{"id":1299,"date":"2010-09-16T08:45:20","date_gmt":"2010-09-16T08:45:20","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1299"},"modified":"2010-09-16T08:45:20","modified_gmt":"2010-09-16T08:45:20","slug":"a-campanha-pautada-pela-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1299","title":{"rendered":"A campanha pautada pela m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/fraude-urna.jpg\" title=\"A m\u00eddia pauta a campanha e esta se desenrola sem embates de fundo, oscilando entre o pragmatismo eleitoreiro e a prega\u00e7\u00e3o moral de cuecas. Enquanto isso, o Castelo de Areia vai sendo levado pelas \u00e1guas do verdadeiro mar de lama - Foto:smeira.blog.terra\" alt=\"A m\u00eddia pauta a campanha e esta se desenrola sem embates de fundo, oscilando entre o pragmatismo eleitoreiro e a prega\u00e7\u00e3o moral de cuecas. Enquanto isso, o Castelo de Areia vai sendo levado pelas \u00e1guas do verdadeiro mar de lama - Foto:smeira.blog.terra\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A m\u00eddia pauta a campanha e esta se desenrola sem embates de fundo, oscilando entre o pragmatismo eleitoreiro e a prega\u00e7\u00e3o moral de cuecas. Enquanto isso, o Castelo de Areia vai sendo levado pelas \u00e1guas do verdadeiro mar de lama<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:smeira.blog.terra<\/small><\/figure>\n<p>16 de setembro de 2010, da Vila Setembrina de farrapos tra&iacute;dos por latifundi&aacute;rios e mentirosos na omiss&atilde;o da epop&eacute;ia missioneira, <em>Bruno Lima Rocha <br \/>\n<\/em><br \/>\nSe agosto &eacute; o m&ecirc;s do desgosto e este correra em &aacute;gua morna, setembro fez-se presente, reavivando o que antes eu afirmei nesta publica&ccedil;&atilde;o ser o esp&iacute;rito da UDN em busca de um salvador &ldquo;mar de lama&rdquo; a quem acusar. Existente ou n&atilde;o, o estilo lacerdista aflorou e o ex-governador de S&atilde;o Paulo come&ccedil;a a atuar como Serra, vindo com tudo. Meu argumento parte de um fato contumaz. Nesta disputa eleitoral s&atilde;o as empresas jornal&iacute;sticas que pautam os temas da campanha e n&atilde;o ao rev&eacute;s.<\/p>\n<p>Como o acaso n&atilde;o &eacute; o fator determinante na pol&iacute;tica, exponho algumas d&uacute;vidas de fundo quanto aos tempos de produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;sticos empregados. Para mim, o intrigante nestas pe&ccedil;as de acusa&ccedil;&atilde;o moral (a localizada na Receita e agora, mais recentemente, na Casa Civil) atrav&eacute;s de canh&otilde;es midi&aacute;ticos, &eacute; sua temporalidade. Traduzindo. Ocorrendo o esc&acirc;ndalo da quebra de dados sigilosos em abril e setembro de 2009, porque os mesmos se tornam muni&ccedil;&atilde;o de campanha agora? Poder&iacute;amos afirmar o fato midi&aacute;tico como &ldquo;requentado&rdquo;? Vejamos o caso dos dados sigilosos. Se a quebra de sigilo &eacute; corriqueira (podendo ser comprados em camel&ocirc;s do Centro de S&atilde;o Paulo) e sendo atingidos no epis&oacute;dio a quase duas centenas de brasileiros, porque os nomes elencados como &ldquo;alvos&rdquo; s&atilde;o os do alto tucanato ou parentes do candidato do PSDB? Outra possibilidade, digna de um livro-reportagem do genial jornalista argentino Rodolfo Walsh, &eacute; supor a manobra inversa. Esta parte da premissa que teria havido a quebra de sigilo intencional por motivos pol&iacute;ticos. E, para forjar o argumento de uma est&oacute;ria cobertura, atingem nomes de gente vinculada e an&ocirc;nimos, como