{"id":1407,"date":"2011-03-22T10:25:16","date_gmt":"2011-03-22T10:25:16","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1407"},"modified":"2011-03-22T10:25:16","modified_gmt":"2011-03-22T10:25:16","slug":"barack-obama-o-encantador-de-plateias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1407","title":{"rendered":"Barack Obama: o encantador de plat\u00e9ias"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/obama_chile.jpg\" title=\"A embaixada dos EUA no Chile fez este logo da visita de Obama ao pa\u00eds de Salvador Allende. Ao mirar no futuro, Barack acerta na mem\u00f3ria chilena e refor\u00e7a a imagem do Imp\u00e9rio como interventor, ditando a agenda de rela\u00e7\u00f5es e buscando a bilateralidade para romper o bloco latino-americano.   - Foto:chile.usembassy.gov \" alt=\"A embaixada dos EUA no Chile fez este logo da visita de Obama ao pa\u00eds de Salvador Allende. Ao mirar no futuro, Barack acerta na mem\u00f3ria chilena e refor\u00e7a a imagem do Imp\u00e9rio como interventor, ditando a agenda de rela\u00e7\u00f5es e buscando a bilateralidade para romper o bloco latino-americano.   - Foto:chile.usembassy.gov \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A embaixada dos EUA no Chile fez este logo da visita de Obama ao pa\u00eds de Salvador Allende. Ao mirar no futuro, Barack acerta na mem\u00f3ria chilena e refor\u00e7a a imagem do Imp\u00e9rio como interventor, ditando a agenda de rela\u00e7\u00f5es e buscando a bilateralidade para romper o bloco latino-americano.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:chile.usembassy.gov <\/small><\/figure>\n<p>22 de mar&ccedil;o de 2011 &#8211; <em>Bruno Lima Rocha e Rafael Cavalcanti <\/p>\n<p><\/em>O furac&atilde;o midi&aacute;tico Barack Obama passou pelo Brasil para marcar tamb&eacute;m uma nova pol&iacute;tica. Mudados os tempos, dessa vez a linha &eacute; pr&oacute;-ativa da parte do Departamento de Estado, buscando reconstruir uma agenda bi-lateral entre os dois pa&iacute;ses. Vale lembrar que nos anos anteriores n&atilde;o foi exatamente desse jeito. Esta agenda foi devidamente esvaziada ainda na metade do primeiro governo Lula, devido a posi&ccedil;&otilde;es mais agressivas iniciadas com a depura&ccedil;&atilde;o venezuelana, radicalizando em parte o processo bolivariano ap&oacute;s a vit&oacute;ria contra o golpe de Abril de 2002 e o Paro (sabotagem de tipo locaute) Petroleiro que marcara o final daquele fat&iacute;dico ano. N&atilde;o &eacute; necessariamente uma novidade afirmar a mudan&ccedil;a de posicionamento de Lula em fun&ccedil;&atilde;o da amplia&ccedil;&atilde;o das alian&ccedil;as a partir de Hugo Ch&aacute;vez e a derrota do projeto da ALCA no Continente.<\/p>\n<p>Findo o desastre dos dois governos consecutivos de George H. W. Bush (Bush Jr.), a linha de propaganda dos EUA foi outra. Obama desatou em todo o mundo uma imagem e empatia t&iacute;picas da epop&eacute;ia dos Direitos Civis nos Estados Unidos. O eco bate fundo na forma&ccedil;&atilde;o do Ocidente, mesmo para aqueles contra a pol&iacute;tica imperial da &ldquo;maior democracia do mundo&rdquo;. Sabemos que para os valores democr&aacute;ticos, mesmo os de corte liberal-elitista, ainda h&aacute; fonte de inspira&ccedil;&atilde;o e grau de respeito para as lutas das sociedades estadunidenses e em especial para as etnias em tentativa de emancipa&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso dos afro-descendentes e de latino-americanos de distintas origens. Esse tipo de como&ccedil;&atilde;o &eacute; o cart&atilde;o de visitas do cientista pol&iacute;tico e advogado que tendo ele mesmo uma origem no melting pot pluri-&eacute;tnico, constr&oacute;i uma carreira como organizador de base vinculado ao Partido Democrata de Illinois. <\/p>\n<p>N&atilde;o d&aacute; para negar isto assim como tamb&eacute;m &eacute; ineg&aacute;vel seu papel &ndash; o de Obama &ndash; hoje limitado no sentido de aumentar direitos e garantias b&aacute;sicas das maiorias nos EUA e, obviamente, a absurda rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a e emparedamento inesgot&aacute;vel entre a direita pol&iacute;tica, os sanguessugas do mercado financeiro e tamb&eacute;m a pr&oacute;pria direita financeira (com &ecirc;nfase na midi&aacute;tica). Barack Obama est&aacute; contra a parede em seu pa&iacute;s e diante de sua plataforma de pol&iacute;tica interna v&ecirc;-se com recursos semi-esgotados e sem tr&acirc;nsito nas duas casas parlamentares. N&atilde;o somente os Republicanos est&atilde;o com a maioria no Senado e na C&acirc;mara dos EUA, como boa parte dos Democratas s&atilde;o conservadores em sua agenda nacional e imperialistas na pauta global. A diferen&ccedil;a para com os republicanos &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o de buscar fontes de legitima&ccedil;&atilde;o de tipo multilateral, como foi a absurda vota&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU a favor da zona de exclus&atilde;o a&eacute;rea e apoiando o bombardeio contra bases e instala&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas ainda leais ao ditador Muammar Al-Khadafi. <\/p>\n<p>Retomando a an&aacute;lise de impacto de Obama em sua turn&ecirc; por aqui, ressaltamos dois momentos. A agenda brasileira do presidente dos EUA &eacute; um caso &agrave; parte, e seu aspecto de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e adulador de uma nova elite internacional &ndash; os dirigentes e celebridades tupiniquins &ndash; urge outra an&aacute;lise. J&aacute; a presen&ccedil;a na proje&ccedil;&atilde;o sobre a Am&eacute;rica Latina &eacute; um tiro simult&acirc;neo em tr&ecirc;s dire&ccedil;&otilde;es. A primeira aponta para o cen&aacute;rio internacional e diz obviamente respeito a uma cl&aacute;ssica manobra diversionista. Uma vez estando no Continente, ele como presidente ordena o in&iacute;cio do ataque da coaliz&atilde;o contra alvos leais khadafistas. Desse modo, a sala de crise e o plant&atilde;o em torno de Washington ficam imageticamente dilu&iacute;dos entre a trupe do presidente dos EUA, as decis&otilde;es tomadas &agrave; dist&acirc;ncia e o teatro de opera&ccedil;&otilde;es no Mare Nostrum da OTAN. <\/p>\n<p>J&aacute; a segunda dire&ccedil;&atilde;o aponta na agenda &uacute;nica de modo a construir as pol&iacute;ticas bilaterais necess&aacute;rias, refor&ccedil;ando aspectos j&aacute; consolidados &ndash; como no caso chileno &ndash; ou abrindo a porteira para a entrada dos EUA como agente de interlocu&ccedil;&atilde;o em um local tenso como El Salvador. O presidente desse pa&iacute;s, Mauricio Funes, &#8211; &eacute; farabundista embora tenha ganhado popularidade como jornalista e at&eacute; correspondente da CNN. Qualquer a&ccedil;&atilde;o de reposicionamento dos EUA na Am&eacute;rica Central tem relev&acirc;ncia para o Departamento de Estado, em especial ap&oacute;s a vit&oacute;ria pol&iacute;tica vinda com o golpe militar em Honduras em 28 de junho de 2009. A quebra de uma cadeia de lealdades e vit&oacute;rias da centro-esquerda e do