{"id":1387,"date":"2011-02-15T16:19:53","date_gmt":"2011-02-15T16:19:53","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1387"},"modified":"2011-02-15T16:19:53","modified_gmt":"2011-02-15T16:19:53","slug":"a-revolucao-egipcia-abre-um-oceano-de-possibilidades-no-mundo-arabe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1387","title":{"rendered":"A revolu\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia abre um oceano de possibilidades no mundo \u00e1rabe"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/EgyptUprising.jpg\" title=\"A insurrei\u00e7\u00e3o popular eg\u00edpcia abre as possibilidades de uma retomada do sentimento da unidade no mundo \u00e1rabe, para atender as vontades das maiorias e abrir uma cunha na pol\u00edtica internacional e pan-arabista para al\u00e9m do integrismo ou do alinhamento com o Imp\u00e9rio.  - Foto:Press TV  \" alt=\"A insurrei\u00e7\u00e3o popular eg\u00edpcia abre as possibilidades de uma retomada do sentimento da unidade no mundo \u00e1rabe, para atender as vontades das maiorias e abrir uma cunha na pol\u00edtica internacional e pan-arabista para al\u00e9m do integrismo ou do alinhamento com o Imp\u00e9rio.  - Foto:Press TV  \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A insurrei\u00e7\u00e3o popular eg\u00edpcia abre as possibilidades de uma retomada do sentimento da unidade no mundo \u00e1rabe, para atender as vontades das maiorias e abrir uma cunha na pol\u00edtica internacional e pan-arabista para al\u00e9m do integrismo ou do alinhamento com o Imp\u00e9rio. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Press TV  <\/small><\/figure>\n<p>15 de fevereiro de 2011, da Vila Setembrina <em>Bruno Lima Rocha<\/em>, das Alagoas, <em>Rafael Cavalcanti <br \/>\n<\/em><br \/>\nQuando um jovem tunisiano se auto-imolou como prova extrema de protesto contra a ditadura de Ben-Ali, ascendera uma centelha que uma vez midiatizada, p&ocirc;s fogo em toda a regi&atilde;o. O que come&ccedil;ara na Tun&iacute;sia em 14 de janeiro foi um ato extremo de dizer, Basta! Na ponta da estrutura de poder do pa&iacute;s, um policial corrupto e abusando de autoridade opera no orgulho de um homem de pouca idade, exercendo uma sub-fun&ccedil;&atilde;o de feirante na busca da sobreviv&ecirc;ncia, n&atilde;o podendo viver de seus anos de estudo e menos ainda do entorno de id&eacute;ias que nas institui&ccedil;&otilde;es educacionais o cercavam. Este jovem era um de milh&otilde;es naquele pa&iacute;s, e um entre milhares de milh&otilde;es no mundo &aacute;rabe.<\/p>\n<p>Enquanto s&atilde;o escritas estas palavras, o poder ainda se disputa no Centro do Cairo, em Argel, no I&ecirc;men, &agrave; moda b&iacute;blica, a base de pedradas. O Egito vitorioso de hoje e a Tun&iacute;sia ainda a arder nas ruas s&atilde;o a prova viva de que a capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator decisivo nos rumos pol&iacute;ticos de um pa&iacute;s. Ao contr&aacute;rio do que costuma pregar o senso comum, a calmaria na sociedade equivale &agrave; perpetua&ccedil;&atilde;o de esferas m&iacute;nimas de participa&ccedil;&atilde;o, exagerando a presen&ccedil;a de pequenos grupos de interesse e fra&ccedil;&otilde;es de classe dominante. <\/p>\n<p>&Eacute; essencial notar o fator das margens de manobra de cada operador pol&iacute;tico em cen&aacute;rios complexos e de realismo pol&iacute;tico como o do