{"id":1411,"date":"2011-03-26T00:07:00","date_gmt":"2011-03-26T00:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1411"},"modified":"2011-03-26T00:07:00","modified_gmt":"2011-03-26T00:07:00","slug":"25-de-marco-de-2011-coluna-de-amy-goodman-em-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1411","title":{"rendered":"25 de mar\u00e7o de 2011 \u2013 coluna de Amy Goodman em portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/AristideReturns.jpg\" title=\"Jean Bertrand Aristide retorna ao Haiti. A luta pol\u00edtica do ex-presidente duas vezes deposto come\u00e7ou j\u00e1 no desembarque na capital haitiana. Que democracia \u00e9 essa que barra a maior for\u00e7a pol\u00edtica? Que ajuda \u00e9 esta que tolera a presen\u00e7a de ex-Tonton Macoutes?   - Foto:ezilidanto.com \" alt=\"Jean Bertrand Aristide retorna ao Haiti. A luta pol\u00edtica do ex-presidente duas vezes deposto come\u00e7ou j\u00e1 no desembarque na capital haitiana. Que democracia \u00e9 essa que barra a maior for\u00e7a pol\u00edtica? Que ajuda \u00e9 esta que tolera a presen\u00e7a de ex-Tonton Macoutes?   - Foto:ezilidanto.com \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Jean Bertrand Aristide retorna ao Haiti. A luta pol\u00edtica do ex-presidente duas vezes deposto come\u00e7ou j\u00e1 no desembarque na capital haitiana. Que democracia \u00e9 essa que barra a maior for\u00e7a pol\u00edtica? Que ajuda \u00e9 esta que tolera a presen\u00e7a de ex-Tonton Macoutes?  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:ezilidanto.com <\/small><\/figure>\n<p><strong>O regresso de Aristide ao Haiti: a travessia de uma longa noite que se fez dia <\/p>\n<p><\/strong>Na madrugada de 17 de mar&ccedil;o, o ex-presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide subiu a bordo de um pequeno avi&atilde;o junto com sua fam&iacute;lia em Joanesburgo, &Aacute;frica do Sul. Na manh&atilde; seguinte, chegou ao Haiti. Passaram-se mais de sete anos desde que foi seq&uuml;estrado de sua casa no Haiti ap&oacute;s um golpe de Estado que contou com o apoio dos Estados Unidos.<\/p>\n<p><em>ao final, leia tamb&eacute;m as observa&ccedil;&otilde;es dos editores de Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise<\/em><\/p>\n<p>Em 2010, um terr&iacute;vel terremoto a&ccedil;oitou o Haiti, deixando um saldo de mais de 300 mil mortos e um milh&atilde;o e meio de pessoas sem lar. Uma epidemia de c&oacute;lera, que chegou ao pa&iacute;s pelas for&ccedil;as de ocupa&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, colocou em risco de cont&aacute;gio quase 800 mil pessoas. A maioria da popula&ccedil;&atilde;o vive com menos de um d&oacute;lar por dia. Agora Aristide, de longe a figura mais popular de Haiti na atualidade e o primeiro presidente eleito democraticamente da primeira rep&uacute;blica negra do mundo, regressa a seu pa&iacute;s. <\/p>\n<p>&ldquo;Bon Retou Titid&rdquo; (&ldquo;Bom retorno, Titid&rdquo;, forma afetuosa de referir-se a Aristide), dizia os cartazes e gritavam as pessoas em Porto Pr&iacute;ncipe, enquanto milhares se aglomeravam para acompanhar Aristide do aeroporto Toussaint L&rsquo;Ouverture at&eacute; sua casa. O nome do aeroporto &eacute; uma refer&ecirc;ncia ao negro Fran&ccedil;ois-Dominique Toussaint L&rsquo;Ouverture, que liderou o levante escravo respons&aacute;vel pela funda&ccedil;&atilde;o do Haiti em 1804. <\/p>\n<p>Tive a oportunidade de viajar junto com Aristide, sua esposa, Mildred, e suas duas filhas, de Joanesburgo ao Haiti no pequeno avi&atilde;o cedido pelo governo de &Aacute;frica do