{"id":1484,"date":"2011-07-18T23:32:47","date_gmt":"2011-07-18T23:32:47","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1484"},"modified":"2011-07-18T23:32:47","modified_gmt":"2011-07-18T23:32:47","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-18-julho-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1484","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro linhas &#8211; Semana de 18 julho de 2011"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ominutodosabercom.jpg\" title=\"Badalados, Messi e Neymar pouco luziram nesta Copa Am\u00e9rica. Sele\u00e7\u00f5es finalistas das duas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es sequer ficaram entre os quatro. - Foto:ominutodosaber.com\" alt=\"Badalados, Messi e Neymar pouco luziram nesta Copa Am\u00e9rica. Sele\u00e7\u00f5es finalistas das duas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es sequer ficaram entre os quatro. - Foto:ominutodosaber.com\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Badalados, Messi e Neymar pouco luziram nesta Copa Am\u00e9rica. Sele\u00e7\u00f5es finalistas das duas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es sequer ficaram entre os quatro.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:ominutodosaber.com<\/small><\/figure>\n<p>Dijair Brilhantes &amp; Anderson Santos<\/p>\n<p><strong>&#65279;Copa das surpresas, n&atilde;o das zebras<\/strong><\/p>\n<p><em>A Copa Am&eacute;rica 2011 na Argentina nos reservou algumas surpresas, mas n&atilde;o zebras. As duas sele&ccedil;&otilde;es, com atletas dos mais visados no futebol mundial, que decidiram as &uacute;ltimas duas edi&ccedil;&otilde;es do torneio sulamericano ca&iacute;ram. O Brasil, que n&atilde;o come&ccedil;ou bem a &ldquo;era Mano Menezes&rdquo;, perdeu nos p&ecirc;naltis para o Paraguai. Algo semelhante ao ocorrido com a anfitri&atilde; Argentina, que perdeu para a m&iacute;stica sele&ccedil;&atilde;o uruguaia.<\/em><\/p>\n<p>A badalada sele&ccedil;&atilde;o de Mano Menezes chegou &agrave; Argentina com pompas de campe&atilde;, com os nomes que &ldquo;todos&rdquo; queriam no ataque: Ganso, Neymar e Pato. Na pr&aacute;tica, n&atilde;o se viu grandes atua&ccedil;&otilde;es dos jovens jogadores. A evolu&ccedil;&atilde;o da t&atilde;o criticada &ldquo;era Dunga&rdquo; e o sonho do tricampeonato foi para o limbo &ndash; mesmo local dos penais de Elano e Andr&eacute; Santos.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s um p&eacute;ssimo in&iacute;cio no torneio, onde o time brasileiro empatou com Venezuela e  Paraguai e venceu o Equador, com direito a duas falhas de J&uacute;lio C&eacute;sar &ndash; e uma preocupa&ccedil;&atilde;o iminente de sequer ficar em terceiro lugar no grupo &ndash;, a Sele&ccedil;&atilde;o escalada por Mano Menezes voltava a enfrentar o Paraguai, agora pelas quartas-de-final.<\/p>\n<p>No tempo normal, sejamos justos, foi a partida com maior cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades, mas todas foram desperdi&ccedil;adas por Pato, Robinho e cia., que ainda contaram com boas defesas do goleiro Villar.<\/p>\n<p>O empate em 0 a 0 pareceu ter desmotivado os jogadores na prorroga&ccedil;&atilde;o, que pouco criaram de efetivo para quebrar a retranca paraguaia. Faltou aquilo que todos imaginavam que Neymar e Ganso, por exemplo, seriam capazes: assumir a responsabilidade em momentos decisivos, como j&aacute; fizeram no Santos.<\/p>\n<p>Curiosamente, o ga&uacute;cho Mano tirou o trio de frente durante o jogo e, ao menos, poupou-os de mais cr&iacute;ticas caso fossem eles os perdedores dos p&ecirc;naltis. Pois &eacute;, nem precisar&iacute;amos falar o que Elano, Thiago Silva, Andr&eacute; Santos e Fred fizeram. Eles surpreenderam o mundo com a perda de quatro p&ecirc;naltis em quatro batidos. O Paraguai s&oacute; precisou acertar dois!