Magreb e Norte da &Aacute;frica, al&eacute;m do Oriente M&eacute;dio e a Pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica. O Egito &eacute; o fiel da balan&ccedil;a, conforme estes mesmos analistas j&aacute; escreveram antes das pedras voarem. Tamb&eacute;m hav&iacute;amos avaliado &ndash; no ar &ndash; que se houvesse a queda de Mubarak, seria para al&eacute;m dos pactos combinados seguindo &agrave; moda do Pacto de Moncloa espanhol. O impasse pol&iacute;tico que resultara na derrubada do odiado herdeiro do tamb&eacute;m traidor da causa &aacute;rabe Anwar El-Sadat (eliminado fisicamente em 1981 por mudjahiddins da Irmandade Mu&ccedil;ulmana) inflamaria o Marrocos, ainda mais a Tun&iacute;sia, o I&ecirc;men, a Jord&acirc;nia e em menor escala a S&iacute;ria dos Assad alau&iacute;tas. A luta argelina seria, e continua sendo, uma inc&oacute;gnita na regi&atilde;o. Na esteira do &oacute;dio popular alimentado tamb&eacute;m pelo banimento de organiza&ccedil;&otilde;es integristas, est&aacute; a Arg&eacute;lia da Nomenklatura dos veteranos da FLN, arrependidos da heran&ccedil;a pol&iacute;tica dos anos de Ben Bella e cia. Mas, como tamb&eacute;m prev&iacute;amos (em coment&aacute;rios radiof&ocirc;nicos), os fatores concomitantes do poder no Egito n&atilde;o escorregariam das m&atilde;os da mesma forma como fora em T&uacute;nis. Os mais de 300 assassinados e as batalhas da Pra&ccedil;a Tahrir d&atilde;o carne viva para a hip&oacute;tese comprovada. <\/p>\n<p>Nas reda&ccedil;&otilde;es do Ocidente, a gritaria tamb&eacute;m chegara &ldquo;descobrindo&rdquo; que as for&ccedil;as de seguran&ccedil;a e repress&atilde;o dedicadas a seq&uuml;estrar suspeitos &ndash; sem nenhum processamento legal &ndash; tamb&eacute;m se dedicam a reprimir jornalistas e comunicadores. Neste bojo, entraram os ativistas da web eg&iacute;pcios, um executivo do Google e dezenas de homens e mulheres de m&iacute;dia, incluindo profissionais brasileiros. O &ldquo;curioso&rdquo; &eacute; a aus&ecirc;ncia das analogias comparativas &ndash; t&eacute;cnicas b&aacute;sicas de estudos de profundidade e reportagens de mergulho &ndash; quando ningu&eacute;m de &ldquo;peso&rdquo; nas ind&uacute;strias de comunica&ccedil;&atilde;o do Brasil toma a coragem de dizer a verdade. &Eacute; regra de qualquer an&aacute;lise institucional. A mesma for&ccedil;a repressora e operadora dos des&iacute;gnios do Executivo &eacute; tamb&eacute;m a espinha dorsal do crime, da viol&ecirc;ncia entre as maiorias e no novo regime ser&aacute; parte de entulho autorit&aacute;rio a se reciclar, migrando da repress&atilde;o pol&iacute;tica ao crime organizado por dentro do aparelho de Estado. Porque a pol&iacute;cia e a intelig&ecirc;ncia eg&iacute;pcias, fi&eacute;is a Mubarak, leais ao Departamento de Estado, &agrave;s ag&ecirc;ncias de espionagem dos EUA e de Israel, haveriam de ter comportamento distinto diante dos rep&oacute;rteres estrangeiros?! <\/p>\n<p>Foram estas mesmas for&ccedil;as e com semelhante mentalidade de desprezo da intelig&ecirc;ncia popular que levara o Executivo a buscar uma sa&iacute;da desesperada. Talvez no intuito de causar como&ccedil;&atilde;o pelo caso, gerando inseguran&ccedil;a na espinha dorsal da oficialidade em condi&ccedil;&atilde;o de comando de tropas e do generalato do conselho militar, Mubarak realiza uma manobra cl&aacute;ssica ao longo de sua queda. O