{"id":1404,"date":"2011-03-18T22:10:43","date_gmt":"2011-03-18T22:10:43","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1404"},"modified":"2011-03-18T22:10:43","modified_gmt":"2011-03-18T22:10:43","slug":"18-de-marco-de-2011-coluna-de-amy-goodman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1404","title":{"rendered":"18 de mar\u00e7o de 2011 &#8211; Coluna de Amy Goodman"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/hiroshima1.jpg\" title=\"Duas bombas nucleares lan\u00e7adas pelos Estados Unidos destru\u00edram Hiroshima e Nagasaki e mataram centenas de milhares de civis. Para quem imaginou o fim do perigo nuclear ap\u00f3s a vit\u00f3ria estadunidense na Guerra Fria trata-se de mais uma ilus\u00e3o de \u201cnormalidade\u201d.  - Foto:acugranic.blogspot\" alt=\"Duas bombas nucleares lan\u00e7adas pelos Estados Unidos destru\u00edram Hiroshima e Nagasaki e mataram centenas de milhares de civis. Para quem imaginou o fim do perigo nuclear ap\u00f3s a vit\u00f3ria estadunidense na Guerra Fria trata-se de mais uma ilus\u00e3o de \u201cnormalidade\u201d.  - Foto:acugranic.blogspot\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Duas bombas nucleares lan\u00e7adas pelos Estados Unidos destru\u00edram Hiroshima e Nagasaki e mataram centenas de milhares de civis. Para quem imaginou o fim do perigo nuclear ap\u00f3s a vit\u00f3ria estadunidense na Guerra Fria trata-se de mais uma ilus\u00e3o de \u201cnormalidade\u201d. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:acugranic.blogspot<\/small><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma advert&ecirc;ncia ao mundo<\/strong><\/p>\n<p>Ao descrever a devasta&ccedil;&atilde;o em uma cidade do Jap&atilde;o, um jornalista escreveu: &quot;Parece que um trator gigante passou por cima e arrasou tudo o que existia ali. Escrevo estes fatos&#8230;Como uma advert&ecirc;ncia ao mundo&quot;. O jornalista era Wilfred Burchett, que escrevia de Hiroshima, Jap&atilde;o, em 05 de setembro de 1945. Burchett foi o primeiro jornalista do Ocidente a chegar a Hiroshima depois que a bomba at&ocirc;mica foi lan&ccedil;ada. Ele informou a respeito de uma doen&ccedil;a estranha que seguia matando pessoas, inclusive um m&ecirc;s ap&oacute;s esse primeiro e letal uso de armas nucleares contra seres humanos. Suas palavras poderiam perfeitamente estar descrevendo as cenas de aniquila&ccedil;&atilde;o que acabam de acontecer no nordeste do Jap&atilde;o. Devido ao agravamento da cat&aacute;strofe na central nuclear de Fukushima, a advert&ecirc;ncia de Burchett ao mundo segue hoje mais que vigente<\/p>\n<p>O desastre tornou-se pior com o epis&oacute;dio do complexo nuclear de Fukushima depois do maior terremoto na hist&oacute;ria do Jap&atilde;o, e do tsunami que o sucedeu, respons&aacute;vel por milhares de mortos. As explos&otilde;es nos reatores de n&uacute;mero 1 e 3 liberaram radia&ccedil;&atilde;o a um n&iacute;vel tal que foi medida por um navio militar dos Estados Unidos a uma dist&acirc;ncia de 160 quil&ocirc;metros, o que obrigou a embarca&ccedil;&atilde;o a afastar-se da costa. Uma terceira explos&atilde;o sucedeu no reator n&uacute;mero 2, motivando muitos a especularem que o cont&ecirc;iner prim&aacute;rio, onde se mant&eacute;m o ur&acirc;nio submetido &agrave; fiss&atilde;o nuclear e de vital import&acirc;ncia, tinha-se danificado. Pouco depois o reator n&uacute;mero 4 se incendiou, apesar de n&atilde;o estar funcionando quando o terremoto a&ccedil;oitou o pa&iacute;s. Cada reator tamb&eacute;m utiliza o combust&iacute;vel nuclear armazenado em seu interior, e esse combust&iacute;vel pode provocar grandes inc&ecirc;ndios, liberando mais radia&ccedil;&atilde;o no ar. Todos os sistemas de esfriamento falharam, bem como os sistemas de seguran&ccedil;a adicionais. Uma pequena delega&ccedil;&atilde;o de valentes trabalhadores permanece no lugar, apesar da radia&ccedil;&atilde;o que pode ser letal, tratando de bombear &aacute;gua do mar nas estruturas danificadas para esfriar o combust&iacute;vel radiativo.