{"id":1316,"date":"2010-10-13T16:55:18","date_gmt":"2010-10-13T16:55:18","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1316"},"modified":"2010-10-13T16:55:18","modified_gmt":"2010-10-13T16:55:18","slug":"requiem-para-os-ultra-neoliberais-da-provincia-derrete-a-mao-de-ferro-de-yeda-crusius","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1316","title":{"rendered":"R\u00e9quiem para os ultra-neoliberais da Prov\u00edncia: derrete a m\u00e3o de ferro de Yeda Crusius"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/CNT_EXT_308336.jpg\" title=\"Yeda Rorato Crusius deixa o Piratini com menos de 20 pontos dos votos v\u00e1lidos. N\u00e3o ser\u00e1 a primeira nem a \u00faltima situa\u00e7\u00e3o em que o neoliberalismo selvagem destr\u00f3i a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de seus entusiastas. Carlos Sa\u00fal Menem e Alberto Fujimori que o digam.    - Foto:band.com.br\" alt=\"Yeda Rorato Crusius deixa o Piratini com menos de 20 pontos dos votos v\u00e1lidos. N\u00e3o ser\u00e1 a primeira nem a \u00faltima situa\u00e7\u00e3o em que o neoliberalismo selvagem destr\u00f3i a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de seus entusiastas. Carlos Sa\u00fal Menem e Alberto Fujimori que o digam.    - Foto:band.com.br\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Yeda Rorato Crusius deixa o Piratini com menos de 20 pontos dos votos v\u00e1lidos. N\u00e3o ser\u00e1 a primeira nem a \u00faltima situa\u00e7\u00e3o em que o neoliberalismo selvagem destr\u00f3i a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de seus entusiastas. Carlos Sa\u00fal Menem e Alberto Fujimori que o digam.   <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:band.com.br<\/small><\/figure>\n<p>13 de outubro de 2010, da Vila Setembrina dos Farrapos, Bruno Lima Rocha, e R. da Costa, <\/p>\n<p>Yeda Crusius, at&eacute; ent&atilde;o, Governadora do Estado do Rio Grande do Sul, tendo vencido as elei&ccedil;&otilde;es de 2006, foi candidata &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o este ano e teve o fim de seu mandato decretado. Ao ser eleito pelos pr&oacute;ximos 4 anos, o ex-ministro da Justi&ccedil;a de Lula, Tarso Genro, da ala direita do PT ga&uacute;cho, arrebatou o pleito j&aacute; no primeiro turno, marcando 3.416.460 dos votos v&aacute;lidos, contabilizando 54.35%. No segundo posto, o ex-prefeito de Porto Alegre, ex-racha do PPS, Jos&eacute; Foga&ccedil;a (PMDB) em dobradinha com Pompeo de Mattos (PDT) levando 1.554.836 dos votos v&aacute;lidos e contabilizando 24.74%. J&aacute; a dupla YEDA CRUSIUS (PSDB) e Berfran Rosado (PPS) levara 1.156.386 dos votos v&aacute;lidos, fechando com 18.4%. Para resumir o enredo, Tarso e Beto Grill (PSB) marcaram um discurso embasado no di&aacute;logo poli-classista, isolando as tens&otilde;es sociais (como as pautas leg&iacute;timas da Via Campesina), afugentando velhos fantasmas eleitorais como a ida da Ford para a Bahia (ali&aacute;s, sob nosso ponto de vista, uma a&ccedil;&atilde;o de governo correta) e amarrando o eixo do desenvolvimento com debates de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e da dimens&atilde;o social do acionar do Estado.