{"id":1379,"date":"2011-02-03T09:21:41","date_gmt":"2011-02-03T09:21:41","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1379"},"modified":"2011-02-03T09:21:41","modified_gmt":"2011-02-03T09:21:41","slug":"o-egito-e-o-fiel-da-balanca-dos-paises-arabes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1379","title":{"rendered":"O Egito \u00e9 o fiel da balan\u00e7a dos pa\u00edses \u00e1rabes"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/CairoFeb1.JPG\" title=\"Mais de um milh\u00e3o de eg\u00edpcios protestam contra o sucessor de Anwar El-Sadat; a multid\u00e3o exige a sa\u00edda de Mubarak e n\u00e3o aceita solu\u00e7\u00e3o negociada para setembro. A disputa pol\u00edtica ainda est\u00e1 indefinida e a arena fundamental s\u00e3o as ruas do Egito.  - Foto:theothermccain.com\" alt=\"Mais de um milh\u00e3o de eg\u00edpcios protestam contra o sucessor de Anwar El-Sadat; a multid\u00e3o exige a sa\u00edda de Mubarak e n\u00e3o aceita solu\u00e7\u00e3o negociada para setembro. A disputa pol\u00edtica ainda est\u00e1 indefinida e a arena fundamental s\u00e3o as ruas do Egito.  - Foto:theothermccain.com\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Mais de um milh\u00e3o de eg\u00edpcios protestam contra o sucessor de Anwar El-Sadat; a multid\u00e3o exige a sa\u00edda de Mubarak e n\u00e3o aceita solu\u00e7\u00e3o negociada para setembro. A disputa pol\u00edtica ainda est\u00e1 indefinida e a arena fundamental s\u00e3o as ruas do Egito. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:theothermccain.com<\/small><\/figure>\n<p>03 de fevereiro de 2011 &ndash; da Vila Setembrina,<em> Bruno Lima Rocha <br \/>\n<\/em><br \/>\nNo primeiro dia de fevereiro, cerca de um milh&atilde;o de pessoas protestou no Cairo, capital do Egito, exigindo a ren&uacute;ncia do ditador travestido de presidente, Hosni Mubarak. Quando este admitiu n&atilde;o vir a concorrer &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o em setembro, abriu uma leva de possibilidades para os &aacute;rabes. O tabuleiro do Oriente M&eacute;dio e do Norte da &Aacute;frica n&atilde;o ser&aacute; mais o mesmo ap&oacute;s este dia.<\/p>\n<p>Como se sabe, os ventos da rebeli&atilde;o de multid&otilde;es compostas em sua maioria por jovens com pouca ou nenhuma perspectiva, tiveram seu come&ccedil;o em manifesta&ccedil;&otilde;es na Tun&iacute;sia. O perfil dos pa&iacute;ses &aacute;rabes &eacute;, em perspectiva, muito parecido. Todos t&ecirc;m uma massa de popula&ccedil;&atilde;o carente de direitos fundamentais; v&ecirc;em a seus governos como corruptos, repressivos e ineficientes; a atividade econ&ocirc;mica &eacute; retra&iacute;da ou estagnada e, segundo o ponto de vista das oposi&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o todos aliados ou tolerantes com o Estado de Israel. Neste quesito, Egito e Jord&acirc;nia excedem a m&eacute;dia, pois assinaram tratados de paz com o inimigo hist&oacute;rico e, por isso mesmo, s&atilde;o vistos como traidores por seus pares. <\/p>\n<p>H&aacute; que ser justo na an&aacute;lise e reconhecer que as mazelas dos &aacute;rabes n&atilde;o s&atilde;o apenas de ordem imperialista ou de pol&iacute;tica externa. O Estado de Israel, durante o per&iacute;odo da Guerra Fria, servira como p&oacute;lo aglutinador da regi&atilde;o, unificando em discurso pan-&aacute;rabe e antiimperialista, a regimes dificilmente defens&aacute;veis sob qualquer ponto de vista. Mas, se j&aacute; n&atilde;o era f&aacute;cil unificar o discurso pan-arabista em torno do chauvinismo do partido militar nacional &aacute;rabe (baath) e suas ditaduras familiares &ndash; como os Hussein no Iraque e os Assad na S&iacute;ria &ndash; como fazer isso hoje? No caso eg&iacute;pcio, de que forma assegurar a legitimidade de um governo t&iacute;tere dos EUA e repressor para a maioria dos cidad&atilde;os? <\/p>\n<p>A primeira resposta veio das ruas e as conseq&uuml;&ecirc;ncias dependem ainda de acertos e correla&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a. Se por um lado os protestos t&ecirc;m uma iniciativa de tipo espont&acirc;nea, por outro, quem acumula for&ccedil;as &eacute; a Coaliz&atilde;o Nacional para a Mudan&ccedil;a, onde se inclui para al&eacute;m da figura vis&iacute;vel do &ldquo;ponderado&rdquo; Mohamed ElBaradei, a muito respeitada Irmandade Mu&ccedil;ulmana. Qualquer que seja a composi&ccedil;&atilde;o de governo haver&aacute; de levar em conta os integristas, o que implica em alguma revis&atilde;o de posturas atuais como o tratado de paz com Israel, o tema dos controles de fronteira da Faixa de Gaza e o Sinai, isto sem falar no acesso ao Canal de Suez. J&aacute; n&atilde;o cabem d&uacute;vidas. Vem a&iacute; uma nova onda de pol&iacute;ticas anti-ocidentais no mundo &aacute;rabe. <\/p>\n<p><u>Obs do autor:<\/u> Se nos anos &rsquo;80 se dizia que Beirute &eacute; a Stalingrado dos &aacute;rabes, hoje o epicentro migra para a pra&ccedil;a Tahrir, que &eacute; a Tianamen dos descendentes de Ismail. <\/p>\n<p><u>Obs2:<\/u> a honestidade intelectual me obriga a assumir a descend&ecirc;ncia e parte da identidade. Da fam&iacute;lia paterna, venho de libaneses maronitas (Baghlin&iacute;), o que politicamente implica afirmar que sou de origem &aacute;rabe. <\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2011\/02\/02\/o-egito-o-fiel-da-balanca-dos-paises-arabes-360528.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de um milh\u00e3o de eg\u00edpcios protestam contra o sucessor de Anwar El-Sadat; a multid\u00e3o exige a sa\u00edda de Mubarak e n\u00e3o aceita solu\u00e7\u00e3o negociada para setembro. A disputa pol\u00edtica ainda est\u00e1 indefinida e a arena fundamental s\u00e3o as ruas do Egito. 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