{"id":1365,"date":"2010-12-29T10:00:27","date_gmt":"2010-12-29T10:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1365"},"modified":"2010-12-29T10:00:27","modified_gmt":"2010-12-29T10:00:27","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-20-de-dezembro-ate-o-final-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1365","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro linhas \u2013 Semana de 20 de dezembro at\u00e9 o final do ano"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/copa uniao final\" title=\"A Copa Uni\u00e3o, em 1987, foi um lapso de serenidade entre a cartolagem club\u00edstica, livrando-se da CBF (temporariamente) e fechando razo\u00e1veis contratos com patroc\u00ednio e rede de televis\u00e3o. Aquele campeonato, simples e com turno e returno, s\u00f3 tinha cl\u00e1ssico e foi inesquec\u00edvel. O modelo atual da S\u00e9rie A, B e C veio de um ato de rebeldia dos clubes.  - Foto:R7\" alt=\"A Copa Uni\u00e3o, em 1987, foi um lapso de serenidade entre a cartolagem club\u00edstica, livrando-se da CBF (temporariamente) e fechando razo\u00e1veis contratos com patroc\u00ednio e rede de televis\u00e3o. Aquele campeonato, simples e com turno e returno, s\u00f3 tinha cl\u00e1ssico e foi inesquec\u00edvel. O modelo atual da S\u00e9rie A, B e C veio de um ato de rebeldia dos clubes.  - Foto:R7\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A Copa Uni\u00e3o, em 1987, foi um lapso de serenidade entre a cartolagem club\u00edstica, livrando-se da CBF (temporariamente) e fechando razo\u00e1veis contratos com patroc\u00ednio e rede de televis\u00e3o. Aquele campeonato, simples e com turno e returno, s\u00f3 tinha cl\u00e1ssico e foi inesquec\u00edvel. O modelo atual da S\u00e9rie A, B e C veio de um ato de rebeldia dos clubes. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:R7<\/small><\/figure>\n<p><em>Dijair Brilhantes &amp; Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>\n<\/em><strong>Quem &eacute; o bandido? <\/p>\n<p><\/strong>O assunto que esta coluna trata nesta semana, n&atilde;o chega a ser novidade no futebol brasileiro. A viol&ecirc;ncia nos est&aacute;dios e ao redor dos mesmos est&aacute; longe de ter fim. A morte de um torcedor cruzeirense no m&ecirc;s passado &eacute; apenas mais um fato triste na hist&oacute;ria do futebol brasileiro. Faltando tr&ecirc;s anos da Copa do Mundo do Brasil, atitudes en&eacute;rgicas precisam ser tomadas. N&atilde;o adianta as autoridades vir a p&uacute;blico com discursos de que &ldquo;isso&rdquo; precisa acabar. As chamadas &ldquo;torcidas organizadas&rdquo; terminam sendo um abrigo para todo tipo de covardia. N&atilde;o apenas como um esconderijo de marginais, com criminosos se travestem de torcedores, para cometer atos de selvageria dentro e fora dos est&aacute;dios. Mas tamb&eacute;m na modalidade de torcida-empresa, com escolas de samba, academias de lutas e venda de uniformes e adere&ccedil;os onde a macheza e valentia se expressam por monstrinhos e outros s&iacute;mbolos cujo significante &eacute; a opress&atilde;o atrav&eacute;s da for&ccedil;a bruta sobre outro homem, outro igual.<\/p>\n<p>Os clubes t&ecirc;m grande parcela de culpa, afinal s&atilde;o seus cartolas que financiam estas fac&ccedil;&otilde;es. Ingressos de gra&ccedil;a, viagens subsidiadas, livre acesso nas depend&ecirc;ncias dos clubes, s&atilde;o alguns dos privil&eacute;gios dados a estes &ldquo;torcedores&rdquo;. Enquanto a grande maioria dos s&oacute;cios &eacute; obrigada a ter suas mensalidades rigorosamente e dia, as fac&ccedil;&otilde;es uniformizadas t&ecirc;m acesso livre aos jogos do clube. Isso funciona como uma esp&eacute;cie de troca de favores, j&aacute; que cartolas usam os mesmos como cabos eleitorais em campanhas pol&iacute;ticas no clube e na vida p&uacute;blica. Cartolas usam os clubes, financiam as ditas organizadas &ndash; de forma direta e indireta &#8211; e s&atilde;o sem d&uacute;vida os maiores criminosos. <\/p>\n<p>Torcer n&atilde;o deveria fazer parte do elenco de atividades violentas. A barb&aacute;rie entre iguais, como a covardia cometida dessa vez por integrantes da Galoucura contra um membro da M&aacute;fia Azul, tem de ser abolida. Como estamos na era do s&oacute;cio-torcedor, e como da cartolagem se espera pouco ou nada, &eacute; hora dos associados se mobilizarem para retirar poder pol&iacute;tico, dentro dos clubes, e poder simb&oacute;lico