cr&iacute;tica que vejo o hor&aacute;rio eleitoral gratuito como uma disputa de for&ccedil;a de tr&ecirc;s n&iacute;veis. A primeira &eacute; a obviedade da busca pela aproxima&ccedil;&atilde;o da imagem e discurso do candidato com os anseios e identidades das faixas do eleitorado. Resumindo, os candidatos com os tempos apertados, aproximam-se da linguagem da publicidade atrav&eacute;s do marketing pol&iacute;tico e tentam atingir o eleitor em cheio. O senso comum transita pelas pautas pr&eacute;-agendadas nos &uacute;ltimos anos, al&eacute;m das necessidades b&aacute;sicas e vis&iacute;veis. Assim, quem n&atilde;o prometer aquilo que &eacute; sua obriga&ccedil;&atilde;o, como prover sa&uacute;de, seguran&ccedil;a e educa&ccedil;&atilde;o, estar&aacute; com um discurso fora da compreens&atilde;o mediana. <\/p>\n<p>A segunda rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a parece fora de uso neste in&iacute;cio de campanha pautado pelo &ldquo;bom mocismo&rdquo; e apelos emocionais. Trata-se do &acirc;mbito da concorr&ecirc;ncia, onde a propaganda brasileira j&aacute; evidenciou epis&oacute;dios ultrajantes como na campanha presidencial de 1989. Neste caso, mesmo que o hor&aacute;rio eleitoral n&atilde;o ganhe sozinho, pode ser um fator de perda da elei&ccedil;&atilde;o. Imaginemos uma gafe proferida pelo candidato A e devidamente registrada pelo candidato B. De posse do registro da &ldquo;barbeiragem&rdquo; ou &ldquo;escorreg&atilde;o&rdquo; (uma vez que estamos na era dos eufemismos), o concorrente pode utiliz&aacute;-la nos hor&aacute;rios de r&aacute;dio e TV, complementando pela veicula&ccedil;&atilde;o na internet, midiatizando um aspecto negativo do advers&aacute;rio atrav&eacute;s de seus pr&oacute;prios equ&iacute;vocos. A hist&oacute;ria pol&iacute;tica brasileira costuma ser cruel com quem erra, deixando aflorar um discurso impensado num momento de disputa. O pleito de 2002 comprova este conceito. <\/p>\n<p>Por fim, a terceira situa&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a &eacute; a que eu me dedico a ressaltar semanalmente neste blog e em outros espa&ccedil;os. Na busca do que existe de estrat&eacute;gico na campanha, entendo que a rela&ccedil;&atilde;o de disputa deveria vir do eleitor para com os candidatos, tentando interpretar as propostas de governo para al&eacute;m da apresenta&ccedil;&atilde;o do pol&iacute;tico profissional como um produto. No caso da Uni&atilde;o, o que est&aacute; em jogo junto com a Presid&ecirc;ncia &eacute; o comando do or&ccedil;amento equivalente a quase a metade do PIB brasileiro, podendo influenciar todos os aspectos da sociedade e com proje&ccedil;&atilde;o em escala mundial. Infelizmente, as maiores clivagens do eleitorado em uma sociedade de multid&otilde;es compreendem pouco ou nada das decis&otilde;es-chave do moderno Estado capitalista, tal como a defini&ccedil;&atilde;o de seu modelo de financiamento, de pol&iacute;tica industrial ou do perfil agro-exportados. Convenhamos, esta terceira disputa, &eacute; a mais desigual de todas. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/08\/18\/as-tres-disputas-no-horario-eleitoral-316943.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com discursos pr\u00e9-fabricados, os marketeiros moldam a imagem de seus pol\u00edticos como produtos palat\u00e1veis, buscando atingir fatias de mercado eleitoral, cuja moeda de troca para a empatia e alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o voto eletr\u00f4nico. Tudo o que gerar estranhamento e pol\u00eamica em excesso, deve ser retirado dos conte\u00fados. 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