{"id":1364,"date":"2010-12-23T11:43:09","date_gmt":"2010-12-23T11:43:09","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1364"},"modified":"2010-12-23T11:43:09","modified_gmt":"2010-12-23T11:43:09","slug":"unidade-tatica-na-composicao-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1364","title":{"rendered":"Unidade t\u00e1tica na composi\u00e7\u00e3o de Dilma"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nelson-jobim.jpg_oculos.jpg\" title=\"O advogado ga\u00facho santamariense Nelson Azevedo Jobim emplaca o tricampeonato, tendo sobrevivido a dois governos e no rumo de um terceiro mandato, ainda como ministro da Justi\u00e7a. Peemedebista da estirpe de Simon e cia., sua presen\u00e7a no Planalto materializa a no\u00e7\u00e3o de unidade t\u00e1tica, para alegria de pessoas \u201csensatas\u201d como tucanos travestidos e da embaixada dos EUA. - Foto:blog da dilma \" alt=\"O advogado ga\u00facho santamariense Nelson Azevedo Jobim emplaca o tricampeonato, tendo sobrevivido a dois governos e no rumo de um terceiro mandato, ainda como ministro da Justi\u00e7a. Peemedebista da estirpe de Simon e cia., sua presen\u00e7a no Planalto materializa a no\u00e7\u00e3o de unidade t\u00e1tica, para alegria de pessoas \u201csensatas\u201d como tucanos travestidos e da embaixada dos EUA. - Foto:blog da dilma \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O advogado ga\u00facho santamariense Nelson Azevedo Jobim emplaca o tricampeonato, tendo sobrevivido a dois governos e no rumo de um terceiro mandato, ainda como ministro da Justi\u00e7a. Peemedebista da estirpe de Simon e cia., sua presen\u00e7a no Planalto materializa a no\u00e7\u00e3o de unidade t\u00e1tica, para alegria de pessoas \u201csensatas\u201d como tucanos travestidos e da embaixada dos EUA.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:blog da dilma <\/small><\/figure>\n<p>23 de dezembro de 2010, da Vila Setembrina de Farrapos ludibriados por latifundi&aacute;rios escravagistas, do continente de Artigas y valientes traicionados,<em> Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>\n<\/em>O governo de Dilma Rousseff vai sendo escalado, tomando forma e, ao mesmo tempo, recebe cr&iacute;ticas pela maneira como &eacute; montado. N&atilde;o digo que conceitualmente discordo destas cobran&ccedil;as, mas afirmo que do contr&aacute;rio, nem ela teria sido eleita com votos de PMDB (abertamente) e PP (indiretamente) e menos ainda, teria alguma chance de obter a tal da governabilidade. Ou seja, cobra-se da presidente eleita justo a caracter&iacute;stica pela qual formou sua base de sustenta&ccedil;&atilde;o (antes e depois do primeiro turno). Exige-se coer&ecirc;ncia interna e unidade program&aacute;tica quando uma equipe ministerial desse quilate vai obter, no m&aacute;ximo, unidade t&aacute;tica e alinhamento de discurso. Seu governo n&atilde;o ser&aacute; o primeiro, e pelo visto tampouco o &uacute;ltimo, a obter musculatura atrav&eacute;s da composi&ccedil;&atilde;o ampla, geral e irrestrita. Vejamos.<\/p>\n<p>Quando os operadores pol&iacute;ticos n&atilde;o t&ecirc;m um objetivo permanente e uma via comum para materializarem estes projetos de poder, podemos afirmar que os une uma alian&ccedil;a t&aacute;tica e n&atilde;o program&aacute;tica. &Eacute; justo por essa caracter&iacute;stica que &eacute; poss&iacute;vel ver ministros como Nelson Azevedo Jobim ocupar cargos de primeiro escal&atilde;o no governo FHC (como ministro da Justi&ccedil;a) e no de Lula (na pasta da Defesa), antes passando at&eacute; pela presid&ecirc;ncia do Supremo. Em sendo uma unidade program&aacute;tica, n&atilde;o seria toler&aacute;vel pela coer&ecirc;ncia interna do projeto a manuten&ccedil;&atilde;o em postos-chave de operadores marcados por gest&otilde;es anteriores. O dif&iacute;cil &eacute; &ldquo;fechar o grupo&rdquo;, como se diz no