{"id":1424,"date":"2011-04-18T18:55:38","date_gmt":"2011-04-18T18:55:38","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1424"},"modified":"2011-04-18T18:55:38","modified_gmt":"2011-04-18T18:55:38","slug":"rs-a-luta-do-cpers-e-a-politica-sindical-como-um-jogo-de-representacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1424","title":{"rendered":"RS: A luta do Cpers e a pol\u00edtica sindical como um jogo de representa\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/foto_sineta.jpg\" title=\"A sineta do Cpers pode voltar a badalar caso seja assegurada a independ\u00eancia de classe e a autonomia decis\u00f3ria que emana, ou emanaria das bases. Agora, o que est\u00e1 em jogo ultrapassa as justas reivindica\u00e7\u00f5es salariais, entrando na seara na exist\u00eancia mesma da entidade sindical.  - Foto:staziakinoticias\" alt=\"A sineta do Cpers pode voltar a badalar caso seja assegurada a independ\u00eancia de classe e a autonomia decis\u00f3ria que emana, ou emanaria das bases. Agora, o que est\u00e1 em jogo ultrapassa as justas reivindica\u00e7\u00f5es salariais, entrando na seara na exist\u00eancia mesma da entidade sindical.  - Foto:staziakinoticias\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A sineta do Cpers pode voltar a badalar caso seja assegurada a independ\u00eancia de classe e a autonomia decis\u00f3ria que emana, ou emanaria das bases. Agora, o que est\u00e1 em jogo ultrapassa as justas reivindica\u00e7\u00f5es salariais, entrando na seara na exist\u00eancia mesma da entidade sindical. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:staziakinoticias<\/small><\/figure>\n<p><em>Bruno Lima Rocha &amp; Diego Costa <\/em><\/p>\n<p>A sexta feira dia 08 de abril, marca o in&iacute;cio do calend&aacute;rio de mobiliza&ccedil;&otilde;es de cunho mais massivos convocadas pelo sindicato estadual de trabalhadores em educa&ccedil;&atilde;o, o Cpers. Longe de ser uma inst&acirc;ncia super lotada, a assembl&eacute;ia teve participa&ccedil;&atilde;o de meio gin&aacute;sio Gigantinho, o que implica ao redor de 10 mil pessoas. Quase sempre, estas ocasi&otilde;es concentram a posta restante da esquerda mais &agrave; esquerda no Rio Grande do Sul, servindo tamb&eacute;m de term&ocirc;metro para medir for&ccedil;as na interna do ambiente mais combativo &#8211; ou aquilo que isso venha a representar em tempos de ruas esvaziadas e muita prosa de gabinete e corredor.<\/p>\n<p>O tema obviamente gira em torno do aumento do sal&aacute;rio dos professores e servidores de escolas, base de vencimentos vergonhosa, ainda mais em se tratando do Rio Grande do Sul o estado com ainda maior IDHS do pa&iacute;s. A barreira est&aacute; no pragmatismo pol&iacute;tico, na velha real politik para os saudosos do leninismo, ou a m&aacute;xima da Dama de Ferro inglesa (a baronesa Margaret Thatcher) de que &ldquo;n&atilde;o h&aacute; alternativa&rdquo;. Na &uacute;ltima gest&atilde;o do PT &agrave; frente do Executivo estadual, a ex-secret&aacute;ria de educa&ccedil;&atilde;o L&uacute;cia Camini, atirara no lodo sua trajet&oacute;ria de sindicalista do Cpers ao assumir a bandeira de uma pol&iacute;tica salarial praticamente inexistente. Neste ano de 2011, a tens&atilde;o se anunciaria no choque de lealdades entre partido, corrente da interna partid&aacute;ria, governo e composi&ccedil;&atilde;o de governo. A pergunta era simples. Ser&aacute; que a dire&ccedil;&atilde;o colegiada do maior sindicato do Rio Grande, presidido pela professora Rejane