{"id":1294,"date":"2010-09-05T12:50:03","date_gmt":"2010-09-05T12:50:03","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1294"},"modified":"2010-09-05T12:50:03","modified_gmt":"2010-09-05T12:50:03","slug":"agonia-do-subsistema-politico-gaucho-e-a-disputa-pelo-segundo-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1294","title":{"rendered":"Agonia do subsistema pol\u00edtico ga\u00facho e a disputa pelo segundo lugar"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/tarso-fogaca-yeda.jpg\" title=\"Nas tr\u00eas chapas majorit\u00e1rias com chances de vit\u00f3ria na Prov\u00edncia, todos j\u00e1 se aliaram ou est\u00e3o aliados com algum aliado de seu rival. Pelas clivagens eleitorais e as lealdades pol\u00edticas, isto representa o fim da pol\u00edtica \u201cga\u00facha\u201d. - Foto:clesio.net\" alt=\"Nas tr\u00eas chapas majorit\u00e1rias com chances de vit\u00f3ria na Prov\u00edncia, todos j\u00e1 se aliaram ou est\u00e3o aliados com algum aliado de seu rival. Pelas clivagens eleitorais e as lealdades pol\u00edticas, isto representa o fim da pol\u00edtica \u201cga\u00facha\u201d. - Foto:clesio.net\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Nas tr\u00eas chapas majorit\u00e1rias com chances de vit\u00f3ria na Prov\u00edncia, todos j\u00e1 se aliaram ou est\u00e3o aliados com algum aliado de seu rival. Pelas clivagens eleitorais e as lealdades pol\u00edticas, isto representa o fim da pol\u00edtica \u201cga\u00facha\u201d.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:clesio.net<\/small><\/figure>\n<p>05 de setembro de 2010, da Vila Setembrina de Farrapos tra&iacute;dos pelo apagar da mem&oacute;ria da Epop&eacute;ia Missioneira, <em>Bruno Lima Rocha<\/em> &amp; <em>Diego Costa <br \/>\n<\/em><br \/>\nNas elei&ccedil;&otilde;es estaduais de 2010 no Rio Grande do Sul, o palco pela disputa do Pal&aacute;cio Piratini j&aacute; est&aacute; bem tra&ccedil;ado. De um lado o candidato do PT, Tarso Genro, embalado pelo atual presidente Lula e o sucesso de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais at&eacute; o momento. De outro, a atual governadora do estado, Yeda Crusius do PSDB e Jos&eacute; Foga&ccedil;a do PMDB. Ao perceberem que o ex-prefeito por duas vezes de Porto Alegre j&aacute; tem popularidade suficiente para chegar ao segundo turno, os ataques entre PSDB e PMDB acirram as rela&ccedil;&otilde;es entre aliados de longa data no pago. Inclusive j&aacute; com reflexo dentro da Assembl&eacute;ia Legislativa, onde o PMDB est&aacute; unido (algo raro) &ndash; fechou a bancada &ndash; barrando as propostas que poderiam dar alguma visibilidade ao governo do estado.<\/p>\n<p><strong>O triste fim da pol&iacute;tica &ldquo;g&aacute;ucha&rdquo; <br \/>\n<\/strong><br \/>\nCabe observar a miscel&acirc;nea e a salada de alian&ccedil;as de ocasi&atilde;o. Isto, no m&iacute;nimo confunde o eleitor e desorganiza ainda mais as id&eacute;ias-guia de direita e esquerda, p&uacute;blico e privado, distribui&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o, dentre outras clivagens pouco percept&iacute;veis, muito em fun&ccedil;&atilde;o da chafurda de se ganhar um pleito a todo custo e valendo qualquer pre&ccedil;o. Quem pensa que exageramos, basta comparar o padr&atilde;o de alian&ccedil;a em n&iacute;vel federal com o co-governo da Prov&iacute;ncia. <\/p>\n<p>O que resta de direita puro-sangue para o Planalto aqui n&atilde;o se reflete. O DEM, de &Iacute;ndio da Costa, Bornhausen e