Sul. Foi meu segundo v&ocirc;o junto a eles. Em mar&ccedil;o de 2004, a fam&iacute;lia Aristide tentou regressar do ex&iacute;lio for&ccedil;ado na Rep&uacute;blica Centro-Africana, mas nunca conseguiu voltar ao Haiti. O ent&atilde;o Secret&aacute;rio de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, e outros servidores p&uacute;blicos estadunidenses advertiram a Aristide que se mantivesse longe do Hemisf&eacute;rio Ocidental. A fam&iacute;lia Aristide n&atilde;o tomou caso da amea&ccedil;a, e fez uma parada na Jamaica antes de viajar &agrave; &Aacute;frica do Sul, onde permaneceu at&eacute; o fim de semana passado. <\/p>\n<p>Justo antes das elei&ccedil;&otilde;es deste domingo no Haiti, o Presidente Ren&eacute; Preval deu a Aristide o passaporte diplom&aacute;tico que lhe prometera h&aacute; muito tempo. Dois meses dantes, no dia 19 de janeiro, o ent&atilde;o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, P.J. Crowley, escreveu no Twitter em refer&ecirc;ncia a Aristide: &ldquo;Hoje Haiti precisa olhar para o futuro, n&atilde;o ao passado&rdquo;. Mildred Aristide sentiu-se indignada por este coment&aacute;rio. <\/p>\n<p>Quando a entrevistei no avi&atilde;o, minutos antes de seu regresso ao Haiti, Milred disse que os Estados Unidos repetem isso desde que obrigaram seu esposo a sair do pa&iacute;s em 2004: &ldquo;Quando est&aacute;vamos na Rep&uacute;blica Centro-Africana, algu&eacute;m nos deu um livro sobre Barth&eacute;lemy Boganda, o fundador da Rep&uacute;blica Centro-Africana e o precursor de sua independ&ecirc;ncia porque, na &uacute;ltima inst&acirc;ncia, morreu antes que a Rep&uacute;blica Centro-Africana conseguisse sua independ&ecirc;ncia da Fran&ccedil;a. E tinha um trecho no livro que me paralisou. Questionava Boganda por continuar sendo cr&iacute;tico das rela&ccedil;&otilde;es entre a Fran&ccedil;a colonial e a Rep&uacute;blica Centro-Africana, e dizia-lhe &rsquo;Est&aacute;s falando do passado&rsquo;. Ao que Boganda replicou: &rsquo;Deixaria de falar do passado, se n&atilde;o estivesse t&atilde;o presente&rsquo;&rdquo;. <\/p>\n<p>Mark Toner, o novo porta-voz do Departamento de Estado, disse na semana passada: &ldquo;O ex-presidente Aristide decidiu permanecer fora de Haiti por sete anos. O regresso nesta semana s&oacute; pode ser considerado uma decis&atilde;o consciente de ter um impacto nas elei&ccedil;&otilde;es do Haiti.&rdquo; <\/p>\n<p>Jean-Bertrand Aristide n&atilde;o decidiu partir nem permanecer fora do Haiti, e o governo de Obama sabe disso. No dia 29 de fevereiro de 2004, Luis Moreno, o n&uacute;mero dois da Embaixada dos Estados Unidos no Haiti, foi at&eacute; a casa da fam&iacute;lia presidencial e a levou &agrave; for&ccedil;a para o aeroporto. Frantz Gabriel era o guarda-costas pessoal de Aristide em 2004. Eu o conheci quando estive com a fam&iacute;lia Aristide na Rep&uacute;blica Centro-Africana, e voltei a v&ecirc;-lo na sexta-feira (18), quando esta fam&iacute;lia regressou ao Haiti. Gabriel lembrou: &ldquo;O Presidente n&atilde;o partiu voluntariamente porque todos os que acompanharam Aristide at&eacute; o aeroporto eram militares. Estive nas for&ccedil;as armadas dos Estados Unidos e sei qual &eacute; o aspecto de um oficial de infantaria, e tamb&eacute;m sei qual &eacute; o aspecto de um oficial das for&ccedil;as especiais. O que me chamou a aten&ccedil;&atilde;o foi que quando chegamos ao avi&atilde;o, todos tiraram o uniforme e puseram roupas de civis. Nesse momento, soube que se tratava de uma opera&ccedil;&atilde;o especial&rdquo;. <\/p>\n<p>Os Estados Unidos