{"id":1438,"date":"2011-05-13T00:28:31","date_gmt":"2011-05-13T00:28:31","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1438"},"modified":"2011-05-13T00:28:31","modified_gmt":"2011-05-13T00:28:31","slug":"mensalao-e-pragmatismo-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1438","title":{"rendered":"Mensal\u00e3o e pragmatismo pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/DELBIO~1.JPG\" title=\"Del\u00fabio Soares e Jos\u00e9 Dirceu, apresentados como art\u00edfices do suposto Mensal\u00e3o, operadores que inovaram a centro-esquerda brasileira, supostamente recrutando um esquema de financiamento pouco republicano atrav\u00e9s de gente experimentada em alas distintas. Prova viva da for\u00e7a do pragmatismo pol\u00edtico somado com a ambi\u00e7\u00e3o de poder.   - Foto:joaoboscoleal \" alt=\"Del\u00fabio Soares e Jos\u00e9 Dirceu, apresentados como art\u00edfices do suposto Mensal\u00e3o, operadores que inovaram a centro-esquerda brasileira, supostamente recrutando um esquema de financiamento pouco republicano atrav\u00e9s de gente experimentada em alas distintas. Prova viva da for\u00e7a do pragmatismo pol\u00edtico somado com a ambi\u00e7\u00e3o de poder.   - Foto:joaoboscoleal \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Del\u00fabio Soares e Jos\u00e9 Dirceu, apresentados como art\u00edfices do suposto Mensal\u00e3o, operadores que inovaram a centro-esquerda brasileira, supostamente recrutando um esquema de financiamento pouco republicano atrav\u00e9s de gente experimentada em alas distintas. Prova viva da for\u00e7a do pragmatismo pol\u00edtico somado com a ambi\u00e7\u00e3o de poder.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:joaoboscoleal <\/small><\/figure>\n<p>13 de maio de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>O fantasma do Mensal&atilde;o ronda a cena pol&iacute;tica brasileira, podendo ressuscitar inclusive o f&ocirc;lego do tucanato. Desta vez o flanco aberto n&atilde;o vem da pol&iacute;tica profissional, mas sim de um Procurador da Rep&uacute;blica no Rio Grande do Sul, Manoel Pastana, representando contra Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. O ex-Presidente &eacute; alvo de uma a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa onde supostamente teria favorecido o Banco BMG para operar empr&eacute;stimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS. Ao inv&eacute;s de fazer coro com a oposi&ccedil;&atilde;o que est&aacute; mais &agrave; direita do governo de turno, entendo haver a necessidade de uma reflex&atilde;o sobre o epis&oacute;dio.<\/p>\n<p>Refletir implica em compreender desse processo qual sua relev&acirc;ncia. Se as acusa&ccedil;&otilde;es forem provadas como verdadeiras, o fato em si caracteriza uma rela&ccedil;&atilde;o prom&iacute;scua entre Estado e empresas, onde se entende que os custos transacionais de negocia&ccedil;&otilde;es significam um comportamento pol&iacute;tico no m&iacute;nimo pouco ou nada republicano. At&eacute; a&iacute; nenhuma novidade para a pol&iacute;tica brasileira, com a exce&ccedil;&atilde;o dos protagonistas, ent&atilde;o ne&oacute;fitos no Planalto e supostamente portadores de atitude distinta perante a coisa p&uacute;blica. O cinismo de se aceitar as regras do jogo e a alian&ccedil;a com alguns jogadores para mudar aspectos secund&aacute;rios do pr&oacute;prio jogo resulta em pragmatismo pol&iacute;tico. <\/p>\n<p>O problema do pragmatismo pol&iacute;tico supera qualquer situa&ccedil;&atilde;o de conflito ideol&oacute;gico. A a&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tica repete o antigo slogan de &ldquo;n&atilde;o importa a cor do gato, importa que ele coma os ratos&rdquo;. Ledo engano. Quando um &ldquo;gato&rdquo; se parece tanto ao gato anterior que torna imposs&iacute;vel diferenci&aacute;-los, &eacute; porque o mais antigo conseguiu reproduzir seu padr&atilde;o de comportamento no novato, impedindo a renova&ccedil;&atilde;o de quadros e estruturas. Ou ent&atilde;o &eacute; pior, como demonstra Norberto Bobbio, d&aacute;-se a renova&ccedil;&atilde;o para perpetua&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Ao incorporar m&eacute;todos dos advers&aacute;rios, uma agrupa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica deixa de ser o que era quando se constituiu para tornar-se igual ou semelhante aos que mais combatiam. Este conceito, o de mimetismo como refor&ccedil;o da perman&ecirc;ncia de uma cultura pol&iacute;tica paroquiana, patrimonialista e marcada por rela&ccedil;&otilde;es de clientela, &eacute; a tumba de qualquer transforma&ccedil;&atilde;o radical na sociedade brasileira. A tal da governabilidade no modelo de presidencialismo de coaliz&atilde;o cobra seu pre&ccedil;o batizando o processo pol&iacute;tico, recrutando personagens do governo FHC e blindando os cardeais no Congresso, incluindo aqueles que serviram como bra&ccedil;os civis de apoio da ditadura. Este &eacute; o aprendizado pol&iacute;tico do epis&oacute;dio do Mensal&atilde;o. <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Del\u00fabio Soares e Jos\u00e9 Dirceu, apresentados como art\u00edfices do suposto Mensal\u00e3o, operadores que inovaram a centro-esquerda brasileira, supostamente recrutando um esquema de financiamento pouco republicano atrav\u00e9s de gente experimentada em alas distintas. Prova viva da for\u00e7a do pragmatismo pol\u00edtico somado com a ambi\u00e7\u00e3o de poder. 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