{"id":1425,"date":"2011-04-21T20:50:54","date_gmt":"2011-04-21T20:50:54","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1425"},"modified":"2011-04-21T20:50:54","modified_gmt":"2011-04-21T20:50:54","slug":"a-reforma-politica-e-seus-paliativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1425","title":{"rendered":"A reforma pol\u00edtica e seus paliativos"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/torneira_dinheiro.jpg\" title=\"O financiamento p\u00fablico pode, como paliativo, diminuir a rela\u00e7\u00e3o de coletores de fundos para as campanhas alimentadas por \u201cinvestidores\u201d com inten\u00e7\u00f5es pouco ou nada republicanas.   - Foto:Inesc\" alt=\"O financiamento p\u00fablico pode, como paliativo, diminuir a rela\u00e7\u00e3o de coletores de fundos para as campanhas alimentadas por \u201cinvestidores\u201d com inten\u00e7\u00f5es pouco ou nada republicanas.   - Foto:Inesc\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O financiamento p\u00fablico pode, como paliativo, diminuir a rela\u00e7\u00e3o de coletores de fundos para as campanhas alimentadas por \u201cinvestidores\u201d com inten\u00e7\u00f5es pouco ou nada republicanas.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Inesc<\/small><\/figure>\n<p>21 de abril de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Todo ano &iacute;mpar traz de volta um tema ao cen&aacute;rio nacional. Trata-se da necessidade alegada, embora pouco ou nada defendida, de reforma pol&iacute;tica. As raz&otilde;es s&atilde;o repetidas como ladainhas das lavadeiras &agrave; beira de rios assoreados. Os partidos no Brasil s&atilde;o fracos, h&aacute; um abuso do caciquismo pol&iacute;tico, o comportamento m&eacute;dio de representantes &eacute; paroquial, clientelista e patrimonialista e, para piorar, os governos de turno &agrave; frente da Uni&atilde;o deitam e rolam, destruindo oposi&ccedil;&otilde;es program&aacute;ticas atrav&eacute;s do aliciamento de bases pouco ou nada org&acirc;nicas. N&atilde;o preciso dizer o quanto concordo com estas an&aacute;lises e as venho tamb&eacute;m repetindo aqui neste blog por anos a fio.<\/p>\n<p>No momento a pol&ecirc;mica trata da possibilidade de financiamento p&uacute;blico de campanha, sendo vetada a coleta de forma privada, n&atilde;o mais permitindo o angariar fundos atrav&eacute;s das pessoas jur&iacute;dicas organizadas para as campanhas. Outro fator de debate &eacute; a proposta de lista fechada, onde as legendas apresentam uma lista e com posi&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-estipuladas. Para ambas h&aacute; contra argumentos. A primeira &eacute; atacada por levar o eleitorado a bancar campanhas. Entendo este fato como j&aacute; existente, porque quando a moeda &eacute; o voto e o produto &eacute; o pol&iacute;tico vendido como sab&atilde;o em p&oacute;, o retorno para o &ldquo;investidor&rdquo; d&aacute;-se na forma de emendas e vantagens competitivas, asseguradas pelo eleito, para assegurar compras e gastos de governo. <\/p>\n<p>Outra proposta muito criticada &eacute; o da lista partid&aacute;ria, podendo esta ser fixa ou vari&aacute;vel. Na primeira modalidade, a conven&ccedil;&atilde;o ou o &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o do partido indica os candidatos segundo crit&eacute;rios que deveriam &ndash; em tese &#8211; ser os mais democr&aacute;ticos o poss&iacute;vel. J&aacute; na segunda modalidade, o eleitor pode mover a lista pr&eacute;-pronta, dando prioridade na ordem segundo a sua prefer&ecirc;ncia. Como no Brasil n&atilde;o temos voto distrital, essa medida pode ser ben&eacute;fica. Existem os riscos de afian&ccedil;ar o controle olig&aacute;rquico de c&uacute;pulas, mas, por outro lado, essa medida pode barrar o candidato individual, que traz consigo seu capital pol&iacute;tico e os investidores, saltando &agrave; frente dos correligion&aacute;rios com anos de vida na interna. <\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;o, preferia debater elementos de democracia direta, como plebiscitos (n&atilde;o oportunistas), referendos e formas intermedi&aacute;rias de consultas p&uacute;blicas. Financiamento p&uacute;blico e voto em lista tem pr&oacute;s e contras, mas no entender deste analista, ainda com ressalvas, fortaleceria a vida dos partidos. Na aus&ecirc;ncia do debate mais substantivo, estas duas medidas seriam razo&aacute;veis paliativos no curto prazo. <\/p>\n<p>\nArtigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O financiamento p\u00fablico pode, como paliativo, diminuir a rela\u00e7\u00e3o de coletores de fundos para as campanhas alimentadas por \u201cinvestidores\u201d com inten\u00e7\u00f5es pouco ou nada republicanas. Foto:Inesc 21 de abril de 2011, da Vila Setembrina, Bruno Lima Rocha Todo ano &iacute;mpar traz de volta um tema ao cen&aacute;rio nacional. 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