continuaram impedindo o regresso do ex-chefe da na&ccedil;&atilde;o durante os sete anos seguintes. Exatamente na semana passada, o Presidente Barack Obama chamou o presidente sul-africano Jacob Zuma para expressar sua &ldquo;profunda preocupa&ccedil;&atilde;o&rdquo; ante o poss&iacute;vel regresso de Aristide, e pressionou a Zuma para que o impedisse de viajar. Zuma tem o m&eacute;rito de ter ignorado a advert&ecirc;ncia. Telegramas diplom&aacute;ticos estadunidenses, que o WikiLeaks publicou, revelam que durante v&aacute;rios anos houve manobras acordadas para impedir o regresso de Aristide ao Haiti, entre elas o castigo diplom&aacute;tico a qualquer pa&iacute;s que o ajudasse, e inclusive a amea&ccedil;a de vetar o ingresso de &Aacute;frica do Sul no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. <\/p>\n<p>Depois de aterrissar em Porto Pr&iacute;ncipe, Aristide n&atilde;o perdeu tempo. Dirigiu-se ao povo haitiano j&aacute; desde o aeroporto. Suas palavras tocaram um ponto fundamental das elei&ccedil;&otilde;es que acaba de acontecer no pa&iacute;s: seu partido pol&iacute;tico, o partido mais popular de Haiti, Fanmi Lavalas, est&aacute; proscrito. Fora exclu&iacute;do das elei&ccedil;&otilde;es. Aristide disse: &ldquo;O problema &eacute; a exclus&atilde;o, e a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a inclus&atilde;o. A exclus&atilde;o de Fanmi Lavalas &eacute; a exclus&atilde;o da maioria. A exclus&atilde;o da maioria significa que est&atilde;o tirando exatamente a grama sobre a qual todos n&oacute;s estamos sentados. O problema &eacute; a exclus&atilde;o. A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; incluir todos os haitianos sem discrimina&ccedil;&atilde;o, porque todos somos pessoas&rdquo;. Ao se reencontrar com o pa&iacute;s que n&atilde;o tinha visto durante sete anos, o Presidente Aristide expressou: &ldquo;Haiti, Haiti, quanto mais longe estou de ti, mais me custa respirar. Haiti, amo-o e sempre lhe amarei. Sempre&rdquo;. <\/p>\n<p>&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&ndash; <br \/>\nDenis Moynihan colaborou na produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica desta coluna. <br \/>\n@2010 Amy Goodman <\/p>\n<p>Texto en ingl&ecirc;s traducido por Mercedes Camps, editado em Democracy Now! en espa&ntilde;ol, spanish@democracynow.org <\/p>\n<p>Texto em espanhol traduzido para o portugu&ecirc;s por Rafael Cavalcanti Barreto, revisado por Bruno Lima Rocha. Esta vers&atilde;o &eacute; exclusiva de Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise, sendo livre a reprodu&ccedil;&atilde;o desde que cintando a fonte. <\/p>\n<p>Amy Goodman &eacute; &acirc;ncora do Democracy Now!, um notici&aacute;rio internacional que emite conte&uacute;do di&aacute;rio para mais de 650 emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o em ingl&ecirc;s, e mais de 250 em espanhol. &Eacute; co-autora do livro &ldquo;Os que lutam contra o sistema: Her&oacute;is ordin&aacute;rios em tempos extraordin&aacute;rios nos Estados Unidos&rdquo;, editado pelo Le Monde Diplomatique do Cone Sul. <\/p>\n<p><strong>Coment&aacute;rio dos editores de Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise: <\/p>\n<p><\/strong>&Eacute; dif&iacute;cil para a diplomacia brasileira admitir, mas &eacute; &oacute;bvia a cumplicidade de nosso pa&iacute;s &ndash; ou ao menos de seus mandat&aacute;rios de centro-esquerda &ndash; com a interven&ccedil;&atilde;o de tipo &ldquo;imperialismo humanit&aacute;rio&rdquo; no Haiti. As For&ccedil;as Armadas e os respectivos comandantes da