emprego de servidores p&uacute;blicos, policiais e funcion&aacute;rios dos &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a, al&eacute;m de trabalhadores avulsos &#8211; e isolados socialmente &#8211; elevando sobremaneira os n&iacute;veis de confronto, dando a entender para o exterior que haveria o risco concreto de uma guerra civil e uma total desorganiza&ccedil;&atilde;o social. O efeito deu-se ao contr&aacute;rio, acirrando os &acirc;nimos de quem estava nas ruas e aumentando a presen&ccedil;a de manifestantes e redes de apoiadores. <\/p>\n<p>Embora com intensidades distintas, h&aacute; elementos comuns entre as rebeli&otilde;es populares tunisianas e eg&iacute;pcias, a come&ccedil;ar na compara&ccedil;&atilde;o das vit&oacute;rias parciais &ndash; por conseguirem derrubar o chefe do Executivo, banir parcialmente o bando de governo e agendar elei&ccedil;&otilde;es sem proibi&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de partidos pol&iacute;ticos. Ambos os pa&iacute;ses onde se obteve conquista parcial contra ditaduras corruptas, repressivas e pr&oacute;-ocidentais s&atilde;o rep&uacute;blicas &ndash; ao menos na denomina&ccedil;&atilde;o formal &ndash; embora com muito pouca independ&ecirc;ncia e autonomia entre os poderes. N&atilde;o deixa de ser um ponto positivo &ndash; a condi&ccedil;&atilde;o republicana &#8211; considerando a quest&atilde;o-chave de aumentar as margens de manobra para derrubar a tirania. Tal estatuto republicano n&atilde;o se encontra nas monarquias marroquina, saudita e jordaniana. &Eacute; de se supor a menor circula&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias de tipo igualit&aacute;rias, ou de &ldquo;nacionalidade&rdquo; (no sentido do Estado-na&ccedil;&atilde;o como institui&ccedil;&atilde;o que atende a todos) nas monarquias desp&oacute;ticas com base familiar e tribal. <\/p>\n<p>Como ponto pouco ou nada positivo &#8211; chegando a p&ocirc;r em d&uacute;vida deste mesmo estatuto republicano &ndash; est&aacute; &agrave; presen&ccedil;a das For&ccedil;as Armadas &ndash; em especial de suas for&ccedil;as terrestres &ndash; como Poder de fiador da ordem e da transi&ccedil;&atilde;o, de modo a n&atilde;o fragmentar as garantias de &uacute;ltima inst&acirc;ncia de um Estado. Houve a preserva&ccedil;&atilde;o destas for&ccedil;as na Tun&iacute;sia e o mesmo ocorre no Egito. O orgulho &ldquo;nacional&rdquo; de uma for&ccedil;a que tivera como resultado &aacute;pice o empate de 1973 com Israel, mantido com recurso do Imp&eacute;rio e que tamb&eacute;m se dedica a reprimir e controlar a fronteira com Gaza. S&atilde;o 460 mil profissionais militares, afian&ccedil;ados nas garantias da transi&ccedil;&atilde;o e da integridade institucional &ndash; daquilo que existe como arremedo de Estado &ndash; em bases laicas. <\/p>\n<p>Do outro lado da hist&oacute;ria a levantar hip&oacute;teses de arranjos complexos e sa&iacute;das n&atilde;o laicas est&aacute; &agrave; presen&ccedil;a de islamitas &ndash; jihadistas ou n&atilde;o &ndash; e especificamente no caso do Egito, a muito respeit&aacute;vel e agora &ldquo;reciclada&rdquo; Irmandade Mu&ccedil;ulmana. H&aacute; combust&iacute;vel de retro-alimenta&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m dos vizinhos do integrismo suni do Hamas. Abundam veteranos afeganis, volunt&aacute;rios integristas que foram lutar no Afeganist&atilde;o ocupado