{"id":1373,"date":"2011-01-17T21:56:34","date_gmt":"2011-01-17T21:56:34","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1373"},"modified":"2011-01-17T21:56:34","modified_gmt":"2011-01-17T21:56:34","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-17-de-janeiro-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1373","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro linhas \u2013 Semana de 17 de janeiro de 2011"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/assis-ronaldinho-gaucho-e-adriano-galliani-concedem-entrevista-coletiva-no-hotel-copacabana-palace-1294340757820_615x300.jpg\" title=\"Roberto Assis, Ronaldinho Carioca e Adriano Galliani poderiam dar aulas de interpreta\u00e7\u00e3o para c\u00e9lebres canastr\u00f5es da teledramaturgia brasileira. Ganharam o posto de muito global decadente ou ex-globais contratados pela Record. Que papel\u00e3o! - Foto:sempre eterno blogspot\" alt=\"Roberto Assis, Ronaldinho Carioca e Adriano Galliani poderiam dar aulas de interpreta\u00e7\u00e3o para c\u00e9lebres canastr\u00f5es da teledramaturgia brasileira. Ganharam o posto de muito global decadente ou ex-globais contratados pela Record. Que papel\u00e3o! - Foto:sempre eterno blogspot\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Roberto Assis, Ronaldinho Carioca e Adriano Galliani poderiam dar aulas de interpreta\u00e7\u00e3o para c\u00e9lebres canastr\u00f5es da teledramaturgia brasileira. Ganharam o posto de muito global decadente ou ex-globais contratados pela Record. Que papel\u00e3o!<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:sempre eterno blogspot<\/small><\/figure>\n<p><em>Dijair Brilhantes &amp; Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>\n<\/em><strong>2011 come&ccedil;ou, mas nada mudou por aqui <\/p>\n<p><\/strong>Esta coluna demorou a manifestar-se, mas n&atilde;o poderia deixar de falar do fato mais bizarro do futebol nacional das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. A volta do &ldquo;ex- craque de futebol&rdquo;, atual rei do marketing Ronaldinho &ldquo;Ga&uacute;cho&rdquo; (ao menos no nome) durante aproximadamente um m&ecirc;s foi o assunto mais falado em todos os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o. O empres&aacute;rio e irm&atilde;o do ex- melhor do mundo, Roberto Assis, deu aula de sali&ecirc;ncia a muitos dirigentes do futebol tupiniquim. Assis conseguiu derrubar do pedestal a cartolas ditos experientes no &ldquo;ramo&rdquo;, entre eles Paulo Odone (Gr&ecirc;mio) e Salvador Palaia (Palmeiras). Ambos confiaram na &ldquo;palavra&rdquo; de Assis. Quem conhece o passado dos irm&atilde;os Moreira n&atilde;o poderia de forma alguma se fiar apenas no que disse Assis. Em 2001 Ronaldinho se beneficiou da Lei Pel&eacute; e saiu pela porta dos fundos do est&aacute;dio Ol&iacute;mpico para o PSG da Fran&ccedil;a. Algo semelhante ocorreu com o pr&oacute;prio Assis no inicio da d&eacute;cada de 90, quando ainda era jogador e for&ccedil;ou sua sa&iacute;da do Gr&ecirc;mio para o inexpressivo futebol su&iacute;&ccedil;o. Com pouco mais de 20 anos de idade Assis j&aacute; dava mostras de tipo de negocia&ccedil;&atilde;o que ia levar quando passasse a representar o irm&atilde;o mais novo.<\/p>\n<p><strong>A famiglia&nbsp;n&atilde;o era s&oacute;&nbsp;italiana <\/p>\n<p><\/strong>Em uma cena de causar inveja a Al Pacino e Marlon Brando, os irm&atilde;os Moreira convocaram uma coletiva que atraiu a imprensa do Brasil todo para anunciar, na presen&ccedil;a de Adriano Galliani (dirigente do Milan e bra&ccedil;o direito de Silvio Berlusconi) que o Ga&uacute;cho estava de sa&iacute;da do clube Italiano. Fato que j&aacute; era dado como certo por mais de 20 dias. Enquanto isso em Porto Alegre era encarado como fato consumado pela m&iacute;dia empresarial ga&uacute;cha, principalmente pela RBS &#8211; que supostamente seria um dos investidores gremistas na repatria&ccedil;&atilde;o do R10 &#8211; a volta de Ronaldinho ao Gr&ecirc;mio. A presidente do C.R. Flamengo Patr&iacute;cia Amorim reuniu-se com Galliani e Assis e o leil&atilde;o pela marca Ronaldinho estava estabelecido! Com o apoio da empresa Traffic, de propriedade do palmeirense J Hawilla, o rubro-negro