{"id":1469,"date":"2011-06-28T16:14:13","date_gmt":"2011-06-28T16:14:13","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1469"},"modified":"2011-06-28T16:14:13","modified_gmt":"2011-06-28T16:14:13","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-27-junho-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1469","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro linhas \u2013 Semana  de 27 junho de 2011"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ciganos-futebol-clube.jpg\" title=\"Hora de desmontar barraca! Troca de cidades vai ficando cada vez mais comum para clubes no Brasil - Foto:chargesdomaglor.wordpress.com\" alt=\"Hora de desmontar barraca! Troca de cidades vai ficando cada vez mais comum para clubes no Brasil - Foto:chargesdomaglor.wordpress.com\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Hora de desmontar barraca! Troca de cidades vai ficando cada vez mais comum para clubes no Brasil<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:chargesdomaglor.wordpress.com<\/small><\/figure>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); font-family: &rsquo;Times New Roman&rsquo;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; font-size: medium;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: collapse; font-family: arial,sans-serif; font-size: 13px;\">Dijair Brilhantes, Anderson Santos e Bruno Lima Rocha<\/span><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); font-family: &rsquo;Times New Roman&rsquo;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; font-size: medium;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: collapse; font-family: arial,sans-serif; font-size: 13px;\"><strong>Eles vendem sua paix&atilde;o!<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); font-family: &rsquo;Times New Roman&rsquo;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; font-size: medium;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: collapse; font-family: arial,sans-serif; font-size: 13px;\"><em>Voc&ecirc; j&aacute; deve ter ouvido falar que um homem muda de casa, estado, pa&iacute;s, partido pol&iacute;tico, religi&atilde;o e at&eacute; mesmo de mulher, mas n&atilde;o de time de futebol. Voc&ecirc; tamb&eacute;m n&atilde;o deve ter mudado de time, mesmo ap&oacute;s derrotas doloridas, t&iacute;tulos perdidos e flautas dos rivais. Mas alguns times deixam seus torcedores, mudam de cidade. <\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); font-family: &rsquo;Times New Roman&rsquo;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; font-size: medium;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"border-collapse: collapse; font-family: arial,sans-serif; font-size: 13px;\"><em>O caso mais emblem&aacute;tico &eacute; o paulista Gr&ecirc;mio Barueri. Pouco mais de um ano ap&oacute;s  chegar a Presidente Prudente, o time foi novamente &ldquo;vendido&rdquo;, e voltou &agrave; cidade de origem.<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p>O agora Gr&ecirc;mio Barueri LTDA foi fundado em 1989, mas s&oacute; foi atuar profissionalmente em 2001, quando se passou a chamar Gr&ecirc;mio Recreativo Barueri. At&eacute; que em 2009, os dirigentes do time resolveram transform&aacute;-lo em clube-empresa &ndash; modelo que naufragou aos cartolas brasileiros no final da d&eacute;cada de 1990, casos das parcerias Vit&oacute;ria S.A., com financiamento do Banco Excel Econ&ocirc;mico (este vindo de uma incorpora&ccedil;&atilde;o de fal&ecirc;ncia suspeit&iacute;ssima do antigo Banco Econ&ocirc;mico, sendo que o pr&oacute;prio Excel, fundado em 1990, depois &eacute; vendido para o BBVA; vale lembrar que tr&ecirc;s ex-diretores do Excel-Econ&ocirc;mico foram condenados em 2006 pela Justi&ccedil;a Federal da Bahia por gest&atilde;o temer&aacute;ria), que tamb&eacute;m ajudou o Corinthians que viria a ser bicampe&atilde;o brasileiro em 1998\/1999, Gr&ecirc;mio\/ISL (esta &eacute; inesquec&iacute;vel para os gremistas, e as mem&oacute;rias s&atilde;o piores do que o mito da cobra cega e as ovelhinhas de Tite&#8230;).