de Oliveira, se atreveria a confrontar um governo cuja maioria de dirigentes do sindicato &eacute; composta de correligion&aacute;rios de Tarso Genro? Ser&aacute; que ver&iacute;amos choque de lealdade entre militantes de uma mesma corrente pol&iacute;tica em lados diferentes do balc&atilde;o? A bandeira de fundo &eacute; o Piso Nacional Salarial para a Educa&ccedil;&atilde;o, normativa rec&eacute;m corroborada pelo &ldquo;mui nobre, leal, valoroso e digno&rdquo; Supremo Tribunal Federal (obs: perdoem-nos ministro Joaquim Barbosa, essa bata de pilh&eacute;ria e ironia n&atilde;o &eacute; para ti). O STF ratificara na forma da lei o Piso de R$ 1.187, derrubando as A&ccedil;&otilde;es Diretas de Inconstitucionalidade de alguns governadores. <\/p>\n<p>Voltando ao pago, ao seguirmos o tema da pugna salarial, veremos as respostas dessas d&uacute;vidas de fundo. Nas &uacute;ltimas movimenta&ccedil;&otilde;es das propostas oriundas do Pal&aacute;cio Piratini, o Executivo havia oferecido o reajuste de 10,91% ao sal&aacute;rio b&aacute;sico dos Professores. Segundo informa&ccedil;&otilde;es do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, este reajuste representa um ganho real em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infla&ccedil;&atilde;o de 2010 de 4,7% (IPCA) e de 4,2% (INPC) e incorporando R$ 42,90 ao b&aacute;sico do Magist&eacute;rio. Ainda segundo o pr&oacute;prio, o aumento real totaliza um impacto financeiro de R$ 334 milh&otilde;es aos cofres do estado. A estimativa do governo de Tarso Genro &eacute; de que para se chegar ao Piso Nacional, o impacto seria de R$ 2 bilh&otilde;es. A proposta do governo era &ldquo;irredut&iacute;vel&rdquo;, mas a diretoria que fora negociar afirmou que iria consultar a categoria no dia seguinte. Se h&aacute; um elemento de an&aacute;lise, n&atilde;o &eacute; a consulta em si, mas como se conduz uma pauta e um debate interno, ainda mais no micro-clima existente nas assembl&eacute;ias de uma categoria estadual e as regras draconianas de participa&ccedil;&atilde;o dos professores n&atilde;o organizados em correntes e tend&ecirc;ncias. Definitivamente, o Cpers-sindicato n&atilde;o &eacute; uma estrutura federalista e dificulta as vozes de opositores internos. <\/p>\n<p>Na sexta feira 8 de Abril, houve a Assembl&eacute;ia Geral da categoria, realizada na sede do Cpers. A decis&atilde;o da inst&acirc;ncia, conforme fora amplamente divulgado pela m&iacute;dia hegem&ocirc;nica da Prov&iacute;ncia, &eacute; de aceita&ccedil;&atilde;o ao reajuste e de atitude alerta para dar seguimento ao aumento real. Jogo de palavras &agrave; parte, os professores e funcion&aacute;rios aprovaram a id&eacute;ia de dar continuidade a alguma forma de luta e press&atilde;o para a conquista do Piso Nacional, mas ao longo de um plano de metas salariais &ndash; semelhante &agrave; pol&iacute;tica do sal&aacute;rio m&iacute;nimo nacional j&aacute; aprovada pelo ent&atilde;o novo governo Dilma num Congresso onde o Planalto tamb&eacute;m tem maioria. Logo ap&oacute;s o t&eacute;rmino da lista de oradores e de aprovada a decis&atilde;o, a categoria realizou uma caminhada que teve como ponto de partida o Gin&aacute;sio Gigantinho e foi finalizada em frente ao Pal&aacute;cio Piratini. Se h&aacute; algo de lit&uacute;rgico no rito sindical rio-grandense, podemos afirmar ser esta marcha programada. No caso, n&atilde;o se representou nem uma inst&acirc;ncia de entrega de documentos, uma vez que a reuni&atilde;o de parte da