{"id":1399,"date":"2011-03-10T00:43:45","date_gmt":"2011-03-10T00:43:45","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1399"},"modified":"2011-03-10T00:43:45","modified_gmt":"2011-03-10T00:43:45","slug":"mito-e-paradoxos-na-luta-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1399","title":{"rendered":"Mito e paradoxos na luta das mulheres"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/08 03 DIA INTERNACIONAL DA MULHER.jpg\" title=\"Estas mulheres deram in\u00edcio ao dia 08 de mar\u00e7o, no long\u00ednquo ano de 1857, no mundo das f\u00e1bricas t\u00eaxteis dos EUA. A tradi\u00e7\u00e3o da\u00ed derivada na luta de mulheres, pouco ou nada tem de comum com a presen\u00e7a de mulheres em postos de comando empresarial ou estatal.  - Foto:Radio Monguaga \" alt=\"Estas mulheres deram in\u00edcio ao dia 08 de mar\u00e7o, no long\u00ednquo ano de 1857, no mundo das f\u00e1bricas t\u00eaxteis dos EUA. A tradi\u00e7\u00e3o da\u00ed derivada na luta de mulheres, pouco ou nada tem de comum com a presen\u00e7a de mulheres em postos de comando empresarial ou estatal.  - Foto:Radio Monguaga \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Estas mulheres deram in\u00edcio ao dia 08 de mar\u00e7o, no long\u00ednquo ano de 1857, no mundo das f\u00e1bricas t\u00eaxteis dos EUA. A tradi\u00e7\u00e3o da\u00ed derivada na luta de mulheres, pouco ou nada tem de comum com a presen\u00e7a de mulheres em postos de comando empresarial ou estatal. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Radio Monguaga <\/small><\/figure>\n<p>10 de mar&ccedil;o de 2011 &ndash; Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <br \/>\n<\/em><br \/>\nO maior pa&iacute;s da Am&eacute;rica Latina &eacute; governado por uma economista divorciada e ex-guerrilheira. Em tese este fato por si s&oacute; representaria uma mudan&ccedil;a profunda na condi&ccedil;&atilde;o das mulheres brasileiras, refor&ccedil;ando o mito da mulher no poder como sin&ocirc;nimo de emancipa&ccedil;&atilde;o universal do g&ecirc;nero.<\/p>\n<p>Durante anos viveu-se o mito; caso as mulheres ocupassem postos-chave, as sociedades j&aacute; estariam sendo automaticamente modificadas. A l&oacute;gica &eacute; simples. As l&iacute;deres seriam parte de uma nova camada dirigente, extrato de mulheres oriundas das camadas m&eacute;dias e com educa&ccedil;&atilde;o superior. No ocidente isto foi revelado como verdade parcial. H&aacute; de se reconhecer, as mulheres emanciparam-se da condi&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica, de trabalho invis&iacute;vel e n&atilde;o-remunerado e da expectativa de ser subordinadas ao homem provedor. Por outro lado, o in&iacute;cio da retirada de direitos sociais no Ocidente ocorre justo no governo de uma mulher, a primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher. Assim, reconhece-se a causa para al&eacute;m do universo privado, mas simultaneamente, n&atilde;o se d&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es sociais do exerc&iacute;cio deste reconhecimento. <\/p>\n<p>No Brasil tamb&eacute;m temos paradoxos. As mulheres formam a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o, elas s&atilde;o a maioria no mundo do trabalho enquanto recebem menores sal&aacute;rios e uma boa parte das fam&iacute;lias chefiadas exclusivamente por m&atilde;es jovens (solteiras ou n&atilde;o) tendem a refor&ccedil;ar cintur&otilde;es de pobreza e risco social. Tamb&eacute;m h&aacute; avan&ccedil;os e seria uma leviandade n&atilde;o reconhec&ecirc;-los, incluindo todo um arcabou&ccedil;o legal-institucional para garantir os direitos espec&iacute;ficos das mulheres. Mas as barreiras seguem. <\/p>\n<p>A pr&oacute;pria campanha de Dilma recuou diante do conservadorismo. Elegeu-se uma mulher para presidente da rep&uacute;blica, desde que ela pr&oacute;pria fosse posta em uma saia justa a respeito dos direitos reprodutivos. Ou seja, a conquista do Poder Executivo atrav&eacute;s da urna passa por negociar a ponto de abrir m&atilde;o de uma das bandeiras hist&oacute;ricas da luta de seu pr&oacute;prio g&ecirc;nero! Infelizmente n&atilde;o se trata de novidade. <\/p>\n<p>Para superar esta condi&ccedil;&atilde;o, o m&iacute;nimo reconhecimento do Estado brasileiro implicaria em tr&ecirc;s medidas urgentes. A primeira seria o reconhecimento dos direitos reprodutivos, legalizando por vez o ato do aborto. A segunda passa por um mutir&atilde;o legal visando &agrave; equipara&ccedil;&atilde;o salarial imediata para fun&ccedil;&otilde;es semelhantes. J&aacute; a terceira seria instituir uma rede p&uacute;blica de pr&eacute;-escolas, dando condi&ccedil;&otilde;es para as m&atilde;es trabalhar sem onerar ainda mais seus sal&aacute;rios. Do contr&aacute;rio, refor&ccedil;am-se os mitos e mant&ecirc;m-se os paradoxos e as injusti&ccedil;as. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/pais\/noblat\/posts\/2011\/03\/09\/mito-paradoxos-na-luta-das-mulheres-367652.asp\">Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas mulheres deram in\u00edcio ao dia 08 de mar\u00e7o, no long\u00ednquo ano de 1857, no mundo das f\u00e1bricas t\u00eaxteis dos EUA. A tradi\u00e7\u00e3o da\u00ed derivada na luta de mulheres, pouco ou nada tem de comum com a presen\u00e7a de mulheres em postos de comando empresarial ou estatal. 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