{"id":1326,"date":"2010-10-28T09:19:41","date_gmt":"2010-10-28T09:19:41","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1326"},"modified":"2010-10-28T09:19:41","modified_gmt":"2010-10-28T09:19:41","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-25-de-outubro-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1326","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro Linhas \u2013 semana de 25 de outubro de 2010"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pele_santander292.jpg\" title=\"Pel\u00e9 \u00e9 setent\u00e3o propaganda de grandes corpora\u00e7\u00f5es. A \u00faltima dele foi associar sua imagem ao patrocinador da Copa Libertadores, o banco Santander. Esta jogada comercial e marqueteira, eleva \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias o absurdo simb\u00f3lico de ter um banco espanhol como patrocinador da competi\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ceres latino-americanos.  - Foto:estadao\" alt=\"Pel\u00e9 \u00e9 setent\u00e3o propaganda de grandes corpora\u00e7\u00f5es. A \u00faltima dele foi associar sua imagem ao patrocinador da Copa Libertadores, o banco Santander. Esta jogada comercial e marqueteira, eleva \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias o absurdo simb\u00f3lico de ter um banco espanhol como patrocinador da competi\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ceres latino-americanos.  - Foto:estadao\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Pel\u00e9 \u00e9 setent\u00e3o propaganda de grandes corpora\u00e7\u00f5es. A \u00faltima dele foi associar sua imagem ao patrocinador da Copa Libertadores, o banco Santander. Esta jogada comercial e marqueteira, eleva \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias o absurdo simb\u00f3lico de ter um banco espanhol como patrocinador da competi\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ceres latino-americanos. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:estadao<\/small><\/figure>\n<p><em>Dijair Brilhantes &amp; Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em><strong>Os 70 anos do &ldquo;rei&rdquo; <\/p>\n<p><\/strong>A rodada do &uacute;ltimo final de semana foi em homenagem ao &lsquo;rei&rsquo; Pel&eacute;. Em todos os jogos, havia refer&ecirc;ncias aos 70 anos daquele que foi considerado o atleta do s&eacute;culo e disparado, o mais completo boleiro da hist&oacute;ria (dentro de campo). <\/p>\n<p>Dentro das quatro linhas Pel&eacute; foi um g&ecirc;nio. Pode-se questionar a qualidade dos advers&aacute;rios, j&aacute; que o craque da camisa 10 possu&iacute;a um f&iacute;sico avantajado e uma disciplina de atleta quando ainda reinava a boemia (Garrincha que o diga!). Mas nenhum jogador de alta qualidade chegou pr&oacute;ximo dos 1248 gols marcados por ele (obs: dizem que Arthur Friedenreich, o mago negro e filho de alem&atilde;es do aristocr&aacute;tico Paulistano teria marcado mais golos que o mo&ccedil;o de Tr&ecirc;s Cora&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o foram contabilizados). Mesmo na sele&ccedil;&atilde;o brasileira da copa de &lsquo;70, (considerada a melhor de todas) Pel&eacute; foi destaque na conquista do tri-campeonato mundial.<\/p>\n<p>Nem tudo s&atilde;o flores, ainda mais quando temos mem&oacute;ria e refer&ecirc;ncia ao mil&eacute;simo gol e os controversos trabalhos junto a UNICEF. O Deus que a m&iacute;dia do centro do pa&iacute;s tentou criar est&aacute; longe de cativar o cora&ccedil;&atilde;o dos brasileiros. Apenas no Santos (clube de cora&ccedil;&atilde;o do rei) o ex-atleta &eacute; idolatrado. Em grande parte dos est&aacute;dios do Brasil, o &ldquo;rei do futebol&rdquo; j&aacute; ouviu vaias quando era espectador. Bom de bola e ruim de sociedade. <\/p>\n<p>Quando passou a atuar al&eacute;m das quatro linhas, Edson Arantes do Nascimento passou a ser muito contestado. Como ministro dos esportes de FHC, criou a lei do passe livre. Lei essa que aumentou consideravelmente a crise financeira dos clubes brasileiros, e enriqueceu mais os empres&aacute;rios dos atletas, j&aacute; que estes passaram a ser os novos donos dos craques da bola. <\/p>\n<p>Pel&eacute; tamb&eacute;m teve seu nome ligado a um desvio de dinheiro da UNICEF em 2002. Ele, o pr&oacute;prio, que ao fazer seu mil&eacute;simo gol, no Maracan&atilde; e contra o Vasco, implorou ajuda as &ldquo;criancinhas&rdquo;. A empresa Pel&eacute; Sports Inc. (de propriedade do rei) teria recebido cerca de USS 700 mil d&oacute;lares da UNICEF para realiza&ccedil;&atilde;o de um evento que n&atilde;o ocorreu, e o dinheiro n&atilde;o foi devolvido. Pel&eacute; acusou o seu ex-s&oacute;cio H&eacute;lio Viana pela movimenta&ccedil;&atilde;o do dinheiro. Tirou da reta e, seguindo a tradi&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s do fontismo e das boatarias, ficou por isso