{"id":1372,"date":"2011-01-13T15:17:17","date_gmt":"2011-01-13T15:17:17","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1372"},"modified":"2011-01-13T15:17:17","modified_gmt":"2011-01-13T15:17:17","slug":"o-setor-aereo-e-o-desafio-privatizante-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1372","title":{"rendered":"O setor a\u00e9reo e o desafio privatizante de Dilma"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/greve_aero_cartaz.jpg\" title=\"As categorias de aerovi\u00e1rios, aeronautas, manuten\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de solo assim como controladores a\u00e9reos s\u00e3o o elo fraco da corrente de hiperexplora\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o comercial brasileira contempor\u00e2nea. - Foto:beneditosfernandes\" alt=\"As categorias de aerovi\u00e1rios, aeronautas, manuten\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de solo assim como controladores a\u00e9reos s\u00e3o o elo fraco da corrente de hiperexplora\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o comercial brasileira contempor\u00e2nea. - Foto:beneditosfernandes\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">As categorias de aerovi\u00e1rios, aeronautas, manuten\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de solo assim como controladores a\u00e9reos s\u00e3o o elo fraco da corrente de hiperexplora\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o comercial brasileira contempor\u00e2nea.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:beneditosfernandes<\/small><\/figure>\n<p>13 de janeiro de 2010, da Vila Setembrina dos Farrapos tra&iacute;dos por latifundi&aacute;rios escravagistas, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Anunciam-se ventos privatizantes no governo de centro-esquerda que rec&eacute;m assume. Para executar tal manobra, Dilma Rousseff e sua equipe acon&ocirc;mica ter&atilde;o de livrar batalhas &ndash; assim como toda gest&atilde;o que se inicia &#8211; de modo a submeter ou derrotar for&ccedil;as sociais com algum n&iacute;vel de autonomia organizativa. Tal o foi com Margareth Thatcher, quando enfrentou uma enorme greve de mineiros, iniciada em 1984 e com doze meses de dura&ccedil;&atilde;o; o mesmo ocorrera na greve dos controladores a&eacute;reos contra a pol&iacute;tica aplicada para o setor pelo governo de Ronald Reagan (em 1981) e se sucedera tal qual no Brasil quando FHC enfrenta uma grande greve de petroleiros (em 1995), que j&aacute; haviam &ldquo;empatado&rdquo; com Collor e Itamar, e consegue &ndash; em fun&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es da Justi&ccedil;a &ndash; acabar com um movimento de ocupa&ccedil;&atilde;o de refinarias e at&eacute; plataformas de extra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Agora, os avisos de &ldquo;caos a&eacute;reo&rdquo; e a press&atilde;o para alcan&ccedil;ar o plano de metas de infra-estrutura da FIFA para a Copa do Mundo, abrem margem de consentimentos das pessoas para que uma opera&ccedil;&atilde;o privatizante seja posta em marcha. Nunca &eacute; demais lembrar que a avia&ccedil;&atilde;o brasileira j&aacute; era das mais rent&aacute;veis do mundo (<a href=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/node\/589\">ver o link<\/a>) quando do acidente com o avi&atilde;o da TAM &ndash; operando no limite da prud&ecirc;ncia &ndash; no Aeroporto de Congonhas em 17 de julho de 2007. Vem havendo, de fato, o encontro da demanda reprimida, com a expans&atilde;o do cr&eacute;dito individual (permitindo parcelamento de bilhetes), diminui&ccedil;&atilde;o de custos e um relativo barateamento das passagens. Mas, n&atilde;o termina aqui a f&oacute;rmula de &ldquo;sucesso&rdquo; que faz crescer no pa&iacute;s a um setor em crise mundial. <\/p>\n<p>A rentabilidade alcan&ccedil;ada passa tamb&eacute;m pela super-explora&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra. Aerovi&aacute;rios, aeronautas e pessoal especializado de aeroporto (como os controladores a&eacute;reos) est&atilde;o trabalhando visivelmente muito acima do permitido e tamb&eacute;m do toler&aacute;vel. N&atilde;o &eacute; por acaso que tivemos paralisa&ccedil;&otilde;es, greves parciais em aeroportos-chave estando &#8211; como &eacute; sabido &#8211; a maior parte dos trabalhadores na avia&ccedil;&atilde;o comercial t&ecirc;m um n&iacute;vel de estresse laboral muito elevado. <\/p>\n<p>Derrotar dois sindicatos nacionais e bem estruturados como aerovi&aacute;rios e aeronautas n&atilde;o &eacute; pouca coisa. &Eacute; uma &ldquo;necess&aacute;ria&rdquo; prova de lealdade de projeto desenvolvimentista, indo contra todo e qualquer acirramento ou tens&atilde;o social. Esta &ldquo;quebra de coluna&rdquo; de categorias organizadas, fortalece ideologicamente a proposta de expans&atilde;o do setor atrav&eacute;s de privatiza&ccedil;&atilde;o de terminais, alas e novos aeroportos. Eis um desafio real &ndash; e contradit&oacute;rio &#8211; para a presidenta do Brasil. <\/p>\n<p>\nObs: para os leitores desavisados, este analista e este portal &eacute; totalmente solid&aacute;rio &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es das categorias de trabalhadores na avia&ccedil;&atilde;o civil e obviamente contr&aacute;rios a qualquer forma de privatiza&ccedil;&atilde;o aberta ou velada (tipo PPP) de aeroportos, alas ou terminais. <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no portal de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As categorias de aerovi\u00e1rios, aeronautas, manuten\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de solo assim como controladores a\u00e9reos s\u00e3o o elo fraco da corrente de hiperexplora\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o comercial brasileira contempor\u00e2nea. 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