{"id":1330,"date":"2010-11-04T15:05:20","date_gmt":"2010-11-04T15:05:20","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1330"},"modified":"2010-11-04T15:05:20","modified_gmt":"2010-11-04T15:05:20","slug":"pendencias-para-a-coligacao-vencedora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1330","title":{"rendered":"Pend\u00eancias para a coliga\u00e7\u00e3o vencedora"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/equipe_transicao01.Dilmajpg.jpg\" title=\"Ser\u00e1 que o triunvirato do Campo Majorit\u00e1rio ter\u00e1 f\u00f4lego e coes\u00e3o suficientes para conter o apetite do aliado temido embora nunca bem quisto, o PMDB? Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, Jos\u00e9 Eduardo Dutra e Ant\u00f4nio \u201co homem da Banca\u201d Palocci ter\u00e3o muito trabalho para ado\u00e7ar a boca voraz e faminta da legenda de Temer, Geddel, Morei Franco, Qu\u00e9rcia, Sarney, Juc\u00e1, Calheiros e outros pr\u00f3ceres da \u201cilibada pol\u00edtica nacional\u201d. O DEM e seu esp\u00edrito udenista devem estar morrendo de inveja da capacidade de se reinventar dessa ala da ARENA.  - Foto:sidneyrezende \" alt=\"Ser\u00e1 que o triunvirato do Campo Majorit\u00e1rio ter\u00e1 f\u00f4lego e coes\u00e3o suficientes para conter o apetite do aliado temido embora nunca bem quisto, o PMDB? Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, Jos\u00e9 Eduardo Dutra e Ant\u00f4nio \u201co homem da Banca\u201d Palocci ter\u00e3o muito trabalho para ado\u00e7ar a boca voraz e faminta da legenda de Temer, Geddel, Morei Franco, Qu\u00e9rcia, Sarney, Juc\u00e1, Calheiros e outros pr\u00f3ceres da \u201cilibada pol\u00edtica nacional\u201d. O DEM e seu esp\u00edrito udenista devem estar morrendo de inveja da capacidade de se reinventar dessa ala da ARENA.  - Foto:sidneyrezende \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Ser\u00e1 que o triunvirato do Campo Majorit\u00e1rio ter\u00e1 f\u00f4lego e coes\u00e3o suficientes para conter o apetite do aliado temido embora nunca bem quisto, o PMDB? Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, Jos\u00e9 Eduardo Dutra e Ant\u00f4nio \u201co homem da Banca\u201d Palocci ter\u00e3o muito trabalho para ado\u00e7ar a boca voraz e faminta da legenda de Temer, Geddel, Morei Franco, Qu\u00e9rcia, Sarney, Juc\u00e1, Calheiros e outros pr\u00f3ceres da \u201cilibada pol\u00edtica nacional\u201d. O DEM e seu esp\u00edrito udenista devem estar morrendo de inveja da capacidade de se reinventar dessa ala da ARENA. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:sidneyrezende <\/small><\/figure>\n<p>04 de novembro de 2010, da Vila Setembrina dos Farrapos e Lanceiros Negros, do Continente de S&atilde;o Sep&eacute;, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Enfim, a disputa entre dois economistas para comandar o pa&iacute;s l&iacute;der da Am&eacute;rica Latina, acabou. No domingo 31 de outubro, a mineira Dilma Rousseff obteve 56,05% dos votos v&aacute;lidos (55,7 milh&otilde;es de votantes) superando ao paulista Jos&eacute; Serra, com 43,95% (43,7 milh&otilde;es de votantes). Diante da vit&oacute;ria da coliga&ccedil;&atilde;o liderada pelo PT, a na&ccedil;&atilde;o deparou-se com dois fatos hist&oacute;ricos, ambos esvaziados de sentido pleno, apesar de toda histeria udenista da oposi&ccedil;&atilde;o. Quem comandar&aacute; o Poder Executivo &eacute; uma mulher e ex-guerrilheira. Ao contr&aacute;rio do significado latente destes dois s&iacute;mbolos, a presidente n&atilde;o encarna nem uma cr&iacute;tica do patriarcado ou da sociedade machista e menos ainda alguma forma de ideal socializante ou de antagonismo das maiorias contra a classe dominante e as elites dirigentes. O pa&iacute;s votou na &ldquo;paz social&rdquo; com distribui&ccedil;&atilde;o paulatina e comedida de renda, e foi s&oacute;. As pautas das esquerdas, como a descriminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto e a abertura dos arquivos da ditadura, at&eacute; agora ficaram pendentes, n&atilde;o sendo convidadas para o baile da vit&oacute;ria.