Cia. aqui corre solito, com uma alian&ccedil;a proporcional com o PTB de Sergio Zambiasi (senador em final de mandato), por sinal aliado de 2&ordf; categoria da chapa nacional Tucano-Udenista (Serra e Da Costa) e que tamb&eacute;m fora governo no RS na atual e na anterior gest&atilde;o, e concomitante, co-governo em Bras&iacute;lia, l&aacute; permanecendo mesmo ap&oacute;s o epis&oacute;dio da crise pol&iacute;tica derivada das den&uacute;ncias de Roberto Jefferson, o Macuna&iacute;ma da Rep&uacute;blica. A coliga&ccedil;&atilde;o de Yeda tem o PP para o Senado com seu projeto de poder da direita agr&aacute;ria com suporte midi&aacute;tico, atrav&eacute;s da ex-funcion&aacute;ria de confian&ccedil;a da RBS, Ana Am&eacute;lia Lemos, representando o agro-neg&oacute;cio, a Farsul e os modelos de concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria; para vice est&aacute; Berfran Rosado, um dos &uacute;ltimos sobreviventes do PPS-RS, por sinal racha com o grupo de Eliseu Padilha fruto da conven&ccedil;&atilde;o do litoral norte de 2001, quando ainda era uma &ldquo;estrela&rdquo; da dissid&ecirc;ncia peemedebista o ex-funcion&aacute;rio da Globo Ant&ocirc;nio Britto, ex-governador com &iacute;ndice recorde de rejei&ccedil;&atilde;o. Berfran, que tamb&eacute;m foi secret&aacute;rio de Meio Ambiente (um dos operadores do novo zoneamento &ldquo;florestal&rdquo; aplicado em &aacute;reas de plan&iacute;cie e pradaria), agora corre como vice da ex-ministra de Planejamento de Itamar e tamb&eacute;m, ela mesma, ex-funcion&aacute;ria da RBS, Yeda Rorato Crusius. Rosado fora o candidato a vice-prefeito de Manuela D&rsquo;&Aacute;vila, estrela do PC do B, puxadora de voto da antiga legenda de Jo&atilde;o Amazonas e que, junto do PSB de Beto Albuquerque (ex-secret&aacute;rio de transportes de Ol&iacute;vio), est&atilde;o sempre dispostos a quebrar paradigmas e aproximar-se de legendas olig&aacute;rquicas em nome sabe-se l&aacute; do que e para que sen&atilde;o a pr&oacute;pria conveni&ecirc;ncia! <\/p>\n<p>Se neste pleito o ex-ministro da Justi&ccedil;a e da Educa&ccedil;&atilde;o de Luiz In&aacute;cio da Silva (ele, presidente mais popular da hist&oacute;ria do Brasil, e que segundo o pr&oacute;prio, &eacute; um ex-sindicalista que nunca foi de esquerda) Tarso Genro fecha uma chapa com os aliados tradicionais, PSB e PC do B (entrando com Abigail para a segunda vaga, na carona de Paulo Paim rumo a reelei&ccedil;&atilde;o para o t&atilde;o &ldquo;nobre, ilibado e correto&rdquo; Senado da Rep&uacute;blica onde o pol&iacute;tico natural de Canoas &eacute; uma rar&iacute;ssima exce&ccedil;&atilde;o positiva), mas sabemos que esta n&atilde;o foi sua op&ccedil;&atilde;o primeira. Muitos flertes houve entre o PT, e sua direita operacional e vitoriosa (Unidade na Luta, Amplo e Democr&aacute;tico, Rede, o grupo da Maria do Ros&aacute;rio e os avulsos cada vez mais agrandados), junto ao ex-funcion&aacute;rio da RBS, o radialista S&eacute;rgio Zambiasi, lideran&ccedil;a incontest&aacute;vel do PTB-RS, mesma legenda do secret&aacute;rio de sa&uacute;de assassinado de Porto Alegre e operador pol&iacute;tico do neopentecostalismo, Eliseu Santos. <\/p>\n<p>Com a dianteira de Tarso, percebe-se que a peleia pelo segundo posto &eacute; tarefa dos oficiais subalternos. Em debates, Berfran bate em Pompeo de Mattos (deputado federal pelo PDT e acusado de manter albergues de acolhimento e hospedagem de pacientes e supostamente eleitores) que &eacute; candidato a vice-governador junto a Jos&eacute; Foga&ccedil;a, de volta ao PMDB j&aacute; na elei&ccedil;&atilde;o municipal de 2008. O PDT est&aacute; mais que rachado (como sempre), uma vez que o ex-petista Jos&eacute; Fortunati &eacute; o atual prefeito de Porto Alegre, assumindo o posto na reelei&ccedil;&atilde;o do poeta e tamb&eacute;m ligado a RBS, Jos&eacute; Foga&ccedil;a. A queda de bra&ccedil;o &eacute; com prefeitos dissidentes, polarizados pelo ex-governador Alceu Collares, declarando voto em Dilma e manifestara-se um sem n&uacute;mero de vezes a favor da alian&ccedil;a com o PT. <\/p>\n<p>Assumir o apoio da dobradinha Tarso e Beto Grill implicaria em quebrar a alian&ccedil;a benefici&aacute;ria de Fortunati. O ex-dirigente do sindicato dos Banc&aacute;rios de Porto Alegre e atual prefeito que se recusa a conversar com o Sindicato M&eacute;dico do RS (Simers), ap&oacute;s a partida do outro Jos&eacute; na trilha do Piratini, senta na cadeira do Pa&ccedil;o Municipal exercendo a partir de ent&atilde;o o Executivo da capital da Prov&iacute;ncia de S&atilde;o Pedro (e do Eucalipto!). Agora, de vento em popa e PPPs pela proa, faz o poss&iacute;vel para ser o prefeito da Copa do Mundo (antecipando um intento quase declarado de correr para a reelei&ccedil;&atilde;o, retomando ap&oacute;s d&eacute;cadas um projeto de poder com envergadura para a legenda de Leonel Brizola no pago). O que houve em 2008 foi um ensaio da candidatura em dois lances e que se repetiria na corrida rumo ao Piratini. J&aacute; Berfran Rosado, atacando a Rigotto e em sua heran&ccedil;a, &eacute; um dos mentores pol&iacute;ticos do PPS, articulou a vit&oacute;ria de Foga&ccedil;a em 2004 (derrotando a Raul Pont com Maria do Ros&aacute;rio como vice da capital, candidatura esta a representar na &eacute;poca a alian&ccedil;a entre as duas alas do partido de Jos&eacute; Dirceu, Del&uacute;bio Soares e S&iacute;lvio Pereira) e fechou a alian&ccedil;a com PDT, PTB e tamb&eacute;m PMDB (em segundo plano) na prefeitura. Hoje, como quase sempre, este simulacro de luta diante dos holofotes, n&atilde;o se reflete nas divis&otilde;es de cargos e sal&aacute;rios por dentro do aparelho de Estado. <\/p>\n<p>O fato &eacute; inequ&iacute;voco do mesmo padr&atilde;o de comportamento pol&iacute;tico e composi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as. O PMDB disputa com Yeda o governo (de novo, j&aacute; o fizera com Rigotto tentando a reelei&ccedil;&atilde;o e a economista neocl&aacute;ssica ultrapassando-o como azar&atilde;o da &uacute;ltima semana) e logo ap&oacute;s o exerce em conjunto. O vice-governador de Germano Rigotto foi o professor Ant&ocirc;nio Hohlfeldt (&agrave; &eacute;poca ainda no PSDB e no momento correndo como um dos suplentes ao Senado de seu ex-governador); sendo que o vice-governador de Ant&ocirc;nio Britto (1995-1998) foi o tamb&eacute;m tucano do pago, Vicente Bogo. As j&oacute;ias da coroa da Prov&iacute;ncia, o banco de economia mista Banrisul, est&aacute; sob o mesmo comando j&aacute; h&aacute; duas gest&otilde;es. Fernando Lemos presidiu a institui&ccedil;&atilde;o financeira mais capilar do estado tanto no governo do dentista caxiense e herdeiro pol&iacute;tico de Simon como, posteriormente, da economista paulistana Yeda Crusius. Este ano, deixou o posto com um pr&ecirc;mio, o mesmo dado ao coronel da Brigada Militar Paulo Roberto Mendes, l&iacute;der absoluto da concep&ccedil;&atilde;o de emprego da BM como