{"id":1416,"date":"2011-04-05T07:20:46","date_gmt":"2011-04-05T07:20:46","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1416"},"modified":"2011-04-05T07:20:46","modified_gmt":"2011-04-05T07:20:46","slug":"o-estado-da-georgia-e-a-suprema-corte-dos-estados-unidos-jogando-com-a-maquina-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1416","title":{"rendered":"O estado da Georgia e a Suprema Corte dos Estados Unidos: jogando com a m\u00e1quina da morte"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/RQPN_inyeccion.jpg\" title=\"A m\u00e1quina da morte depende de um coquetel letal baseado em tiopental. Alguns governos estaduais dos EUA insistem em executar prisioneiros e assim fortalecem a no\u00e7\u00e3o vingativa da moral conservadora do Imp\u00e9rio em decad\u00eancia.  - Foto: La pagina \" alt=\"A m\u00e1quina da morte depende de um coquetel letal baseado em tiopental. Alguns governos estaduais dos EUA insistem em executar prisioneiros e assim fortalecem a no\u00e7\u00e3o vingativa da moral conservadora do Imp\u00e9rio em decad\u00eancia.  - Foto: La pagina \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A m\u00e1quina da morte depende de um coquetel letal baseado em tiopental. Alguns governos estaduais dos EUA insistem em executar prisioneiros e assim fortalecem a no\u00e7\u00e3o vingativa da moral conservadora do Imp\u00e9rio em decad\u00eancia. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto: La pagina <\/small><\/figure>\n<p>05 de abril de 2011 &#8211; por <em>Amy Goodman <\/p>\n<p><\/em>No dia 28 de mar&ccedil;o, a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a ouvir o caso de Troy Anthony Davis, condenado &agrave; pena de morte. Foi sua &uacute;ltima apela&ccedil;&atilde;o. Davis recebeu a pena no estado da Georgia h&aacute; quase vinte anos, depois de lhe considerarem culpado por matar com um disparo Mark MacPhail, um oficial de pol&iacute;cia que estava de folga na cidade de Savannah. Desde a sua condena&ccedil;&atilde;o, sete das nove testemunhas n&atilde;o policiais se retrataram de sua declara&ccedil;&atilde;o, alegando coer&ccedil;&atilde;o e intimida&ccedil;&atilde;o policial para obter seus depoimentos. Apesar da d&uacute;vida que rodeia o caso, Troy Anthony Davis poder&aacute; ser executado nas pr&oacute;ximas semanas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Leia ao final o coment&aacute;rio dos editores da coluna em portugu&ecirc;s <br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>Davis est&aacute; agora a merc&ecirc; da Junta de Perd&atilde;o e Liberdade Condicional do estado da Georgia, que poderia transformar sua pena em pris&atilde;o perp&eacute;tua sem possibilidade de liberdade condicional. Ser&aacute; uma luta dif&iacute;cil, apesar dos pedidos de indulto em n&iacute;veis nacional e internacional realizados por figuras como o Papa Bento XVI, o Arcebispo Desmond Tutu e o ex-presidente Jimmy Carter. <\/p>\n<p>A irm&atilde; de Davis, Martina Correia, levou adiante uma campanha incans&aacute;vel para que se fizesse justi&ccedil;a no caso de seu irm&atilde;o. Em resposta &agrave; decis&atilde;o da Suprema Corte, disse-me: &ldquo;Ontem ficamos perplexos e consternados ao saber da not&iacute;cia de que a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou a peti&ccedil;&atilde;o de Troy. Negou-se a considerar o caso porque (&#8230;) a ningu&eacute;m interessa a evid&ecirc;ncia de inoc&ecirc;ncia real, e a ningu&eacute;m interessa ver a retrata&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o das testemunhas como uma parte realmente forte e vi&aacute;vel deste caso, mesmo com a