futebol&ecirc;s. Como as discrep&acirc;ncias no primeiro escal&atilde;o de um governo d&atilde;o uma fonte inesgot&aacute;vel de fatos midi&aacute;ticos transform&aacute;veis em fatos pol&iacute;ticos, a salva&ccedil;&atilde;o da lavoura &eacute; um alinhamento de discurso, ao menos publicamente. Em tese, alinha-se externamente (nas falas e comunica&ccedil;&otilde;es organizacionais) a ades&atilde;o ao projeto. Isto em tese, porque na lida do dia a dia do Planalto, reza-se para que nenhum descontente utilize a via Golbery, fazendo a sociedade saber &#8211; atrav&eacute;s de vasos comunicantes &ndash; das mazelas de um Executivo em permanente disputa interna. <\/p>\n<p>O paradoxo est&aacute; no admir&aacute;vel, mas n&atilde;o desejado pelo pragmatismo reinante no Brasil. Conseguir coer&ecirc;ncia interna em uma agremia&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou entidade representativa, n&atilde;o importando tanto sua dimens&atilde;o, &eacute; o anseio de quem se dedica &agrave; vida associativa de forma s&eacute;ria e n&atilde;o carreirista. J&aacute; a unidade program&aacute;tica &eacute; aquela obtida quando os componentes de um mandato concordam em onde chegar e como atingir os objetivos. Tra&ccedil;ar metas unit&aacute;rias n&atilde;o &eacute; o mesmo que entrar em acordo com as vias para atingi-las. <\/p>\n<p>Por outro lado a coer&ecirc;ncia, em geral, &eacute; vista como radicalismo pelo senso comum e, na hist&oacute;ria recente da pol&iacute;tica brasileira, tamb&eacute;m como moralista. O mais interessante desta caracter&iacute;stica &eacute; que ela marca n&atilde;o apenas uma harmonia funcional entre meios e fins (processos por tanto), como tamb&eacute;m &eacute; cunhada numa cultura pol&iacute;tica distinta. Ouso dizer que o exerc&iacute;cio desta cultura da coer&ecirc;ncia traz elementos de diferencia&ccedil;&atilde;o para com o estabelecido, dando condi&ccedil;&otilde;es para a cr&iacute;tica das formas olig&aacute;rquicas e tradicionais (paroquiais). O problema &eacute; que a coer&ecirc;ncia interna e a unidade program&aacute;tica s&atilde;o o oposto da tal da governabilidade e todos os seus ac&oacute;rd&atilde;os necess&aacute;rios para dividir a maior parte do bolo entre os mesmos de sempre. <\/p>\n<p>Dizia-se que a cr&iacute;tica antes exercida pelo PT aos pares na pol&iacute;tica profissional auto-proclamava a legenda de Jos&eacute; Dirceu como &ldquo;pura&rdquo; sendo as demais &ldquo;maculadas&rdquo;, adeptas da &ldquo;velha pol&iacute;tica&rdquo;. Isto porque a forma tradicional de fazer pol&iacute;tica no Brasil &eacute; marcada pelas leis sociol&oacute;gicas cunhadas pelo l&eacute;xico do pov&atilde;o. Uma, &eacute; a Lei de G&eacute;rson (&ldquo;levar vantagem em tudo&rdquo;) e a outra, a M&aacute;xima do Robert&atilde;o (&ldquo;&eacute; dando que se recebe&rdquo;). A compreens&atilde;o mediana da pol&iacute;tica brasileira &eacute; marcada pela rela&ccedil;&atilde;o de clientela e patrimonialista para com a coisa p&uacute;blica. <\/p>\n<p>Ao entrar em acordo e evitar colidir com parte dos correligion&aacute;rios do Centr&atilde;o &agrave; &eacute;poca da carta magna de 1988, Luiz In&aacute;cio e seus correligion&aacute;rios (incluindo a herdeira sucessora) apontaram como meta o exerc&iacute;cio do mandato atrav&eacute;s de unidade t&aacute;tica e alinhamento de discurso. &Eacute; isto e nada mais, sequer ficando em segundo plano as outras formas de an&aacute;lise e valora&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2010\/12\/22\/unidade-tatica-na-composicao-de-dilma-351375.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O advogado ga\u00facho santamariense Nelson Azevedo Jobim emplaca o tricampeonato, tendo sobrevivido a dois governos e no rumo de um terceiro mandato, ainda como ministro da Justi\u00e7a. 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