{"id":1378,"date":"2011-01-27T08:17:29","date_gmt":"2011-01-27T08:17:29","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1378"},"modified":"2011-01-27T08:17:29","modified_gmt":"2011-01-27T08:17:29","slug":"uma-analise-da-crise-e-depressao-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1378","title":{"rendered":"Uma an\u00e1lise da \u201ccrise\u201d e depress\u00e3o na Espanha"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/arton1316-2f922.jpg\" title=\"Como resposta ao pensionazo e dos acordos de elite para acabar com o Estado de Bem Estar social, o sindicalismo alternativo, como o organizado pela CGT, convoca para o dia 27 de janeiro jornadas de protesto visando acumular for\u00e7as para outra(s) greve(s) geral(is). A movida que rec\u00e9m come\u00e7a pode entrar em uma escalada de intensidade na Pen\u00ednsula.  - Foto:cgt.org\" alt=\"Como resposta ao pensionazo e dos acordos de elite para acabar com o Estado de Bem Estar social, o sindicalismo alternativo, como o organizado pela CGT, convoca para o dia 27 de janeiro jornadas de protesto visando acumular for\u00e7as para outra(s) greve(s) geral(is). A movida que rec\u00e9m come\u00e7a pode entrar em uma escalada de intensidade na Pen\u00ednsula.  - Foto:cgt.org\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Como resposta ao pensionazo e dos acordos de elite para acabar com o Estado de Bem Estar social, o sindicalismo alternativo, como o organizado pela CGT, convoca para o dia 27 de janeiro jornadas de protesto visando acumular for\u00e7as para outra(s) greve(s) geral(is). A movida que rec\u00e9m come\u00e7a pode entrar em uma escalada de intensidade na Pen\u00ednsula. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:cgt.org<\/small><\/figure>\n<p>27 de janeiro de 2011, primeira reda&ccedil;&atilde;o realizada entre Donostia y Hernani &ndash; Euskal Herria, <em>Bruno Lima Rocha <br \/>\n<\/em><br \/>\nEstou na Espanha a trabalho e pude constatar, atrav&eacute;s dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e conversando com acad&ecirc;micos e militantes sindicais, o tamanho do buraco onde este pa&iacute;s foi metido atrav&eacute;s das &ldquo;aventuras&rdquo; da banca oficial jogando e apostando nos capitais de risco. A solu&ccedil;&atilde;o que vem da comiss&atilde;o econ&ocirc;mica da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (UE), do FMI e dos Estados-l&iacute;deres n&atilde;o &eacute; boa para a maior parte do povo que habita a Pen&iacute;nsula. A receita implicaria em aumentar a idade m&iacute;nima para a aposentadoria (costurando o ac&oacute;rd&atilde;o dos 67 anos); diminuir a ajuda do seguro-desemprego (reduzindo-o de 426 euros para 350); enxugamento da m&aacute;quina p&uacute;blica em todos os n&iacute;veis, com especial aten&ccedil;&atilde;o para a redu&ccedil;&atilde;o dos or&ccedil;amentos dos governos sub-nacionais, mirando nos gastos e endividamento das autonomias, batendo duro naquelas com pretens&otilde;es nacionalistas como Catalunha, Pa&iacute;s Basco e Gal&iacute;cia; tudo isto sem falar em medidas privatizadoras e os acordos coletivos para a redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios. Esta &uacute;ltima j&aacute; ocorreu em Portugal, com os sal&aacute;rios de servidores p&uacute;blicos reduzindo-se em 10%, sendo aprovada goela abaixo da classe trabalhadora e sem uma resposta a altura.<\/p>\n<p>A festa acabou e quem ir&aacute; apagar as luzes ser&aacute; o segundo governo de Zapatero, primeiro ministro do PSOE &ndash; um partido outrora social-democrata, mas no momento, quando muito, um s&iacute;ndico dos des&iacute;gnios da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. As correla&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;as s&atilde;o relativamente simples de descrever. Alemanha e Fran&ccedil;a p&otilde;em no caixa comum da UE os fundos mais substanciais. Na Espanha em particular bancaram a festa do crescimento e da distribui&ccedil;&atilde;o de renda &ndash; direta e indireta &#8211; num ciclo expansivo que tem como ano zero 1992 &ndash; Olimp&iacute;adas de Barcelona &ndash; e n&atilde;o sendo mais interrompido at&eacute; o final do inverno de 2009. Segundo Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, o Estado Espanhol demorou a reconhecer os problemas e tardou mais ainda em come&ccedil;ar a apertar o cinto de suas contas p&uacute;blicas. <\/p>\n<p>Aquilo que aparece como &ldquo;crise&rdquo; &eacute; de fato o reflexo da maior transfer&ecirc;ncia de renda da hist&oacute;ria da humanidade, saindo do pagador de &uacute;ltima de inst&acirc;ncia (os fundos dos Estados) e indo tapar o buraco dos bancos com pouca liquidez. O dinheiro que jorrava para gastos de todos os tipos, alimentando a bolha imobili&aacute;ria, endividou a popula&ccedil;&atilde;o e elevou as margens de lucro de bancos e empreiteiras a n&iacute;veis inimagin&aacute;veis. Agora, a &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o&rdquo; apresentada como luz no fim do t&uacute;nel &eacute; recess&atilde;o, conformidade com o desemprego e aumento da precariedade no mundo do trabalho. A tens&atilde;o social vai recome&ccedil;ar. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2011\/01\/26\/uma-analise-da-crise-depressao-na-espanha-359005.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como resposta ao pensionazo e dos acordos de elite para acabar com o Estado de Bem Estar social, o sindicalismo alternativo, como o organizado pela CGT, convoca para o dia 27 de janeiro jornadas de protesto visando acumular for\u00e7as para outra(s) greve(s) geral(is). 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