miss&atilde;o militar brasileira, encabe&ccedil;ando o contingente da ONU, afirmam aos quatro cantos estarem l&aacute; para &ldquo;reconstruir&rdquo; um pa&iacute;s. Nada pode ser mais falso. Uma vez que a for&ccedil;a pol&iacute;tica majorit&aacute;ria &eacute; banida por interesse e vontade da elite cr&eacute;ole em cumplicidade com Washington, portanto o Brasil n&atilde;o est&aacute; reconstruindo absolutamente nada. <\/p>\n<p>J&aacute; escrevemos outras vezes a respeito desse tema, concentrando-nos no fato inequ&iacute;voco da inger&ecirc;ncia estrangeira, digo, dos EUA hoje e do passado colonial franc&ecirc;s antes, impedindo esta terra de se desenvolver de forma soberana. Jean Bertand Aristide retorna a um pa&iacute;s desolado no mesmo per&iacute;odo em que o ex-ditador Baby Doc o faz. O novo governo joga, assim como boa parte das democracias latino-americanas, com a teoria dos dois dem&ocirc;nios. O retorno do filho de uma dinastia nascida sob a sombra dos porta-avi&otilde;es no Mare Nostrum do Comando Sur &ndash; o Caribe &ndash; precede o retorno do presidente duas vezes deposto e representante da maior for&ccedil;a pol&iacute;tica do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Os governos de Aristide foram francamente desestabilizados pela a&ccedil;&atilde;o de militares e chefes de gangues ainda leais aos c&oacute;digos e cadeias de comando dos antigos Tonton Macoutes, for&ccedil;a paramilitar criada por Fran&ccedil;ois Duvalier e mantida por seu filho Jean Claude &ndash; respectivamente, Papa e Baby Doc. Nos anos &rsquo;90, os herdeiros dessa for&ccedil;a de terror oficial concentravam-se na FRAPH, uma das art&iacute;fices do Golpe que levara a uma interven&ccedil;&atilde;o de tipo &ldquo;imperialismo humanit&aacute;rio&rdquo; do ent&atilde;o novo governo de Bill Clinton, em uma aventura como a da Som&aacute;lia, sendo esta menos perigosa para as for&ccedil;as do Imp&eacute;rio. <\/p>\n<p>A volta de Aristide mesmo banido da pol&iacute;tica oficial, e o retorno de Baby Doc implicam n&atilde;o na reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional, sendo isto mesmo imposs&iacute;vel com um tirano t&iacute;tere de Washington como este, mas sim no aval permanente para a interven&ccedil;&atilde;o externa. O argumento &eacute; simples: a tens&atilde;o pol&iacute;tica eleva o caos social &agrave; altura da ingovernabilidade por n&atilde;o haver estrutura m&iacute;nima de vida em sociedade, em especial em Porto Pr&iacute;ncipe. O pior &eacute; que &eacute; tudo verdade. O Haiti n&atilde;o se sustenta hoje sem ajuda externa e esta, sempre vem acompanha de intervencionismo de tipo imperial. Seja este multilateral e com ares de &ldquo;legalidade&rdquo; como a Minustah da ONU com o Brasil &agrave; frente, seja a tomada (eterna retomada) do pa&iacute;s por for&ccedil;as &ldquo;humanit&aacute;rias militarizadas&rdquo; dos EUA ap&oacute;s o terremoto de 2009. <\/p>\n<p>Seria mais que justa, &eacute; necess&aacute;ria uma corrente humanit&aacute;ria em torno do Haiti em geral, e de suas solu&ccedil;&otilde;es soberanas e autodeterminadas em particular. O Brasil com pretens&otilde;es internacionais acaba por fazer justo o oposto. A sa&iacute;da para a crise do Haiti est&aacute; nos pr&oacute;prios haitianos e em suas estruturas organizativas, como os movimentos de camponeses a ressaltar a Plataforma PAPDA.org. Os ventos de 1804 podem continuar a soprar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jean Bertrand Aristide retorna ao Haiti. 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