{"id":1408,"date":"2011-03-24T15:27:13","date_gmt":"2011-03-24T15:27:13","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1408"},"modified":"2011-03-24T15:27:13","modified_gmt":"2011-03-24T15:27:13","slug":"obama-no-brasil-operacao-coracoes-e-mentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1408","title":{"rendered":"Obama no Brasil: opera\u00e7\u00e3o cora\u00e7\u00f5es e mentes"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/obama_theatro.jpg\" title=\"Barack Hussein d\u00e1 um espet\u00e1culo de simpatia bem ao estilo da cultura das celebridades que temos hoje. O presidente dos EUA jogava confete na elite brasileira e no melting pot \u00e9tnico nacional enquanto comandava um \u201cbombardeio humanit\u00e1rio\u201d para conter tanto as tropas kadafistas como a luta dos insurgentes l\u00edbios.  - Foto:uol\" alt=\"Barack Hussein d\u00e1 um espet\u00e1culo de simpatia bem ao estilo da cultura das celebridades que temos hoje. O presidente dos EUA jogava confete na elite brasileira e no melting pot \u00e9tnico nacional enquanto comandava um \u201cbombardeio humanit\u00e1rio\u201d para conter tanto as tropas kadafistas como a luta dos insurgentes l\u00edbios.  - Foto:uol\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Barack Hussein d\u00e1 um espet\u00e1culo de simpatia bem ao estilo da cultura das celebridades que temos hoje. O presidente dos EUA jogava confete na elite brasileira e no melting pot \u00e9tnico nacional enquanto comandava um \u201cbombardeio humanit\u00e1rio\u201d para conter tanto as tropas kadafistas como a luta dos insurgentes l\u00edbios. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:uol<\/small><\/figure>\n<p>24 de mar&ccedil;o de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Pela primeira vez desde John F. Kennedy os EUA tem um l&iacute;der carism&aacute;tico ao ponto de ser popular, tornando-se refer&ecirc;ncia para os eleitorados de distintos pa&iacute;ses. E, por sua trajet&oacute;ria e etnia, Obama tem &oacute;bvia penetra&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de sua imagem na opini&atilde;o p&uacute;blica brasileira. <\/p>\n<p>Os estrategistas da diplomacia estadunidense operam com esta certeza e est&atilde;o usufruindo dessa proje&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica de acordo com seus interesses a partir de duas m&aacute;ximas da pol&iacute;tica. Uma delas &eacute; &ldquo;dividir para reinar&rdquo; e a outra &eacute; a &ldquo;capilaridade da imagem de um pol&iacute;tico&rdquo;, acentuando sua representa&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;ria e n&atilde;o real factual.<\/p>\n<p>No ato de dividir para reinar, o foco do Departamento de Estado &eacute; a reaproxima&ccedil;&atilde;o do Ocidente para com o Brasil; o que implica no afastamento paulatino das teses latino-americanistas. &Eacute; por isso que nosso pa&iacute;s &eacute; bajulado pelos EUA nos atos discursivos no que diz respeito &agrave; Am&eacute;rica Latina, e ao mesmo tempo, os Estados Unidos tem uma posi&ccedil;&atilde;o t&iacute;mida quanto &agrave; nossa presen&ccedil;a permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. <\/p>\n<p>J&aacute; a penetra&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;ria de Barack Obama no Brasil faz jus &agrave; sua trajet&oacute;ria como cientista pol&iacute;tico, advogado com boa orat&oacute;ria e organizador de base em guetos da Grande Chicago. Enquanto encantava os brasileiros no Rio, a coaliz&atilde;o atacava alvos leais a Muammar El-Khadafi em territ&oacute;rio l&iacute;bio. &Eacute; poss&iacute;vel tornar um personagem capilar em sociedade alheia (no caso, a nossa) sem passar por intermedi&aacute;rios ou media&ccedil;&otilde;es. Eis o porqu&ecirc; da pouca ou nenhuma aten&ccedil;&atilde;o para a m&iacute;dia latino-americana e a &ecirc;nfase no aparato de propaganda da Casa Branca, a come&ccedil;ar pela transmiss&atilde;o ao vivo pela internet de uma boa parte da agenda p&uacute;blica do mandat&aacute;rio estadunidense. <\/p>\n<p>Uma caracteriza&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel da passagem de Obama pelo Brasil &eacute; o exerc&iacute;cio da diplomacia atrav&eacute;s da &ecirc;nfase nos aspectos de usos e costumes de povos com alguma similitude em sua forma&ccedil;&atilde;o multi-&eacute;tnica embora ocidental. Esta &eacute; simp&aacute;tica e refor&ccedil;a a auto-estima dos brasileiros, em especial da maioria afro-descendente. J&aacute; a segunda caracteriza&ccedil;&atilde;o analisa Obama como o grande rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da pot&ecirc;ncia, atraindo as aten&ccedil;&otilde;es por este vi&eacute;s. Trata-se de manobra diversionista, criando um jogo de espelhos entre aquilo que estamos vendo &ndash; um presidente dos EUA simp&aacute;tico e culto &ndash; e o acionar de tipo imperialista, atacando um ditador outrora tolerado. <\/p>\n<p>Na era de Bush Jr. as oposi&ccedil;&otilde;es e posturas anti-imperialistas se davam de forma mais simples. O filho do ex-vice de Reagan &eacute; menos capacitado e pior operador pol&iacute;tico. Quando esteve em S&atilde;o Paulo na companhia do ex-presidente Lula, em novembro de 2005, foi o caos. Parou a cidade em um dia &uacute;til de semana e teve de suportar um ato de grandes propor&ccedil;&otilde;es contra a sua presen&ccedil;a na metr&oacute;pole. J&aacute; o ex-aluno de Columbia e Harvard &eacute; o oposto. Foi da Cidade de Deus ao Theatro Municipal e termina discursando para uma plat&eacute;ia VIP, ao estilo da cultura das celebridades. <\/p>\n<p>Obama &eacute; capaz de muitos feitos. Um deles &eacute; de executar uma t&iacute;pica opera&ccedil;&atilde;o de cora&ccedil;&otilde;es e mentes, encantando plat&eacute;ias ao ponto de quase ningu&eacute;m no Brasil bradar a este respeito. <\/p>\n<p><u>Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat <\/p>\n<p><\/u><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barack Hussein d\u00e1 um espet\u00e1culo de simpatia bem ao estilo da cultura das celebridades que temos hoje. 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