{"id":1466,"date":"2011-06-24T00:16:04","date_gmt":"2011-06-24T00:16:04","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1466"},"modified":"2011-06-24T00:16:04","modified_gmt":"2011-06-24T00:16:04","slug":"analisando-a-flexibilizacao-escandalosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1466","title":{"rendered":"Analisando a flexibiliza\u00e7\u00e3o escandalosa"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/obras_mineirao.jpg\" title=\"A greve dos oper\u00e1rios na reforma do Mineir\u00e3o d\u00e1 mostra viva dos absurdos das obras da Copa desenrolados por debaixo dos holofotes. Basta imaginar o segredo como estrutura de Estado para o pa\u00eds se ver diante de pesadelos estruturais, com o perd\u00e3o do neologismo infame.   - Foto:Portal2014\" alt=\"A greve dos oper\u00e1rios na reforma do Mineir\u00e3o d\u00e1 mostra viva dos absurdos das obras da Copa desenrolados por debaixo dos holofotes. Basta imaginar o segredo como estrutura de Estado para o pa\u00eds se ver diante de pesadelos estruturais, com o perd\u00e3o do neologismo infame.   - Foto:Portal2014\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A greve dos oper\u00e1rios na reforma do Mineir\u00e3o d\u00e1 mostra viva dos absurdos das obras da Copa desenrolados por debaixo dos holofotes. Basta imaginar o segredo como estrutura de Estado para o pa\u00eds se ver diante de pesadelos estruturais, com o perd\u00e3o do neologismo infame.  <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Portal2014<\/small><\/figure>\n<p>23 de junho de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p><\/em>Os &ldquo;ajustes&rdquo; na Medida Provis&oacute;ria 521 aprovados pela C&acirc;mara semana passada flexibilizam a Lei das Licita&ccedil;&otilde;es (8666\/93) e impedem o controle antecipado de estima&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias. Se for em pr&aacute;tica n&atilde;o seria licitado o objeto em suas perfeitas defini&ccedil;&otilde;es, ou seja, sem os projetos completos de engenharia. Qualquer semelhan&ccedil;a com as obras do Pan do Rio em 2007 n&atilde;o &eacute; coincid&ecirc;ncia. A revolta ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o deste ato suscita debates. Conceitualmente, podemos definir o Regime Diferenciado de Contrata&ccedil;&otilde;es equivalente a uma declara&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de modus operandi mesclado com modus vivendi na cultura patrimonialista e na rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica com o aparelho de Estado. Mas, o que isso significa?<\/p>\n<p>A Uni&atilde;o equivale a mais de 64% do bolo impositivo nacional e centraliza recursos tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o de ser fiadora dos lucros astron&ocirc;micos do sistema financeiro e das garantias de rentabilidade de curt&iacute;ssimo prazo para o capital vol&aacute;til que entra e sai do pa&iacute;s em alta velocidade. Al&eacute;m disso, o Poder Executivo organiza boa parte da atividade econ&ocirc;mica nacional (sob controle ou n&atilde;o de nacionais); incluindo possibilidades como compras de governo (com ou sem licita&ccedil;&otilde;es); contrata&ccedil;&otilde;es de prestadoras de servi&ccedil;os, as hoje em moda parcerias p&uacute;blico-privadas (onde quase sempre o Estado garante a exist&ecirc;ncia de um capitalismo sem risco); a forma&ccedil;&atilde;o de cons&oacute;rcios para grandes obras (a exemplo da Hidrel&eacute;trica de Belo Monte, onde o Estado entra com o grosso dos recursos) e as licita&ccedil;&otilde;es e concorr&ecirc;ncias p&uacute;blicas onde h&aacute; um mecanismo complexo de controles e quase sempre os &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores operam entraves de procedimentos. Por fim, nunca podemos nos esquecer dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo fechando um bolo publicit&aacute;rio de distintas origens e operando de fato como determinante no modelo de financiamento de m&iacute;dia no Brasil. <\/p>\n<p>Como tamb&eacute;m j&aacute; vimos em casos de tr&aacute;fico de influ&ecirc;ncia, o balc&atilde;o a aproximar perigosamente interesses p&uacute;blicos e privados, gerando uma conviv&ecirc;ncia no m&iacute;nimo suspeita, tem dois lados. N&atilde;o apenas o operador pol&iacute;tico em cargo p&uacute;blico se beneficia no esquema, mas o agente econ&ocirc;mico altera as regras formais do jogo, burlando barreiras em proveito pr&oacute;prio. O problema est&aacute; entre o cinismo, ao assumir que estas s&atilde;o as pr&aacute;ticas, e a raz&atilde;o, ao critic&aacute;-las de forma direta. Infelizmente, se o Senado vetar a MP 521 ser&aacute; por mero instinto de sobreviv&ecirc;ncia, sem nenhuma inspira&ccedil;&atilde;o na defesa da coisa p&uacute;blica. <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve dos oper\u00e1rios na reforma do Mineir\u00e3o d\u00e1 mostra viva dos absurdos das obras da Copa desenrolados por debaixo dos holofotes. Basta imaginar o segredo como estrutura de Estado para o pa\u00eds se ver diante de pesadelos estruturais, com o perd\u00e3o do neologismo infame. 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