<\/p>\n<p>O Presidente Barack Obama assumiu a iniciativa de liderar um &quot;renascimento nuclear&quot; e prop&ocirc;s novas garantias de empr&eacute;stimos federais de 36 bilh&otilde;es de d&oacute;lares para promover o interesse das empresas de energia na constru&ccedil;&atilde;o de novas plantas nucleares (o que se soma aos 18,5 bilh&otilde;es de d&oacute;lares que foram aprovados durante o governo de George W. Bush). A primeira empresa de energia que esperava receber esta d&aacute;diva p&uacute;blica foi a Southern Company, por dois reatores anunciados para o estado da Georgia. A &uacute;ltima vez que se autorizou e conseguiu levar a cabo a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova planta de energia nuclear nos Estados Unidos foi em 1973, quando Obama estava na s&eacute;tima s&eacute;rie da Escola Punahou, em Honolulu. O desastre de Three Mile Island em 1979 e o de Chernobyl em 1986 efetivamente encerraram a possibilidade de avan&ccedil;ar em novos projetos de energia nuclear com objetivos comerciais nos Estados Unidos. No entanto, este pa&iacute;s segue sendo o maior produtor de energia nuclear comercial no mundo. As 104 plantas nucleares habilitadas s&atilde;o velhas, e aproximam-se do fim de sua vida &uacute;til originalmente projetada. Os propriet&aacute;rios das plantas est&atilde;o solicitando ao governo federal estender suas licen&ccedil;as para operar. <\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o de Regula&ccedil;&atilde;o Nuclear (NRC, na sua sigla em ingl&ecirc;s) &eacute; respons&aacute;vel por outorgar e controlar estas licen&ccedil;as. No dia 10 de mar&ccedil;o, a NRC emitiu um comunicado para a imprensa &ldquo;sobre a renova&ccedil;&atilde;o da licen&ccedil;a operativa da Planta de Energia Nuclear Vermont Yankee, pr&oacute;ximo de Brattleboro, estado de Vermont, por mais vinte anos. Est&aacute; previsto que o pessoal da NRC logo expedir&aacute; a licen&ccedil;a renovada&rdquo;, dizia a nota. Harvey Wasserman, de NukeFree.org, me disse: &quot;O reator n&uacute;mero 1 de Fukushima &eacute; id&ecirc;ntico ao da planta de Vermont Yankee, que agora est&aacute; &agrave; espera de renovar sua licen&ccedil;a e que o povo de Vermont pretende fechar. &Eacute; importante saber que este tipo de acidente, este tipo de desastre, poderia ocorrer em quatro reatores em Calif&oacute;rnia, se o terremoto de 9.0 graus da escala Richter a&ccedil;oitasse o Canh&atilde;o do Diabo em San Luis Obispo ou San Onofre, entre Los Angeles e San Diego. Poder&iacute;amos, perfeitamente, sermos agora mesmo testemunhas da evacua&ccedil;&atilde;o de Los Angeles ou San Diego, se este tipo de desastre tivesse ocorrido na Calif&oacute;rnia. E, por suposto, Vermont tem o mesmo problema. H&aacute; 23 reatores nos Estados Unidos que s&atilde;o id&ecirc;nticos ou quase id&ecirc;nticos ao reator n&uacute;mero 1 de Fukushima&quot;. A maioria dos habitantes de Vermont, entre eles o governador do estado, Peter Shumlin, ap&oacute;ia o fechamento do reator Vermont Yankee, desenhado e constru&iacute;do pela General Electric. <\/p>\n<p>A crise nuclear no Jap&atilde;o ganhou repercuss&otilde;es mundiais. Houve manifesta&ccedil;&otilde;es em toda Europa. Eva Joly, membro