possibilidade de manobra diversionista, cobrindo os rastros eleitorais. A conjectura acima &eacute; algo perfeitamente poss&iacute;vel e, segundo qualquer manual de intelig&ecirc;ncia, tal fato &eacute; mais que comum. A &uacute;nica evid&ecirc;ncia &eacute; de que os acusados de haver violado os sigilos fiscais s&atilde;o ou foram filiados ao PT. J&aacute; os reais mandantes, se &eacute; que existe um ou mais coordenadores da a&ccedil;&atilde;o, estes continuam encobertos. <\/p>\n<p>N&atilde;o entro no m&eacute;rito se h&aacute; ou n&atilde;o crit&eacute;rio de relev&acirc;ncia da not&iacute;cia, porque o tema &eacute; importante. Assim como tem relev&acirc;ncia e impacto a suposi&ccedil;&atilde;o de possibilidades de tr&aacute;fico de influ&ecirc;ncia a partir de rela&ccedil;&otilde;es familiares por dentro da Casa Civil, sendo esta den&uacute;ncia mat&eacute;ria de capa de Veja, edi&ccedil;&atilde;o de 11 de setembro de 2010 e com a manchete &ldquo;O polvo no poder&rdquo;. O que coloco em debate &eacute; a temporalidade desta pauta. Qualquer pessoa n&atilde;o leiga em comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica sabe que os enunciados, antes de virem a p&uacute;blico, s&atilde;o fruto de larga negocia&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a. Que o diga a Opera&ccedil;&atilde;o Castelo de Areia! Soa no m&iacute;nimo &ldquo;curioso&rdquo; estarem estas pautas em manchetes garrafais justamente no momento em que Dilma apontava para a vit&oacute;ria j&aacute; em primeiro turno. Tamb&eacute;m transparece a mesma &ldquo;curiosidade&rdquo; o fato da mat&eacute;ria de capa da revista semanal Carta Capital, edi&ccedil;&atilde;o n&uacute;mero 613, com o t&iacute;tulo &ldquo;Quem bisbilhota quem&rdquo; n&atilde;o ter tido a mesma repercuss&atilde;o nos telejornais. At&eacute; pode ser alegado que o impacto da revista semanal do grupo Abril no meio do jornalismo profissional &eacute; maior do que a publica&ccedil;&atilde;o de Mino Carta. Mas, prefiro a hip&oacute;tese de que a proximidade das linhas editoriais e prefer&ecirc;ncias pol&iacute;ticas (porque todos n&oacute;s as temos) seja o crit&eacute;rio de defini&ccedil;&atilde;o dos textos de escalada dos notici&aacute;rios televisivos e das manchetes em m&iacute;dia impressa e eletr&ocirc;nica. <\/p>\n<p>Concluo com algumas evid&ecirc;ncias. Ambos os lados t&ecirc;m epis&oacute;dios nebulosos em seus governos e aliados comuns mais do que comprometedores. Diante disso, a gravidade dos fatos perde seu poder de chocar. Isto se d&aacute; por tr&ecirc;s raz&otilde;es. Primeiro, porque as campanhas s&atilde;o personalistas, n&atilde;o h&aacute; instrumento de identifica&ccedil;&atilde;o coletiva que ultrapasse a id&eacute;ia b&aacute;sica da &ldquo;turma da fulana&rdquo; ou &ldquo;turma do fulano&rdquo;. Segundo, boa parte dos fulanos e beltranos que foram governo tanto na Era FHC como agora no final dos oito anos de Lula, assim seguir&atilde;o sendo, ganhe quem ganhar. Por fim, o eleitorado se comporta de forma pragm&aacute;tica e, estando superado o &iacute;ndice de rejei&ccedil;&atilde;o, deixa as reputa&ccedil;&otilde;es e a moral para um segundo plano. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/09\/15\/a-campanha-pautada-pela-midia-324438.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00eddia pauta a campanha e esta se desenrola sem embates de fundo, oscilando entre o pragmatismo eleitoreiro e a prega\u00e7\u00e3o moral de cuecas. 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