bra&ccedil;o repressivo pol&iacute;tico. Ambos ocupam posto com boa remunera&ccedil;&atilde;o e pouca visibilidade (portanto sossego, pouca vitrine e possibilidade de reagrupamento de for&ccedil;as e articula&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, repousando o favoritismo sobre Mendes), sendo lotados no &ldquo;deveras relevante&rdquo; Tribunal de Justi&ccedil;a Militar. <\/p>\n<p>PMDB e PDT est&atilde;o no governo com Lula (estando o primeiro com o garfo e a faca sobre amplas fatias de or&ccedil;amento e o comando do esquema de apoio na c&acirc;mara alta, comandada a tropa de choque por not&aacute;veis do quilate de Sarney, Juc&aacute; e Calheiros), junto ao PT, ao PP, ao PC do B e ao PSB, passando tamb&eacute;m pelo PTB em n&iacute;vel federal. Na Prov&iacute;ncia, PSDB, DEM (rompido com o governo em fun&ccedil;&atilde;o do seu vice) e PPS s&atilde;o governo, junto a PMDB, PTB, PDT (este demorando muito para deixar esse governo, assim como todos os outros anteriores) e PP (esteio pol&iacute;tico da governadora em sua tentativa vitoriosa de salvar o mandato interiorizando-o). Nas tr&ecirc;s chapas majorit&aacute;rias com chances de vit&oacute;ria na Prov&iacute;ncia, todos j&aacute; se aliaram ou est&atilde;o aliados com algum aliado de seu rival. Pelas clivagens eleitorais e as lealdades pol&iacute;ticas, isto representa o fim da pol&iacute;tica ga&uacute;cha. Tem gente que afirma ser esta declara&ccedil;&atilde;o um exagero, acusando-nos por tabela de sermos entusiastas da &ldquo;grenaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; da pol&iacute;tica. Afirmamos que n&atilde;o, pois ideologia n&atilde;o &eacute; (ou ao menos n&atilde;o deveria ser) apenas logomarca para campanhas publicit&aacute;rias superfaturadas e, supostamente teria grau de exist&ecirc;ncia (em tese de dif&iacute;cil comprova&ccedil;&atilde;o no modus operandi da f&aacute;brica de salsichas da polititica) tamb&eacute;m como marca da pol&iacute;tica do RS. <\/p>\n<p>Na verdade dos fatos, resta pouco al&eacute;m de pilchas e cavalos, evocando um passado nem t&atilde;o her&oacute;ico assim (n&atilde;o como gostar&iacute;amos) e ocultando o fator distribui&ccedil;&atilde;o de riquezas tributadas, nem sequer passando pela pauta do vergonhoso e desnecess&aacute;rio empr&eacute;stimo do Rio Grande contra&iacute;do junto ao Banco Mundial. Esta transa&ccedil;&atilde;o fora blindada pela m&iacute;dia estadual, aben&ccedil;oada pela Uni&atilde;o, atrav&eacute;s do ex-secret&aacute;rio da Fazenda da Prov&iacute;ncia durante o governo de Ol&iacute;vio Dutra (ali&aacute;s, por onde anda mesmo o ex-ministro das Cidades preterido em plena crise de 2005 por M&aacute;rcio Fortes, da cota do PP e cuja indica&ccedil;&atilde;o fora refor&ccedil;ada pelo not&oacute;rio ex-presidente da c&acirc;mara baixa Severino Cavalcanti), o atual secret&aacute;rio nacional do Tesouro Arno Augustin (este, ex-secret&aacute;rio da Fazenda do ex-galo missioneiro e cuja morat&oacute;ria durou menos do que a decretada pelo tamb&eacute;m ent&atilde;o governador e ex-vice de Collor e ex-presidente Itamar Franco). O quadro se agrava porque o poder legislativo do RS, e supostamente poder fiscalizador dos desmandos do Executivo, votou em un&iacute;ssono consensual (por ac&oacute;rd&atilde;o de col&eacute;gio de l&iacute;deres) a absurda contra&ccedil;&atilde;o de recursos cuja contra partida &eacute; a presen&ccedil;a de consultores (gerentes indicados pelo Grupo Banco Mundial) dentro do aparelho de Estado. E agora, como diferenciar os projetos quando quase todos est&atilde;o quase iguais?