do Parlamento europeu, disse em uma manifesta&ccedil;&atilde;o: &quot;A ideia de que esta energia &eacute; perigosa, mas que pode ser controlada acabou-se hoje. E sabemos como eliminar as plantas nucleares: precisamos de energia renov&aacute;vel, precisamos de moinhos, precisamos de energia geot&eacute;rmica e precisamos de energia solar&quot;. A Su&iacute;&ccedil;a interrompeu seus planos de renovar as licen&ccedil;as de seus reatores, e 10.000 manifestantes em Stuttgart incitaram a chanceler alem&atilde; Angela Merkel a ordenar o fechamento imediato das sete plantas nucleares alem&atilde;s constru&iacute;das antes da d&eacute;cada de &lsquo;80. Nos Estados Unidos, o deputado democrata de Massachusetts, Ed Markey, disse: &quot;O que est&aacute; acontecendo no Jap&atilde;o neste momento d&aacute; ind&iacute;cios de que tamb&eacute;m pode acontecer um grave acidente em uma planta nuclear nos Estados Unidos&quot;. <\/p>\n<p>A era nuclear come&ccedil;ou n&atilde;o muito longe de Fukushima, quando os Estados Unidos se tornaram a &uacute;nica na&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria da humanidade a lan&ccedil;ar bombas at&ocirc;micas em outro pa&iacute;s. Duas bombas que destru&iacute;ram Hiroshima e Nagasaki e mataram centenas de milhares de civis. O jornalista Wilfred Burchett foi o primeiro a descobrir a &ldquo;praga at&ocirc;mica&rdquo;, como a chamou: &ldquo;Nestes hospitais encontro pessoas que quando ca&iacute;ram as bombas n&atilde;o sofreram nenhuma les&atilde;o, mas que agora est&atilde;o morrendo por causa das sequelas. Sua sa&uacute;de come&ccedil;ou a deteriorar-se sem motivo aparente&rdquo;. Mais de 65 anos depois que o jornalista sentara-se nos escombros com sua velha m&aacute;quina de escrever Hermes e relatara a advert&ecirc;ncia ao mundo, o que aprendemos? <\/p>\n<p><strong>Observa&ccedil;&atilde;o e coment&aacute;rio da equipe do portal E&amp;A<\/strong>: &Eacute; dif&iacute;cil para a humanidade, em qualquer forma de sociedade, n&atilde;o reproduzir a expectativa de um cotidiano duradouro e com n&iacute;veis aceit&aacute;veis de estabilidade. Foi assim no escravagismo nas Am&eacute;ricas, que era algo legal e &ldquo;naturalizado&rdquo; pelos poderes coloniais e mesmo p&oacute;s-coloniais estabelecidos; tal o &eacute; nas ditadura mais longevas, como esta de Muammar El-Khadafi que est&aacute; quase ressuscitando em fun&ccedil;&atilde;o da pretens&atilde;o imperial da moribunda OTAN e sua cruzada global em busca de petr&oacute;leo e derivados; e o mesmo se repete quando temos &ldquo;desastres&rdquo; em escala planet&aacute;ria. <\/p>\n<p>Agora nos estarrecemos diante de algo sabido e cujos mitos produzidos pelas ind&uacute;strias dos bens simb&oacute;licos (as corpora&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas e as respectivas ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o integrada, publicidade e rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das transnacionais) n&atilde;o nos deixavam ver. As plataformas de extra&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo em &aacute;guas profundas ou em alto mar s&atilde;o bombas permanentes que, uma vez deteriorado o seu funcionamento, podem destruir tudo ou quase tudo ao seu redor, aniquilando todas as formas de vida em maior ou menor escala, mesmo as sociedades humanas. <\/p>\n<p>E, obviamente, o &ldquo;desastre&rdquo; de Fukushima s&oacute; reitera a m&aacute;xima de que &eacute; imposs&iacute;vel pensar seriamente em conten&ccedil;&atilde;o de danos e redu&ccedil;&atilde;o de perdas em termos de um acidente nuclear. Estamos falando de algo que