{"id":1388,"date":"2011-02-17T16:28:25","date_gmt":"2011-02-17T16:28:25","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1388"},"modified":"2011-02-17T16:28:25","modified_gmt":"2011-02-17T16:28:25","slug":"ficcao-e-realidade-nas-policias-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1388","title":{"rendered":"Fic\u00e7\u00e3o e realidade nas pol\u00edcias do Rio"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/delegado_ferraz.jpg\" title=\"O delegado titular da DRACO, Claudio Ferraz, passou de algoz a alvo (como repres\u00e1lia que sofrera) e da\u00ed a piv\u00f4 da cadeia de acontecimentos que levou ao pedido de demiss\u00e3o do ex-chefe de Pol\u00edcia Civil delegado Allan Turnowski. No Rio de Janeiro, tem o lado certo da vida errada e o lado errado da vida supostamente certa. Dentro do aparelho de seguran\u00e7a, ser idealista \u00e9 ser republicano e jacobino.  - Foto:sidneyresende.com\" alt=\"O delegado titular da DRACO, Claudio Ferraz, passou de algoz a alvo (como repres\u00e1lia que sofrera) e da\u00ed a piv\u00f4 da cadeia de acontecimentos que levou ao pedido de demiss\u00e3o do ex-chefe de Pol\u00edcia Civil delegado Allan Turnowski. No Rio de Janeiro, tem o lado certo da vida errada e o lado errado da vida supostamente certa. Dentro do aparelho de seguran\u00e7a, ser idealista \u00e9 ser republicano e jacobino.  - Foto:sidneyresende.com\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O delegado titular da DRACO, Claudio Ferraz, passou de algoz a alvo (como repres\u00e1lia que sofrera) e da\u00ed a piv\u00f4 da cadeia de acontecimentos que levou ao pedido de demiss\u00e3o do ex-chefe de Pol\u00edcia Civil delegado Allan Turnowski. No Rio de Janeiro, tem o lado certo da vida errada e o lado errado da vida supostamente certa. Dentro do aparelho de seguran\u00e7a, ser idealista \u00e9 ser republicano e jacobino. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:sidneyresende.com<\/small><\/figure>\n<p>17 de fevereiro de 2011 &ndash; da Vila Setembrina de Farrapos ludibriados por escravagistas, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Quando da opera&ccedil;&atilde;o no Complexo do Alem&atilde;o, li e ouvi muitas den&uacute;ncias de abuso das for&ccedil;as policiais incluindo saque e botim dos bens e armas de pessoas ligadas ao narcotr&aacute;fico. &Oacute;bvio que no meio do bombardeio midi&aacute;tico e do aparato de propaganda institucional era dif&iacute;cil romper o cerco e trazer &agrave; tona esta carga de realidade. Triste paradoxo para uma cidade que, atrav&eacute;s de duas obras de &ldquo;fic&ccedil;&atilde;o&rdquo;, liter&aacute;rias e cinematogr&aacute;ficas, difundira nacionalmente formas de conviv&ecirc;ncia entre a seguran&ccedil;a p&uacute;blica e as redes de quadrilha t&iacute;picas de um Estado falido.<\/p>\n<p>A Opera&ccedil;&atilde;o Guilhotina da Pol&iacute;cia Federal e a desastrosa a&ccedil;&atilde;o da Corregedoria Geral da Pol&iacute;cia Civil do estado do Rio de Janeiro trouxeram para as escaladas de notici&aacute;rios televisivos situa&ccedil;&otilde;es que entendo como j&aacute; estruturais. Qualquer um que tenha convivido minimamente tanto com a seguran&ccedil;a p&uacute;blica fluminense como com suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, incluindo as assim chamadas comunidades carentes, tem a exata no&ccedil;&atilde;o de que os filmes de Jos&eacute; Padilha (Tropa de Elite 1 e 2) e os livros recentes de Luiz Eduardo Soares e os demais co-autores (Elite da Tropa 1 e 2) s&atilde;o tudo menos ficcionais. <\/p>\n<p>Os fatos falam por si. A Opera&ccedil;&atilde;o Guilhotina vem de investiga&ccedil;&otilde;es prolongadas, munidas de provas obtidas atrav&eacute;s de autoriza&ccedil;&atilde;o judicial, e com a colabora&ccedil;&atilde;o de parte do aparelho de intelig&ecirc;ncia policial do estado. J&aacute; a a&ccedil;&atilde;o da Corregedoria da Pol&iacute;cia Civil, acusando os at&eacute; ent&atilde;o prestigiados policiais lotados na Delegacia de Repress&atilde;o &agrave;s A&ccedil;&otilde;es Criminosas e Organizadas (DRACO), teve sua origem em uma carta an&ocirc;nima. Mesmo que n&atilde;o tenha sido uma resposta, o ato autorizado pelo ex-chefe de Pol&iacute;cia Allan Turnowski soou como tal. N&atilde;o h&aacute; como provar e menos ainda inferir o envolvimento do delegado demission&aacute;rio com o esquema apurado pela PF. Ao mesmo tempo, constata-se o &oacute;bvio. O at&eacute; ent&atilde;o prestigiado delegado em chefe da pol&iacute;cia judici&aacute;ria, p&ocirc;s ele pr&oacute;prio a cabe&ccedil;a na guilhotina, elevando o custo pol&iacute;tico de sua manuten&ccedil;&atilde;o no cargo. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m &eacute; imposs&iacute;vel negar o enorme custo institucional dessa crise. Sou natural do Rio e pude comprovar que havia a &ldquo;percep&ccedil;&atilde;o&rdquo; de confiabilidade nas institui&ccedil;&otilde;es de Estado. &Oacute;bvio que tal comportamento era fruto das opera&ccedil;&otilde;es de UPPs e da brilhante propaganda da Secretaria de Seguran&ccedil;a. Mas para al&eacute;m das apar&ecirc;ncias tem uma ess&ecirc;ncia nada boa. Admira-me que opera&ccedil;&otilde;es como esta n&atilde;o tenham sido antes executadas. No Rio, a fic&ccedil;&atilde;o e a realidade das mazelas do aparelho de seguran&ccedil;a p&uacute;blica s&atilde;o exatamente as mesmas. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2011\/02\/16\/ficcao-realidade-nas-policias-do-rio-363355.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O delegado titular da DRACO, Claudio Ferraz, passou de algoz a alvo (como repres\u00e1lia que sofrera) e da\u00ed a piv\u00f4 da cadeia de acontecimentos que levou ao pedido de demiss\u00e3o do ex-chefe de Pol\u00edcia Civil delegado Allan Turnowski. No Rio de Janeiro, tem o lado certo da vida errada e o lado errado da vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1388","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1388\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}