dire&ccedil;&atilde;o do Cpers com o governo fora na v&eacute;spera. Assim, apesar de os secret&aacute;rios Jos&eacute; Cl&oacute;vis de Azevedo da Educa&ccedil;&atilde;o, Stela Farias da Administra&ccedil;&atilde;o e Carlos Pestana da Casa Civil estar a postos para uma poss&iacute;vel &ldquo;reuni&atilde;o&rdquo;, n&atilde;o houve um encontro formal. Se h&aacute; algo que pode materializar o conceito da pol&iacute;tica tamb&eacute;m como um teatro de representa&ccedil;&otilde;es foi este cortejo da sexta 08 de abril. A vida imitava a ilustra&ccedil;&atilde;o da vida, ao parecer a &ldquo;marcha&rdquo; com os quadros do s&eacute;culo XIX onde hostes de mineiros franceses eram guiados por l&iacute;deres sindicais rumo ao di&aacute;logo com algum parlamentar que os ia &ldquo;defender&rdquo; na inst&acirc;ncia parlamentar. <\/p>\n<p>Como est&aacute; dito acima, as raz&otilde;es para o acerto do Cpers com o Governo do Estado, est&atilde;o numa reuni&atilde;o realizada na Casa Civil no dia 7 de Abril, portanto, um dia antes da Assembl&eacute;ia Geral da categoria. N&atilde;o seria exagero supor que, com o objetivo de que o reajuste atingisse os inativos e que o governo desse uma previs&atilde;o de reajustes para atingir o Piso Nacional, ano a ano em um crescendo. Ou seja, uma id&eacute;ia de longo prazo e continuidade que tamb&eacute;m confortam dirigentes petistas &agrave; frente da categoria do magist&eacute;rio. Assim, a diretoria do sindicato de fato abriu m&atilde;o da greve (ou ao menos de tentar fazer passar uma medida de greve ou de maior n&iacute;vel de luta pr&eacute;-greve) e, na pr&aacute;tica, reduziu as margens de manobra da pr&oacute;pria assembl&eacute;ia, vindo a &ldquo;fechar&rdquo; um pr&eacute;-acordo sem consultar a categoria. Conforme correram as informa&ccedil;&otilde;es sopradas pelo vento vindo do Pal&aacute;cio Piratini e arredores, neste encontro de 07 de abril, a reuni&atilde;o foi paralisada por duas vezes. Nos dois momentos, representantes do Cpers reelaboraram as cl&aacute;usulas da proposta. Ao final da reuni&atilde;o, o chefe da Casa Civil e a presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, assinaram um documento onde firmaram o pr&eacute;-acordo. &Eacute; de se supor que n&atilde;o ser&iacute;amos levianos de afirmar isso sem ter a certeza do ocorrido. <\/p>\n<p>Voltando &agrave; an&aacute;lise pol&iacute;tica dotada de algum f&ocirc;lego, h&aacute; um aspecto para ser comentado. &Eacute; necess&aacute;rio analisar um procedimento corriqueiro de l&iacute;deres sindicais quando correligion&aacute;rios de membros de governo de turno. Isso n&atilde;o &eacute; de hoje e se repete por d&eacute;cadas. Trata mais uma vez de problemas de choques de lealdades &ndash; entre a base sindical organizada e as rela&ccedil;&otilde;es formais e informais j&aacute; existentes com autoridades eleitas ou constitu&iacute;das. H&aacute; uma dubiedade, por exemplo, na postura com que a presidente do Sindicato dos Professores lida com a imprensa e a sua postura diante dos secret&aacute;rios de Estado. Ao final da reuni&atilde;o, enquanto os rep&oacute;rteres das principais emissoras do RS (grandes no tamanho e na envergadura empresarial) aguardavam para saber o resultado da inst&acirc;ncia, Rejane foi enf&aacute;tica ao dizer que ainda estaria exigindo o Piso Nacional ao governo do estado. Enquanto isso, o secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o, Jos&eacute; Cl&oacute;vis de Azevedo dava declara&ccedil;&otilde;es dizendo