n&atilde;o &eacute; 100% seguro e havendo falhas de distintas ordens, pode exterminar e prejudicar toda a vida ao redor e tamb&eacute;m a atingida pelo raio de propaga&ccedil;&atilde;o da radia&ccedil;&atilde;o nuclear. Este tipo de dado, de informa&ccedil;&atilde;o precisa, contundente e irrefut&aacute;vel jamais vai circular com tanto impacto na m&iacute;dia empresarial, e menos ainda na sinergia das transnacionais na era do capitalismo globalizado. <\/p>\n<p>Assim, como nos ensina os militantes das lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a op&ccedil;&atilde;o pela fonte de energia n&atilde;o &eacute; &uacute;nica e, mais importante do que gerar recursos energ&eacute;ticos para as ind&uacute;strias, &eacute; preservar e ampliar formas de vida em respeito a um futuro sustent&aacute;vel. Os efeitos societ&aacute;rios de uma barragem gigantesca s&atilde;o terr&iacute;veis, em especial para as popula&ccedil;&otilde;es tradicionais, origin&aacute;rias, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas e da agricultura camponesa. As conseq&uuml;&ecirc;ncias s&atilde;o desastrosas quando o modelo de gera&ccedil;&atilde;o de energia polui, altera e afeta as formas de vida do planeta. <\/p>\n<p>No caso da energia nuclear, a l&oacute;gica &eacute; simples. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel desenvolver algo que n&atilde;o se pode controlar caso sua opera&ccedil;&atilde;o falhe. Para quem imaginou o fim do perigo nuclear ap&oacute;s a vit&oacute;ria dos EUA na Guerra Fria trata-se de mais uma ilus&atilde;o de &ldquo;normalidade&rdquo;. Ou a soberania popular decide os destinos de uma coletividade, como na escolha dos modelos de desenvolvimento energ&eacute;tico, ou sempre seremos ref&eacute;ns das sandices de modelos de neg&oacute;cios em sinergia com a ind&uacute;stria militar. Infelizmente, este pesadelo n&atilde;o come&ccedil;ou em Chernobyl e n&atilde;o acabou em Fukushima. O fantasma nuclear precisa ser derrotado.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><strong>Cr&eacute;ditos e equipe da Coluna e da Tradu&ccedil;&atilde;o para o portugu&ecirc;s de E&amp;A <br \/>\n<\/strong><br \/>\nDenis Moynihan colaborou na produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica desta coluna. <br \/>\n@2010 Amy Goodman <\/p>\n<p>Texto en ingl&ecirc;s traducido por Mercedes Camps, editado por Gabriela D&iacute;az Cortez y Democracy Now! en espa&ntilde;ol, spanish@democracynow.org <\/p>\n<p>Texto em castelhano traduzido para o portugu&ecirc;s por Rafael Cavalcanti Barreto (rafael.estrategiaeanalise@gmail.com), revisado por Bruno Lima Rocha (bruno.estrategiaeanalise@gmail.com). Esta vers&atilde;o &eacute; exclusiva para Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise (www.estrategiaeanalise.com.br) a partir de acordo com a matriz de Democracy Now! &Eacute; livre a reprodu&ccedil;&atilde;o desta vers&atilde;o desde que citando a fonte. <\/p>\n<p>Amy Goodman &eacute; &acirc;ncora do Democracy Now!, um notici&aacute;rio internacional que emite conte&uacute;do di&aacute;rio para mais de 650 emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o em ingl&ecirc;s, e mais de 250 em espanhol. &Eacute; co-autora do livro &ldquo;Os que lutam contra o sistema: Her&oacute;is ordin&aacute;rios em tempos extraordin&aacute;rios nos Estados Unidos&rdquo;, editado pelo Le Monde Diplomatique do Cone Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas bombas nucleares lan\u00e7adas pelos Estados Unidos destru\u00edram Hiroshima e Nagasaki e mataram centenas de milhares de civis. 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