<\/p>\n<p>Tal fato n&atilde;o &eacute; in&eacute;dito no futebol mundial, quer dizer, perder quatro em quatro &eacute; dif&iacute;cil de lembrar&#8230; A Su&iacute;&ccedil;a foi  eliminada nas oitavas-de-final da Copa de 2006 sem sofrer gols e, ao mesmo tempo, sem ter feito na cobran&ccedil;a de p&ecirc;naltis contra a Ucr&acirc;nia, mas s&oacute; bateu tr&ecirc;s. O Palmeiras, nas quartas-de-final da Copa do Brasil do ano passado, at&eacute; perdeu quatro, mas fez um contra o Atl&eacute;tico-GO.<\/p>\n<p><strong>Chamem as vuvuzelas!<\/strong><\/p>\n<p>Na chamada &ldquo;era Dunga&rdquo;, a imprensa brasileira, de um modo geral, fazia duras cr&iacute;ticas ao t&eacute;cnico brasileiro. Por mais que o time chegasse credenciado ao Mundial por conta dos t&iacute;tulos da Copa Am&eacute;rica e da Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es. O fim das regalias &agrave; Rede Globo foi o &aacute;pice para a guerra generalizada, com direito a recado em coletiva de imprensa. Com a derrota, ele virou de vez o vil&atilde;o.<\/p>\n<p>Na opini&atilde;o popular, o Brasil havia perdido a Copa da &Aacute;frica do Sul devido &agrave; aus&ecirc;ncia de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Hoje, os mesmos que pediam pela dupla santista questionam suas escala&ccedil;&otilde;es e se os mesmos est&atilde;o prontos para vestir a amarelinha. Se um ano depois do Mundial eles ainda mostram falta de maturidade, o ex-treinador da sele&ccedil;&atilde;o estava errado?<\/p>\n<p>Isso j&aacute; n&atilde;o podemos dizer, por mais que os resultados da Copa Am&eacute;rica 2011 possa indicar o contr&aacute;rio. O fato &eacute; que Dunga deve ter pulado de alegria, enquanto membros da imprensa brasileira sentiam falta de suas rabugices.<\/p>\n<p><strong>Garantido no cargo<\/strong><\/p>\n<p>O dono da CBF &ndash; se a entidade &eacute; privada, como Ele diz, ent&atilde;o&#8230; &ndash; Ricardo Teixeira garantiu Mano Menezes. Vai ver que a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; evitar algo que aconteceu h&aacute; 20 anos, quando Paulo Roberto Falc&atilde;o &ndash; mandado embora neste final de semana pelo Internacional &ndash; fora demitido por fazer o que Teixeira lhe mandara, o mesmo de agora: renovar.<\/p>\n<p>Embora pare&ccedil;a ser dif&iacute;cil ver acertos na gest&atilde;o do &ldquo;Mister Teixeira&rdquo;, mudar de t&eacute;cnico pode significar um retrocesso. Ainda assim, o trabalho precisa ser acelerado, pois a elimina&ccedil;&atilde;o no torneio sulamericano s&oacute; demonstra uma grave preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao fato de o Brasil estar automaticamente classificado, enquanto sede, para a Copa de 2014: a falta de jogos oficiais.<\/p>\n<p>Mesmo em amistosos, neste um ano p&oacute;s &Aacute;frica do Sul, o time n&atilde;o conseguiu vencer nenhuma grande sele&ccedil;&atilde;o. Em agosto vir&aacute; mais um teste, contra a Alemanha.<\/p>\n<p>S&oacute; n&atilde;o v&aacute; o t&eacute;cnico acreditar nas palavras do imperador da CBF, que j&aacute; foi capaz at&eacute; de demitir t&eacute;cnico com liga&ccedil;&atilde;o quando o mesmo estava no aeroporto.<\/p>\n<p>A press&atilde;o por nomes como Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari j&aacute; come&ccedil;ou a aparecer na imprensa esportiva nacional.<\/p>\n<p><strong>O melhor jogo at&eacute; aqui <\/strong><\/p>\n<p>No in&iacute;cio da noite de s&aacute;bado, Argentina e Uruguai proporcionaram o melhor jogo desta Copa Am&eacute;rica. Em disputa, uma rivalidade hist&oacute;rica, que decidiu a primeira edi&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo, no Est&aacute;dio Centen&aacute;rio, em 1930.<\/p>\n<p>A sele&ccedil;&atilde;o argentina demorou a &ldquo;engrenar&rdquo; na competi&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s dois maus jogos na primeira fase, com direito &agrave; press&atilde;o sobre Lionel Messi &ndash; tr&ecirc;s vezes melhor jogador do Mundo &ndash;,  a Argentina come&ccedil;ou a demonstrar sua for&ccedil;a contra a Costa Rica ainda na primeira fase, com Messi mostrando sua qualidade.