mesmo. <\/p>\n<p>Quando resolve falar &ldquo;a coisa&rdquo; piora muito. As v&eacute;speras da copa de 2002 ele apontou quase um dezena de favoritos para o t&iacute;tulo, e deixou a sele&ccedil;&atilde;o brasileira (que viria a ser a campe&atilde; daquele ano) de fora, causando revolta entre atletas, comiss&atilde;o t&eacute;cnica, e torcedores. <\/p>\n<p>Pel&eacute; em campo foi g&ecirc;nio, j&aacute; fora dele, deixa muito, mas muito, a desejar. <\/p>\n<p>\n<strong>Uma d&eacute;cada sem vencer Gre-nal <\/p>\n<p><\/strong>No Rio Grande do Sul o cl&aacute;ssico Gre-nal, vai muito al&eacute;m de 90 minutos. Na semana que precede o cl&aacute;ssico, n&atilde;o h&aacute; assunto que n&atilde;o termine no grande duelo. Vizinhos conversam sobre o tempo, as elei&ccedil;&otilde;es, mas no fim o &ldquo;papo&rdquo; acaba nesse que &eacute; um dos maiores cl&aacute;ssicos do Brasil, sendo disparada, a maior rivalidade futebol&iacute;stica tupiniquim. Como diz o t&eacute;cnico Celso Roth, &ldquo;aqui no Rio Grande do Sul tudo &eacute; super valorizado&rdquo;. A lenda dos gre-nais que o digam. <\/p>\n<p>Tem raz&atilde;o o treinador colorado. Perder um Gre-nal pode mudar o rumo dos clubes da dupla, derrubando &iacute;dolos e atirando cartolas vitoriosos em tempor&aacute;rio ostracismo (detalhe &eacute; que a cartolagem &eacute; como um fantasma, sempre paira e volta, assombrando a democracia interna e as finan&ccedil;as das agremia&ccedil;&otilde;es). Voltando ao mundo da bola em sentido estrito, o pr&oacute;prio Roth sofreu na pele a import&acirc;ncia dada ao cl&aacute;ssico. Em 2009 quando ainda treinava o Gr&ecirc;mio e fazia &oacute;tima campanha na Copa Libertadores, foi demitido ap&oacute;s uma m&aacute; seq&uuml;&ecirc;ncia de resultados em jogos contra o arqui-rival Internacional. <\/p>\n<p>A sina do t&eacute;cnico hoje consagrado, mas que na d&eacute;cada de &rsquo;90 era maldosamente apelidado de &ldquo;Felipinho&rdquo; (em alus&atilde;o ao Felip&atilde;o Scolari, sua inspira&ccedil;&atilde;o), continua. No &uacute;ltimo dia 7 de outubro, Celso Juarez Roth completou uma d&eacute;cada sem vencer um Gre-nal. Foram 9 jogos, 7 deles pelo Gr&ecirc;mio e 2 pelo Internacional. Mesmo sendo ga&uacute;cho, o professor Roth parece n&atilde;o ter a &ldquo;f&oacute;rmula&rdquo; de vencer o t&atilde;o disputado cl&aacute;ssico Gre-nal. Periga de sair campe&atilde;o do mundo FIFA em dezembro e ainda assim vai ter de aturar rep&oacute;rter da prov&iacute;ncia lembrando a amarga estat&iacute;stica. <\/p>\n<p>\n<strong>Os &uacute;ltimos cl&aacute;ssicos da d&eacute;cada <\/p>\n<p><\/strong>A rodada do &uacute;ltimo fim de semana (s&aacute;bado 23 e domingo 24 de outubro) foi &ldquo;quente&rdquo;, marcada por cl&aacute;ssicos emocionantes, e mudan&ccedil;as consider&aacute;veis na tabela. Ap&oacute;s sete jogos sem vencer, o Corinthians de t&eacute;cnico novo (Tite) venceu o Palmeiras de Felip&atilde;o por 1&#215;0, e ficou a um ponto da lideran&ccedil;a. No Engenh&atilde;o, Vasco e Flamengo (este que j&aacute; foi considerado o cl&aacute;ssico dos milh&otilde;es) fizeram um jogo morno e ficaram no 1&#215;1. Resultado esse que se repete no meio de semana, entre o Flamengo do Capit&atilde;o L&eacute;o e o Corinthians do ex-presidente Alberto Dualib (!). Em Porto Alegre Gr&ecirc;mio e Internacional realizaram um dos melhores Gre-nais dos &uacute;ltimos anos, embora tenham empatado em 2&#215;2. A pol&ecirc;mica ficou por conta do quinto &aacute;rbitro que teria comemorado o p&ecirc;nalti marcado (corretamente) a favor do Internacional. O v&iacute;deo com a imagem percorreu o Brasil nesta segunda-feira e nos faz lembrar que o profissionalismo tamb&eacute;m tem muito de varzeano, em suas piores caracter&iacute;sticas, como o &aacute;rbitro caseiro, o juiz amigo e a press&atilde;o externa. <\/p>\n<p>Mas, nada foi mais emocionante que o cl&aacute;ssico mineiro. Jogando no Parque do Sabi&aacute;, em Uberl&acirc;ndia, regi&atilde;o do Tri&acirc;ngulo Mineiro com torcida &uacute;nica (a do Cruzeiro) devido as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, o Atl&eacute;tico-MG venceu por 4 x 3, sendo 3 gols do folcl&oacute;rico atacante Obina. O galo mineiro saiu da zona de rebaixamento ap&oacute;s 21 rodadas (ufa!). J&aacute; a raposa caiu para o segundo lugar com 54 pontos mesmo n&uacute;mero de pontos do Fluminense o ainda &ldquo;novo&rdquo; l&iacute;der. <\/p>\n<p><a href=\"mailto:dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com\">Dijair Brilhantes<\/a>&nbsp;&eacute; estudante de jornalismo &amp; <a href=\"mailto:bruno.estrategiaeanalise@gmail.com\">Bruno Lima Rocha<\/a> &eacute; editor do portal Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pel\u00e9 \u00e9 setent\u00e3o propaganda de grandes corpora\u00e7\u00f5es. 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