nas arquibancadas. <\/p>\n<p><strong>Por que unificar? <\/p>\n<p><\/strong>A CBF precisava roubar a cena neste final de ano. Depois de um ano de fracassos dentro e fora de campo a Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol, levantou a hip&oacute;tese de unificar os t&iacute;tulos nacionais. O campeonato brasileiro existe oficialmente desde 1971, ano que teve o Atl&eacute;tico-MG como campe&atilde;o. Antes disso as competi&ccedil;&otilde;es nacionais tinham formatos e nomes diferentes. De 1959 a 1968, a Ta&ccedil;a Brasil, e 1969 de 1970, a Ta&ccedil;a de Prata. <br \/>\nA pergunta que fica porque depois de mais de 40 anos a c&uacute;pula do SR&ordm; Teixeira resolveu pensar em unificar t&iacute;tulos? O que deve estar pensando Teixeira? As elei&ccedil;&otilde;es para presidente da CBF ainda est&atilde;o muito longe de acontecer. Porque a entidade m&aacute;xima do futebol n&atilde;o decide primeiro para quem vai &agrave; &ldquo;ta&ccedil;a das bolinhas&rdquo;, o que legitimaria o campe&atilde;o de brasileiro 1987? Porque o Vasco &eacute; reconhecido como o campe&atilde;o Brasileiro de 2000, se o que ganhou naquele ano foi a Copa Jo&atilde;o Havelange? Afinal o brasileir&atilde;o de 2000 foi &ldquo;melado&rdquo; devido &agrave; escandalosa virada de mesa em cima do S&atilde;o Caetano, em pleno est&aacute;dio de S&atilde;o Janu&aacute;rio. <\/p>\n<p>Se a Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol, n&atilde;o consegue organizar um campeonato que n&atilde;o fique sobre suspeita, querer tomar decis&otilde;es sobre unifica&ccedil;&atilde;o de t&iacute;tulos cheira mal, e muito mal por sinal. &Eacute; mais uma boa id&eacute;ia que &eacute; atirada na vala comum. Reconhecer t&iacute;tulos pregressos sem incluir a Copa Uni&atilde;o de 1987 para o C.R. do Flamengo &eacute; simplesmente um absurdo! <\/p>\n<p><strong>Agora acabou de vez <\/p>\n<p><\/strong>Agora &eacute; s&oacute; esperar 2011, o futebol brasileiro teve seu encerramento oficial no s&aacute;bado dia 18 de dezembro. O Internacional de Porto Alegre foi a campo disputar o terceiro lugar do mundial de clubes. Ap&oacute;s uma vexat&oacute;ria participa&ccedil;&atilde;o nas semi-finais, o time ga&uacute;cho aplicou 4&#215;2 no Seongnam, da Cor&eacute;ia do Sul e amenizou a &ldquo;crise&rdquo;. Mas n&atilde;o h&aacute; como negar, o mundial foi dos africanos. Al&eacute;m de ter o Mazembe como vice campe&atilde;o (time da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo), teve um jogador do seu continente escolhido como craque da competi&ccedil;&atilde;o. O camaron&ecirc;s Samuel Eto&rsquo;o correspondeu as expectativas sobre ele. &Eacute; sem d&uacute;vida um dos maiores jogadores da hist&oacute;ria do futebol africano. <\/p>\n<p>J&aacute; a Internazionale de Mil&atilde;o foi passear em Abu Dhabi, sem esfor&ccedil;o algum venceu os dois jogos por 3&#215;0, e sagrou-se campe&atilde;o mundial pela terceira vez na sua hist&oacute;ria, afrouxou a corda do pesco&ccedil;o t&eacute;cnico Rafa Ben&iacute;tez. <\/p>\n<p>A FIFA poderia rever a formula do mundial, pois o n&iacute;vel t&eacute;cnico foi muito fraco. Caberia acrescentar um clube de cada continente, fazer uma competi&ccedil;&atilde;o mais disputada, e com mais prest&iacute;gio, principalmente entre os europeus. A m&eacute;dia de publico no emirado foi decepcionante, 20 mil pessoas, estando as arquibancadas vazias. Tamb&eacute;m, foram inventar de jogar bola em um &ldquo;pa&iacute;s&rdquo; cujo monarca paga a torcida para ir ao campo! <\/p>\n<p>No ano que vem deve voltar a ser disputado no Jap&atilde;o &ndash; que pelo menos gosta de futebol &ndash; e tamb&eacute;m porque afinal, o sr&ordm; Blatter precisa faturar. <\/p>\n<p>\n<a href=\"mailto:dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com\">Dijair Brilhantes<\/a> &eacute; estudante de jornalismo e <a href=\"mailto:bruno.estrategiaeanalise@gmail.com\">Bruno Lima Rocha<\/a> &eacute; editor do portal <a href=\"http:\/\/www.estrategiaeanalise.com.br\">Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Copa Uni\u00e3o, em 1987, foi um lapso de serenidade entre a cartolagem club\u00edstica, livrando-se da CBF (temporariamente) e fechando razo\u00e1veis contratos com patroc\u00ednio e rede de televis\u00e3o. Aquele campeonato, simples e com turno e returno, s\u00f3 tinha cl\u00e1ssico e foi inesquec\u00edvel. 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