<\/p>\n<p>Nas elei&ccedil;&otilde;es estaduais de 2006, Yeda entrara de azar&atilde;o no p&aacute;reo, numa composi&ccedil;&atilde;o infeliz, quando o ex-presidente da Federasul &ndash; Paulo Afonso Feij&oacute; chegou &agrave; conven&ccedil;&atilde;o para concorrer ao &ldquo;mui nobre, leal, ilibado e valoroso&rdquo; Senado da rep&uacute;blica e terminou indicado ao cargo de vice-governador, na cota do &iacute;nfimo PFL ga&uacute;cho (hoje DEM). Naquela campanha, a ex-ministra rel&acirc;mpago do Planejamento de Itamar Franco marcara presen&ccedil;a com o slogan &ldquo;Um novo jeito de governar&rdquo;, e ap&oacute;s um desastre no in&iacute;cio da corrida em primeiro turno (com demiss&atilde;o de marqueteiro e arrecada&ccedil;&atilde;o supostamente acusada de ser pouco ou nada &ldquo;ortodoxa&rdquo;), pouco a pouco foi angariando votos e simpatia do eleitorado, e tenta surgir como alternativa perante Ol&iacute;vio Dutra do PT e Germano Rigotto do PMDB, na &eacute;poca, tentando a reelei&ccedil;&atilde;o. Por uma sandice dos assessores do ent&atilde;o governador, o hoje derrotado ao Senado Rigotto, Yeda abre uma cunha entre a centro-esquerda e a centro-direita e arrebata o primeiro lugar na rodada inicial, retirando justamente os votos de Rigotto. A partir da&iacute; a &ldquo;In&ecirc;s &eacute; morta&rdquo;, os neoliberais do pago se &ldquo;agrandam&rdquo;, derrotam ao reformista ex-galo missioneiro, o banc&aacute;rio Ol&iacute;vio, e emplacam no Piratini. Alegam ser a alternativa, por mais estranho que esta senten&ccedil;a pare&ccedil;a. Ao mesmo tempo, quando o vice abre a boca para dizer o que realmente pensa (executando o suic&iacute;dio financeiro, como no intento de vender todo o patrim&ocirc;nio do governo do estado, ainda que este sirva como caixa infind&aacute;vel para o financiamento da oligarquia a qual ele e seus pares pertencem), Yeda o desautoriza, arrumando uma confus&atilde;o ininterrupta onde ele, e o suspeito da Opera&ccedil;&atilde;o Rodin, Lair Ferst, teriam alimentado a oposi&ccedil;&atilde;o e ajudado a fabricar os fatos midi&aacute;ticos e policiais que tanto abalaram o seu mais que fr&aacute;gil governo sub-nacional entregue ao controle da consultoria imposta pelo Banco Mundial e referendada pelos vende p&aacute;trias da Esplanada dos Minist&eacute;rios. Yeda ainda conseguiu realizar outra fa&ccedil;anha, que foi a derrota de um governo antes mesmo dele assumir, ocorrida esta proeza em 29 de dezembro de 2006. <\/p>\n<p>Como j&aacute; foi dito, n&atilde;o demorou muito para que os primeiros esc&acirc;ndalos ocorressem. Ainda em campanha, a ent&atilde;o candidata atrapalha-se com declara&ccedil;&otilde;es que revelam seus princ&iacute;pios. Em casos poss&iacute;veis de destacar, h&aacute; a acusa&ccedil;&atilde;o de racismo por parte do ex-governador e hoje dissidente do trabalhismo ga&uacute;cho, Alceu Collares (PDT) e suas rusgas com o neoliberal convicto e pol&iacute;tico ne&oacute;fito e pouco ou nada h&aacute;bil, o vice de ocasi&atilde;o em sua chapa, Paulo Feij&oacute; (PFL\/DEM). <\/p>\n<p>A partir do momento da posse do mandato at&eacute; o presente ano, foram in&uacute;meros esc&acirc;ndalos. Tudo come&ccedil;ou antes mesmo de assumir, ao quebrar promessa de campanha e propor o aumento do ICMS (ao inv&eacute;s de executar as d&iacute;vidas dos caloteiros da fazenda do estado ou ent&atilde;o fechar a mamata do Fundopem). Logo em seguida, arrochou o que tinha e que n&atilde;o tinha, aplicou um projeto de corte de despesas nas finan&ccedil;as p&uacute;blicas para supostamente diminuir o d&eacute;ficit or&ccedil;ament&aacute;rio do estado e &eacute; claro, cortou (atrasando pagamentos e desviando dinheiro receitas obrigat&oacute;rias para o caixa &uacute;nico) os sal&aacute;rios de setores nevr&aacute;lgicos para o desenvolvimento social e, logo nos primeiros tr&ecirc;s meses de &ldquo;novo jeito de governar&rdquo;, sentou a lenha e o relho no populacho, batendo recordes de pris&otilde;es (rotativas, com