nacionalismo latino-americano culmina na legaliza&ccedil;&atilde;o do golpe contra Manuel Zelaya, provando tamb&eacute;m a incapacidade da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos (OEA) em administrar uma situa&ccedil;&atilde;o de crise com impacto e contund&ecirc;ncia. Basta compararmos com a a&ccedil;&atilde;o promovida pelo Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU e a &ldquo;unilateralidade&rdquo; de m&uacute;ltiplos agentes em un&iacute;ssono atrav&eacute;s da &ldquo;coaliz&atilde;o&rdquo; contra os governistas na L&iacute;bia. <\/p>\n<p>Reaproximar-se de El Salvador e dar &ecirc;nfase a planos integrados &ndash; quem sabe at&eacute; dando margens de ressuscitar o moribundo Plano Puebla Panam&aacute; &ndash; passa por estabelecer um di&aacute;logo prof&iacute;cuo com o presidente da FMLN e sua t&iacute;mida pol&iacute;tica econ&ocirc;mica. Tamb&eacute;m implica uma mensagem nem t&atilde;o subliminar assim, a partir do Golpe em Honduras, afirmando estarem os EUA mais do que predispostos a agir no Continente, reconhecendo prontamente governos golpistas, desde que com um verniz de legalidade no ato de deposi&ccedil;&atilde;o do presidente eleito. <\/p>\n<p>&Eacute; neste sentido que aponta a &uacute;ltima dire&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise. Dois pa&iacute;ses s&atilde;o tomados como &ldquo;modelares&rdquo; para o acionar do Departamento de Estado na Am&eacute;rica Latina. Um deles &eacute; a Col&ocirc;mbia, ap&oacute;s permitir a instala&ccedil;&atilde;o de bases e tropas terrestres estadunidenses em seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio. O outro &eacute; o Chile, por tudo o que representou e representa, tanto como experi&ecirc;ncia de transi&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica ao socialismo &#8211; derrotada atrav&eacute;s de um golpe sanguin&aacute;rio &ndash; como pela &ldquo;op&ccedil;&atilde;o chilena&rdquo; ao combinar em forma laboratorial um Estado forte e gendarme com uma pol&iacute;tica econ&ocirc;mica de estrutura privatizante e em prol da transnacionaliza&ccedil;&atilde;o da economia do Chile, retirando paulatinamente direitos hist&oacute;ricos e, ao mesmo tempo, disseminando a cultura do capital ligeiro e do empreendedorismo. Quando um presidente dos EUA vai ao Chile, especialmente em se tratando de um governo de direita comandado por um magnata de origem pinochetista, vai para comemorar vit&oacute;ria de sua proje&ccedil;&atilde;o imperial e tamb&eacute;m, abrir flancos de negocia&ccedil;&atilde;o de forma acentuada. <\/p>\n<p>O problema da rela&ccedil;&atilde;o dos EUA com o Chile &ndash; problem&aacute;tico se do ponto de vista dos estadunidenses &ndash; &eacute; a mem&oacute;ria hist&oacute;rica. No Brasil, por exemplo, a aus&ecirc;ncia da pauta direitos humanos ligada &agrave; pol&iacute;tica e o fato do atual presidente do Estado mais poderoso do planeta ser negro, refor&ccedil;a a empatia e o encantamento ao chamar um dos l&iacute;deres do G-20 como &ldquo;parceiro s&ecirc;nior&rdquo;. J&aacute; nas terras chilenas, tanto a vit&oacute;ria de Sebasti&aacute;n Pi&ntilde;eira nas elei&ccedil;&otilde;es de 2009 como o n&atilde;o pedido formal de desculpas por parte dos EUA operam como um bloqueio da penetra&ccedil;&atilde;o de seu &ldquo;efeito encantamento&rdquo;. Obama atua, muitas das vezes, mais como rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas que como chefe de Estado e Executivo mais importante do planeta. Em geral, como &eacute; t&iacute;pico