apresenta&ccedil;&atilde;o de novas testemunhas. Acho que precisamos de uma mobiliza&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel mundial pelo caso de Troy. A Suprema Corte de Justi&ccedil;a dos Estados Unidos deve se ocupar de uma vez por todas do fato de que neste pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; inconstitucional executar uma pessoa inocente&rdquo;. <\/p>\n<p>Martina Correia chama a aten&ccedil;&atilde;o para um importante e desconhecido aspecto sobre a lei de pena de morte nos Estados Unidos: existe um precedente judicial que permite a execu&ccedil;&atilde;o de pessoas inocentes. Ainda que pare&ccedil;a mentira, a Suprema Corte, em um ditame de 1993, sugeriu que &ldquo;a evid&ecirc;ncia de inoc&ecirc;ncia real&rdquo; &eacute; insuficiente para libertar algu&eacute;m. A Corte s&oacute; atenta para o procedimento das normas jur&iacute;dicas, mesmo reconhecendo que, assim, pessoas inocentes poder&atilde;o ser condenadas e executadas. Em tais casos, um prisioneiro poderia solicitar a clem&ecirc;ncia do &oacute;rg&atilde;o executivo. Parece que a Corte ainda n&atilde;o aprendeu o que muitos estados conseguiram entender: que o sistema de pena de morte n&atilde;o funciona e &eacute; irrevers&iacute;vel. <\/p>\n<p>Recentemente, Illinois converteu-se no d&eacute;cimo sexto estado do pa&iacute;s a declarar ilegal a pena de morte. Depois de promulgar a lei, o governador Pat Quinn, disse: &ldquo;Depois de conferir todas as informa&ccedil;&otilde;es que recebi, cheguei &agrave; conclus&atilde;o de que &eacute; imposs&iacute;vel criar um sistema perfeito, infal&iacute;vel, livre de discrimina&ccedil;&atilde;o com respeito &agrave; ra&ccedil;a, ou &agrave;s circunst&acirc;ncias econ&ocirc;micas, ou &agrave; geografia. &Eacute; imposs&iacute;vel termos em nosso estado um sistema de pena de morte exato e consistente. Acho que abolir esta esp&eacute;cie de puni&ccedil;&atilde;o &eacute; correto e justo&rdquo;. Quinn segue os passos de outro governador de Illinois, o republicano George Ryan, que comutou as condena&ccedil;&otilde;es &agrave; morte de 120 prisioneiros no estado. <\/p>\n<p>A atitude dos dois governadores de Illinois faz lembrar o ex-magistrado da Suprema Corte Harry A. Blackmun, que registrou em 1994 seu voto dissidente, depois da Corte negar a apela&ccedil;&atilde;o em &uacute;ltima inst&acirc;ncia de um detento do corredor da morte: &ldquo;Deste dia em diante, n&atilde;o jogarei mais com as m&aacute;quinas da morte&rdquo;. <\/p>\n<p>Jogar com a m&aacute;quina da morte &eacute; precisamente o que alguns estados parecem estar fazendo. O tiopental &eacute; um dos tr&ecirc;s venenos presentes no &ldquo;coquetel&rdquo; letal usado na maioria das execu&ccedil;&otilde;es nos Estados Unidos. Hospira, a &uacute;ltima empresa com sede no pa&iacute;s que fabricava tiopental s&oacute;dico, deixou de elaborar este f&aacute;rmaco controlado, provocando sua escassez em n&iacute;vel nacional. Os estados come&ccedil;aram a lutar para manter o fornecimento suficiente em suas c&acirc;meras de execu&ccedil;&atilde;o. Quando a Calif&oacute;rnia pediu ao estado do Arizona um veneno similar, o subsecret&aacute;rio do Departamento de Corre&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o de Calif&oacute;rnia, Scott Kernan, escreveu em um correio eletr&ocirc;nico enviado a seus pares do outro estado: &ldquo;Salvaram-nos a vida&#8230;&rdquo;. <\/p>\n<p>Ao que parece, a Georgia teria importado ilegalmente seu fornecimento de tiopental da empresa Dream Pharma Ltd, de reputa&ccedil;&atilde;o duvidosa em Londres, Inglaterra. A empresa seria administrada por um casal