<\/p>\n<p>Entretanto, a prefeitura disse que n&atilde;o investiria num bem privado, entendendo um clube esportivo como bem cultural coletivo. Enquanto empresa, n&atilde;o poderiam aproveitar o reformado est&aacute;dio municipal da cidade que, para atender &agrave;s demandas de um clube rec&eacute;m-chegado &agrave; Primeira Divis&atilde;o nacional, foi transformado num dos melhores do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Restou &agrave; empresa mudar de cidade, distintivo e nome. Pois, como se sabe, o capital migra, n&atilde;o tem p&aacute;tria e nem apego. Seria essa uma vers&atilde;o do futebol&ecirc;s para a vergonha da guerra fiscal entre os estados brasileiros? O Gr&ecirc;mio foi para Presidente Prudente, para jogar num dos mais antigos est&aacute;dios de S&atilde;o Paulo &ndash; o mesmo Prudent&atilde;o que o agora aposentado Ronaldo fez seu primeiro gol pelo Corinthians, no derby com o Palmeiras, em que &ldquo;ajudou&rdquo; a derrubar o alambrado na comemora&ccedil;&atilde;o. No distintivo, o Gr&ecirc;mio Prudente destacava o nome Gr&ecirc;mio.<\/p>\n<p>Como Prudente, o Gr&ecirc;mio teve vida curta, disputou somente dois campeonatos, as primeiras divis&otilde;es do Paulista e do Brasileiro, sendo rebaixado em ambos. Os donos do clube resolveram negociar o retorno com o prefeito de Barueri, que pagou o valor da multa exigida pela Federa&ccedil;&atilde;o Paulista de Futebol, cerca de R$ 300 mil &ndash; que a FPF tende a aumentar o valor, dada a freq&uuml;&ecirc;ncia de trocas -, e trouxe o clube-empresa de volta para a cidade.<\/p>\n<p>D&uacute;vida cruel. Ser&aacute; que se algu&eacute;m montasse uma &ldquo;lavanderia heterodoxa&rdquo; n&atilde;o seria ao menos algo mais honesto?<\/p>\n<p><strong>A moda segue na S&eacute;rie B<\/strong><\/p>\n<p>Outra cidade do interior paulista tamb&eacute;m tem desde o in&iacute;cio do ano time de futebol no cen&aacute;rio nacional: o Americana Futebol LTDA. Os donos do Guaratinguet&aacute; pediram cerca de R$ 6 milh&otilde;es para a prefeitura do munic&iacute;pio de mesmo nome para permanecer na cidade, mas o prefeito n&atilde;o conseguiu arrecadar o dinheiro junto &agrave; iniciativa privada. O clube-empresa resolveu mudar-se para Americana, onde disputou o Paulist&atilde;o e est&aacute; mandando os jogos da S&eacute;rie B nacional. Um dos destaques do time &eacute; o &ldquo;artilheiro dos gols bonitos&rdquo; Dod&ocirc;.<\/p>\n<p>J&aacute; em Minas Gerais, foi o Ituiutaba que mudou de cidade e de nome. Fundado em 1947, o clube mudou-se para a cidade de Varginha &ndash; aquela dos supostos Extra-Terrestres na d&eacute;cada de 1990, devidamente &ldquo;laudados&rdquo; por Badan Palhares e cia., PC Farias que o diga &ndash;, no sul do estado mineiro. O agora Boa Vontade Esporte Clube se mudou por um motivo mais &ldquo;nobre&rdquo;. Segundo os dirigentes, o antigo est&aacute;dio, a Fazendinha, n&atilde;o tem capacidade para dez mil pessoas, exigidas no Estatuto do Torcedor para competi&ccedil;&otilde;es nacionais, caso da S&eacute;rie B, em que o time realiza sua estr&eacute;ia em 2011.<\/p>\n<p>Ah, n&atilde;o podemos jamais nos esquecer que o empres&aacute;rio (Grupo OK, s&oacute;cio de Paulo Oct&aacute;vio, que era vice de Arruda e amiga&ccedil;o de Collor!) senador candango cassado Luiz Estev&atilde;o (PMDB\/DF) &ndash; uma proeza, por haver sido o primeiro na hist&oacute;ria da Nova Rep&uacute;blica &ndash; figura como dono do Brasiliense F. C. (fundado no ano 2000) da cidade sat&eacute;lite de Taguatinga.<\/p>\n<p><strong>Por aqui n&atilde;o &eacute; diferente<\/strong><\/p>\n<p>Um dos mais tradicionais clubes de Porto Alegre tamb&eacute;m ira mudar de sede. Com 97 anos de hist&oacute;ria, um t&iacute;tulo estadual da primeira divis&atilde;o ga&uacute;cha, e tr&ecirc;s campeonatos citadinos, o Sport Clube Cruzeiro de Porto Alegre ir&aacute; se mudar para Cachoeirinha, na regi&atilde;o metropolitana, deixando &oacute;rf&atilde;os seus torcedores e simpatizantes.<\/p>\n<p>O presidente do &ldquo;Cruzeirinho&rdquo;, que foi &agrave;s semifinais dos dois turnos do Gauch&atilde;o deste ano, vendeu o est&aacute;dio do Estrel&atilde;o para uma construtora. A promessa &eacute; fazer um centro de treinamentos e uma arena com capacidade para 16 mil pessoas nos padr&otilde;es FIFA, para candidatar-se &agrave; sub-sede ga&uacute;cha na Copa de 2014.