<\/p>\n<p><strong>De volta para a Prov&iacute;ncia<\/strong> <\/p>\n<p>O PSDB encabe&ccedil;ando a chapa da reelei&ccedil;&atilde;o tem de superar a marca de um governo (e uma governante) com alto grau de rejei&ccedil;&atilde;o por parte da popula&ccedil;&atilde;o, em especial dos residentes na &aacute;rea urbana e metropolitana. Yeda apanha por todos os lados, e boa parte do problema ou &eacute; fogo amigo ou &eacute; fruto do ambiente interno no Pal&aacute;cio Piratini e no primeiro escal&atilde;o de suas ca&oacute;ticas secretarias. Tal tese n&atilde;o &eacute; novidade e fora corroborada por ningu&eacute;m menos que Jos&eacute; Barrionuevo, sendo o pr&oacute;prio profundo conhecedor das entranhas do poder (real e transit&oacute;rio, pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico) da Prov&iacute;ncia. Al&eacute;m disso, motivos para a rejei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o faltam. A s&eacute;rie de crises (que ainda seguem, haja vista a &uacute;ltima do suposto esquema de campanhas publicit&aacute;rias superfaturadas e triangulando, segundo a PF e o MP estadual de Contas, a partir de sua diretoria de marketing), somada a trucul&ecirc;ncia repressiva (como na rela&ccedil;&atilde;o com o CPERS, Via Campesina, movimento estudantil e servidores p&uacute;blicos estaduais) e a desconfian&ccedil;a nos processos de PPPs (como na Opera&ccedil;&atilde;o Solid&aacute;ria e o suposto esquema na constru&ccedil;&atilde;o das barragens de Taquaremb&oacute; e Jaguari), alimentam a f&aacute;brica de fatos policiais midiatizados e devidamente interpretados como fatos pol&iacute;ticos. O elenco de problemas para Yeda ainda n&atilde;o acabou. Al&eacute;m do entreguismo verificado no empr&eacute;stimo junto ao Banco Mundial (com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos vende-p&aacute;trias ga&uacute;chos ocupando cargos-chave no primeiro escal&atilde;o da Uni&atilde;o), temos tamb&eacute;m casos chocantes como as aulas de ensino b&aacute;sico e m&eacute;dio em containers de lata e o &ldquo;quase&rdquo; fim da TV Educativa do RS (TVE-RS). A televis&atilde;o mantida pela Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Piratini s&oacute; n&atilde;o foi enterrada pela boa articula&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores de comunica&ccedil;&atilde;o, que seguindo a meta de gest&atilde;o do modelo da BBC inglesa, aproximou-se de setores do movimento popular e alguns formadores de opini&atilde;o, conseguindo assim evitar o despejo! Temos de ser justos na cr&iacute;tica. A fal&aacute;cia do d&eacute;ficit zero, pe&ccedil;a-chave da propaganda dos neocl&aacute;ssicos rio-grandeses, cuja contabilidade &eacute; a mesma aplicada no Planalto quando a equipe econ&ocirc;mica comandada pelo tucano Henrique Meirelles orgulha-se do super&aacute;vit prim&aacute;rio e da desvincula&ccedil;&atilde;o dos recursos obrigat&oacute;rios para sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>J&aacute; o PMDB, padece de luta interna manifestada na queda de bra&ccedil;o entre Eliseu Padilha (concorrendo novamente para deputado federal, puxando votos e fazendo dobradinhas nos quatro rinc&otilde;es do RS) e o manda-chuva cansado e esquivo de cr&iacute;ticas, Pedro Simon. A sinuca de bico est&aacute; no puxador de votos, ou na aus&ecirc;ncia deste. Falta &ldquo;pegada&rdquo; com