<\/p>\n<p>Contra os uruguaios, prevaleceu a rivalidade, num jogo que qualquer um dos times poderia sair vencedor. O Uruguai abriu o placar logo no in&iacute;cio do jogo, mas a Argentina empatou e ainda ficou com um a mais j&aacute; na primeira etapa, com a expuls&atilde;o de P&eacute;rez, autor do gol celeste.<\/p>\n<p>No segundo tempo, ap&oacute;s muitas tentativas paradas nas defesas de Muslera, o resultado se manteve, com a igualdade se estabelecendo no n&uacute;mero de jogadores em campo, com a expuls&atilde;o de Mascherano.<\/p>\n<p>Na prorroga&ccedil;&atilde;o, nada feito. Nos p&ecirc;naltis, Tevez, o jogador &ldquo;queridinho&rdquo; da torcida, parou em Muslera.<\/p>\n<p>No mesmo 16 de julho em que calara um Maracan&atilde; com mais de 200 mil pessoas em 1950, o Uruguai calava a Argentina no &ldquo;Cemit&eacute;rio dos Elefantes&rdquo;, em La Plata. Esta &eacute; a Celeste!<\/p>\n<p><strong>Maradona faz falta?<\/strong><\/p>\n<p>Em campo n&atilde;o ter&iacute;amos d&uacute;vida que sim, pelo extraordin&aacute;rio jogador que foi. Mas como t&eacute;cnico, &ldquo;El Pibe D&rsquo;Oro&rdquo; foi t&atilde;o questionado pela imprensa argentina quanto Dunga pela brasileira, com direito a xingamento na coletiva de imprensa ap&oacute;s o jogo que garantiu a alviceleste na Copa do ano passado.<\/p>\n<p>Dieguito, na pior das hip&oacute;teses, defendia o grupo de jogadores e se colocava como alvo preferencial das cr&iacute;ticas. Os problemas com o presidente da AFA, J&uacute;lio Grondona &ndash; outro dos homens &ldquo;fortes&rdquo; da Am&eacute;rica do Sul &ndash;, fizeram-no n&atilde;o continuar, ao menos fisicamente, j&aacute; que sua sombra parece ser permanente, ainda mais com uma sele&ccedil;&atilde;o deste porte estando 18 anos sem ganhar um t&iacute;tulo oficial. Na melhor das hip&oacute;teses &ndash; ou na pior, para n&oacute;s &ndash;, esse n&uacute;mero para em 21, j&aacute; que a pr&oacute;xima competi&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a Copa de 2014.<\/p>\n<p>Assim como Mano Menezes, Sergio Batista deve permanecer no cargo de uma sele&ccedil;&atilde;o que, curiosamente, n&atilde;o soube aproveitar, at&eacute; agora, o melhor dos seus &uacute;ltimos grandes craques, Riquelme e Messi. A este parece que faltam a estrutura t&aacute;tica dentro de campo e o apoio que sobram no Barcelona.<\/p>\n<p><strong>Os grandes ca&iacute;ram? N&atilde;o! <\/strong><\/p>\n<p>A sele&ccedil;&atilde;o uruguaia &eacute; a &uacute;nica das sele&ccedil;&otilde;es ditas grandes que segue viva na Copa Am&eacute;rica. Uma demonstra&ccedil;&atilde;o do ressurgimento do futebol uruguaio, que ap&oacute;s o &ldquo;maracanazzo&rdquo; pouco havia feito.<\/p>\n<p>O quarto lugar na &uacute;ltima Copa do Mundo, a vaga nas Olimp&iacute;adas de 2012, em Londres, e o vice campeonato da Libertadores de 2011, com o Pe&ntilde;arol, marcam o ressurgimento da Celeste Ol&iacute;mpica, duas vezes campe&atilde; mundial e ol&iacute;mpica. Da&iacute; a dizer que o t&iacute;tulo j&aacute; &eacute; deles &eacute; n&atilde;o acreditar no melhor do futebol: o &ldquo;Sobrenatural de Almeida&rdquo; rodriguiano.<\/p>\n<p><strong>&ldquo;Sobrenatural de Almeida&rdquo; percorre a Argentina<\/strong><\/p>\n<p>Os surpreendentes Peru e Venezuela entram em campo pelas semifinais da Copa Am&eacute;rica contra Uruguai e Paraguai, representantes frequentes da Am&eacute;rica do Sul nas &uacute;ltimas Copas, com a chance de se configurar como as grandes surpresas do ano.<\/p>\n<p>N&atilde;o se surpreendam caso, por exemplo, Hugo Ch&aacute;vez tu&iacute;te de algum lugar de Cuba vibrando com o t&iacute;tulo in&eacute;dito da &ldquo;Vinotintto&rdquo;. Brasil, Argentina e os Estados Unidos, que perdeu a Copa do Mundo feminina no domingo para o Jap&atilde;o, que o digam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Badalados, Messi e Neymar pouco luziram nesta Copa Am\u00e9rica. 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