<\/p>\n<p>Os disputantes na reta final de campanha, tampouco entraram nas duas reformas consensuais entre os analistas e cr&iacute;ticos do sistema. A primeira, a pol&iacute;tica, &eacute; impens&aacute;vel sem uma legislatura exclusiva, uma vez que n&atilde;o se espera de um agente pol&iacute;tico rec&eacute;m empossado, o ato de cortar na pr&oacute;pria carne retirando atribui&ccedil;&otilde;es e prerrogativas de si mesmo. A segunda, a tribut&aacute;ria, implica n&atilde;o apenas em diminuir a carga de imposto que incide em cascata sobre o sal&aacute;rio e o consumo, como tamb&eacute;m em avan&ccedil;ar no federalismo fiscal, de modo a redistribuir recursos de forma equivalente entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo. Uma vez dotados de or&ccedil;amentos, estados e munic&iacute;pios poderiam ser alvos da press&atilde;o popular, de forma direta. O consenso quanto a esse tema &eacute; nem pensar. Como nada disso ir&aacute; ocorrer nos pr&oacute;ximos quatro anos, a meta da governabilidade n&atilde;o ter&aacute; obst&aacute;culos vindos de uma improv&aacute;vel polariza&ccedil;&atilde;o da ordem social e tampouco de um rearranjo institucional por dentro das regras do jogo. <\/p>\n<p>Como j&aacute; disse acima e em artigos anteriores, dificilmente o triunvirato do Campo Majorit&aacute;rio, composto por Jos&eacute; Eduardo Dutra, Jos&eacute; Eduardo Cardozo e o homem de liga&ccedil;&atilde;o com os l&iacute;deres econ&ocirc;micos do Brasil, Antonio Palocci, ter&aacute; problemas com a domesticada ala esquerda de seu partido. Cada vez mais dilu&iacute;das e com discurso lavado, estas correntes n&atilde;o t&ecirc;m peso para mudar os rumos de governo, e nem sequer para influir em decis&otilde;es estrat&eacute;gicas da Presid&ecirc;ncia, a exemplo da Usina de Belo Monte e da vontade manifesta em transpor as &aacute;guas do Rio S&atilde;o Francisco. <\/p>\n<p>A pend&ecirc;ncia a ser sanada &eacute; na divis&atilde;o de poder com os aliados mais &agrave; direita. Os problemas dom&eacute;sticos do Executivo advir&atilde;o da ampla coliga&ccedil;&atilde;o, composta de dez partidos (PT, PMDB, PDT, PSB, PC do B, PR, PRP, PTN, PSC e PTC), com especial aten&ccedil;&atilde;o para o aliado necess&aacute;rio, mas pouco ou nada desej&aacute;vel no comando direto. Segundo a estrat&eacute;gia pol&iacute;tica da dire&ccedil;&atilde;o nacional petista, o PMDB do vice Michel Temer e dos caciques oligarcas estaduais, seria o fiel da balan&ccedil;a ao ocupar um espa&ccedil;o consider&aacute;vel na centro-direita, criando condi&ccedil;&otilde;es para brigar pela vit&oacute;ria na corrida presidencial em todos os col&eacute;gios eleitorais. Uma vez acertada a previs&atilde;o, &eacute; hora dos peemedebistas cobrarem a fatura. Eis o custo da nova governabilidade. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/indice.asp?a=112\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que o triunvirato do Campo Majorit\u00e1rio ter\u00e1 f\u00f4lego e coes\u00e3o suficientes para conter o apetite do aliado temido embora nunca bem quisto, o PMDB? 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