e funcionaria em um espa&ccedil;o alugado nos fundos de uma auto-escola. Georgia n&atilde;o conta atualmente com permiss&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA, sigla do seu nome em ingl&ecirc;s) para importar subst&acirc;ncias controladas, raz&atilde;o pela qual a DEA recentemente confiscou o fornecimento de tiopental do estado. Enquanto aguarda a investiga&ccedil;&atilde;o do caso, Georgia n&atilde;o contar&aacute; com o veneno fundamental, inviabilizando dessa forma a execu&ccedil;&atilde;o de Davis ou de qualquer outro prisioneiro condenado &agrave; pena de morte. <\/p>\n<p>No mesmo dia em que a Suprema Corte negou a apela&ccedil;&atilde;o de Davis, a Anistia Internacional publicou seu relat&oacute;rio anual sobre pena de morte. Os Estados Unidos ainda figuram na lista dos principais pa&iacute;ses que realizam execu&ccedil;&otilde;es, junto &agrave; China, Ir&atilde;, Ar&aacute;bia Saudita, I&ecirc;men e Cor&eacute;ia do Norte. <\/p>\n<p>Al&eacute;m de liderar a luta pela vida de seu irm&atilde;o, Martina Correia, peleia por sua pr&oacute;pria vida. No dia da falha judicial, completaram-se dez anos da sua batalha contra o c&acirc;ncer de mama. Seu rosto aparece em camionetes de mamografias m&oacute;veis, que ajudam a salvar a vida de mulheres de baixos recursos em Savannah. A Coaliz&atilde;o Nacional Contra o C&acirc;ncer de Mama a nomeou junto &agrave; ex-presidenta da C&acirc;mara dos Representantes, Nancy Pelosi, como &ldquo;mulheres que acertam&rdquo;. Correia, com sua humildade habitual, sente que somente merecer&aacute; esse t&iacute;tulo quando a vida de seu irm&atilde;o tamb&eacute;m for salva. <\/p>\n<p>&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&ndash; <br \/>\nDenis Moynihan colaborou na produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica desta coluna. <br \/>\n@2010 Amy Goodman <\/p>\n<p>Texto en ingl&ecirc;s traducido por Mercedes Camps y Democracy Now! en espa&ntilde;ol, spanish@democracynow.org <br \/>\nTexto em espanhol traduzido por <a href=\"mailto:rafael.estrategiaeanalise@gmail.com\">Rafael Cavalcanti Barreto<\/a>, revisado por <a href=\"mailto:bruno.estrategiaeanalise@gmail.com\">Bruno Lima Rocha<\/a>. Esta vers&atilde;o em portugu&ecirc;s &eacute; exclusiva para o portal Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise. &Eacute; livre a reprodu&ccedil;&atilde;o desde que citando a fonte.<\/p>\n<p>Amy Goodman &eacute; &acirc;ncora do Democracy Now!, um notici&aacute;rio internacional que emite conte&uacute;do di&aacute;rio para mais de 650 emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o em ingl&ecirc;s, e mais de 250 em espanhol. &Eacute; co-autora do livro &ldquo;Os que lutam contra o sistema: Her&oacute;is ordin&aacute;rios em tempos extraordin&aacute;rios nos Estados Unidos&rdquo;, editado pelo Le Monde Diplomatique do Cone Sul.<\/p>\n<p><strong>Coment&aacute;rio da equipe do portal <\/p>\n<p><\/strong>O tema da pena de morte &eacute; presente como argumento discursivo e vem sendo repetido sistematicamente pelo pensamento conservador brasileiro. N&atilde;o se trata de uma novidade a id&eacute;ia de um Estado vingador, a punir o desviante pelo bem da coletividade. Esta defesa tamb&eacute;m se d&aacute; forma velada, e por vezes nem t&atilde;o velada assim, pelas centenas de programas sensacionalistas e policialescos na TV (aberta e por assinatura) e no r&aacute;dio do pa&iacute;s. &Eacute; relativamente f&aacute;cil mexer com a ira da massa e apontar para aquele que comete crimes entre iguais como sendo algu&eacute;m odioso e n&atilde;o pass&iacute;vel de