{"id":1446,"date":"2011-05-26T00:54:07","date_gmt":"2011-05-26T00:54:07","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1446"},"modified":"2011-05-26T00:54:07","modified_gmt":"2011-05-26T00:54:07","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-23-de-maio-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1446","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro linhas \u2013 Semana de 23 de maio de 2011"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/the-godfather.jpg\" title=\"Don Vito Corleone, se cartola fosse no futebol brasileiro, teria condi\u00e7\u00f5es inestim\u00e1veis de desenvolvimento de sua for\u00e7a de trabalho, incluindo as suas consagradas formas e m\u00e9todos de convencimento.  - Foto:ingames\" alt=\"Don Vito Corleone, se cartola fosse no futebol brasileiro, teria condi\u00e7\u00f5es inestim\u00e1veis de desenvolvimento de sua for\u00e7a de trabalho, incluindo as suas consagradas formas e m\u00e9todos de convencimento.  - Foto:ingames\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Don Vito Corleone, se cartola fosse no futebol brasileiro, teria condi\u00e7\u00f5es inestim\u00e1veis de desenvolvimento de sua for\u00e7a de trabalho, incluindo as suas consagradas formas e m\u00e9todos de convencimento. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:ingames<\/small><\/figure>\n<p><em>Dijair Brilhantes, Anderson Santos &amp; Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em><strong>Um dia a m&aacute;scara iria cair &ndash; ou as desventuras da politicagem futeboleira na Prov&iacute;ncia do Eucalipto dominada pela Jabal&acirc;ndia <\/p>\n<p><\/strong>Pelos lados da Azenha, as coisas n&atilde;o v&atilde;o bem. O novo in&iacute;cio da gest&atilde;o presidencial do senhor Paulo Odone de Ara&uacute;jo Ribeiro, vai de mal a pior. Os resultados dentro de campo n&atilde;o chegam a serem surpreendentes. O elenco fraco e modesto, n&atilde;o atingiu bons resultados, perdeu o estadual para o rival Internacional (nos p&ecirc;naltis, &eacute; verdade), e a Copa SANTANDER Libertadores para o Universidad Cat&oacute;lica (obs. outrora um dos ber&ccedil;os do neoliberalismo latino-americano atrav&eacute;s de conv&ecirc;nios junto a Escola de Economia de Chicago, da&iacute; o termo de Chicago Boys) nas oitavas de final. Obs nervoso: Ai como d&aacute; urtic&aacute;ria ver um nome de banco associando-se com a paix&atilde;o do Continente, que traz no nome uma homenagem aos &ldquo;Libertadores&rdquo; de uma Am&eacute;rica ent&atilde;o ainda dominada por espanh&oacute;is endividados&#8230;como diziam os chilenos, &ldquo;eso es cosa de Juan y Pueblo, no de patr&iacute;cios&rdquo;.<\/p>\n<p>Voltando apenas &agrave; bola (&ocirc;ps, mas est&aacute; cheio de deputado, economista da FEE e da Fazenda Ga&uacute;cha metido a CEO e o escambau nos vesti&aacute;rios), quando oposi&ccedil;&atilde;o, Paulo Odone tinha um discurso inflamado. O motivador mexeu com a paix&atilde;o do torcedor gremista. Evocando a &ldquo;imortalidade eterna&rdquo;, alimentou os fantasmas da Batalha dos Aflitos e ia se dando bem. Foi eleito presidente do clube pela terceira vez no final de 2010, atrav&eacute;s do conselho deliberativo, j&aacute; que no estatuto do clube consta uma cl&aacute;usula de barreira que obriga um os candidatos a atingirem o m&iacute;nimo de 30% dos votos, para irem para um segundo turno. Nas urnas, depois que em&eacute;ritos e benem&eacute;ritos conselheiros reduzem as margens de manobra, &eacute; onde o s&oacute;cio-torcedor pode votar. Odone eleito pela massa que lota o Ol&iacute;mpico, prometeu fazer o Gr&ecirc;mio voltar a ser vencedor. <\/p>\n<p>Mas um dia a m&aacute;scara iria cair. Odone n&atilde;o cumpriu o prometido, al&eacute;m dos fracassos do time em campo, fora das quatro linhas n&atilde;o &eacute; diferente. O mandat&aacute;rio tricolor fez o clube pagar o &ldquo;mico&rdquo; do ano no caso Ronaldinho, com quem negociou durante mais de 40 dias, e chegou a garantir sua contrata&ccedil;&atilde;o com direito a caixas de som no gramado do Ol&iacute;mpico. Deu a cara na m&iacute;dia, exp&ocirc;s-se publicamente e tentara capitalizar em cima do retorno de quem sa&iacute;ra do clube brigado com a dire&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o deu certo. <\/p>\n<p>A rea&ccedil;&atilde;o vem aos poucos, e nem sempre da forma mais adequada. No twitter e em redes sociais de tricolores rio-grandenses, a ira contra o dubl&ecirc; de cartola e deputado (Como ser&aacute; que ele faz? Como &eacute; poss&iacute;vel dar triplo ou duplo expediente? Quem conhece a lida da pol&iacute;tica sabe que &eacute; impratic&aacute;vel, mas&#8230;.) o torcedor gremista sente que foi usado pelo presidente para promover-se publicamente. O castelo de cartas cai quando a massa se inflama, e muitas vezes de forma equivocada. No primeiro protesto contra a dire&ccedil;&atilde;o a tens&atilde;o leva a Brigada Militar a &ldquo;baixar a porrada&rdquo; e esta &ndash; o Corpo Auxiliar de Pol&iacute;cia Imperial, anti-farrapa &#8211; como de costume, repudia qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o popular. O cacete cantou, a borracha queimou e a rela&ccedil;&atilde;o umbilical cartola e torcida estremeceu. <\/p>\n<p>Odone precisa mais da massa de &ldquo;alma castelhana&rdquo; do que a torcida dele necessita. Deputado estadual reeleito em 2010 e presidente do PPS em Porto Alegre (obs ansioso: &eacute; verdade gente, Odone pertenceria a uma legenda &ldquo;socialista&rdquo;&#8230;ai S&atilde;o Sep&eacute;, que tempos vivemos!) parece ser mais um que aproveita os status de presidente de um grande clube para ter sucesso na carreira pol&iacute;tica. Pena que n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico. <br \/>\nTorcedor tem que deixar a vis&atilde;o da pol&iacute;tica corriqueira de lado, refor&ccedil;ando aquele pensamento tacanho de que: &ldquo;enquanto o sujeito estiver nos beneficiando n&atilde;o importam os meios para isso&rdquo;. Afinal, como podemos ver em v&aacute;rios casos (algu&eacute;m ainda lembra do Eurico Miranda?), os fins que aparecer&atilde;o em poucos anos costumam ser bem melhores para o cartola e\/ou pol&iacute;tico que para os torcedores\/eleitores. <\/p>\n<p>Esta coluna e este portal manifestam-se contra a cartolagem politiqueira no futebol e entende ser necess&aacute;rio um veto onde pol&iacute;ticos no exerc&iacute;cio do mandato ou candidatos a estes postos no Executivo e no Legislativo n&atilde;o poderiam acumular fun&ccedil;&otilde;es dirigindo clube de futebol profissional. Mas, ser&aacute; que algu&eacute;m na CBF ou no moribundo Clube dos 13 vai dar bola para isso?! <\/p>\n<p><strong>De novo a tal da janela <\/p>\n<p><\/strong>O Brasileir&atilde;o mal come&ccedil;ou, e j&aacute; voltou o assunto da &ldquo;maldita&rdquo; janela de transfer&ecirc;ncias de jogadores que vem do exterior. &Eacute; incompreens&iacute;vel que a mesma s&oacute; abra em agosto. Todos os anos &eacute; aquele jogo de bastidores tentando a antecipa&ccedil;&atilde;o das inscri&ccedil;&otilde;es dos jogadores contratados. No final da hist&oacute;ria, a CBF as antecipa, e o Imperador Teixeira fica com cr&eacute;dito junto aos dirigentes dos clubes. Depois, parodiando a interpreta&ccedil;&atilde;o de Marlon Brando na obra de Mario Puzzo reinterpretada para o cinema atrav&eacute;s do diretor Francis Ford Coppola, &ldquo;ele ir&aacute; pedir um favorzinho em troca&rdquo;. <\/p>\n<p>S&oacute; para lembrar, o Corinthians est&aacute; repatriando v&aacute;rios jogadores, depois de o Andr&eacute;s S&aacute;nchez ter dito em alto e bom tom que &eacute; amigo do Ricardo Teixeira e da Globo &ldquo;apesar de g&acirc;ngster&rdquo;, n&atilde;o temos d&uacute;vida a janela ser&aacute; aberta ainda em junho. &Eacute; fato ineg&aacute;vel, o futebol ganha devido &agrave; capacidade destes atletas que est&atilde;o voltando, mas n&atilde;o precisava ser assim. <\/p>\n<p>Esta &eacute; a triste sina do modus vivendi de nosso futebol. O &ldquo;jeitinho&rdquo; brasileiro que far&aacute; uma edi&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo, mas que ningu&eacute;m sabe de que forma. <\/p>\n<p><a href=\"mailto:dijairalemdasquatrolinhas@gmail.com\">Dijair Brilhantes <\/a>&eacute; estudante de jornalismo, <a href=\"mailto:andderson.santos@gmail.com\">Anderson Santos<\/a> &eacute; jornalista e mestrando em comunica&ccedil;&atilde;o social na Unisinos e <a href=\"mailto:bruno.estrategiaeanalise@gmail.com\">Bruno Lima Rocha<\/a> &eacute; editor de <a href=\"http:\/\/www.estrategiaeanalise.com.br\">Estrat&eacute;gia &amp; An&aacute;lise<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Don Vito Corleone, se cartola fosse no futebol brasileiro, teria condi\u00e7\u00f5es inestim\u00e1veis de desenvolvimento de sua for\u00e7a de trabalho, incluindo as suas consagradas formas e m\u00e9todos de convencimento. 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