a velha raposa ausente do p&aacute;reo, e o poeta andando a meia-boca tentando cavar uma terceira posi&ccedil;&atilde;o, como &ldquo;neutro e respons&aacute;vel&rdquo;. J&aacute; Serra aprofunda a cunha, tentando grudar em Foga&ccedil;a, vindo aqui e &eacute; cortejado pela trupe de Padilha (lembrando que Eliseu foi ministro dos Transportes de FHC com passagem, no m&iacute;nimo, turbulenta, com Vicente Chelotti lotado em seu gabinete). Se Dilma ultrapassar Serra livrando margem segura, at&eacute; pode dar primeiro turno no pago, algo que ningu&eacute;m apostaria meses atr&aacute;s. O n&oacute; da campanha de Foga&ccedil;a e Pompeo est&aacute; na rela&ccedil;&atilde;o Prov&iacute;ncia-Planalto. A saia justa n&atilde;o &eacute; do homem de confian&ccedil;a do ex-governador de S&atilde;o Paulo Orestes Qu&eacute;rcia (que por sinal ap&oacute;ia Jos&eacute; Serra), Michel Temer. O candidato a vice-presidente da ex-secret&aacute;ria de energia de Ol&iacute;vio Dutra, flana, deita e rola, em n&iacute;vel nacional. No RS, sua presen&ccedil;a &eacute; no m&aacute;ximo tolerada pela equipe de campanha de Foga&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>Aprumando as conclus&otilde;es <\/p>\n<p><\/strong>J&aacute; n&atilde;o cabe o discurso de isolamento do estado, n&atilde;o sem romper com o modelo centralizador do poder central. Assim, ao anunciar a neutralidade nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais, a ala rio-grandense do partido de Geddel Vieira Lima deixa claro sua falta de objetivo unit&aacute;rio, trazendo para a superf&iacute;cie e o conflito existente. <\/p>\n<p>No RS, sempre houve uma polaridade bem definida, ou ao menos o elogio desta. Agora, a debandada &eacute; geral. A disputa interna entre o grupo de Eliseu Padilha e Pedro Simon desestabilizou completamente a campanha do partido de Marco Alba e Alceu Moreira. Agora, o subsistema pol&iacute;tico ga&uacute;cho est&aacute; com sua parte basilar, a polaridade hist&oacute;rica e revigorada a cada gera&ccedil;&atilde;o, sob amea&ccedil;a. J&aacute; o morde e assopra entre PMDB e PSDB no pago manifesta-se na troca de ataques atrav&eacute;s dos vices, aliados de grandeza proporcional ao tamanho das legendas l&iacute;deres. Em geral a coisa se alinha no segundo turno e ganha forma ao recompor o co-governo na transi&ccedil;&atilde;o de governo. Se bobear, n&atilde;o h&aacute; mais tempo para muito. Talvez a cova j&aacute; esteja aberta e a l&aacute;pide vem com o nome da Opera&ccedil;&atilde;o Mercari, cujo alvo &eacute; o Banrisul sob o governo de Yeda Crusius e compartilhada a sua gest&atilde;o por Rubens Bordini (PSDB) e Fernando Lemos (PMDB), coordenando a&ccedil;&otilde;es supostamente fraudulentas (segundo a PF e o MP estadual de Contas) com as ag&ecirc;ncias de publicidade DCS e SL&amp;M. Se o pato for pago para al&eacute;m de Walney Fehlberg (superintendente de marketing do Banrisul), as chances de segundo turno passar&atilde;o de j&aacute; pequenas, para m&iacute;nimas ou nenhuma. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=36017\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas tr\u00eas chapas majorit\u00e1rias com chances de vit\u00f3ria na Prov\u00edncia, todos j\u00e1 se aliaram ou est\u00e3o aliados com algum aliado de seu rival. Pelas clivagens eleitorais e as lealdades pol\u00edticas, isto representa o fim da pol\u00edtica \u201cga\u00facha\u201d. 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