<\/p>\n<p><strong>E o torcedor como fica?<\/strong><\/p>\n<p>Que o futebol moderno virou um grande neg&oacute;cio, disso n&atilde;o temos d&uacute;vidas. Mas parece n&atilde;o haver limites. Cartolas s&oacute; tornaram mais claro com as mudan&ccedil;as de sedes o car&aacute;ter econ&ocirc;mico desse bem cultural (sem limite de pre&ccedil;o e valor!) t&atilde;o importante para o brasileiro. Eles vendem est&aacute;dios, criam d&iacute;vidas impag&aacute;veis (haver&aacute; uma bolha inflacionada por empres&aacute;rios e investidores?!) e a paix&atilde;o do torcedor &eacute; colocada de lado &ndash; vale lembrar que o Sport Club Internacional s&oacute; terminou com o caixa azul no ano passado ap&oacute;s a venda do hist&oacute;rico Est&aacute;dio dos Eucaliptos (u&eacute;, e os aportes do Grupo Sonda?!).<\/p>\n<p>Imagina se o Corinthians sa&iacute;sse de S&atilde;o Paulo? Mesmo que tenham torcida no pa&iacute;s todo, a capital paulista &eacute; seu lugar de origem. Se Gr&ecirc;mio ou Internacional fossem embora da capital ga&uacute;cha, como ficaria a rivalidade?<\/p>\n<p>Essa situa&ccedil;&atilde;o s&oacute; piora no caso de cidades do interior como Barueri, Presidente Prudente, Guaratinguet&aacute; e Ituiutaba. Nesses locais n&atilde;o h&aacute; times disputando os principais torneios do pa&iacute;s, restando aos seus moradores torcerem pela televis&atilde;o para os grandes clubes do estado.<\/p>\n<p>Como seria se um presidente do Brasil de Pelotas, rec&eacute;m-eliminado da Segunda Divis&atilde;o Ga&uacute;cha, mas que teve ao menos duas mil pessoas por jogo em casa, resolvesse contrariar a sua apaixonada torcida e mudasse para outra cidade, com melhores condi&ccedil;&otilde;es financeiras? &Eacute; poss&iacute;vel supor que a Baixada comandaria uma revolta popular pelotense, ressuscitando o esp&iacute;rito quilombola entre os descendentes dos sofridos escravos de saladeros?! N&oacute;s, daqui do outro lado do monitor, sinceramente esperamos que sim&#8230;<\/p>\n<p><strong>O futebol &eacute; mais dinheiro que paix&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>No futebol podemos ver mais de perto, sentir algumas das contradi&ccedil;&otilde;es do capital: manter a paix&atilde;o de torcedores que cresceram com o time jogando ao lado das suas casas ou trocar de sede por dinheiro l&iacute;quido (mesmo que em base monet&aacute;ria imaterial) para garantir a exist&ecirc;ncia no mercadol&oacute;gico mundo do esporte televisivo?<\/p>\n<p>O caso do Cruzeiro ga&uacute;cho &eacute; emblem&aacute;tico. O time escolheu a segunda op&ccedil;&atilde;o para sair da Porto Alegre Gre-Nal de forma a ser o &uacute;nico time de outra cidade, onde poder&aacute; garantir mais investimentos. E a prefeitura dessa cidade metropolitana, n&atilde;o estar&aacute; o prefeito e seu s&eacute;quito querendo apenas competir com o modelo do Cer&acirc;mica de Gravata&iacute;, munic&iacute;pio vizinho?<\/p>\n<p>Cada vez mais se torna dif&iacute;cil um time surgir no cen&aacute;rio nacional se n&atilde;o tiver um bom aporte financeiro, seja atrav&eacute;s de sua &ldquo;tradicional&rdquo; utiliza&ccedil;&atilde;o para fins pol&iacute;tico-partid&aacute;rios ou como time de futebol de uma empresa ou empres&aacute;rio. A paix&atilde;o dos torcedores tradicionais nos pequenos centros socioecon&ocirc;micos pode ficar restrita apenas &agrave; mem&oacute;ria de quem viveu seus &aacute;ureos tempos de gl&oacute;ria.<\/p>\n<p>Esta coluna atrav&eacute;s de seus articulistas, est&atilde;o na peleia aberta a braba contra mais esse absurdo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"390\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/eRZsMO2-PSg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>@Alem_das4Linhas<\/p>\n<p>@PeriscopioRadio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hora de desmontar barraca! Troca de cidades vai ficando cada vez mais comum para clubes no Brasil Foto:chargesdomaglor.wordpress.com Dijair Brilhantes, Anderson Santos e Bruno Lima Rocha Eles vendem sua paix&atilde;o! 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