que se mostrava otimista em rela&ccedil;&atilde;o ao acordo. <\/p>\n<p>Na tarde do dia 8 de Abril, o Cpers (ou a parte majorit&aacute;ria de sua diretoria, ou ao menos a parte da dire&ccedil;&atilde;o que comandara a assembl&eacute;ia) indicou o que alguns j&aacute; sabiam. A diretoria do sindicato acertou um pr&eacute;-acordo sem consultar previamente os professores e o fez em troca de benef&iacute;cios um tanto duvidosos. Simplesmente houve uma esp&eacute;cie de voto de confian&ccedil;a do governo rec&eacute;m eleito, considerando uma sinergia entre o voto do magist&eacute;rio para o atual governador e a grande rejei&ccedil;&atilde;o contra o governo autenticamente neoliberal que &ldquo;foi sa&iacute;do&rdquo; perdendo uma elei&ccedil;&atilde;o em primeiro turno. O Cpers hegemonicamente opta pelo caminho do conforto emocional, tentando estabelecer rela&ccedil;&otilde;es menos belicosas com a administra&ccedil;&atilde;o entrante. <\/p>\n<p>Mas, o fato ineg&aacute;vel &eacute; de que n&atilde;o h&aacute; garantia alguma de cumprimento por parte do governo de Tarso do aumento progressivo rumo ao Piso Nacional. E, mesmo que este venha, caso o ganho real de sal&aacute;rio n&atilde;o vier atrav&eacute;s de luta e mobiliza&ccedil;&atilde;o, quebra-se o sindicato (no sentido da legitimidade pol&iacute;tica) do mesmo jeito. Vivemos at&eacute; os dias de hoje os efeitos nefastos oriundos do varguismo no meio sindical. Nada contra as garantias e direitos dos trabalhadores, muito pelo contr&aacute;rio. E sim, tudo em contra a atribui&ccedil;&atilde;o de um chefe de Estado e um ministro &ndash; ambos de origem oligarca &ndash; ao serem definidos pela &ldquo;hist&oacute;ria&rdquo; como os &ldquo;pais&rdquo; da id&eacute;ia de sal&aacute;rio social no Brasil. &Eacute; justo ao contr&aacute;rio. Se ainda hoje temos direitos do trabalhador &eacute; gra&ccedil;as &agrave; luta acumulada pelos sindicatos livres (e de hegemonia anarquista) durante os primeiros 35 anos do s&eacute;culo XX. O mesmo se dar&aacute; (ou n&atilde;o) na Prov&iacute;ncia. Se e caso vier o Piso Nacional para o Rio Grande isto &eacute; (ou ser&aacute;) por obra e gra&ccedil;a dos professores e funcion&aacute;rios de escola organizados e n&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de qualquer reformador ocupando posto-chave em algum governo de turno qualquer. <\/p>\n<p>Um debate como esse poderia oxigenar a base do Cpers, compreendendo que o que est&aacute; em jogo, al&eacute;m da pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de vida entregue &agrave; sorte e a pobreza em que se encontra o magist&eacute;rio, est&atilde;o arriscando a reputa&ccedil;&atilde;o e o capital pol&iacute;tico da espinha dorsal do sindicalismo ga&uacute;cho. Sindicato &eacute; instrumento de organiza&ccedil;&atilde;o de classe e de base e n&atilde;o correia de transmiss&atilde;o de governo algum. &Eacute; de bom grado esperar que a atual dire&ccedil;&atilde;o colegiada da maior entidade sindical do Rio Grande se lembre disso todos os dias. <\/p>\n<p>Artigo originalmente publicado no portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sineta do Cpers pode voltar a badalar caso seja assegurada a independ\u00eancia de classe e a autonomia decis\u00f3ria que emana, ou emanaria das bases. Agora, o que est\u00e1 em jogo ultrapassa as justas reivindica\u00e7\u00f5es salariais, entrando na seara na exist\u00eancia mesma da entidade sindical. 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