carioca acabou vencendo a disputa, e o R10 vestiu a camisa do Flamengo na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira. Detalhe, se os termos contratuais s&atilde;o sigilosos, &eacute; sinal para todos nos prepararmos para as surpresas do futuro. <\/p>\n<p>Vale observar que um neg&oacute;cio envolvendo Patr&iacute;cia Amorim, Paulo Odone, Salvador Palaia, J Hawila, Roberto Assis e Adriano Galliani seria sucesso nas bilheterias dos cinemas, superando cl&aacute;ssicos como Wall Street (e Wall Street 2) e Trama Internacional &ndash; vers&atilde;o ficcional da hist&oacute;ria do BCCI. Quem sabe Jos&eacute; Padilha n&atilde;o se interessa pelo tema?! <\/p>\n<p>\n<strong>A m&iacute;dia tamb&eacute;m fez seu &ldquo;papel&atilde;o&rdquo; <\/p>\n<p><\/strong>Nesta negocia&ccedil;&atilde;o envolvendo tantas partes concorrentes, a m&iacute;dia desportiva (promotora de info-entretenimento desportivo) fez um papel rid&iacute;culo. O mito fundador da imprensa no capitalismo &eacute; ver o jornalista como relator e analista de fatos e tramas de interesse p&uacute;blico. O que ocorreu foi totalmente ao contr&aacute;rio. Plantaram mais notas e fontismo do que soja transg&ecirc;nica na Bacia do Rio Uruguai. Havia jornalista torcendo para que Ronaldinho jogasse no clube A ou B, produzindo mat&eacute;rias sem cabimento e gerando idolatria em excesso. A afiliada RBS &#8211; que s&oacute; depois do acerto de Ronaldinho com o Flamengo denunciou as irregularidades do instituto Ronaldinho em Porto Alegre &#8211; entrou em colis&atilde;o com a madrinha Globo. A primeira queria o ga&uacute;cho no Gr&ecirc;mio, a segunda o queria no Flamengo. <\/p>\n<p>Para quem sup&otilde;e que exageramos, convidamos a usar a internet e recorrer &agrave;s manchetes dos dias anteriores do an&uacute;ncio da contrata&ccedil;&atilde;o no Rio. &Eacute; dif&iacute;cil para os defensores da not&iacute;cia como forma-mercadoria e do esporte apenas como entretenimento afirmar a sua &ldquo;seriedade&rdquo; na cobertura jornal&iacute;stica, quando jornalismo foi o que n&atilde;o houve na cobertura. Sabe-se que o tal do interesse p&uacute;blico acima das metas empresariais &eacute; papo para boi dormir. Mas dessa vez, as chefias do esporte deixaram a discri&ccedil;&atilde;o de lado e foram para as cabe&ccedil;as em defesa dos interesses de seus patr&otilde;es. <\/p>\n<p>Como se n&atilde;o bastasse todo o circo armado em torno da volta de Ronaldinho ao pa&iacute;s, o dia do an&uacute;ncio oficial foi mais um absurdo. A &ldquo;entrevista&rdquo; coletiva do Ga&uacute;cho foi realizada com perguntas previamente enviadas ao assessor de imprensa do Flamengo. O mais impressionante foi os jornalistas aceitarem tal absurdo. Nem tentativa de boicote houve. <\/p>\n<p>O &ldquo;craque&rdquo; respondeu somente perguntas do tipo &ldquo;o que sentiu ao ver a recep&ccedil;&atilde;o da torcida?&rdquo; Depois esses caras enchem a boca para gritar contra a &ldquo;censura&rdquo;. Por favor, nos preservem desta chanchada, o povo merece mais que isso. <\/p>\n<p>\n<strong>Come&ccedil;ou o que importa <\/p>\n<p><\/strong>A bola voltou a rolar Brasil a fora. Al&eacute;m do Gauch&atilde;o, come&ccedil;aram os campeonatos Paulista, Catarinense, Baiano e Cearense. Com mesmo (baixo) n&iacute;vel t&eacute;cnico de sempre, mas se mant&eacute;m uma cultura do futebol local. Ressaltamos apenas que as f&oacute;rmulas precisam ser revistas. Os estaduais n&atilde;o podem ser uma esp&eacute;cie de estorvo, e sim vistos como um teste para as competi&ccedil;&otilde;es mais fortes. <\/p>\n<p><a href=\"mailto:dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com\">Dijair Brilhantes<\/a>&nbsp;&eacute; estudante de jornalismo e <a href=\"mailto:bruno.estrategiaeanalise@gmail.com\">Bruno Lima Rocha<\/a> &eacute; editor de <a href=\"http:\/\/www.estrategiaeanalise.com.br\">Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Assis, Ronaldinho Carioca e Adriano Galliani poderiam dar aulas de interpreta\u00e7\u00e3o para c\u00e9lebres canastr\u00f5es da teledramaturgia brasileira. Ganharam o posto de muito global decadente ou ex-globais contratados pela Record. Que papel\u00e3o! 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