pela Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, fruto da coordena&ccedil;&atilde;o da rede de Bin Laden com as estruturas capilares da f&eacute; e com a triangula&ccedil;&atilde;o promovida pela CIA. &Eacute; sabido, p&uacute;blico e not&oacute;rio tanto o efeito bumerangue que estes veteranos tiveram na montagem destas redes integristas no norte da &Aacute;frica (com maior &ecirc;nfase na d&eacute;cada de &rsquo;90 do s&eacute;culo passado, quando for&ccedil;as pol&iacute;ticas integristas ganhariam no voto elei&ccedil;&otilde;es eg&iacute;pcias e argelinas) &ndash; isto sem falar no pr&oacute;prio Paquist&atilde;o, &agrave; beira de uma guerra civil &ndash; como o &oacute;dio visceral dos alto-comandos de intelig&ecirc;ncia e repress&atilde;o leais aos seus governos desp&oacute;ticos e autorit&aacute;rios &ndash; aliados dos EUA, como Jord&acirc;nia e o pr&oacute;prio Egito &ndash; para com estas mesmas redes e seus respectivos veteranos afeganis. <\/p>\n<p>Especificamente no caso eg&iacute;pcio, nota-se (mesmo &agrave; dist&acirc;ncia) que a Irmandade Mu&ccedil;ulmana talvez seja hoje a &uacute;nica for&ccedil;a por fora do aparelho de Estado (ao menos, fora dos centros decis&oacute;rios do governo nacional) com capilaridade e estrutura permanente em toda a sociedade, fruto de presen&ccedil;a e penetra&ccedil;&atilde;o entre as massas mobilizadas. Outras for&ccedil;as de imediato seriam alguma dissid&ecirc;ncia de dentro do pr&oacute;prio (ex) governo Mubarak e, por suposto, o Conselho Militar do ex&eacute;rcito que dera suporte a Nasser e desde 1978 tem seu or&ccedil;amento parcial ou totalmente coberto pelo Pent&aacute;gono. <\/p>\n<p>\n<strong>Algumas gotas no oceano de possibilidades <\/p>\n<p><\/strong>De um oceano de possibilidades, destacamos tr&ecirc;s proje&ccedil;&otilde;es at&eacute; o advento da promessa de elei&ccedil;&otilde;es em setembro pr&oacute;ximo. &Eacute; ineg&aacute;vel, o ex&eacute;rcito (o mesmo citado acima) ainda opera como fiel da balan&ccedil;a interna. A gangorra pode pendular para a proposta que atravessa toda a regi&atilde;o, que est&aacute; al&eacute;m do mundo &aacute;rabe, retornando a proposta da Umma pan-isl&acirc;mica, longe do pan-arabismo nacionalista (tipo terceiromundismo pouco ou nada alinhado) e com dois p&oacute;los concorrentes. Um sunita, por dentro da rede (Al Qaeda) e outro xiita, p&oacute;lo este vindo do Estado l&iacute;der, o Ir&atilde;. Esta mesma aus&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncia &aacute;rabe se nota na aus&ecirc;ncia justamente de Estado l&iacute;der e &aacute;rabe, como em seu tempo j&aacute; foram tanto Egito como Arg&eacute;lia. O tom discursivo e a ajuda material concreta provem de um Estado com regime quase teocr&aacute;tico (o Ir&atilde;), n&atilde;o-&aacute;rabe, mas com uma pol&iacute;tica externa mais azeitada no tom do discurso antiimperialista e anti-ocidental. No caso da Palestina, o apoio dado explicitamente ao governo de Gaza do Hamas d&aacute; provas da vis&atilde;o da pol&iacute;tica externa iraniana para al&eacute;m do sectarismo religioso, operando como um agente com poderes de veto em toda a &aacute;rea. <\/p>\n<p>As argumenta&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise de conjuntura embasadas em trajet&oacute;rias hist&oacute;rico-estruturais de agentes e entorno da pol&iacute;tica eg&iacute;pcia nos