da agenda real de diplomacia e rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a, as pautas n&atilde;o entram tanto em destaque, mas sim a proje&ccedil;&atilde;o da imagem. Na era das celebridades, at&eacute; a&ccedil;&otilde;es imperiais tem de ter penetra&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica e capacidade de apelo para o senso comum atrav&eacute;s de uma cultura de r&aacute;pida degusta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; sorrindo ao mundo e apresentando-se, ele mesmo, como uma &ldquo;pessoa humilde&rdquo; que o presidente refor&ccedil;a a sua posi&ccedil;&atilde;o e testa as habilidades de sua equipe de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em transformar uma amea&ccedil;a em um encantador de plat&eacute;ias. <\/p>\n<p><strong>Apontando conclus&otilde;es: Obama &eacute; mais perigoso que Shakira <\/p>\n<p><\/strong>Barack Obama &eacute; um verdadeiro encantador de audi&ecirc;ncias massivas e audi&ecirc;ncias selecionadas. Pela primeira vez em sua hist&oacute;ria o Imp&eacute;rio conta com um presidente hiper-culto e simp&aacute;tico ao mesmo tempo. &Eacute; ineg&aacute;vel tanto o seu carisma como a manipula&ccedil;&atilde;o deste para com o p&uacute;blico interno dos EUA (rela&ccedil;&atilde;o mais do que desgastada pela inefic&aacute;cia em aprovar medidas b&aacute;sicas de melhorias de vida) assim como para com quem o recebe e assiste sua trajet&oacute;ria nos pagos latino-americanos. &Eacute; &oacute;bvio que a visita ao Brasil foi a parte mais fortalecida dessa visita, mas tamb&eacute;m &eacute; &oacute;bvia a utiliza&ccedil;&atilde;o do presidente estadunidense como trunfo pol&iacute;tico de sua diplomacia. A agenda diplom&aacute;tica foi posta de sobremaneira em segundo plano, chegando a n&atilde;o influenciar no agendamento da cobertura da turn&ecirc; embasada na cultura das celebridades. Por sinal, o passo a passo de Barack e Michelle por aqui vem sendo gravado e difundido em tempo real, via internet, atrav&eacute;s do provedor da pr&oacute;pria Casa Branca. Desta vez a aposta &eacute; s&eacute;ria e contundente. Os EUA t&ecirc;m um personagem que pode ganhar arraigo de credibilidade em formadores de opini&atilde;o &ndash; em escala razo&aacute;vel &ndash; nos pa&iacute;ses latino-americanos. Foi para isso que ele veio para c&aacute;, al&eacute;m de refor&ccedil;ar a a&ccedil;&atilde;o coordenada bilateral junto ao Brasil. Sua agenda &eacute; compar&aacute;vel da percorrida pela cantora Shakira, com algumas diferen&ccedil;as. Uma delas &eacute; que, por mais manipul&aacute;vel e empacotada como mercadoria que seja a cantora colombiana-estadunidense, ela n&atilde;o autoriza bombardeio sobre alvos militares ou estatais de pa&iacute;s algum! Outra diz respeito ao apelo publicit&aacute;rio de Shakira n&atilde;o &eacute; t&atilde;o cr&iacute;vel e nem gera tanta ades&atilde;o quanto a presen&ccedil;a deste advogado e cientista pol&iacute;tico a ocupar o posto que concentra mais poder no mundo. E, por fim, o ato de aderir a uma agenda bilateral promovida pelo governo Obama-Clinton tem implic&acirc;ncias mais graves do que consumir uma produ&ccedil;&atilde;o da ind&iacute;ustria cultural como a da cantora em voga! <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=41607\">Este artigo foi originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A embaixada dos EUA no Chile fez este logo da visita de Obama ao pa\u00eds de Salvador Allende. 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