gente entrando e saindo do xadrez como se l&aacute; fosse um albergue) e, assim que p&ocirc;de, reprimindo as reivindica&ccedil;&otilde;es de categorias organizadas em sindicatos e setores sociais protagonizados por movimentos populares como a Via Campesina. Em resumo, o caixa social secou e o pau pegou. T&iacute;pico &ldquo;governicho&rdquo; neoliberal. <\/p>\n<p>Com a sua argumenta&ccedil;&atilde;o de zerar as d&iacute;vidas deixadas pelo governo Rigotto (PMDB), Yeda trabalhou o artif&iacute;cio cont&aacute;bil atrav&eacute;s do slogan &ldquo;d&eacute;ficit zero!&rdquo;. Neste bojo, n&atilde;o concedeu o piso salarial nacional estipulado pelo governo da Uni&atilde;o aos Professores e, ao secar a fonte vinda do or&ccedil;amento direto, liberou &ldquo;as for&ccedil;as da nova economia&rdquo;, decretando o salve-se quem puder e ati&ccedil;ando diretorias de escola a comporem seus respectivos or&ccedil;amentos e obras conveniando unidades p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o com funda&ccedil;&otilde;es privadas. Indo al&eacute;m, Yeda e sua ex-secret&aacute;ria de Educa&ccedil;&atilde;o, Mariza Abreu, comprovaram a tese destes que aqui escrevem, a de que para as lideran&ccedil;as sindicais, a pol&iacute;tica profissional &eacute; uma f&aacute;brica de traidores de classe. Assim o foi na gest&atilde;o daquela que de tudo fez para recha&ccedil;ar toda e qualquer reivindica&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;pria categoria. As evid&ecirc;ncias foram v&aacute;rias; durante o seu mandato, diversas escolas terminaram lecionando em cont&ecirc;ineres por falta de repasse de verba para restaura&ccedil;&atilde;o das salas de aula. Como se todo este cen&aacute;rio n&atilde;o bastasse, Yeda selou um dos acordos, mais nocivos e perniciosos da hist&oacute;ria, retirando toda e qualquer soberania do estado do Rio Grande do Sul diante de suas finan&ccedil;as. Promoveu um empr&eacute;stimo junto ao Banco Mundial US$ 1 Bilh&atilde;o, que por 30 anos alonga e internacionaliza a d&iacute;vida do RS para com a Uni&atilde;o, metendo entre dois n&iacute;veis de governo do mesmo pa&iacute;s, um ente transnacional. As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, os encargos e despesas, tudo ficar&aacute; atrelado a esta d&iacute;vida. Desta forma, em sendo o contrato cumprido &agrave; risca, nenhuma a&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser executada sem permiss&atilde;o do Banco. Fato este, pouqu&iacute;ssimo divulgado pela m&iacute;dia corporativa. E porque ser&aacute;? <\/p>\n<p>Com os interesses que todos n&oacute;s sabemos, nenhuma emissora oficial divulgou os termos do contrato e as cl&aacute;usulas e exig&ecirc;ncias assinadas para a execu&ccedil;&atilde;o deste acordo. Assim a grande parcela da popula&ccedil;&atilde;o sequer ficou sabendo que por 30 anos, ficaremos todos subjugados &agrave;s vontades deste Banco, que vem substituindo o papel do FMI nesta rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a. Indo al&eacute;m, o Banco Mundial est&aacute; paulatinamente articulando com as elites pol&iacute;ticas em condi&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o executiva uma reendividamento de governos sub-nacionais brasileiros. E, como se sabe, a Uni&atilde;o &eacute; fiadora de toda e qualquer transa&ccedil;&atilde;o entre nacionais e n&atilde;o-nacionais. Enfim, aumenta a financeiriza&ccedil;&atilde;o dos recursos p&uacute;blicos e diminui a soberania e a capacidade decis&oacute;ria dos governos eleitos. <\/p>\n<p><strong>Sempre h&aacute; um gran-finale <\/p>\n<p><\/strong>Voltando &agrave;s mis&eacute;rias pol&iacute;ticas do pago, n&atilde;o bastasse o habitus do &ldquo;entreguismo&rdquo; de nossa soberania, n&atilde;o bastasse o fato de que nos &uacute;ltimos quatro anos o par&acirc;metro de efici&ecirc;ncia e gest&atilde;o deparou-se com uma vigil&acirc;ncia da Pol&iacute;cia Federal, quase sempre batendo duro e certeiro no cora&ccedil;&atilde;o das camadas dirigentes ga&uacute;chas, concomitante ao primeiro turno do pleito estadual, tivemos mais cen&aacute;rios da &ldquo;menemiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; da pol&iacute;tica do Rio Grande. Carlos Sa&uacute;l Menem assumira o poder na Casa Rosada da vizinha hermana Argentina ainda com as costeletas de Facundo Quiroga, um dos &uacute;ltimos caudilhos que partira &ldquo;!p&acute;&rsquo;al monte, con lanzas, aire libre y vacas gordas, a pelear sin sueldo, porque pelear era lindo y La patria se hace de a caballo y con el hilo del sable!&rdquo; Em menos de um ano, retirou as costeletas e quebrou seu juramento. Oito anos depois, sai varrido do poder, deixa uma leg&iacute;tima heran&ccedil;a maldita e termina alvo de um sem n&uacute;mero de inqu&eacute;ritos alimentando o nexo pol&iacute;tico-criminal do poder e do uso dos recursos da terra de Jorge Luis Borges. No Rio Grande de S&atilde;o Pedro e do Eucalipto, n&atilde;o vem sendo distinto. <\/p>\n<p>H&aacute; bem pouco tempo, dois fatos estrangularam de vez, qualquer tentativa de reelei&ccedil;&atilde;o de Crusius. O caso Banrisul, onde a PF, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual de Contas apuraram o desvio de R$ 10 milh&otilde;es da &aacute;rea de Marketing do Banco de economia mista e controle com voto de minerva das indica&ccedil;&otilde;es do Executivo do RS. Tais desvios, como se sabe, teriam ocorrido durante os &uacute;ltimos 18 meses. Entre os principais suspeitos, est&atilde;o os seguintes ainda quase-famosos, o ent&atilde;o superintendente de marketing do Banrisul Walney Fehlberg, o representante da ag&ecirc;ncia de publicidade SLM Gilson Stork e o diretor da DCS Armando D&rsquo;El&iacute;a Neto. Dentro deste contexto, &eacute; poss&iacute;vel fazer uma rela&ccedil;&atilde;o e questionar, sobre os gastos com publicidade dos &oacute;rg&atilde;os estatais que superaram em 107% o or&ccedil;amento inicial, justamente em per&iacute;odo pr&eacute; &ndash; campanha. <\/p>\n<p>Trata-se de ila&ccedil;&atilde;o forte e linha de investiga&ccedil;&atilde;o com tra&ccedil;os suficientemente fortes para serem seguidos. &Eacute; preciso ir al&eacute;m da cortina de fuma&ccedil;a e dos tecnicismos jur&iacute;dicos (mesmo reconhecendo que as m&iacute;dias, comerciais ou alternativas, n&atilde;o podem e nem devem condenar ningu&eacute;m a priori), pois toda esta rela&ccedil;&atilde;o demonstra que se por um lado n&atilde;o h&aacute; como ser materialmente provada (ao menos por enquanto, quer&iacute;amos ver se houvesse exce&ccedil;&atilde;o da verdade, tanto neste caso como na Opera&ccedil;&atilde;o Rodin e na Solid&aacute;ria). Por outro, n&atilde;o existem dados suficientes, exposi&ccedil;&atilde;o de justificativas p&uacute;blicas que desmintam tais questionamentos. Ap&oacute;s a Mercari, veio o caso culminante no golpe de miseric&oacute;rdia. &Agrave;s v&eacute;speras da arrancada final da campanha, a imagem da gest&atilde;o de Yeda Crusius, j&aacute; t&atilde;o atingida perante a opini&atilde;o p&uacute;blica, recebera outro ataque terr&iacute;vel. Outra vez mais recorremos ao neologismo da &ldquo;menemiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica ga&uacute;cha&rdquo;. Vejamos por qu&ecirc;. <\/p>\n<p>O que relatamos a seguir tem como fonte dezenas de blogs e meios de comunica&ccedil;&atilde;o comerciais do RS. Pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Seguran&ccedil;a teriam sido distribu&iacute;das pelo aos rep&oacute;rteres da Zero Hora, mediante ordens de hierarcas do governo Yeda Crusius (PSDB). O sargento brigadiano C&eacute;sar Rodrigues de Carvalho, acusado de haver espionado inimigos da administra&ccedil;&atilde;o e prestado servi&ccedil;o para bicheiros do munic&iacute;pio de Canoas, trabalhava como seguran&ccedil;a da governadora na Casa Militar do governo do Estado, e, segundo seu depoimento e as investiga&ccedil;&otilde;es que vieram a p&uacute;blico, fazia parte do canal direto de informa&ccedil;&atilde;o das bases de dados privados cujo acesso &eacute; permitido para autoridades governamentais, repassando o acesso direto para as empresas jornal&iacute;sticas do Grupo RBS. <\/p>\n<p>Vamos supor que tal fato seja totalmente ver&iacute;dico. Desta forma, podemos abertamente conjecturar, qual seria a inten&ccedil;&atilde;o do Governo Estadual em disponibilizar esta &ldquo;regalia&rdquo; aos rep&oacute;rteres desta emissora? Segundo o que se ensina e sempre se ensinara em escolas de jornalismo, rep&oacute;rter n&atilde;o &eacute; X-9 e jornalista n&atilde;o &eacute; cag&uuml;ete. Porque conceder vantagens, ou melhor, porque permitir que informa&ccedil;&otilde;es sigilosas cheguem a p&uacute;blico? E, porque justamente para uma empresa l&iacute;der regional e filiada ao maior conglomerado de m&iacute;dia do pa&iacute;s? Pensando assim, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil imaginar por qual raz&atilde;o, temas como o endividamento perante o Banco Mundial n&atilde;o chegam &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Findo o neoliberalismo selvagem, eis que a esquerda ter&aacute; de se reinventar <br \/>\n<\/strong><br \/>\nUma vez que se termina o neoliberalismo em sua vers&atilde;o de pura selvageria, entreguismo vende p&aacute;tria e sanha privatizante, &eacute; sabido que as esquerdas ter&atilde;o de se reinventar. Ao contr&aacute;rio do que diz a mesma m&iacute;dia que mentira e omitiu a respeito do contrato junto ao Banco Mundial, a esquerda n&atilde;o chegou ao poder com a vit&oacute;ria. As urnas elegeram uma coaliz&atilde;o de centro-esquerda mais que t&iacute;mida. A esquerda reformista ou na sua vers&atilde;o mais combativa embora ainda crente do mecanismo eleitoral indireto fez um fiasco de votos ou ent&atilde;o n&atilde;o ultrapassou o coeficiente necess&aacute;rio para emplacar a voz dissidente ga&uacute;cha no Planalto ou na Pra&ccedil;a da Matriz. J&aacute; as esquerdas pol&iacute;ticas n&atilde;o eleitorais encontram-se fragmentadas e com pouco ac&uacute;mulo. &Eacute; hora de reinventar, reagrupar as for&ccedil;as e confluir para projetos comuns e objetivos de resist&ecirc;ncia palp&aacute;veis. Yeda j&aacute; vai tarde, mas o povo ainda est&aacute; muito longe do exerc&iacute;cio do poder no Continente de Sep&eacute; Tiaraju.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=37060\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Yeda Rorato Crusius deixa o Piratini com menos de 20 pontos dos votos v\u00e1lidos. N\u00e3o ser\u00e1 a primeira nem a \u00faltima situa\u00e7\u00e3o em que o neoliberalismo selvagem destr\u00f3i a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de seus entusiastas. Carlos Sa\u00fal Menem e Alberto Fujimori que o digam. 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