levam a um c&aacute;lculo bastante simples. Para os interesses do Imp&eacute;rio na regi&atilde;o, perder o Egito &eacute; t&atilde;o complicado &ndash; ou mais &ndash; do que perder a Ar&aacute;bia Saudita. E, para perder o pa&iacute;s de Nasser, este tem de deixar de ser o Estado que se alinhara com Israel e EUA ap&oacute;s os acordos de Camp David. Mubarak deve os seus trintas anos &agrave; frente do maior dos pa&iacute;ses &aacute;rabes a este alinhamento que motivara a a&ccedil;&atilde;o de elimina&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do sucessor de Gamal AbdEl, Anwar ElSadat. Considerando tal op&ccedil;&atilde;o estar fora das possibilidades (o que seria o melhor dos mundos para o Imp&eacute;rio), o &ldquo;menos pior&rdquo; dos mundos seria uma proposta modernizadora e institucionalista, advinda das for&ccedil;as armadas e de legendas novas, surgidas da mobiliza&ccedil;&atilde;o massiva e alimentada pelas redes sociais. J&aacute; os piores dos mundos (para o Imp&eacute;rio) seriam elei&ccedil;&otilde;es ganhas pelos integristas (mesmo que ponderados, como &eacute; o caso da quase centen&aacute;ria Irmandade Mu&ccedil;ulmana) ou uma alian&ccedil;a de tipo laica e anti-ocidental. <\/p>\n<p>A unidade dos povos &aacute;rabes depende hoje necessariamente da derrubada de governos autorit&aacute;rios, mon&aacute;rquicos-autocr&aacute;ticos e essencialmente repressor e corrupto. Havendo a composi&ccedil;&atilde;o de novas for&ccedil;as &ndash; de tipo secular &ndash; que se acercariam da esquerda palestina atual (diminuta, mas com coer&ecirc;ncia interna necess&aacute;ria para assegurar condi&ccedil;&atilde;o de exist&ecirc;ncia) estas necessariamente passariam pelo ac&uacute;mulo de experi&ecirc;ncias nas vit&oacute;rias e embates nas ruas de T&uacute;nis e Cairo. Isto no curto prazo n&atilde;o brota do concreto, pois organizar uma for&ccedil;a pol&iacute;tica pan-&aacute;rabe &eacute; desafio superior a convocar gente irada atrav&eacute;s de redes sociais da internet. <\/p>\n<p>No ocaso da ditadura pr&oacute;-ocidente e anti-&aacute;rabe tiveram for&ccedil;a fundamental as estrutura sindicais e movimentos de tipo juventude. No caso eg&iacute;pcio, os sindicatos vinculados ao servi&ccedil;o p&uacute;blico e o Movimento Juvenil 06 de abril tiveram her&oacute;ica presen&ccedil;a e uma boa capacidade de convocat&oacute;ria. Em geral, no vazio pol&iacute;tico da representa&ccedil;&atilde;o formal, destas for&ccedil;as pode surgir um novo espa&ccedil;o de estruturas organizativas de tipo secular e com arraigo &ndash; pois de l&aacute; vieram &ndash; nos epis&oacute;dios hoje j&aacute; &eacute;picos da Batalha da Pra&ccedil;a Tahrir. Qualquer expectativa de uma renova&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, no sentido de ratificar direitos e radicalizar a democracia de massas e com interven&ccedil;&atilde;o direta da popula&ccedil;&atilde;o vem destes espa&ccedil;os de aglutina&ccedil;&atilde;o e milit&acirc;ncia. <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A insurrei\u00e7\u00e3o popular eg\u00edpcia abre as possibilidades de uma retomada do sentimento da unidade no mundo \u00e1rabe, para atender as vontades das maiorias e abrir uma cunha na pol\u00edtica internacional e pan-arabista para al\u00e9m do integrismo ou do alinhamento com o Imp\u00e9rio. 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