corre&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&Eacute; igualmente simples localizar estes argumentos e suas falhas. O problema de fundo &eacute; entrar na id&eacute;ia de casa de corre&ccedil;&atilde;o, onde o Estado, responsabilizado pelo preso, supostamente faria de tudo para traz&ecirc;-lo de volta (se &eacute; que alguma vez ali j&aacute; esteve) para uma cidadania plena de direitos e deveres. A animaliza&ccedil;&atilde;o das cadeias e a rela&ccedil;&atilde;o brutal do preso para com o preso &eacute; deveras retratada em obras cinematogr&aacute;ficas, televisivas e jornal&iacute;sticas e faz parte do arsenal de constru&ccedil;&otilde;es para justificar a pena de morte no Brasil. Vive-se assim uma id&eacute;ia de animaliza&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o humana, de perda da expectativa de algum retorno destes que delinq&uuml;em para uma rela&ccedil;&atilde;o social minimamente respeitosa e pac&iacute;fica. <\/p>\n<p>N&atilde;o p&aacute;ra por a&iacute; o festival de asneiras que &eacute; dita e repetida no sentido de defesa da ordem constitu&iacute;da e a exig&ecirc;ncia do Estado para intervir na garantia de seguran&ccedil;a dos cidad&atilde;os de bem. At&eacute; a&iacute; a &uacute;nica novidade &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o dos cr&iacute;ticos ao autoritarismo, aceitando tamb&eacute;m o pressuposto que n&atilde;o h&aacute; inoc&ecirc;ncia em crimes de lesa humanidade, mesmo que cometidos por delinq&uuml;entes de origem mais humilde. Mas, existem dois problemas de fundo e s&atilde;o de abordagem tamb&eacute;m relativamente simples e de dif&iacute;cil aceita&ccedil;&atilde;o intelectual pelo senso comum. <\/p>\n<p>Um destes j&aacute; se encontra na coluna de Amy Goodman e trata do problema da isen&ccedil;&atilde;o, da busca por justi&ccedil;a n&atilde;o ser poss&iacute;vel de forma total e menos ainda ser livre de constru&ccedil;&otilde;es sociais no ato de percorrer as exig&ecirc;ncias jur&iacute;dicas e assim determinar o justi&ccedil;amento final. Outro problema &eacute; da ordem da constata&ccedil;&atilde;o, considerando que uma parte consider&aacute;vel das elites dirigentes do Brasil e das fra&ccedil;&otilde;es de classe dominante &eacute; composta por delinq&uuml;entes. E, em geral, em nosso pa&iacute;s ao menos, o discurso conservador, a exig&ecirc;ncia de puni&ccedil;&atilde;o capital caminha lado a lado da corrup&ccedil;&atilde;o e da viol&ecirc;ncia policial, al&eacute;m da toler&acirc;ncia e admira&ccedil;&atilde;o para com supostos delinq&uuml;entes de colarinho branco. A Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha &eacute; a prova cabal daquilo que aqui afirmamos. <\/p>\n<p>Regimes muito autorit&aacute;rios, corruptos, moralistas e fechados usam a pena capital como um trunfo de controle sobre a popula&ccedil;&atilde;o, a&iacute; inclu&iacute;da a delinq&uuml;&ecirc;ncia de baixo n&iacute;vel. A pena de morte &eacute; injusta em todos os sentidos e, por ironia macabra, a sua aplica&ccedil;&atilde;o ison&ocirc;mica levaria ao exterm&iacute;nio uma parte consider&aacute;vel dos mandat&aacute;rios no pa&iacute;s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e1quina da morte depende de um coquetel letal baseado em tiopental. Alguns governos estaduais dos EUA insistem em executar prisioneiros e assim fortalecem a no\u00e7\u00e3o vingativa da moral conservadora do Imp\u00e9rio em decad\u00eancia. Foto: La pagina 05 de abril de 2011 &#8211; por Amy Goodman No dia 28 de mar&ccedil;o, a Suprema Corte dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1416","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}