{"id":1308,"date":"2010-09-30T00:22:00","date_gmt":"2010-09-30T00:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1308"},"modified":"2010-09-30T00:22:00","modified_gmt":"2010-09-30T00:22:00","slug":"a-tomada-de-posicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1308","title":{"rendered":"A tomada de posi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ideologia.gif\" title=\"Quando os agentes econ\u00f4mico-midi\u00e1ticos ocultam suas verdadeiras posi\u00e7\u00f5es, uma vez que operam no universo impl\u00edcito, produzem sentido de forma subliminar e de orienta\u00e7\u00e3o indireta. Qualquer semelhan\u00e7a com a manipula\u00e7\u00e3o pura e simples n\u00e3o \u00e9 nenhuma coincid\u00eancia.    - Foto:sinnedos-sociologia.blogspot\" alt=\"Quando os agentes econ\u00f4mico-midi\u00e1ticos ocultam suas verdadeiras posi\u00e7\u00f5es, uma vez que operam no universo impl\u00edcito, produzem sentido de forma subliminar e de orienta\u00e7\u00e3o indireta. Qualquer semelhan\u00e7a com a manipula\u00e7\u00e3o pura e simples n\u00e3o \u00e9 nenhuma coincid\u00eancia.    - Foto:sinnedos-sociologia.blogspot\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Quando os agentes econ\u00f4mico-midi\u00e1ticos ocultam suas verdadeiras posi\u00e7\u00f5es, uma vez que operam no universo impl\u00edcito, produzem sentido de forma subliminar e de orienta\u00e7\u00e3o indireta. Qualquer semelhan\u00e7a com a manipula\u00e7\u00e3o pura e simples n\u00e3o \u00e9 nenhuma coincid\u00eancia.   <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:sinnedos-sociologia.blogspot<\/small><\/figure>\n<p>30 de setembro de 2010, da Vila Setembrina de lanceiros negros e farrapos pelas costas apunhalados por mentirosos midi&aacute;ticos a ocultar a epop&eacute;ia missioneira, <em>Bruno Lima Rocha<\/em> <\/p>\n<p>O editorial do centen&aacute;rio jornal O Estado de S&atilde;o Paulo, datado de 25 de setembro de 2010 &eacute; um epis&oacute;dio marcante (leiam o link). Para o entendimento deste analista, assumir posi&ccedil;&atilde;o publicamente implica uma nova era nas rela&ccedil;&otilde;es das empresas jornal&iacute;sticas com a pol&iacute;tica brasileira. No texto intitulado &ldquo;O mal a evitar&rdquo;, o peri&oacute;dico da fam&iacute;lia Mesquita define sua rejei&ccedil;&atilde;o ao conceito da m&iacute;dia comportando-se como partido pol&iacute;tico e ao mesmo assume o apoio para Jos&eacute; Serra (PSDB) e &Iacute;ndio da Costa (DEM) alegando buscar evitar um dano maior. Ao contr&aacute;rio de v&aacute;rios colegas na ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica contempor&acirc;nea, entendo que a imprensa (os agentes econ&ocirc;micos cujo produto simb&oacute;lico condensa informa&ccedil;&atilde;o, opini&atilde;o e sentido) ainda bebe na tradi&ccedil;&atilde;o da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa e deve sempre expor sua vis&atilde;o de mundo e posicionar-se nas conjunturas pol&iacute;ticas. &Eacute; de sua natureza, e mesmo quando n&atilde;o o explicite, ainda assim realiza estes dois movimentos.<\/p>\n<p>Quando uma das maiores empresas do pa&iacute;s se define sua prefer&ecirc;ncia no momento pol&iacute;tico, vejo tal fato como motivo para celebra&ccedil;&atilde;o, uma vez que advogo esta tese h&aacute; mais de dez anos. Comemoro a fa&ccedil;anha como jornalista de forma&ccedil;&atilde;o (me graduei nesta habilita&ccedil;&atilde;o na UFRJ) e tamb&eacute;m por ser atuante tanto na m&iacute;dia alternativa, como no ensino na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica. Um dos passos para aumentar a participa&ccedil;&atilde;o popular neste regime &eacute; o explicitar das posi&ccedil;&otilde;es. Eu mesmo, modestamente, nunca escondi minha n&atilde;o ades&atilde;o ao processo de democracia indireta e abri a defesa pela via direta, onde as decis&otilde;es fundamentais passam por plebiscito ou referendum. Reconhe&ccedil;o estarmos muito distantes deste modelo democr&aacute;tico radical. <\/p>\n<p>No que diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es tensas entre a grande imprensa e o governo, precisamos ter frieza anal&iacute;tica para compreender o motivo do desconforto. H&aacute; duas semanas escrevi aqui que a campanha est&aacute; sendo pautada pela m&iacute;dia. Isto n&atilde;o implica necessariamente adultera&ccedil;&atilde;o factual, mas as &ecirc;nfases e angula&ccedil;&otilde;es sempre est&atilde;o e estar&atilde;o vinculadas com o ponto de vista de quem produz o conte&uacute;do. &Eacute; disso que se trata a pugna dos candidatos governistas com as maiores empresas de comunica&ccedil;&atilde;o do Brasil. Este processo eleitoral de primeiro turno vem sendo uma disputa em duas partes. Na primeira metade, concomitante com a elimina&ccedil;&atilde;o do Brasil na Copa do Mundo e, posteriormente, o in&iacute;cio da campanha obrigat&oacute;ria, todos os candidatos afirmavam-se pela agenda positiva. Por tabela, tentavam pegar carona na verossimilhan&ccedil;a com o governo de Luiz In&aacute;cio. <\/p>\n<p>J&aacute; na segunda parte do primeiro turno, e concomitante com as den&uacute;ncias e a contra pautas das m&iacute;dias, a disputa come&ccedil;a a embaralhar-se. N&atilde;o se trata de novidade, haja vista o ocorrido na elei&ccedil;&atilde;o passada, quando a a&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;aloprados&rdquo; cria o fato midi&aacute;tico necess&aacute;rio para injetar f&ocirc;lego na oposi&ccedil;&atilde;o tucana. Fato id&ecirc;ntico deu-se em 2002, com a Opera&ccedil;&atilde;o que estoura a empresa Lunus. Dessa vez o trabalho das maiores empresas jornal&iacute;sticas foi o de investigar, requentar (conforme j&aacute; afirmei aqui neste blog) e difundir uma imagem &ndash; em parte correta &ndash; de que h&aacute; (ou havia) um desmando no primeiro escal&atilde;o da presid&ecirc;ncia. A oposi&ccedil;&atilde;o trabalha com a evidente manobra de campanha de associar Dilma com sua ex-subordinada, Erenice Guerra. J&aacute; a situa&ccedil;&atilde;o advoga, a meu ver de forma muito t&iacute;mida, a tese de que a m&iacute;dia &ldquo;toma partido&rdquo; e atua a favor de uma ou duas candidaturas. <\/p>\n<p>N&atilde;o vejo a tomada de posi&ccedil;&atilde;o como problema ou dilema, tanto conceitual como de pr&aacute;tica pol&iacute;tica. A m&iacute;dia de pa&iacute;s algum &eacute; &ldquo;neutra, imparcial e objetiva&rdquo;. Vou al&eacute;m. Se h&aacute; algo incompat&iacute;vel com a produ&ccedil;&atilde;o de sentido &eacute; a neutralidade. Contraditoriamente, a afirma&ccedil;&atilde;o de neutralidade como teoria &eacute; facilmente refut&aacute;vel, mas como doutrina tem um efeito de legitima&ccedil;&atilde;o absurdo. Quando a empresa da fam&iacute;lia Mesquita explicita sua prefer&ecirc;ncia eleitoral e exp&otilde;e os motivos, convida seus pares a fazerem o mesmo, aderindo ou n&atilde;o ao seu candidato. <\/p>\n<p>Repito. Tal fato &eacute; muito saud&aacute;vel para aumentar a politiza&ccedil;&atilde;o dos ainda poucos brasileiros que consomem e compreendem a produ&ccedil;&atilde;o de jornalismo com &ecirc;nfase na pol&iacute;tica. Espero, sinceramente, que todo e qualquer ve&iacute;culo midi&aacute;tico, seja grande ou pequeno, empresarial ou sindical, de mercado ou alternativo, privado ou comunit&aacute;rio, fa&ccedil;a o mesmo. S&oacute; assim derrubamos o falso mito da neutralidade e objetividade e passamos a compreender que a decis&atilde;o coletiva implica em dissensos e antagonismos. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/09\/29\/a-tomada-de-posicao-328274.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os agentes econ\u00f4mico-midi\u00e1ticos ocultam suas verdadeiras posi\u00e7\u00f5es, uma vez que operam no universo impl\u00edcito, produzem sentido de forma subliminar e de orienta\u00e7\u00e3o indireta. Qualquer semelhan\u00e7a com a manipula\u00e7\u00e3o pura e simples n\u00e3o \u00e9 nenhuma coincid\u00eancia. 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